{"id":97329,"date":"2026-09-06T22:23:15","date_gmt":"2026-09-07T01:23:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97329"},"modified":"2026-09-06T22:32:05","modified_gmt":"2026-09-07T01:32:05","slug":"entrevista-com-25-anos-de-estrada-a-fuzzly-cuiaba-mt-prepara-novo-disco-de-ineditas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/06\/entrevista-com-25-anos-de-estrada-a-fuzzly-cuiaba-mt-prepara-novo-disco-de-ineditas\/","title":{"rendered":"Entrevista: Com 25 anos de estrada, a Fuzzly (Cuiab\u00e1, MT) prepara novo disco de in\u00e9ditas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem acompanha o underground nacional h\u00e1 algum tempo, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fuzzlyofficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fuzzly<\/a> n\u00e3o representa exatamente uma novidade. Formada em Cuiab\u00e1 (MT) em 2001, o trio percorreu caminhos pr\u00f3prios dentro do rock pesado, atravessando diferentes fases da cena independente, mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00f5es na maneira de produzir, distribuir e consumir m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma\u00e7\u00e3o atual re\u00fane Dark Jord\u00e3o (guitarra e voz), Rafael Arruda (bateria) e Hugo Falc\u00e3o (baixo), sendo que Dark e Rafael est\u00e3o presentes desde o in\u00edcio. Mais de duas d\u00e9cadas de atividade representam uma longevidade bastante incomum para uma banda, especialmente para uma que nasceu longe dos principais centros da ind\u00fastria musical brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o <a href=\"https:\/\/fuzzly.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cinco lan\u00e7amentos<\/a> no curr\u00edculo: os EPs &#8220;Fuzzly&#8221; (2003) e &#8220;Middle of Nothing&#8221; (2004) e os \u00e1lbuns &#8220;Like a Flame of Vulcaine&#8221; (2006), &#8220;Vol. II&#8221; (2014) e &#8220;From the Ashes&#8221; (2019). Ao longo desse percurso, vieram ainda passagens por festivais como Bananada, Goi\u00e2nia Noise, DoSol e Abraxas, al\u00e9m de shows na Argentina e no Chile.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista ao Scream &amp; Yell feita no m\u00eas de agosto antes do show da Fuzzly abrindo para o Pentagram no Fabrique Club, em S\u00e3o Paulo, Dark Jord\u00e3o e Rafael Arruda falam sobre a origem do grupo, as transforma\u00e7\u00f5es do underground, o que significa manter uma banda independente por mais de duas d\u00e9cadas e a rela\u00e7\u00e3o com o stoner.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fuzzly - Illusion (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3rT6ytsDDWg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Fuzzly existe desde 2001 e atravessou diferentes momentos da cena independente brasileira, do underground dos anos 2000 at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o do stoner no pa\u00eds. O que mudou na banda ao longo desse per\u00edodo e o que continua exatamente igual?<\/strong><br \/>\nMudou quase tudo ao redor; a cena, as formas de produzir e divulgar m\u00fasica e n\u00f3s mesmos, como pessoas e m\u00fasicos. A Fuzzly atravessou forma\u00e7\u00f5es, discos, turn\u00eas e diferentes fases ao longo de mais de duas d\u00e9cadas. O que n\u00e3o mudou foi a vontade de tocar. Desde o in\u00edcio, sempre fizemos nosso pr\u00f3prio caminho, construindo parcerias e seguindo sem saber exatamente onde aquilo nos levaria. Hoje existe mais experi\u00eancia e outra perspectiva, mas a ess\u00eancia continua a mesma: fazer m\u00fasica juntos e manter a banda em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde \u201cLike a Flame of Vulcaine\u201d, passando por \u201cVol. II\u201d e \u201cFrom the Ashes\u201d, a Fuzzly passou por mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o e algumas nuances diferentes no som, mas sempre com uma rela\u00e7\u00e3o forte em riffs, psicodelia e peso. O \u00faltimo disco saiu em 2019, mas voc\u00eas est\u00e3o compondo para um pr\u00f3ximo disco?<\/strong><br \/>\n\u201cFrom the Ashes\u201d saiu em 2019, pouco antes da pandemia, e acabou n\u00e3o tendo a turn\u00ea e a divulga\u00e7\u00e3o que imagin\u00e1vamos. Ainda assim, continuamos compondo. Tudo o que vivemos nesses anos, bandas com quem dividimos palco, lugares por onde passamos e novas refer\u00eancias, inevitavelmente tudo entra no nosso som, mas sempre filtrado pela identidade da Fuzzly, como riffs pesados, atmosferas hipn\u00f3ticas e psicod\u00e9licas e uma abordagem distinta. Ainda estamos definindo a forma do pr\u00f3ximo trabalho e existe a possibilidade de lan\u00e7armos algo no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas come\u00e7aram quando a internet ainda n\u00e3o tinha o peso que tem hoje. Como era construir uma banda de stoner naquela \u00e9poca, em compara\u00e7\u00e3o com a realidade atual?<\/strong><br \/>\nNunca tivemos muita preocupa\u00e7\u00e3o com o r\u00f3tulo \u201cstoner\u201d. Quando come\u00e7amos, nossas refer\u00eancias estavam muito ligadas ao grunge, ao punk e ao que circulava ao nosso redor naquele momento. Outras influ\u00eancias foram entrando naturalmente, a partir das bandas, amizades e cenas que encontramos pelo caminho. No in\u00edcio dos anos 2000, uma banda se constru\u00eda de outra maneira, no boca a boca, shows, zines, fitas, discos, cartazes na rua e no contato direto entre as pessoas. Hoje o acesso \u00e9 imediato e a quantidade de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme. A cena continua viva, o que mudou radicalmente foi a forma como a m\u00fasica circula e como as pessoas chegam at\u00e9 ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O underground brasileiro vive de ciclos. Voc\u00eas sentiram momentos em que parecia imposs\u00edvel manter a banda ativa? O que fez a Fuzzly continuar?<\/strong><br \/>\nManter uma banda independente por mais de 20 anos exige insist\u00eancia. Come\u00e7amos com 14, 15 anos; enquanto muita gente da nossa idade passava as f\u00e9rias viajando com a fam\u00edlia ou de v\u00e1rias outras formas, n\u00f3s est\u00e1vamos indo tocar na Argentina. Depois vem trabalho, responsabilidades e todas as press\u00f5es da vida adulta. \u00c9 natural que muita gente pare no caminho. A Fuzzly continuou porque sempre encontramos uma forma de seguir. Enquanto houver vontade de fazer m\u00fasica, a banda vai existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O show de voc\u00eas abrindo para o Pentagram tamb\u00e9m pode ser visto como um encontro entre duas gera\u00e7\u00f5es de uma mesma linhagem de m\u00fasica pesada. O que voc\u00eas gostariam que algu\u00e9m que nunca ouviu Fuzzly percebesse ao assistir \u00e0 banda antes do Pentagram?<\/strong><br \/>\nAntes de qualquer defini\u00e7\u00e3o, queremos que a pessoa sinta a m\u00fasica. A Fuzzly nunca foi sobre se encaixar em um r\u00f3tulo, mas sobre construir uma linguagem pr\u00f3pria a partir de tudo o que atravessamos nesses mais de 20 anos. Isso aparece nos riffs, na psicodelia, no peso e, principalmente, na energia ao vivo. Se algu\u00e9m chegar sem conhecer a banda e sair do show querendo ouvir mais, cumprimos nosso papel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Banda Fuzzly - Fabrique Club em S\u00e3o Paulo. 08\/26\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FZNGaFHWdng?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fuzzly - Void (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XYBWopidCT8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fuzzly - Swimming Inside\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/npNmrkKgdsU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dark Jord\u00e3o e Rafael Arruda falam sobre a origem do grupo, as transforma\u00e7\u00f5es do underground, o que significa manter uma banda independente por mais de duas d\u00e9cadas e a rela\u00e7\u00e3o com o stoner.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/06\/entrevista-com-25-anos-de-estrada-a-fuzzly-cuiaba-mt-prepara-novo-disco-de-ineditas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":97332,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8358],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97329"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97329"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97329\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97333,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97329\/revisions\/97333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}