{"id":97076,"date":"2026-08-18T23:51:47","date_gmt":"2026-08-19T02:51:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97076"},"modified":"2026-08-18T23:52:07","modified_gmt":"2026-08-19T02:52:07","slug":"faixa-a-faixa-a-maglore-apresenta-fluxo-natural-seu-sexto-album-um-disco-de-rock-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/08\/18\/faixa-a-faixa-a-maglore-apresenta-fluxo-natural-seu-sexto-album-um-disco-de-rock-brasileiro\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: A Maglore apresenta \u201cFluxo Natural\u201d, seu sexto \u00e1lbum, &#8220;um disco de rock brasileiro&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfaixa a faixa de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/magloreoficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maglore<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Maglore est\u00e1 de volta\u2026 sem nunca ter realmente ido. A turn\u00ea de \u201cV\u201d, \u00e1lbum de 2022 que ampliou o s\u00e9quito de f\u00e3s da banda (e foi eleito o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/02\/08\/scream-yell-melhores-discos-nacionais-de-2022\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo melhor disco daquele ano<\/a> em vota\u00e7\u00e3o aqui no Scream &amp; Yell), se juntou com a turn\u00ea do disco \u201cAc\u00fastico\u201d (2024), o que manteve o quarteto na estrada ativamente por quatro anos &#8211; com algumas brechas para que Lucas Gon\u00e7alves lan\u00e7asse \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/12\/tres-perguntas-lucas-goncalves-fala-de-minas-gerais-e-das-parcerias-com-gustavo-galo-e-apeles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00e2mara Escura<\/a>\u201d, seu terceiro disco solo, em 2023, e Teago Oliveira colocasse no mundo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/28\/teago-oliveira-minha-geracao-nao-atingiu-o-mainstream-e-isso-machucou-nosso-ego\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Can\u00e7\u00f5es do Velho Mundo<\/a>\u201d, seu segundo disco, em 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/vm.group\/FluxoNatural\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fluxo Natural<\/a>\u201d (2026), o sexto rebento da Maglore, j\u00e1 antecipa um pouco de seu \u201ccaminho filos\u00f3fico\u201d, segundo Teago, no pr\u00f3prio t\u00edtulo do \u00e1lbum: \u201cSignifica que os obst\u00e1culos da vida s\u00e3o mat\u00e9ria prima para algo maior. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre aceita\u00e7\u00e3o e sim sobre escolhas\u201d, pontua. &#8220;O recado mais profundo do disco \u00e9 do amor como algo que permanece. N\u00e3o apenas de um jeito rom\u00e2ntico, e mesmo com muitas imagens densas \u2013 imp\u00e9rios caindo, corpos modificados, chuva de concreto, pesadelos \u2013 o amor surge como \u00e2ncora, como elo central.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u201cV\u201d olhava para o passado e Teago listava influ\u00eancias de Luiz Melodia, Jorge Ben, Lennon e Wilco <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/29\/entrevista-maglore-lanca-v-olhando-para-o-passado-e-teago-oliveira-diz-que-a-banda-vive-sua-melhor-fase\/\">aqui mesmo<\/a>, \u201cFluxo Natural\u201d \u00e9, para ele, \u201cum disco de rock brasileiro. Tem forte sensorialidade corporal e geogr\u00e1fica, fala-se muito sobre rio, mar, luar, outono, chuva, sol. Mas tamb\u00e9m fala de sonhar, de f\u00e9, inf\u00e2ncia, futuro poss\u00edvel, malandragem, de transformar a lama em banquete. Existe um microuniverso do pensamento brasileiro que talvez estejamos perdendo, mas que escolhemos trazer pra esse disco&#8221;,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com lan\u00e7amento pela LOCO Records, \u201c<a href=\"https:\/\/vm.group\/FluxoNatural\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fluxo Natural<\/a>\u201d come\u00e7ou a ser rascunhado em intervalos de turn\u00eas em 2024, sendo registrado entre maio e abril de 2026 no Est\u00fadio Kapa, na casa de Teago, vocalista e guitarrista do grupo que ainda conta com Lelo Brand\u00e3o (guitarra e teclado), Lucas Gon\u00e7alves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria). &#8220;Filosoficamente, o \u00e1lbum escapa do niilismo porque recusa o vazio de sentido. Em vez de concluir que nada importa, ele encontra sentido justamente no fluxo, nessa coisa que vai nos levando\u201d, diz Teago. Abaixo, a banda comenta todas as can\u00e7\u00f5es de \u201cFluxo Natural\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o \u00e1lbum na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fluxo Natural\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_k7baLUL6Rru658sYVzZ5xUqJ0aw6Ngf-o\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) SULAMERICANO<\/strong> (Lucas Gon\u00e7alves e Carime Elmor) &#8211; \u201cFoi inspirada na hist\u00f3ria de Ney Matogrosso e tem como tema a coragem, sobretudo em tempos gris. \u00c9 sobre um sul-americano que luta para perder o medo de sonhar e busca for\u00e7a na pr\u00f3pria hist\u00f3ria para ganhar o mundo, apesar das adversidades.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) FAROL<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201c\u00c9 a tem\u00e1tica central do \u00e1lbum. Apresenta a filosofia completa de \u2018deixar perder, deixar estar\u2019 e tamb\u00e9m faz um convite para \u2018deixar o menino sonhar\u2019. Serve como guia conceitual para v\u00e1rios outros momentos do disco.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) PALESTINA NOS SEUS OLHOS<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201c\u00c9 uma das faixas mais densas. Contrasta guerra, imp\u00e9rios e destrui\u00e7\u00e3o com o amor que permanece. Tem momentos \u00edntimos (caf\u00e9, ninar) e um tom de resist\u00eancia emocional. Retrata o sentimento de quem vive em meio a uma guerra injusta, como o massacre da Palestina, ao tempo que lan\u00e7a esperan\u00e7a de dias melhores se baseando no afeto cotidiano.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) SONHO REAL<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201cMergulho no amor como portal para outra realidade. Questiona a fronteira entre fantasia e vida real (Eu n\u00e3o sei se quero acordar \/ Ou me perder num sonho real). Traz uma l\u00edrica on\u00edrica e rom\u00e2ntica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) RAIO DE SOL<\/strong> (Lucas Gon\u00e7alves) &#8211; \u201cUma balada rom\u00e2ntica sobre a possibilidade de viver um amor para sempre, fazendo uma met\u00e1fora com os movimentos de rota\u00e7\u00e3o da terra, como nos dias em que \u00e9 poss\u00edvel ver a lua diurna dividindo o c\u00e9u com o sol.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) O RIO E O MAR<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201cUma reflex\u00e3o sobre o tempo, mem\u00f3ria, saudade e o reencontro inevit\u00e1vel. O encontro predestinado pela pessoa amada, mesmo tendo que esperar uma vida inteira, e um amor que continua mesmo depois da aus\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) AMOR SCI-FI<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201cCl\u00edmax de transforma\u00e7\u00e3o. Fala dos tempos atuais de maneira fict\u00edcia, onde a pessoa perde tudo: casa, corpo, hist\u00f3ria, e descobre liberta\u00e7\u00e3o no risco e no momento presente. Ao mesmo tempo tem uma atmosfera futurista, \u00e9 tamb\u00e9m carnal e possui um arco de reden\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) PARA L\u00d4<\/strong> (Lucas Gon\u00e7alves e Carime Elmor) &#8211; \u201cTrata-se de um poema abstrato conduzido por versos de contraste l\u00edrico, em que aparece a frase \u2018p\u00f4r do sol que vai num trem azul\u2019, homenageando os compositores L\u00f4 e M\u00e1rcio Borges. No disco, a m\u00fasica ganhou um arranjo inspirado na fase anos 80 de Caetano Veloso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) TUDO BEM<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u2018Fala de aceitar as fases ruins e oferece conforto em meio a um mundo complicado. \u00c9 uma balada oitentista de autocompaix\u00e3o, para ouvir quando se est\u00e1 de saco cheio de tudo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) CURVA DE TRIVELA<\/strong> (Teago Oliveira) &#8211; \u201cMet\u00e1fora sobre futebol e as dificuldades da vida. Celebra\u00e7\u00e3o da boa malandragem, da vida como jogo. Transforma\u00e7\u00e3o da lama em algo grandioso, frut\u00edfero. Uma m\u00fasica que fala sobre correr por fora em tempos de holofotes escassos, um comportamento cotidiano para o brasileiro.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) CARAVELAS<\/strong> (Lucas Gon\u00e7alves e Gustavo Galo) &#8211; \u201cM\u00fasica de Lucas Gon\u00e7alves e letra em parceria com Gustavo Galo, da Trupe Ch\u00e1 de Boldo. O poema, iniciado por Galo, descreve a paisagem de um dia de ver\u00e3o nas praias da Bahia, boiando na ba\u00eda ou em alto mar, vendo as ondas se formarem como montanhas feitas de \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAPA<\/strong><br \/>\nContrastando a ideia fluida do t\u00edtulo do \u00e1lbum com a rigidez dos formatos geom\u00e9tricos, a capa de Fluxo Natural \u00e9 assinada por Teago Oliveira. &#8220;O fundo preto, a sensa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, o vazio, o cosmos, at\u00e9 as quatro cores, que s\u00e3o os raios de luz, emo\u00e7\u00f5es, temos a energia do mais quente ao mais frio&#8221;, conceitua o artista. &#8220;Mas tamb\u00e9m pode representar os quatro integrantes da banda como constru\u00e7\u00e3o do tempo, quatro linhas cont\u00ednuas e paralelas, cada uma com sua pr\u00f3pria cor&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97077 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/CAPA_MAGLORE-FLUXO-NATURAL.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/CAPA_MAGLORE-FLUXO-NATURAL.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/CAPA_MAGLORE-FLUXO-NATURAL-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/CAPA_MAGLORE-FLUXO-NATURAL-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/imperioteca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elisa Imperial<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Filosoficamente, o \u00e1lbum escapa do niilismo porque recusa o vazio de sentido. 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