{"id":97010,"date":"2026-08-12T22:21:44","date_gmt":"2026-08-13T01:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97010"},"modified":"2026-08-13T09:08:05","modified_gmt":"2026-08-13T12:08:05","slug":"tres-filmes-as-cores-do-tempo-french-lover-nouvelle-vague","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/08\/12\/tres-filmes-as-cores-do-tempo-french-lover-nouvelle-vague\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: \u201cAs Cores do Tempo\u201d, \u201cFrench Lover\u201d, \u201cNouvelle Vague\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97012 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cores1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cores1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cores1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAs Cores do Tempo\u201d, de C\u00e9dric Klapisch (2025)<\/strong><br \/>\nTempos modernos: uma incorporadora planeja construir um shopping center no terreno de uma antiga casa, fechada desde 1944. Na pesquisa, encontra 30 descendentes da \u00faltima moradora, Ad\u00e8le (a \u00f3tima Suzanne Lindon), que decidem criar uma comiss\u00e3o para visitar o im\u00f3vel e avaliar seu destino. O grupo formado pelo professor Abdelkrim (Zinedine Soualem), pelo criador de conte\u00fado Seb (Abraham Wapler), pela executiva C\u00e9line (Julia Piaton) e pelo apicultor Guy (Vincent Macaigne) adentra a casa tomada por poeira e mato e encontra fotos, cartas e pinturas que remetem a hist\u00f3ria de Ad\u00e8le e de sua fam\u00edlia e iniciam uma viagem no tempo (n\u00e3o apenas metaf\u00f3rica). O roteiro alterna, ent\u00e3o, de maneira cativante, a Belle \u00c9poque parisiense com os tempos atuais. No passado, mais precisamente em 1895, Ad\u00e8le abandona esta casa na zona rural da Normandia ap\u00f3s a morte da av\u00f3 para ir atr\u00e1s da m\u00e3e, Odette (a cativante Sara Giraudeau), que vive em Paris, e, como n\u00e3o poderia deixar de ser, encontra a si mesma \u2013 no percurso, conhece Sarah Bernhardt, o pintor Claude Monet (que \u201cempresta\u201d suas impressionantes Ninfeias, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/09\/um-dia-corrido-cheio-de-coisas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hoje expostas no delicado Museu L\u2019Orangerie<\/a>, ao filme) e o fot\u00f3grafo pioneiro F\u00e9lix Nadar. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/26\/filmografia-todo-o-cinema-de-woody-allen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Woody Allen<\/a> amarrou sua hist\u00f3ria de maneira mais concisa no bonito \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/26\/filmografia-todo-o-cinema-de-woody-allen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meia Noite em Paris<\/a>\u201d (2011), mas Klapisch \u2013 que domina como ningu\u00e9m a arte das com\u00e9dias dram\u00e1ticas leves, vide \u201cOdeio Te Amar\u201d (1996) e a trilogia de coming age \u201cO Albergue Espanhol\u201d (2001), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/04\/18\/cinema-bonecas-russas-de-cedric-klapisch-e-um-bonito-filme-adolescente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bonecas Russas<\/a>\u201d (2005) e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/15\/cinema-o-enigma-chines\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Enigma Chin\u00eas<\/a>\u201d (2013) \u2013 consegue contrapor de maneira elegante \u201ca chegada do futuro\u201d (\u201cLa Venue de l\u2019Avenir\u201d, o t\u00edtulo original do filme, \u00e9 um jogo de palavras com &#8220;La venue&#8221;, a chegada, e &#8220;L\u2019avenue&#8221;, a avenida, que remete a uma cena encantadora com uma vista panor\u00e2mica de Paris a partir da colina de Montmartre no exato momento em que as luzes el\u00e9tricas se acendem pela primeira vez na avenida Champs-\u00c9lys\u00e9es) com o futuro dos familiares de Ad\u00e8le, entre redes sociais, celulares e apps de conversa em grupo (a tela de um Teams, por exemplo, com familiares discutindo o destino do im\u00f3vel, soa uma vers\u00e3o moderna da parede da casa de 1944) tentando desvenda-la enquanto desnudam-se a si pr\u00f3prios num jogo agrad\u00e1vel entre passado e presente que, paralelamente, refor\u00e7a a premissa de Woody: as quest\u00f5es s\u00e9rias da vida seguem as mesmas\u2026 em qualquer \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7.5<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97013 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/french1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/french1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/french1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFrench Lover\u201d, de Lisa-Nina Rives (2025)<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea j\u00e1 viu esse filme antes, o que em se tratando de uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica clich\u00ea (refor\u00e7o na redund\u00e2ncia) n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade, mas, realmente, voc\u00ea J\u00c1 VIU esse filme antes: de um lado temos Abel Camara, um ator famoso na casa dos 40 anos que est\u00e1 desencantado da vida, pois levou um p\u00e9 na bunda da ex e est\u00e1 estrelando comerciais de uma linha de desodorante popular (French Lover \u00e9 a marca, boa sacada do roteiro) quando, na verdade, queria atuar em filmes s\u00e9rios que rendessem indica\u00e7\u00f5es ao C\u00e9sar, o Oscar franc\u00eas. Do outro temos Marion (perceba que ela n\u00e3o ostenta sobrenome), uma gar\u00e7onete que acaba de ser demitida do emprego e est\u00e1 assinando a papelada do div\u00f3rcio com o ex-marido, que \u00e9 dono do apartamento em que ela vive (e est\u00e1 lhe cobrando os alugueis atrasados). Parece existir quase nada em comum entre ambos, mas o destino (ou melhor, o roteiro) trata de dar um jeito de colocar os dois pombinhos frente a frente, e a atriz Anna Scott (Julia Roberts) vai se apaixonar pelo livreiro Will Thacker (Hugh Grant)\u2026 Espera, esse \u00e9 outro filme, mas tudo bem, porque Lisa-Nina Rives \u00e9 t\u00e3o dedicada na \u201crecria\u00e7\u00e3o\u201d que at\u00e9 copia uma cena inteira de \u201cUm Lugar Chamado Notting Hill[\u201c (a do almo\u00e7o em fam\u00edlia) nessa produ\u00e7\u00e3o francesa encomendada pela Netflix, que tentou disfar\u00e7ar creditando a s\u00e9rie israelense \u201cVery Important Person\u201d, de Shirli Mushoyef, como inspira\u00e7\u00e3o para \u201cFrench Lover\u201d, mas talvez a IA tenha tido dificuldade para adaptar o hebraico e preferiu o ingl\u00eas brit\u00e2nico (tem cada IA pregui\u00e7osa por ai, fique atento). O resultado dessa c\u00f3pia fiel s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 um desastre porque Omar Sy (de \u201cIntoc\u00e1veis\u201d, 2011, e \u201cLupin\u201d, 2021) e Sara Giraudeau (de \u201cO Pequeno Fazendeiro\u201d, 2017, e \u201cAs Cores do Tempo\u201d, 2025) s\u00e3o completamente encantadores em seus papeis. Omar constr\u00f3i um Abel \u00f3timo como o rapaz de inf\u00e2ncia pobre que vira famoso, milion\u00e1rio e sem no\u00e7\u00e3o (ou seja, um babaca completo) praticamente esquecendo de suas origens humildes (a cena do hospital \u00e9 muito boa). J\u00e1 Sara \u00e9\u00a0 perfeita em transmitir uma mulher que sabe que est\u00e1 vivendo algo irreal, mas nem por isso vai deixar de ser ela mesma para se adequar a um universo em que n\u00e3o pertence. O resultado \u00e9 um filme \u00f3bvio, clich\u00ea e divertidinho, um bom passatempo esquec\u00edvel como quase todas as com\u00e9dias rom\u00e2nticas, com uma diferen\u00e7a: Paris. Eita cidade linda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97014 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nouvelle1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nouvelle1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nouvelle1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNouvelle Vague\u201d, de\u00a0Richard Linklater (2025)<\/strong><br \/>\nEm 2025, o diretor Richard Linklater (da trilogia \u201cAntes do Amanhecer\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/beforesunrise.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antes do Por-do-Sol<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/30\/antes-da-meia-noite-richard-linklater\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antes da Meia-Noite<\/a>\u201d) lan\u00e7ou dois filmes bel\u00edssimos, \u201cBlue Moon\u201d e \u201cNouvelle Vague&#8221;, num intervalo de duas semanas. Ambos foram ignorados pelo Oscar (apenas Ethan Hawke foi indicado a Melhor Ator pelo primeiro), o que diz mais sobre mercado e a Academia do que sobre cinema. \u201cBlue Moon\u201d tra\u00e7a um retrato melanc\u00f3lico e encantador do compositor Lorenz Hart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/13\/tres-filmes-blue-moon-sonhos-de-trem-a-voz-de-hind-rajab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">texto aqui<\/a>). Ja \u201cNouvelle Vague\u201d lan\u00e7a luz sobre a g\u00eanese de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/17\/os-10-primeiros-filmes-de-godard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acossado<\/a>\u201d (1960), obra-prima obrigat\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/17\/os-10-primeiros-filmes-de-godard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jean Luc-Godard<\/a>. Linklater recria o per\u00edodo de maneira apaixonada e devota (e nem um pouco godardiana, para indisfar\u00e7\u00e1vel felicidade de alguns) amparado em um roteiro divertido de Mich\u00e8le Halberstadt e Laetitia Masson (que empilham frases cl\u00e1ssicas do cr\u00edtico da Cahiers de Cinema e futuro diretor ao lado de cita\u00e7\u00f5es antol\u00f3gicas), numa recria\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios impec\u00e1vel de Katia Wyszkop e na irresistivel fotografia em preto e branco de David Chambill. A trama come\u00e7a em 1959, com Godard, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/06\/filmografia-comentada-francois-truffaut\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Truffaut<\/a>, Chabrol e Schiffman (todos devidamente identificados na tela, expediente que ser\u00e1 usado para todos os \u201cpersonagens\u201d dos dois filmes, &#8220;Acossado&#8221; e &#8220;Nouvelle Vague&#8221;) assistindo \u00e0 estreia de &#8220;La Passe du Diable&#8221;, que o cr\u00edtico Godard ir\u00e1 destruir em conversa com seu produtor, Georges de Beauregard. Logo depois, em Cannes, quando &#8220;Os Incompreendidos&#8221;, de Truffaut, \u00e9 lan\u00e7ado e celebrado, Godard e Beauregard fecham acordo para um filme, com o produtor exigindo que Truffaut assine o argumento e Chabrol seja o supervisor t\u00e9cnico. &#8220;Bem, se eles querem uma nova onda (Nouvelle Vague), vamos lhes dar um maremoto&#8221;, devolve Godard, que aproveita os momentos que antecedem as filmagens para colher conselhos de Jean-Pierre Melville, Robert Bresson e Roberto Rossellini, que provoca, rindo: &#8220;Primeiro dia de filmagem, fim do sonho&#8221;. A receita (que Linklater n\u00e3o segue), enumeram os amigos da Cahiers, \u00e9 &#8220;ser r\u00e1pido como Rossellini, malicioso como Sacha Guitry, musical como Orson Welles, simples como Marcel Pagnol, dolorido como Nicolas Ray, eficaz como Hitchcock, profundo como Bergman e, principalmente, insolente como ningu\u00e9m&#8221;. Durante 20 di\u00e1rias, Godard (Guillaume Marbeck, perfeito) ir\u00e1 enlouquecer produtor e atriz principal, Jean Seberg (a \u00f3tima Zoey Deutch de &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/11\/tres-filmes-por-inteiro-appletv-o-drama-prime-video-mensagens-para-isabelle-netflix\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mensagens Para Isabelle<\/a>&#8220;), mas ir\u00e1 conquistar a equipe e um lugar na hist\u00f3ria do cinema enquanto revoluciona a s\u00e9tima arte. \u201cNouvelle Vague\u201d reconta esse per\u00edodo de maneira reverente, emocional, despretensiosa e encantadora num filme, sobretudo, para apaixonados por cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nouvelle Vague | Trailer Oficial Legendado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/el3cOgXmlJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"French Lover | Official Trailer | Netflix\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/41jJ_1s8ZyY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"As Cores do Tempo | Trailer Oficial | 30 de Julho nos cinemas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gbHXY76EqU8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"C\u00e9dric Klapisch evoca Woody Allen em &#8220;As Cores do Tempo&#8221;; \u201cFrench Lover\u201d copia &#8220;Um Lugar Chamado Notting Hill&#8221;; &#8220;Nouvelle Vague&#8221; louva Godard.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/08\/12\/tres-filmes-as-cores-do-tempo-french-lover-nouvelle-vague\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":97011,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4],"tags":[6038,8337,116],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97010"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97010"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97032,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97010\/revisions\/97032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}