{"id":96934,"date":"2026-08-04T01:05:43","date_gmt":"2026-08-04T04:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96934"},"modified":"2026-08-04T01:07:30","modified_gmt":"2026-08-04T04:07:30","slug":"entrevista-na-flip-susy-freitas-fala-sobre-no-baile-do-juizo-final-livro-que-se-passa-numa-manaus-queer-e-punk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/08\/04\/entrevista-na-flip-susy-freitas-fala-sobre-no-baile-do-juizo-final-livro-que-se-passa-numa-manaus-queer-e-punk\/","title":{"rendered":"Entrevista: Na Flip, Susy Freitas fala sobre \u201cNo baile do ju\u00edzo final\u201d, livro que se passa numa Manaus queer e punk"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gabriel Pinheiro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u201c<a href=\"https:\/\/link.amazon\/B09Pe6v1F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No baile do ju\u00edzo final<\/a>\u201d \u00e9 uma viagem. A escritora manauara <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/susysemz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Susy Freitas<\/a> encerrou a programa\u00e7\u00e3o principal da \u00faltima Flip \u2013 Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, em mesa com a catal\u00e3 Eva Baltasar, no Audit\u00f3rio da Matriz. Ali, falou sobre este novo trabalho, o primeiro publicado pela <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/todavialivros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Todavia Livros<\/a>, uma narrativa desconcertante que recusa a linearidade e certo imagin\u00e1rio conhecido sobre a cidade de Manaus. Numa narrativa fragmentada, o desejo e o gozo se apresentam como forma de posicionamento pol\u00edtico. Uma pol\u00edtica dos afetos, uma pol\u00edtica dos corpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Susy parece incorporar a confus\u00e3o e a incerteza como m\u00e9todo. Mais do que uma hist\u00f3ria linear, \u201cNo baile do ju\u00edzo final\u201d lida com sensa\u00e7\u00f5es \u2013 sejam elas vividas por seus personagens ou pelos leitores com o livro em m\u00e3os. Uma viagem lis\u00e9rgica, por uma Manaus de ballrooms, drags e interven\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de um grupo que sabe o que n\u00e3o quer, mas n\u00e3o necessariamente sabe quais s\u00e3o seus objetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, feita na Flip, Susy Freitas explica como a cidade Manaus influencia a narrativa de \u201c<a href=\"https:\/\/link.amazon\/B09Pe6v1F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No baile do ju\u00edzo final<\/a>\u201d, aprofunda seu m\u00e9todo de escrita e revela que o livro busca desconstruir imagens muito cristalizadas sobre a capital do Amazonas: \u201cPorque esse imagin\u00e1rio n\u00e3o foi constru\u00eddo exatamente pelos nortistas\u201d, pontua, entre outras coisas. Leia a conversa!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-96935 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy2-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu livro me tirou de um lugar muito confort\u00e1vel de leitura. Tenho a impress\u00e3o de que ele n\u00e3o est\u00e1 preocupado em contar uma hist\u00f3ria com come\u00e7o, meio e fim, mas em provocar sensa\u00e7\u00f5es, nos muitos discursos que atravessam a narrativa. Como foi esse processo? Como voc\u00ea chegou a essa constru\u00e7\u00e3o t\u00e3o livre, que parece uma bagun\u00e7a deliciosa e vai jogando o leitor para todos os lados?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 uma coisa de que eu gosto quando estou escrevendo. Come\u00e7o de uma forma muito intuitiva, trabalhando com temas que, por algum motivo, est\u00e3o me chamando mais a aten\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o um pouco de pesquisa, mas tento deixar isso para um momento posterior. Primeiro, trabalho com essa camada da intui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando voc\u00ea escreve dessa forma, algumas conex\u00f5es acabam surgindo por acaso. Eu passo por um processo, quando estou escrevendo, de que &#8220;Ah, isso se conecta com isso&#8221;, &#8220;Isso reverbera nisso&#8221;, e vai surgindo essa constru\u00e7\u00e3o. Acho que \u00e9 por isso tamb\u00e9m que o livro tem pontos que talvez n\u00e3o sejam totalmente compreens\u00edveis, porque ele passa por esse caminho, at\u00e9 certo ponto, inconsciente. Eu trabalho primeiro com essa camada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E essa \u00e9 a parte que eu acho mais divertida tamb\u00e9m. Ligar pontinhos, a partir de coisas que inicialmente n\u00e3o estavam conectadas. Porque eu acho que isso se conecta tamb\u00e9m com a forma como eu vejo a cidade de Manaus. Eu gosto de transpor tamb\u00e9m, trazer para essa camada, porque \u00e9 uma cidade que tem um forte processo de esquecimento, em que coisas v\u00e3o sendo constru\u00eddas em cima de coisas, h\u00e1bitos v\u00e3o sendo constru\u00eddos em cima de h\u00e1bitos. E vai regurgitando tudo muito r\u00e1pido. A digest\u00e3o \u00e9 toda meio estranha do tecido da cidade. Ent\u00e3o, \u00e9 por isso que eu acho que a pr\u00f3pria cidade acabou trazendo isso para a minha escrita.<\/p>\n<figure id=\"attachment_96936\" aria-describedby=\"caption-attachment-96936\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-96936 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy3-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-96936\" class=\"wp-caption-text\"><em>foto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/walter.craveiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Walter Craveiro<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tenho a impress\u00e3o de que seu livro escreve contra imagens muito cristalizadas sobre Manaus e sobre quem vive ali. \u00c9 como se ele desmontasse esse imagin\u00e1rio, o regurgitasse e o transformasse em outra coisa. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\nSim, porque esse imagin\u00e1rio n\u00e3o foi constru\u00eddo exatamente pelos nortistas. N\u00e3o \u00e9 uma coisa aut\u00f3ctone. Al\u00e9m disso, ele j\u00e1 \u00e9 antigo. A vida continuou, a cidade mudou, ent\u00e3o era natural que, ao escrever sobre o que Manaus desperta hoje, eu precisasse partir de outro lugar. Pelo menos para mim, n\u00e3o havia outro caminho. N\u00e3o consigo imaginar outra forma de lidar com essas imagens j\u00e1 estabelecidas e, ao mesmo tempo, trazer algo que reverberasse em mim como autora e tamb\u00e9m em um leitor contempor\u00e2neo. N\u00e3o tinha como ser diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra coisa que me chama muito a aten\u00e7\u00e3o no livro \u00e9 o encontro de diferentes culturas. De um lado, h\u00e1 elementos ligados \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, \u00e0 espiritualidade e aos saberes ancestrais. De outro, aparecem refer\u00eancias muito contempor\u00e2neas: a cultura ballroom, a cena drag e o vogue. Como esse encontro acontece? Como voc\u00ea aproxima universos que parecem t\u00e3o distantes e faz com que eles confluam para criar algo novo?<\/strong><br \/>\nPara mim, essa \u00e9 a parte mais realista do livro, sendo bem sincera. Se voc\u00ea olha para uma cultura millennial em diante \u2013 n\u00e3o vou mais falar \u201cjovem\u201d, porque millennial j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o jovem assim \u2013, essas misturas acontecem naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manaus sempre foi, e hoje mais ainda, um lugar em que \u00e9 muito f\u00e1cil transitar por diferentes cenas e se sentir pertencente a todas elas. Acho que isso fez com que eu pudesse olhar para a cultura ballroom ou, mesmo sem estar totalmente imersa, entender um pouco da cultura hip hop e, ao mesmo tempo, circular pela cena alternativa, pela m\u00fasica indie, shoegaze, rock e outras coisas de que gosto. O livro traz isso porque essa experi\u00eancia \u00e9 muito presente, especialmente para a juventude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos aspectos mais nativos, existe um movimento \u2013 que n\u00e3o acontece s\u00f3 no Norte, mas que ali \u00e9 muito forte \u2013 de retorno \u00e0s pr\u00f3prias ascend\u00eancias, \u00e0 tentativa de compreender as origens ligadas aos povos ind\u00edgenas e \u00e0s hist\u00f3rias familiares. \u00c9 um movimento que a garotada tem abra\u00e7ado de uma maneira muito bonita. Voc\u00ea v\u00ea as pessoas indo atr\u00e1s da hist\u00f3ria de suas fam\u00edlias, da sua ascend\u00eancia e dos seus costumes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Particularmente, acho esse movimento muito interessante, e n\u00e3o tinha como ele n\u00e3o aparecer no livro. Se eu queria mostrar o choque entre os elementos mais estranhos, m\u00e1gicos e fant\u00e1sticos da narrativa e a minha vis\u00e3o da cidade, essas coisas acabam se unindo justamente a partir desses pontos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_96938\" aria-describedby=\"caption-attachment-96938\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-96938 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/susy4-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-96938\" class=\"wp-caption-text\"><em>foto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/walter.craveiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Walter Craveiro<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O coletivo do livro me chama a aten\u00e7\u00e3o porque, embora seja a for\u00e7a motriz de uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, ele nasce de uma certa indefini\u00e7\u00e3o. Os personagens nem sempre sabem exatamente qual \u00e9 o objetivo das pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, mas sentem a necessidade de agir. O que voc\u00ea acha que essa indecis\u00e3o do coletivo diz sobre n\u00f3s?<\/strong><br \/>\nAcredito que \u00e9 uma coisa tamb\u00e9m muito forte, muito contempor\u00e2nea, muito ligada \u00e0 juventude, de querer ver mudan\u00e7as, mas n\u00e3o saber exatamente quais s\u00e3o. Voc\u00ea sabe o que voc\u00ea n\u00e3o quer, mas voc\u00ea sabe o que quer? Acho que isso, apesar de associar a uma cultura jovem, a um imagin\u00e1rio jovem, \u00e9 uma coisa, na verdade, atemporal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra coisa de que gosto no coletivo \u00e9 como ele incorpora um pouco de pr\u00e1ticas nativas, mas ao mesmo tempo as distorce. Isso tamb\u00e9m faz parte da cidade. Por exemplo, existem pessoas que preparam uma garrafada de ayahuasca e fazem um ritual pr\u00f3prio, diferente do ritual tradicional. Isso aparece no livro, e n\u00e3o por acaso. Gosto dessa ideia de uma busca por caminhos que voc\u00ea ainda n\u00e3o sabe exatamente quais s\u00e3o. Acho que isso tamb\u00e9m \u00e9 uma experi\u00eancia atemporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O desejo \u00e9 uma forma de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica? Tenho a impress\u00e3o de que ele atravessa o livro inteiro. O desejo, a pele, o gozo, a vontade\u2026 tudo isso parece impregnado em cada p\u00e1gina.<\/strong><br \/>\nEu acredito que sim. Em determinado momento isso foi inconsciente; hoje, penso nisso de forma mais consciente. Quando voc\u00ea reflete sobre o desejo, sobre essa experi\u00eancia t\u00e3o intensa e t\u00e3o concreta, e pensa tamb\u00e9m no sexo, percebe que \u00e9 algo que, em sua ess\u00eancia, \u00e9 gratuito. Claro, existe a pornografia e outras formas mediadas por suportes e meios de comunica\u00e7\u00e3o, mas, no seu cerne, n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia mediada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, quantas coisas no mundo hoje voc\u00ea pode dizer que te fazem sentir t\u00e3o bem e s\u00e3o de gra\u00e7a? Acho isso muito revolucion\u00e1rio. Fico triste quando dizem que uma cena de sexo \u201cn\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o\u201d. Fun\u00e7\u00e3o, gente? Desejo precisa ter fun\u00e7\u00e3o? Talvez tenha, mas precisa ter sempre? Quando penso nisso em compara\u00e7\u00e3o com todos os est\u00edmulos sociais, midi\u00e1ticos e de consumo que recebemos o tempo todo. Isso \u00e9 de gra\u00e7a. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio. No capitalismo, \u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"flip 2026 | mesa 21 \u2013 o que fa\u00e7o desfa\u00e7o, o que amo desamo (tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y0miUHLC4RY?start=980&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Gabriel Pinheiro \u00e9 jornalista. Escreve sobre suas leituras tamb\u00e9m no Instagram:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@tgpgabriel<\/a>.\u00a0 A foto que abre o texto \u00e9 de Renato Parada \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":". A escritora manauara Susy Freitas encerrou a programa\u00e7\u00e3o principal da \u00faltima Flip \u2013 Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, em mesa com a catal\u00e3 Eva Baltasar\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/08\/04\/entrevista-na-flip-susy-freitas-fala-sobre-no-baile-do-juizo-final-livro-que-se-passa-numa-manaus-queer-e-punk\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":112,"featured_media":96937,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,9,4833],"tags":[8307,8327,2583],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/112"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96934"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96941,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96934\/revisions\/96941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}