{"id":96862,"date":"2026-07-29T00:01:50","date_gmt":"2026-07-29T03:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96862"},"modified":"2026-07-29T11:25:29","modified_gmt":"2026-07-29T14:25:29","slug":"tres-perguntas-com-disco-novo-liberado-eldritch-magnificence-o-this-lonely-crowd-elenca-influencias-entre-artistas-e-filmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/29\/tres-perguntas-com-disco-novo-liberado-eldritch-magnificence-o-this-lonely-crowd-elenca-influencias-entre-artistas-e-filmes\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Com disco novo liberado, \u201cEldritch Magnificence\u201d, o This Lonely Crowd elenca influ\u00eancias entre artistas e filmes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/subsensor.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Subsensor<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quinteto curitibano de shoegaze, post-rock e metal que mistura climas on\u00edricos com guitarras altas, o\u00a0This Lonely Crowd\u00a0apresenta \u201c<a href=\"https:\/\/sinewave1.bandcamp.com\/track\/eldritch-magnificence\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eldritch Magnificence<\/a>\u201d (2026), seu nono disco de in\u00e9ditas em uma carreira ativa desde 2009. Trata-se de \u00e1lbum sobre o vale da estranheza entre a realidade e os nossos sentidos, onde o terreno do imposs\u00edvel se materializa a partir dos nossos ouvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Composto por 12 faixas autorais, \u201cEldritch Magnificence\u201d, lan\u00e7amento do selo <a href=\"https:\/\/sinewave1.bandcamp.com\/track\/eldritch-magnificence\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sinewave<\/a>, alterna entre o shoegaze mais viajante de faixas como &#8220;The Joy of Exploring Gardens&#8221; e &#8220;Mourning Tiny Dears&#8221; at\u00e9 as guitarras mais nervosas de &#8220;Mimesis&#8221; e &#8220;Mercurial Fables&#8221; e o guitar pop radiof\u00f4nico de\u00a0&#8220;Melancholethe&#8221; e\u00a0&#8220;Sibylina\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, publicada inicialmente no essencial Subsensor, um guia pelo universo do barulho editado por Elson Barbosa no Substack, o guitarrista Erasmo aprofunda o processo de trabalho do This Lonely Crowd, elenca influ\u00eancias (\u201c Temos que ter a poesia, mas tem que ter a tosqueira\u201d, avisa) e lista filmes do cinema fant\u00e1stico-sombrio dos anos 70 que poderiam receber o disco como trilha sonora. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Vast and Majestic Cosmic Drama\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DZlviDjfSy0?list=OLAK5uy_nOdw7QYl6F5lF2dkWsLd-k4giCCx7OdDs\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o uma banda bastante ativa em est\u00fadio, j\u00e1 chegando ao nono trabalho (d\u00e9cimo-terceiro se contar EPs e compila\u00e7\u00e3o de sobras) em 17 anos de carreira. Mas apesar disso, nunca fazem shows ao vivo. Qual o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o da banda? Voc\u00eas se encontram pra ensaios ou o trabalho \u00e9 todo remoto?<\/strong><br \/>\nDesde o come\u00e7o seguimos o mesmo m\u00e9todo de compor\/gravar, que foi sendo aperfei\u00e7oado pela falta de tempo e necessidade. Tudo tem que surgir espontaneamente e levar o seu tempo, e muitas vezes coisas ficam guardadas para serem desenvolvidas anos depois. Por exemplo, durante o\u00a0\u201cM\u00f6bius And The Healing Process\u201d (\u00e1lbum de 2014) a gente j\u00e1 tinha em mente o tema do\u00a0\u201cMeraki\u201d\u00a0(\u00e1lbum de 2015), e j\u00e1 havia at\u00e9 mesmo o nome do disco. Quando j\u00e1 temos o conceito do \u00e1lbum, come\u00e7amos a organizar riffs. Usamos o velho roteiro batido de &#8220;banda de riff&#8221;, pois no final das contas, O This Lonely Crowd\u00a0 \u00e9 uma colcha de retalho de noise\/rock\/pop\/metal. Eu sempre fui o principal compositor, junto com o Luiz (bateria); depois, a Adriana (baixo), que sempre faz alguns riffs e que cria o peso conceitual e emocional. O Filipe (guitarra) e o Lucas (guitarra) ajudam nos arranjos e t\u00eam um papel imenso como contrapeso\/senso cr\u00edtico, a ponto de desfazer uma m\u00fasica inteira porque n\u00e3o est\u00e1 &#8220;de acordo com o tema&#8221;. Assim vamos montando o tracklist, tentando emular uma organiza\u00e7\u00e3o meio liter\u00e1ria, de que tem algo sendo contado, com abertura e desfecho. Parece trabalhoso na teoria, mas nem \u00e9. Como somos extremamente met\u00f3dicos, esse fluxo \u00e9 delicioso de se seguir. Vai levando meses, meses e meses &#8211; at\u00e9 entrar na p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, que \u00e9 quando cai praticamente tudo nas costas do Luiz. Sempre compomos e gravamos de maneira remota e, quando faz\u00edamos shows (l\u00e1 se v\u00e3o mais de dez anos), mont\u00e1vamos o setlist e ensai\u00e1vamos pra tocar ao vivo. Hoje em dia, ensaios continuam err\u00e1ticos pela dificuldade de juntar mais que 3\/5 do TLC (o Lucas, por exemplo, mora nos EUA desde 2019). Mas j\u00e1 temos a crian\u00e7ada participando cada vez mais ativamente (inclusive na hora de aprovar ou reprovar uma m\u00fasica!!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma caracter\u00edstica que chama a aten\u00e7\u00e3o no trabalho da banda \u00e9 o quanto voc\u00eas misturam influ\u00eancias diversas, indo do dream pop ao metal extremo \u00e0s vezes at\u00e9 numa mesma m\u00fasica (ex: &#8220;Mimesis&#8221;, &#8220;Wolves Inside Tora&#8221;, &#8220;Forlorn Hope&#8221;). Quais as influ\u00eancias da banda?<\/strong><br \/>\nBom, todo mundo aqui \u00e9 apaixonado por rock, em v\u00e1rias vertentes. Fomos nos moldando para criar climas distintos numa mesma m\u00fasica, pra trazer o inesperado, sem rabo preso com nada. Temos influ\u00eancias bem aparentes do rock alternativo\/independente dos anos 90, do shoegaze, noise; e h\u00e1 muito do post-rock, do art rock e de m\u00fasicas contemplativas. S\u00f3 que a gente mastiga tudo com um amor incondicional pelo metal obscuro, extremo, underground, maldito; e com a nostalgia de quando o pop era classudo e soturno. Vai tudo pro liquidificador. As influ\u00eancias d\u00e3o uma variada de disco pra disco, mas a matriz \u00e9 a mesma. Temos que ter a poesia, mas tem que ter a tosqueira. \u00c9 Napalm Death com Depeche Mode, Abba com Conan, Bowie com GG Allin!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nas notas do \u00e1lbum voc\u00eas citam diversas refer\u00eancias de literatura e cinema dos anos 70. Podem comentar mais sobre isso? E aproveitando: que filme voc\u00eas colocariam uma faixa da banda como trilha sonora, e que faixa seria essa?<\/strong><br \/>\n\u201cEldritch Magnificence\u201d\u00a0quis homenagear dois autores que adoramos: a Ursula K. Le Guin e o Jim Henson. Eles inspiraram praticamente todos os t\u00edtulos e letras, com exce\u00e7\u00e3o do fechamento, onde retornamos ao R. L. Stevenson (que sempre \u00e9 referenciado na nossa obra). Mas o que engrossou o caldo mesmo foi o cinema fant\u00e1stico-sombrio dos anos 70. Ent\u00e3o filmes maravilhosos como\u00a0\u201cEl esp\u00edritu de la colmena\u201d (\u201cO Esp\u00edrito da Colmeia\u201d, 1973),\u00a0\u201cValerie a t\u00fdden divu\u201d (\u201cValerie e a Semana das Maravilhas\u201d, 1970),\u00a0\u201c\u010carod\u011bj\u016fv u\u010de\u0148\u201d (\u201cKrabat &#8211;\u00a0Aprendiz de Feiticeiro\u201d, 1977),\u00a0\u201cViy\u201d\u00a0(\u201cViy &#8211; O Esp\u00edrito do Mal\u201d, 1967),\u00a0\u201cBr\u00f6derna Lejonhj\u00e4rta\u201d (1977),\u00a0\u201cWatership Down\u201d (\u201cUma Grande Aventura\u201d, 1978),\u00a0\u201cWizards\u201d (\u201cA Guerra dos Feiticeiros\u201d, 1977) e\u00a0\u201cStalker\u201d (1979)\u00a0foram vistos e revistos.\u00a0\u201cDuna\u201d\u00a0do Jodorowsky, que n\u00e3o chegou a existir, tamb\u00e9m foi muito contemplado (o document\u00e1rio \u201cJodorowsky&#8217;s Dune\u201d foi lan\u00e7ado em 2013) . Ou seja, caos absoluto. Escolher uma faixa seria imposs\u00edvel &#8211; ter\u00edamos que fazer a trilha inteira!!! Seria\u00a0\u201cDark Crystal&#8221;, com certeza. \u00c9 onde queremos a nossa m\u00fasica, em uma fantasia horrenda e maravilhosa, cheia de contradi\u00e7\u00f5es, assustadora, reflexiva, apaixonada. Tem escurid\u00e3o, mas h\u00e1 esperan\u00e7a. Podemos ficar horas e horas, discos e discos falando sobre isso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96863 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Eldritch-Magnificence_COVER.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Eldritch-Magnificence_COVER.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Eldritch-Magnificence_COVER-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Eldritch-Magnificence_COVER-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/subsensor.substack.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>https:\/\/subsensor.substack.com<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quinteto curitibano de shoegaze, post-rock e metal que mistura climas on\u00edricos com guitarras altas, o\u00a0This Lonely Crowd\u00a0apresenta \u201cEldritch Magnificence\u201d (2026), seu nono disco de in\u00e9ditas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/29\/tres-perguntas-com-disco-novo-liberado-eldritch-magnificence-o-this-lonely-crowd-elenca-influencias-entre-artistas-e-filmes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":94,"featured_media":96864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8322,1495],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96862"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/94"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96862"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96868,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96862\/revisions\/96868"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}