{"id":96860,"date":"2026-07-30T00:44:54","date_gmt":"2026-07-30T03:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96860"},"modified":"2026-07-30T00:47:01","modified_gmt":"2026-07-30T03:47:01","slug":"critica-se-foreign-tongues-for-o-disco-de-despedida-dos-rolling-stones-os-veteranos-deixam-o-cenario-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/30\/critica-se-foreign-tongues-for-o-disco-de-despedida-dos-rolling-stones-os-veteranos-deixam-o-cenario-em-alta\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: Se &#8220;Foreign Tongues&#8221; for o disco de despedida dos Rolling Stones, os veteranos deixam o cen\u00e1rio em alta"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matheushp1994\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Matheus Henrique Pires<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas foram as promessas de um novo \u00e1lbum dos Rolling Stones na d\u00e9cada passada. Sess\u00f5es em est\u00fadio eram anunciadas, composi\u00e7\u00f5es novas pareciam estar aparecendo (ao menos era o que sempre anunciavam em entrevistas), mas o m\u00e1ximo que chegou ao p\u00fablico foi o disco de covers (de blues) &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/24\/o-blues-dos-rolling-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blue &amp; Lonesome<\/a>&#8220;, em 2016. As \u00fanicas can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas lan\u00e7adas nesse meio tempo foram \u201cDoom and Gloom\u201d e \u201cOne More Shot\u201d, que sa\u00edram na colet\u00e2nea &#8220;GRRR!&#8221; (2012), al\u00e9m de \u201cLiving in a Ghost Town\u201d, lan\u00e7ada como single meio que de surpresa no in\u00edcio da pandemia do coronav\u00edrus, em 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O marasmo foi embora com a chegada do produtor Andrew Watt, que se destacou nos \u00faltimos por trabalhar com v\u00e1rios nomes veteranos do rock, como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/01\/17\/musica-every-loser-mostra-que-iggy-pop-com-vigor-verborragico-e-musical-incriveis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Iggy Pop<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/01\/ordinary-man-e-o-melhor-disco-de-ozzy-osbourne-neste-seculo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ozzy Osbourne<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/29\/musica-em-dark-matter-pearl-jam-equilibra-varios-acertos-com-momentos-menos-criativos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pearl Jam<\/a> e at\u00e9 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/30\/critica-the-boys-of-dungeon-lane-e-o-melhor-album-de-paul-mccartney-dos-ultimos-30-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paul Mccartney<\/a> &#8211; e por mais triste que isso soe, talvez a morte de Charlie Watts, em 2021, tamb\u00e9m tenha ajudado no sentido de fazer a banda parar de perder tempo. Com algu\u00e9m mais jovem que vinte e um discos dos Stones tomando as r\u00e9deas, a produtividade em est\u00fadio enfim foi retomada, e depois de &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/25\/critica-hackney-diamonds-um-bom-disco-dos-stones-com-producao-porca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hackney Diamonds<\/a>&#8221; (2023) quebrar um jejum de dezoito anos sem um \u00e1lbum de in\u00e9ditas, a banda aparece em 2026 com &#8220;Foreign Tongues&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96874 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/stones2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/stones2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/stones2-300x152.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma capa que, por ora, n\u00e3o gerou l\u00e1 muitos elogios &#8211; \u201cuma vers\u00e3o melhorada de &#8216;Hardwired&#8230; to Self-Destruct&#8217; (Metallica)\u201d conta como elogio? &#8211; o novo disco soa como uma continua\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum anterior, o que n\u00e3o surpreende, visto que o produtor \u00e9 o mesmo. As can\u00e7\u00f5es soam como um pouco de tudo que os Stones fizeram ao longo da carreira, desde rocks mais t\u00edpicos at\u00e9 baladas, sejam elas com influ\u00eancias de country ou soul music. E como todo disco que Andrew Watt mete a m\u00e3o (e ele participa de todas as m\u00fasicas tocando alguma coisa), as participa\u00e7\u00f5es especiais de grandes nomes est\u00e3o l\u00e1, ainda que seja complicado notar o que Robert Smith ou Bruno Mars acrescentam nas can\u00e7\u00f5es que participam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a agora \u00e9 que, enquanto &#8220;Hackney Diamonds&#8221; mostrava a banda engessada e \u2018quadrada\u2019 demais (algo que n\u00e3o combina com os Stones) e com composi\u00e7\u00f5es que pareciam for\u00e7adas pra soarem como os Stones do passado, em &#8220;Foreign Tongues&#8221; as coisas fluem com mais naturalidade, mesmo em m\u00fasicas que n\u00e3o apresentem grandes inova\u00e7\u00f5es, e a sonoridade tamb\u00e9m \u00e9 menos pasteurizada. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 fraca, afinal s\u00e3o pouqu\u00edssimos os lan\u00e7amentos nesse per\u00edodo, mas n\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que se trata do melhor \u00e1lbum da banda no s\u00e9culo 20 &#8211; &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/09\/21\/critica-a-bigger-bang-um-discaco-de-rock-dos-stones\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Bigger Bang<\/a>&#8221; tinha seus momentos, mas tamb\u00e9m muitos fillers.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Foreign Tongues\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mpxzHvPNefdwUqqMVE09dcH7z2d6F5F9w\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco come\u00e7a com a bluesy \u201cRough and Twisted\u201d, o que por si s\u00f3 j\u00e1 causa surpresa. N\u00e3o pelo estilo da composi\u00e7\u00e3o &#8211; os Stones s\u00e3o uma banda vinda justamente do blues &#8211; mas por estar logo na abertura do track-list, quando normalmente seria o tipo de m\u00fasica que apareceria mais pra frente. Mas \u00e9 um bom come\u00e7o, e surpresas s\u00e3o bem-vindas quando bem executadas. Logo em seguida vem \u201cIn the Stars\u201d, o primeiro single, e bem na linha dos rocks que a banda tem feito j\u00e1 faz um tempo (\u201cYou Got Me Rocking\u201d \u00e9 o primeiro que vem a mente), mas cujo refr\u00e3o mais mel\u00f3dico e o piano bem encaixado d\u00e3o um diferencial suficiente para coloc\u00e1-la como algo acima de qualquer roquinho gen\u00e9rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJealous Lover\u201d aposta num truque pouco usado pela banda at\u00e9 hoje: Mick Jagger cantando em falsete. E mesmo ap\u00f3s os oitenta anos o homem se mostra capaz de entregar boas performances, numa balada que soa como algo vindo das sess\u00f5es de &#8220;Black and Blue&#8221; (1976), quase que uma mistura entre \u201cMemory Motel\u201d e \u201cWorried About You\u201d (n\u00e3o lan\u00e7ada nesse disco, mas composta nessa \u00e9poca e encontrada em &#8220;Tattoo You&#8221;, de 1981). J\u00e1 a divertida \u201cMr Charm\u201d, que possui o melhor riff de guitarra do disco &#8211; daqueles tipicamente Keith Richards &#8211; chamou a aten\u00e7\u00e3o pela cita\u00e7\u00e3o cr\u00edtica\/ir\u00f4nica a Elon Musk na letra. Mas nada que surpreenda muito, visto que Jagger escreveu \u201cSweet Neo Con\u201d na \u00e9poca da invas\u00e3o no Iraque e \u201cEngland Lost\u201d p\u00f3s Brexit.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones - In The Stars (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oT5LwwEHgnc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco segue com uma sequ\u00eancia que remete a fase entre o final dos anos setenta e come\u00e7o dos oitenta da banda, basicamente a \u00e9poca da entrada de Ronnie Wood na segunda guitarra. \u201cDivine Intervention\u201d mostra energia, aliada a um refr\u00e3o mais polido. \u201cRinging Hollow\u201d \u00e9 a balada country da vez, na linha de \u201cFar Away Eyes\u201d, onde brilham os backing vocals de Keith Richards. E h\u00e1 tamb\u00e9m uma faixa com participa\u00e7\u00e3o de Charlie Watts, fruto da \u00faltima sess\u00e3o de est\u00fadio com o baterista em 2021. \u201cHit Me in the Head\u201d \u00e9 quase punk rock, e poderia estar tranquilamente em um disco como &#8220;Emotional Rescue&#8221; (1980) &#8211; e seria um destaque daquele \u00e1lbum, diga-se de passagem. E por mais que Steve Jordan fa\u00e7a um bom trabalho no resto do disco, d\u00e1 pra notar quando \u00e9 Charlie, e n\u00e3o ele, tocando bateria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da j\u00e1 habitual balada com Keith cantando (\u201cSome of Us\u201d) e uma boa cover de \u201cYou Know I\u2019m no Good\u201d, de Amy Winehouse, &#8220;Foreign Tongues&#8221; abre espa\u00e7o tamb\u00e9m para composi\u00e7\u00f5es de gente de fora. Matt Clifford, que j\u00e1 participou de algumas turn\u00eas dos Stones como tecladista de apoio, \u00e9 creditado junto \u00e0 Jagger e Richards em \u201cNever Wanna Lose You\u201d e \u201cCovered in You\u201d. Ambas n\u00e3o se destacam tanto, mas tamb\u00e9m n\u00e3o comprometem &#8211; apesar do refr\u00e3o fraquinho da primeira. J\u00e1 o produtor Andrew Watt se saiu melhor, contribuindo junto aos Glimmer Twins o rockinho \u201cSide Effects\u201d e a balada \u201cBack In Your Life\u201d, a mais longa de todo o repert\u00f3rio, com mais de seis minutos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones - You Know I&#039;m No Good (Official Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zBKmwvCNj-w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vers\u00e3o ac\u00fastica blueseira de \u201cBeautiful Delilah\u201d, de Chuck Berry, foi a escolhida para ser a faixa final do disco, repetindo mais ou manos o que foi feito no \u00e1lbum anterior, que encerrava com \u201cRolling Stones Blues\u201d (Muddy Waters) tocada da mesma maneira. E na verdade a sequ\u00eancia de m\u00fasicas do \u00e1lbum no geral \u00e9 bem parecida com a de &#8220;Hackney Diamonds&#8221; &#8211; ambos tamb\u00e9m cont\u00e9m a longa balada que precede o cover de encerramento (\u201cSweet Sounds of Heaven\u201d l\u00e1, \u201cBack in Your Life\u201d aqui), por exemplo. Por sorte as can\u00e7\u00f5es por aqui no geral s\u00e3o superiores, o que \u00e9 curioso, visto que \u00e9 falado que muitas delas vieram das mesmas sess\u00f5es (ou seja, seriam as \u2018sobras\u2019) do antecessor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A essa altura do campeonato, qualquer lan\u00e7amento de in\u00e9ditas da banda ser\u00e1 tratado como um poss\u00edvel \u00e1lbum de despedida, mesmo que n\u00e3o seja anunciado dessa maneira. Afinal, gente com menos idade tem se aposentado do meio musical, e todos ali j\u00e1 usaram de tudo e mais pouco por tantos anos que sabe-se l\u00e1 como chegaram vivos at\u00e9 hoje. Mas se &#8220;Foreign Tongues&#8221; for de fato o \u00faltimo \u00e1lbum dos Stones, ao menos eles sa\u00edram de cena em alta, e Andrew Watt enfim pode de dizer que conseguiu tirar desses veteranos um disco realmente bom. Agora que todos passaram de ano podem sair de f\u00e9rias (eternas?) sem drama.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Rolling Stones - Back in Your Life (Official Visualiser)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KlWBLDXAcXE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matheushp1994\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Matheus Henrique Pires<\/a> \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"https:\/\/darkhorse787.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dark Horse<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que se trata do melhor \u00e1lbum da banda no s\u00e9culo 20 &#8211; &#8220;A Bigger Bang&#8221; tinha seus momentos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/30\/critica-se-foreign-tongues-for-o-disco-de-despedida-dos-rolling-stones-os-veteranos-deixam-o-cenario-em-alta\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":173,"featured_media":96875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[1260,1395],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96860"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/173"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96860"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96876,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96860\/revisions\/96876"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}