{"id":9682,"date":"2011-09-05T10:16:43","date_gmt":"2011-09-05T13:16:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=9682"},"modified":"2026-03-27T15:33:05","modified_gmt":"2026-03-27T18:33:05","slug":"o-ultimo-suspiro-do-screaming-trees","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/05\/o-ultimo-suspiro-do-screaming-trees\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: &#8220;Last Words&#8221;, o \u00faltimo suspiro do Screaming Trees"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9683\" title=\"screaming_trees\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/screaming_trees.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/screaming_trees.jpg 350w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/screaming_trees-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/screaming_trees-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Adriano Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na estrada desde 1985, o Screaming Trees foi uma daquelas bandas adicionadas ao movimento grunge quando o Nirvana explodiu \u2013 mesmo sem ser de Seattle (s\u00e3o de Ellensburg, cidade pr\u00f3xima). Essa surfada na onda do grunge, analisando hoje, trouxe muito mais preju\u00edzos do que benef\u00edcios para o grupo dos gorduchos irm\u00e3os Conner. Mesmo considerando o relativo sucesso que o Screaming Trees fez com seu sexto disco, \u201cSweet Oblivion\u201d, de 1992, a banda acabou sendo muito injusti\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No come\u00e7o dos anos 90, o quarteto lan\u00e7ou uma tr\u00edade excelente de \u00e1lbuns, quando trocou o pequeno selo independente SST pela major Epic: o quase psicod\u00e9lico \u201cUncle Anesthesia\u201d (1991), \u201cSweet Oblivion\u201d (de 1992 com o hit &#8220;Nearly Lost You&#8221;, que fez parte da trilha sonora do filme grunge \u201cSingles\u201d, de Cameron Crowe, e vendeu 300 mil c\u00f3pias) e o subestimado \u201cDust\u201d (1996), um \u00e1lbum de parto complicado (a banda precisou regravar o disco inteiro ap\u00f3s a primeira vers\u00e3o ser rejeitada pela gravadora), mas repleto de virtudes, que foi esnobado por p\u00fablico e grande parte da cr\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sucesso, embalado pelo grunge, flagrou o grupo em sua melhor forma\u00e7\u00e3o: na bateria tinha Barrett Martin (que assumiu o banquinho em \u201cSweet Oblivion\u201d \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, Mark Pickerel segurava as baquetas \u2013 e tocou com R.E.M. e Nando Reis depois), na guitarra e baixo os irm\u00e3os Conner (Gary Lee Conner e Van Conner respectivamente) nutriam as m\u00fasicas de peso setentista, com harmonias e distor\u00e7\u00f5es, e no vocal o sempre (e ainda) excelente Mark Lanegan.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9684 aligncenter\" title=\"screaming_tress2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/screaming_tress2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda se separou em 2000 depois de se reunir em 1998 e 1999 no est\u00fadio de Stone Gossard (Pearl Jam) para gravar o sucessor de \u201cDust\u201d. Com a participa\u00e7\u00e3o luxuosa de Josh Homme (Queens Of The Stone Age), que na \u00e9poca viajava como segundo guitarrista da banda, e tamb\u00e9m de Peter Buck (R.E.M), foram gravadas faixas que apesar de se espalharem pela internet nos anos seguintes, nunca receberam um registro oficial. \u201cLast Words: The Final Recordings\u201d vem acabar com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barrett Martin \u00e9 o respons\u00e1vel por colocar essas grava\u00e7\u00f5es no mercado e convocou Jack Endino para remasterizar tudo. S\u00e3o 10 faixas, algumas delas conhecidas anteriormente pelos f\u00e3s, e algumas novidades, que recebem agora uma roupagem digna. O som do Screaming Trees \u00e9 t\u00e3o caracter\u00edstico que nos primeiros 30 segundos de \u201cAsh Gray Sunday\u201d j\u00e1 d\u00e1 para reconhecer o grupo. Quando o vocal de Mark Lanegan entra, a sonoridade fica ainda mais costumeira. E essa sensa\u00e7\u00e3o se espalha por todo o restante do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLast Words: The Final Recordings\u201d \u00e9 a merecida despedida que nunca veio. \u00c9 um disco que n\u00e3o suja a discografia do quarteto e que se fosse lan\u00e7ado na \u00e9poca serviria plenamente como o \u00faltimo suspiro de vida. Tudo que o Screaming Trees tinha de melhor est\u00e1 aqui, mesmo que em um n\u00edvel de excel\u00eancia bem menor. Da cozinha densa e cheia de influ\u00eancias dos anos 70, at\u00e9 as melodias fortes despejadas para fora com raiva, do\u00e7ura e sofrimento por Mark Lanegan \u2013 como em \u201cBlack Rose Way\u201d e \u201cLow Life\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas faixas podem facilmente ser inclu\u00eddas futuramente em uma lista de melhores, como a balada \u201cReflections\u201d, com o acr\u00e9scimo classudo de Peter Buck no viol\u00e3o, ou o rock viajand\u00e3o de \u201cDoor Into Summer\u201d. \u201cLast Words: The Final Recordings\u201d, muito provavelmente n\u00e3o ter\u00e1 nenhuma relev\u00e2ncia no cen\u00e1rio atual da m\u00fasica, mas representa uma bonita (e tardia) despedida para uma banda com momentos vigorosos na carreira. Indicado para quem gosta de boas can\u00e7\u00f5es e nada mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Screaming Trees - Last Words The Final Recordings\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PL4A1D6DC0841D1AB6\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Texto: Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@coisapop<\/a>) assina o blog <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gravado entre 98 e 99 no est\u00fadio de Stone Gossard, Last Words: The Final Recordings \u00e9 o epit\u00e1fio tardio do Screaming Trees\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/05\/o-ultimo-suspiro-do-screaming-trees\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[344,1089],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9682"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9682"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94944,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9682\/revisions\/94944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}