{"id":96801,"date":"2026-07-24T00:20:51","date_gmt":"2026-07-24T03:20:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96801"},"modified":"2026-07-24T00:21:50","modified_gmt":"2026-07-24T03:21:50","slug":"entrevista-materia-prima-fala-de-seu-novo-disco-fazendo-o-melhor-que-eu-posso-e-de-streaming-belo-horizonte-fotografia-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/24\/entrevista-materia-prima-fala-de-seu-novo-disco-fazendo-o-melhor-que-eu-posso-e-de-streaming-belo-horizonte-fotografia-e-mais\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mat\u00e9ria Prima fala de seu novo disco, &#8220;Fazendo o Melhor que eu Posso&#8221;, e de streaming, BH, fotografia e mais"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com mais de uma d\u00e9cada de atua\u00e7\u00e3o, o MC, compositor e fot\u00f3grafo belo-horizontino <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/materiap\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mat\u00e9ria Prima<\/a> construiu uma trajet\u00f3ria marcada pela const\u00e2ncia, pela observa\u00e7\u00e3o sens\u00edvel do cotidiano e por uma escrita que transforma imagens, mem\u00f3rias e reflex\u00f5es em m\u00fasica. Ao longo da carreira, consolidou uma discografia que acompanha diferentes momentos de sua caminhada art\u00edstica, sempre buscando expandir os limites da linguagem do rap sem abrir m\u00e3o da identidade constru\u00edda nas ruas de Belo Horizonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre seus principais trabalhos est\u00e3o &#8220;2 Atos&#8221; (2017), produzido por Gui Amabis (e que ele <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/08\/faixa-a-faixa-2-atos-materia-prima\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">comentou faixa a faixa aqui no Scream &amp; Yell<\/a>); &#8220;Bem BoomBap&#8221; (2018), ao lado de Dario Beats; &#8220;No Intervalo do Fim&#8221; (2023), em parceria com Goribeatzz; &#8220;novidadedasantiga&#8221; (2024), com produ\u00e7\u00e3o de Jonas Pheer; &#8220;Depois que a Onda Passa&#8221; (2025); e, agora, &#8220;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/2gsWruREZMtTKliMbyo8yz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fazendo o Melhor que eu Posso<\/a>&#8221; (2026). Ao longo desse percurso, o artista tamb\u00e9m desenvolveu projetos colaborativos importantes, como Tetris, reafirmando uma trajet\u00f3ria constru\u00edda tanto em trabalhos solo quanto em parcerias criativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/2gsWruREZMtTKliMbyo8yz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fazendo o Melhor que eu Posso<\/a>&#8221; sintetiza um momento de maturidade art\u00edstica e pessoal. Produzido por Goribeatzz, o \u00e1lbum re\u00fane participa\u00e7\u00f5es de Cizco, DJ Novset, Cravinhos e Ogoin em um trabalho que discute sobreviv\u00eancia, cria\u00e7\u00e3o, humanidade e os desafios de produzir arte em um mercado cada vez mais acelerado e desigual. Na conversa a seguir, Mat\u00e9ria Prima fala sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do disco, a rela\u00e7\u00e3o com o streaming, a import\u00e2ncia da experi\u00eancia de ouvir um \u00e1lbum por inteiro, sua liga\u00e7\u00e3o com Belo Horizonte, o papel da fotografia em sua vida e o lugar que o rap ocupa no Brasil contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Goribeatzz &amp; Mat\u00e9ria Prima \u2014 Fazendo o Melhor Que Eu Posso | \u00c1lbum Completo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k07XuhbGHVo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo &#8220;Fazendo o Melhor que eu Posso&#8221; parece sintetizar um momento muito particular da sua trajet\u00f3ria. O que essa frase representa para voc\u00ea e por que ela acabou dando nome ao disco?<\/strong><br \/>\nO disco tem esse nome por causa das circunst\u00e2ncias que envolvem produzir com pouco ou zero recurso financeiro ou midi\u00e1tico, e de viver sem muito recurso no meio desse turbilh\u00e3o que exige a melhor performance, em que tudo \u00e9 pra ontem e pra amanh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea disse recentemente que o p\u00fablico deveria pensar mais no &#8220;p\u00f3s-save&#8221;, na experi\u00eancia de realmente ouvir um \u00e1lbum. Em tempos de consumo acelerado, o que voc\u00ea espera que as pessoas encontrem ao mergulhar nesse trabalho?<\/strong><br \/>\nEu lancei sem campanha pra engajar, mesmo tendo lan\u00e7ado dois clipes. N\u00e3o fiz pr\u00e9-save ou nada do que pedem pra fazer o disco chegar em mais pessoas ou te fazer ter a ilus\u00e3o de que vai mais longe. A\u00ed depois comecei a pensar se depois do pr\u00e9-save, as pessoas realmente ouviam o trabalho. A\u00ed me veio esse pensamento de fazer o caminho oposto e trazer uma reflex\u00e3o: as pessoas realmente guardam o disco depois de lan\u00e7ado? N\u00e3o teriam que ouvir antes pra saber se iam fazer download e tal? A\u00ed sustentei esse argumento. Na real, eu espero que as pessoas reflitam, dancem, riam, apreciem todas as nuances desse trabalho que fiz com tanta satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de constru\u00e7\u00e3o do disco ao lado do Goribeatzz? Em que momento voc\u00eas perceberam que estavam criando um \u00e1lbum e n\u00e3o apenas algumas m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nCome\u00e7ou na tentativa de fazer um outro disco do (projeto colaborativo) Tetris, mas o Ramiro Mart tinha outras prioridades e eu fiquei com os beats. Como j\u00e1 tinha feito um disco com o Gori e nele tinha algumas coisas que queria mudar, eu fiz esse pensando em fazer de um jeito que queria ter feito o outro: com mais punch e com mais brilho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco re\u00fane nomes como Cizco, DJ Novset, Cravinhos e Ogoin. Como essas parcerias foram pensadas e de que forma cada artista ajudou a construir a identidade sonora do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nElas foram surgindo nas conversas com Gori e enquanto eu ia desenhando o disco. Cisco e Novset j\u00e1 eram parceiros de outros trabalhos, e o Mateus Coringa do selo Sujoground me apresentou o Cravinhos e o nosso santo bateu legal, a\u00ed foi uma quest\u00e3o de ter uma chance de trampar com ele. J\u00e1 o Ogoin \u00e9 um cara que sempre admirei o trampo e esperava uma chance de fazer alguma coisa com ele, e veio a oportunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe alguma faixa que represente melhor o esp\u00edrito de &#8220;Fazendo o Melhor que eu Posso&#8221; ou que tenha uma hist\u00f3ria especial durante o processo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA faixa-t\u00edtulo tem muito da humanidade que o disco carrega, do esfor\u00e7o pra existir em meio aos erros e \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de viver nesse mundo. Mas acho que &#8220;Perceba&#8221; e &#8220;O Dia Segue&#8221; (clipe abaixo) tamb\u00e9m t\u00eam muito do que \u00e9 essa luta constante de olhar pro mundo e entender que a maioria esmagadora t\u00e1 fazendo o melhor que pode.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Goribeatzz, Mat\u00e9ria Prima &amp; Dj Novset \u2014 O Dia Segue | Videoclipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6J9u6hUn_a8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Salvo o per\u00edodo da pandemia, voc\u00ea tem lan\u00e7ado trabalhos praticamente todos os anos, mantendo uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica impressionante. De onde vem esse impulso criativo? A composi\u00e7\u00e3o faz parte da sua rotina ou voc\u00ea sente que est\u00e1 sempre acumulando hist\u00f3rias que, em algum momento, precisam se transformar em m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nEu sou viciado mesmo (risos). Eu n\u00e3o sei se vem de um transbordamento, se vou mapeando hist\u00f3rias e percep\u00e7\u00f5es, os discos v\u00e3o acontecendo. A gente tenta controlar os trabalhos, mas o trabalho controla a gente tamb\u00e9m. Parece que \u00e0s vezes sou s\u00f3 uma marionete na m\u00e3o das m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua escrita sempre foi marcada por um olhar muito atento ao cotidiano e por letras carregadas de imagens. Como voc\u00ea percebe a evolu\u00e7\u00e3o da sua caneta ao longo dos anos?<\/strong><br \/>\nEu nunca fico satisfeito. J\u00e1 fa\u00e7o um pensando no que queria ter feito no outro e a\u00ed vem a vontade de fazer mais coisa. Acho que sempre vai ser assim. E a quest\u00e3o da imag\u00e9tica vem de tudo que \u00e9 canto: m\u00fasica, filmes, fotografia\u2026 Mas tem uma influ\u00eancia de ouvir um rap dos anos 90, onde criar imagens era muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Belo Horizonte tem uma hist\u00f3ria muito importante dentro do rap brasileiro. De que maneira a cidade continua influenciando a sua forma de escrever, produzir e enxergar a m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nVendo grandes talentos que seguem criando tamb\u00e9m, que n\u00e3o desistem apesar da perversidade da ind\u00fastria cultural, e pelo fato de n\u00e3o estar no eixo Rio\u2013SP. Acho que isso faz com que a gente desenvolva uma identidade pr\u00f3pria e enxergar isso nos trabalhos \u00e9 muito divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m desenvolve um trabalho consistente com a fotografia. O que o ato de fotografar te ensina que depois aparece nas suas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEu coloco a fotografia num lugar de descanso. \u00c0s vezes eu consigo um trabalho ou outro, uma publica\u00e7\u00e3o, participar de uma exposi\u00e7\u00e3o, e isso me deixa surpreso. Eu acho que a fotografia \u00e9 uma extens\u00e3o do que escrevo, e n\u00e3o sei se tiro escrita das fotos. Vou passar a observar mais isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas das suas letras parecem funcionar como fotografias em forma de m\u00fasica, registrando cenas, pessoas e sentimentos. Existe um di\u00e1logo consciente entre essas duas linguagens no seu processo criativo?<\/strong><br \/>\nConscientemente n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O rap brasileiro vive um momento de enorme visibilidade e alcance. Como voc\u00ea avalia o lugar que o g\u00eanero ocupa hoje dentro da m\u00fasica brasileira?<\/strong><br \/>\nHora de aproveitar a visibilidade e fincar a bandeira do rap de uma vez por todas, com tanto trabalho sendo feito com intelig\u00eancia e musicalidade, e conquistar o respeito que a gente merece, porque tem qualidade dentro e ao redor do rap em v\u00e1rias \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao mesmo tempo em que o streaming ampliou o acesso \u00e0 m\u00fasica, ele tamb\u00e9m mudou profundamente a forma como os artistas produzem e lan\u00e7am seus trabalhos. Como voc\u00ea enxerga esse novo mercado?<\/strong><br \/>\nEu podia dizer uma porrada de coisas, mas acho que j\u00e1 t\u00e3o sendo faladas, acho que n\u00e3o preciso repetir. Mas, de qualquer jeito, \u00e9 um mercado injusto e desumanizador. Favorece uns, apaga outros, e agora cria artistas artificiais pra inflar a receita. Tem algumas plataformas surgindo que prometem um novo horizonte pra n\u00f3s, mas vamos aguardar cenas dos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Goribeatzz &amp; Mat\u00e9ria Prima \u2014 S\u00f3 um Exerc\u00edcio | Videoclipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bLaTavzQXKQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acredita que ainda existe espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de discos conceituais em uma \u00e9poca marcada por playlists, algoritmos e consumo fragmentado?<\/strong><br \/>\nEu acredito que sim. Muitos artistas t\u00eam feito trabalhos costurados por uma ideia central e, entre um trabalho e outro, trazem algo mais solto. Por\u00e9m, eu acho que a quest\u00e3o de s\u00f3 fazer quando se tem um conceito \u00e9 um desperd\u00edcio de ideias que s\u00e3o feitas de outro jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em um cen\u00e1rio em que n\u00fameros, visualiza\u00e7\u00f5es e reprodu\u00e7\u00f5es parecem definir o sucesso, quais crit\u00e9rios realmente importam para voc\u00ea quando termina um trabalho?<\/strong><br \/>\nQue eu fique satisfeito e que as pessoas reconhe\u00e7am minimamente a entrega de um trabalho que soma \u00e0s outras formas de se fazer rap e m\u00fasica como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O rap nasceu como uma ferramenta de express\u00e3o, den\u00fancia e constru\u00e7\u00e3o de identidade. Qual voc\u00ea acredita que seja o papel do rap no Brasil contempor\u00e2neo, especialmente diante das transforma\u00e7\u00f5es sociais e culturais dos \u00faltimos anos? E, olhando para a sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria, o que ainda te move a continuar escrevendo, rimando e registrando o seu tempo por meio da m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nA inquieta\u00e7\u00e3o, a vontade de dividir umas ideias, os encontros que o trabalho proporciona, o abrigo que a arte d\u00e1 pra algumas reflex\u00f5es. O papel do rap \u00e9 bem amplo, sendo que vem do povo e povo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 luta, tamb\u00e9m \u00e9 festa, \u00e9 abstra\u00e7\u00e3o, \u00e9 constru\u00e7\u00e3o de identidade. No momento eu acho necess\u00e1rio que todas as frentes trabalhem juntas, uma apoiando a outra, e nisso vai sendo mostrado a for\u00e7a do rap e de tudo que acontece ao redor do rap.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96803 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MateriaPrima.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MateriaPrima.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MateriaPrima-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MateriaPrima-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m escreve para a <a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">phono.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O papel do rap \u00e9 bem amplo, sendo que vem do povo e povo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 luta, tamb\u00e9m \u00e9 festa, \u00e9 abstra\u00e7\u00e3o, \u00e9 constru\u00e7\u00e3o de identidade&#8221;, pontua\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/24\/entrevista-materia-prima-fala-de-seu-novo-disco-fazendo-o-melhor-que-eu-posso-e-de-streaming-belo-horizonte-fotografia-e-mais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":96804,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[2025],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96801"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96801"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96807,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96801\/revisions\/96807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}