{"id":96733,"date":"2026-07-18T00:12:10","date_gmt":"2026-07-18T03:12:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96733"},"modified":"2026-07-18T00:49:45","modified_gmt":"2026-07-18T03:49:45","slug":"scream-yell-recomenda-carl-satan-fala-de-seu-novo-disco-demasiado-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/18\/scream-yell-recomenda-carl-satan-fala-de-seu-novo-disco-demasiado-humano\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Carl Satan fala de seu novo disco, \u201cDemasiado Humano\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe aquelas resenhas ou indica\u00e7\u00f5es de loja que, para apresentar um artista, colocam um \u201cpara quem gosta de:\u201d, seguido de outros artistas supostamente afins? Pois bem, se f\u00f4ssemos usar esse recurso para falar do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/carlsatan.666\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carl Satan<\/a>, ter\u00edamos que escrever \u201cpara quem gosta de: Hermeto Paschoal, The Cramps, Hurtmold, Dead Kennedys, Hamilton de Hollanda, Frank Zappa e a s\u00e9rie \u2018Al\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o\u2019\u201d. Parece imposs\u00edvel, mas a m\u00fasica desse quarteto paulistano realmente encontra parentesco est\u00e9tico e espiritual com a obra de todos esses nomes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo Ferreirinha (bateria), Clayton Fernandes (baixo), Ronaldo Aguiar (guitarra) e L\u00e9o Sousa (guitarra, \u00f3rg\u00e3o, sintetizadores) montaram a banda em 2019 com os p\u00e9s assumidamente fincados no horror punk, mas j\u00e1 tangenciando as praias da surf music, da m\u00fasica atonal e do p\u00f3s-rock. Muitas \u00e1guas (e uma pandemia) se passaram desde ent\u00e3o, e o grupo chega ao seu segundo \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/carlsatan.bandcamp.com\/album\/demasiado-humano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Demasiado Humano<\/a>\u201d (2026), com essa receita muito ampliada, abrindo espa\u00e7o para choro, psicodelia, trilhas sonoras de TV e cinema, tudo aquilo que voc\u00ea leu no par\u00e1grafo acima e mais um pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado em pouqu\u00edssimo tempo no Rocha, est\u00fadio j\u00e1 lend\u00e1rio tanto pela quantidade e qualidade de equipamentos anal\u00f3gicos quanto pelo talento de seu produtor e fundador Fernando Sanches, \u201cDemasiado Humano\u201d expande a trilha j\u00e1 sugerida no single \u201cP\u00f3s-Tsorume \/ 32 de Maio\u201d (de 2024, que trazia em seu lado B uma recria\u00e7\u00e3o de \u201cWatermelon Man\u201d, de Herbie Hancock, malandramente rebatizada de \u201cCarro da Pamonha\u201d). \u00c9 um disco pesado e arejado ao mesmo tempo, que alterna grooves diretos e ritmos quebrados, com alguns dos melhores timbres de guitarra e (especialmente) baixo que voc\u00ea vai ouvir nesse ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esmero de Sanches e a precis\u00e3o vinda da t\u00e9cnica e dos ensaios constantes dos m\u00fasicos resultou em uma grava\u00e7\u00e3o com frescor de ao vivo, mas sem que isso sacrificasse os muitos detalhes \u2013 tanto os que j\u00e1 faziam parte como os que passaram a ser agregados ao som da banda, como os teclados de L\u00e9o Sousa ou a flauta do convidado J\u00falio Rocha, que abrilhanta \u201cEspa\u00e7os Liminares\u201d, \u201cPra (N\u00e3o) Falar de Amor\u201d e a vers\u00e3o cantada desta, \u201cPra Falar de Amor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trajet\u00f3ria da banda, o porqu\u00ea do nome, traumas pand\u00eamicos, trilhas de cinema, cenas e a sobreviv\u00eancia do underground foram alguns dos temas que passaram pela conversa realizada por videoconfer\u00eancia com todos os integrantes. Literalmente \u201calguns\u201d \u2013 o papo foi longe e renderia muitas entrevistas mais. Mas a longa discuss\u00e3o sobre a Twilight Zone original deixaria essa mat\u00e9ria muito extensa\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carl Satan - Demasiado Humano (Full Album, 2026)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r-94tVDzZJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os primeiros singles s\u00e3o de 2019, e mostravam uma banda mais diretamente punk, parente pr\u00f3xima do surf rock. Da\u00ed para o \u201cDemasiado Humano\u201d tem uma diferen\u00e7a enorme de sonoridade. O que aconteceu nesse longo per\u00edodo?<\/strong><br \/>\nRonaldo Aguiar: O que n\u00e3o mudou de 2019 para c\u00e1, n\u00e9? O mundo inteiro mudou drasticamente, acho que \u00e9 imposs\u00edvel voc\u00ea pensar em qualquer coisa na sociedade que n\u00e3o tenha sofrido um impacto grande de 2019 para c\u00e1. Teve pandemia, teve populismo de direita, teve intelig\u00eancia artificial,, guerra \u2013 putz, teve tanta coisa que eu achei que nunca iria acontecer! E de repente, tudo aconteceu, e isso reflete na gente de todas as maneiras poss\u00edveis. Refletiu na banda. Antes era uma banda que tinha surgido como uma v\u00e1lvula de escape, uma coisa muito l\u00fadica. N\u00e3o estou falando que o mundo era perfeito em 2019 (risos), de jeito nenhum. Acho que a sociedade j\u00e1 tava vivendo um momento dif\u00edcil, mas eu acho que a gente ainda usava a m\u00fasica de uma maneira meio l\u00fadica, trazendo coisas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A gente gostava muito de \u201cTwilight Zone\u201d, e tentava dar um jeito de colocar isso na m\u00fasica. O punk rock era uma linguagem que a gente tinha em comum para trazer isso, at\u00e9 mais do que o surf, porque a gente nunca foi \u201cespecializado em surf\u201d, e a gente via a combina\u00e7\u00e3o disso com a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como uma maneira de expressar essas coisas esquisitas que estavam acontecendo. Era uma trilha sonora da ci\u00eancia sendo banalizada na sociedade, as pessoas n\u00e3o acreditando em vacina, e ao mesmo tempo, elas usarem todos os adventos da tecnologia \u2013 celular, GPS e todas essas coisas \u2013 sem dar o devido respeito \u00e0 ci\u00eancia. A gente traz o Carl Sagan como parte do nosso nome porque isso faz parte da ess\u00eancia, da ideia de trazer o cosmos ali, a divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia como a nossa grande pauta. S\u00f3 que\u2026 como foi a sua pergunta mesmo? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o som da banda ter mudado em rela\u00e7\u00e3o aos <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/3a7B5GuFnvil61aoyP16NA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">primeiros EPs<\/a>.<\/strong><br \/>\nRonaldo Aguiar: Ah, t\u00e1! (risos) Eu acho que, de 2019 pra c\u00e1, a gente come\u00e7ou a se interessar por um monte de outros assuntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo Ferreirinha: O segundo disco j\u00e1 vai para pautas mais espec\u00edficas, essas coisas que est\u00e3o acontecendo no mundo, e o terceiro \u00e9 o momento em que a gente vai para onde cada um quer ir, porque a gente \u00e9 muito diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clayton Fernandes: Isso \u00e9 uma parada que tamb\u00e9m tem muito a ver com o pr\u00f3prio lance de quando a gente come\u00e7ou a tocar, a gente tinha uma est\u00e9tica que foi sendo constru\u00edda de uma maneira org\u00e2nica, com a gente se juntando com refer\u00eancias diferentes e tal, apesar de eu e o Ronaldo, por exemplo, termos um cen\u00e1rio em comum mais pra Zona Leste. A playlist de cada um vai transitar em dire\u00e7\u00f5es muito diferentes, ent\u00e3o tem um pouco essa mistura que, com o tempo, voc\u00ea vai tocando naturalmente e maturando para outros caminhos. O primeiro EP aconteceu de uma maneira muito natural, mas n\u00e3o era exatamente a proposta que a gente se ativesse naquele estilo espec\u00edfico de som, entendeu? A gente sempre teve a proposta de se permitir explorar outros caminhos tamb\u00e9m, \u00e0s vezes trazer uma est\u00e9tica diferente, e no segundo EP (\u201c<a href=\"https:\/\/carlsatan.bandcamp.com\/album\/o-mundo-assombrado-por-idiotas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Mundo Assombrado por Idiotas<\/a>\u201d, 2021) isso foi mais acentuado. Eu n\u00e3o participei diretamente dele porque eu estava morando fora \u2013 fiquei quase tr\u00eas anos no Jap\u00e3o. Apesar disso, muita coisa foi feita \u00e0 dist\u00e2ncia (nota: mas os baixos foram gravados por Carlos Freitas). J\u00e1 nesse \u00e1lbum que a gente acabou de lan\u00e7ar, foi talvez um salto at\u00e9 mais longe, no sentido de explorar outros caminhos: \u00e0s vezes com umas refer\u00eancias que cada um trouxe de m\u00fasica brasileira que estava ouvindo, ou muita coisa do jazz tamb\u00e9m que a gente consome e tal, mas ainda com uma certa est\u00e9tica que est\u00e1 bem aliada com aquele primeiro EP, apesar de ser bastante diferente. O Nozis (nota: nome que Leo Sousa usa em seu projeto solo) fez um disco solo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ronaldo: Que est\u00e1 fant\u00e1stico tamb\u00e9m, uma coisa muito, muito bonita.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carl Satan - Microdose Overdose\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bFc4LRvHhSA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas no \u201cDemasiado Humano\u201d voc\u00eas trouxeram gente de fora para tocar, e isso por si s\u00f3 j\u00e1 abre um leque que os anteriores n\u00e3o abriram.<\/strong><br \/>\nRonaldo: Primeiro, acho que \u00e9 importante ressaltar que essas m\u00fasicas foram compostas com ideias de cada um desde o come\u00e7o, assim. Cada um comp\u00f4s cada parte de uma maneira muito participativa. Teve uma m\u00fasica que o Clayton trouxe praticamente inteira e a gente criou novas camadas, teve tr\u00eas m\u00fasicas que s\u00e3o praticamente inteiras do Ferreirinha, teve uma m\u00fasica do Nozis\u2026 Nesse sentido, eu participei muito pouco comparado aos outros discos, ent\u00e3o foi um processo muito diferente de composi\u00e7\u00e3o, e isso j\u00e1 ajuda muito a ser um disco t\u00e3o diferente dos anteriores, nos quais eu meio que vinha com ideias um pouco mais formatadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreirinha: Quem teve a iniciativa de juntar as pessoas foi o Ronaldo. Na verdade, eu cantava, e acho que ele me chamou para cantar (risos). S\u00f3 que quando ele me chamou, eu n\u00e3o queria mais cantar. A\u00ed eu falei: &#8220;beleza, mas eu vou tocar batera&#8221; (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e9o Sousa: O baterista \u00e9 um excelente vocalista (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreirinha: O Ronaldo come\u00e7ou a compor as m\u00fasicas e ele tirou essa ideia de se unir no meio desse lance de surf music, que era algo que dialogava com tudo ali: com o punk rock, com as ideias do \u201cTwilight Zone\u201d, horror punk, de tudo que a gente tinha de refer\u00eancia. A gente chegou no segundo disco ainda nessa pegada, mas j\u00e1 queria quebrar um pouco esse padr\u00e3o, sabe? Come\u00e7amos a pensar que a gente conseguia fazer um disco com mais profundidade, com cada um trazendo suas ideias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e9o: Teve um dia que foi muito interessante: a gente tinha terminado o primeiro disco e foi l\u00e1 na [Cervejaria] Tarantino totalmente avulsos, e estava rolando um festival de surf music. Foi t\u00e3o engra\u00e7ado ver que a gente tinha terminado de fazer um disco de surf music e se ligar que a gente n\u00e3o ouviu uma \u00fanica m\u00fasica do estilo no processo (risos). O m\u00e1ximo que a gente ouvia era Man\u2026 Or Astroman? S\u00f3 ali naquele show que eu me liguei que existia uma cena disso, com todo mundo meio que fazendo a mesma coisa. A gente queria muito participar, mas ao mesmo tempo a gente meio que se comparou ali, e viu que aquele \u00e9 um lugar que \u00e9 muito tradicional, preserva os timbres, as refer\u00eancias. A gente n\u00e3o \u00e9 tradicional: a gente estressa muito as m\u00fasicas nos ensaios. Somos essencialmente uma banda de ensaio, que acontece religiosamente toda quinta-feira. E ali a gente se provoca, muda beat, p\u00f5e um solo, tira um solo, faz isso, testa o outro, muda o instrumento\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clayton: O \u201cDemasiado Humano\u201d trouxe isso. Em algum momento no ensaio a gente viu que podia rolar um outro instrumento, talvez um trombone, uma flauta\u2026 O L\u00e9o tinha um contato legal de um flautista (Julio Rocha), e a gente o chamou para compor junto. Foi legal, trouxe uma camada mais l\u00edrica, e foi tamb\u00e9m uma forma de ter uma ruptura de uma est\u00e9tica com a qual a gente j\u00e1 estava acostumado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e9o: Conheci o Julio em Paraty, na frente do mar, em uma roda de choro no dia 2 de janeiro. Era meio que a pausa dos m\u00fasicos que tocam na noite durante o ver\u00e3o, e ficamos todos at\u00e9 \u00e0s 5 da manh\u00e3, uma galera que arrega\u00e7a, que \u00e9 muito massa de andar junto, e que tem outras refer\u00eancias. Pro J\u00falio entrar no est\u00fadio e tocar rock com experimenta\u00e7\u00e3o, era uma novidade gigante, uma loucura. Al\u00e9m de ser um cara gente boa pra caramba, ele est\u00e1 estudando m\u00fasica do Leste Europeu e misturou essas ideias da m\u00fasica cigana pra chegar nesse som que voc\u00ea ouve no disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carl Satan feat. deddjazz - P\u00f3s-Tsurume \/ 32 de Maio\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9rTdhO4p2kQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 legal tamb\u00e9m experimentar sem cair nos caminhos que est\u00e3o mais manjados atualmente. Depois da leva que todo mundo queria beber do afrobeat, agora parece que tem muita gente entrando no lance da microtonalidade\u2026<\/strong><br \/>\nRonaldo: A gente tem uma preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o ficar preso. Apesar da gente n\u00e3o ter feito nada espec\u00edfico ainda com microtonalidade, a gente j\u00e1 usou escalas meio diferentes, esquisitas. a gente usa \u00e0s vezes algumas contagens \u00edmpares, o que de certa forma \u00e9 uma subvers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clayton: No primeiro play, por exemplo, podia ser mais surf music, mas o baixo era fretless.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreirinha: A gente nunca se encaixa. Teve uma amiga minha que foi ver o show, ela me conheceu quando eu cantava. Quando chegou, ela perguntou que m\u00fasica a gente ia cantar, e eu respondi: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o vou cantar&#8221;. &#8220;Como n\u00e3o vai cantar?&#8221; Falei que ia tocar bateria. A\u00ed ela: &#8220;E quem vai cantar?\u201d E l\u00e1 fui eu: &#8220;Ningu\u00e9m vai cantar, a gente \u00e9 s\u00f3 instrumental&#8221;. Sabe o que ela disse? &#8220;Ah, ent\u00e3o n\u00e3o tem m\u00fasica&#8221;. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ronaldo: O que que a gente veio fazer aqui? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreirinha: Mano, eu achei isso sensacional. A gente quase fez uma camiseta, \u201cKaraok\u00ea de m\u00fasica instrumental\u201d, algo assim (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Deveriam fazer!<\/strong><br \/>\nL\u00e9o: Talvez a gente ainda fa\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreirinha: Em rela\u00e7\u00e3o a circuito de shows e tal, a gente tem uma boa abertura com o pessoal do surf, mas a gente procura criar nossas pr\u00f3prias festas\u2013 com menos frequ\u00eancia do que a gente gostaria, mas criamos os nossos rol\u00eas, chamando bandas que a gente conhece, que a gente sabe que \u00e9 legal e que poderia somar com a gente. Da mesma forma, somos convidados para tocar com outras pessoas. Com esse novo trabalho, a gente est\u00e1 mais ativo, n\u00e3o s\u00f3 nessa parte mas em todas, porque queremos viver da banda. E o que significa isso? N\u00e3o significa ficar rico, ganhar dinheiro para caramba, e sim conseguir alguma forma de oferecer algo para as pessoas e elas devolverem algo pra gente que nos permita bancar ensaios, bancar alguma viagem, coisas assim. Agora come\u00e7amos a botar isso mais em pr\u00e1tica com as camisetas. Estamos fazendo um site, que ainda n\u00e3o est\u00e1 no ar, mas que \u00e9 parte da banda e vai se chamar Sold Out Store, e vai ter umas estampas tipo \u201cCarl Satan Live at Wembley \u201897\u201d (risos) ou \u201cCarl Satan \u2013 O Filme\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ronaldo: O lance \u00e9 que, se chamarem a gente pra tocar, a gente vai. Onde for, vamos com o maior prazer. Nosso trabalho conversa com muitos p\u00fablicos, fala uma l\u00edngua muito franca, est\u00e1 numa maturidade interessante para tocar em qualquer lugar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carl Satan - Jaguatirica Dentes de Sabre\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RrS4jWe-3D4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e<\/em><em>\u00a0autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/o-evangelho-segundo-odair-censura-igreja-e-o-filho-de-jose-e-maria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de Jos\u00e9 e Maria<\/a>\u201c. A foto que abre o texto \u00e9 de Carolina Zaine<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carl Satan \u00e9 para quem gosta de: Hermeto Paschoal, The Cramps, Hurtmold, Dead Kennedys, Hamilton de Hollanda, Frank Zappa e \u2018Al\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o\u2019\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/18\/scream-yell-recomenda-carl-satan-fala-de-seu-novo-disco-demasiado-humano\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":96735,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[8302],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96733"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96744,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96733\/revisions\/96744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}