{"id":96614,"date":"2026-07-08T01:53:12","date_gmt":"2026-07-08T04:53:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96614"},"modified":"2026-07-08T01:56:21","modified_gmt":"2026-07-08T04:56:21","slug":"entrevista-gabriel-soares-fala-sobre-agenda-do-impossivel-uma-colecao-de-aforismos-e-micronarrativas-sobre-trivialidades-literatura-relacionamentos-viagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/08\/entrevista-gabriel-soares-fala-sobre-agenda-do-impossivel-uma-colecao-de-aforismos-e-micronarrativas-sobre-trivialidades-literatura-relacionamentos-viagens\/","title":{"rendered":"Entrevista: Gabriel Soares fala sobre seu livro &#8220;Agenda do Imposs\u00edvel&#8221;, uma cole\u00e7\u00e3o de aforismos sobre trivialidades"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jorgewagnerm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Wagner<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A menos que haja dinheiro envolvido, j\u00e1 que as contas nunca param de chegar, n\u00e3o gasto meu tempo escrevendo sobre aquilo a que sou indiferente. Prefiro me dedicar \u00e0quilo que me empolga, me intriga, me decepciona, me ofende. Talvez por isso tenha passado uma d\u00e9cada sem enviar textos para o Scream &amp; Yell \u2014 percebi dia desses que havia sido h\u00e1 tanto tempo assim, o \u00faltimo sendo uma pequena entrevista com <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/28\/entrevista-donica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma banda que n\u00e3o existe mais<\/a>, de (ent\u00e3o) garotos bem relacionados. Mas agora que leio &#8220;<a href=\"https:\/\/link.amazon\/B00xAQvyK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Agenda do Imposs\u00edvel<\/a>&#8220;, do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DZxmaGulmLs\/?img_index=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gabriel Soares<\/a>, penso numa entrevista publicada h\u00e1 dez anos e em como passei uma d\u00e9cada sem querer entrevistar qualquer m\u00fasico, qualquer autor. E percebo que quero entrevistar o Gabriel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 livros sobre os quais \u00e9 muito f\u00e1cil escrever \u2014 sobre o que e como o autor escreve, como o enredo se desenrola e com qual qualidade ou falta dela, etc. E h\u00e1 outros sobre os quais \u00e9 mais f\u00e1cil pensar a respeito, buscar entender, mas que demandam mais tempo, mais reflex\u00f5es, mais conex\u00f5es para que sejamos capazes de descrever em palavras ordenadas onde, por que e como aquilo te toca, seja empolgando, intrigando, decepcionando, ofendendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Agenda do Imposs\u00edvel&#8221;, que foi lan\u00e7ado em junho pela Editora Zain, entra na categoria dos livros sobre os quais se precisa pensar, muito. Talvez pela pr\u00f3pria proposta da obra: uma &#8220;cole\u00e7\u00e3o de aforismos e micronarrativas&#8221; sobre trivialidades, literatura, relacionamentos, viagens. Gabriel (que tamb\u00e9m \u00e9 vocalista e guitarrista da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/atalhosbanda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Atalhos<\/a>), ao menos aqui, n\u00e3o \u00e9 surpreendente, mas esse n\u00e3o parece mesmo ser seu objetivo. Sua estrada \u00e9 a das coisas banais, da rotina balanceada de vinho e muscula\u00e7\u00e3o, do estranhamento ao notar uma festa infantil no p\u00e1tio para onde, h\u00e1 pouco, um vizinho mergulhou para a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sobre essa estrada percorrida ao longo da leitura que conversamos nas pr\u00f3ximas linhas, neste pequeno bate-papo, o primeiro que este ser do outro lado da tela se disp\u00f5e a fazer depois de um longo per\u00edodo de dez anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96616 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comecei a ler &#8220;Agenda do Imposs\u00edvel&#8221; imediatamente ap\u00f3s terminar a colet\u00e2nea de fic\u00e7\u00e3o do Alejandro Zambra, e uma coisa que tanto voc\u00ea quanto ele parecem ter, cada um ao seu modo, \u00e9 essa capacidade de transformar em mat\u00e9ria liter\u00e1ria as coisas que costumam passar despercebidas. Em que momento um acontecimento banal deixa de ser apenas cotidiano e se transforma em literatura?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito raro eu passar um dia sem ler, estou quase sempre com um livro. E acho que a literatura meio que impregnou o jeito que eu vivo e encaro as coisas, ou seja, alterou profundamente a maneira como eu observo o mundo. Ent\u00e3o, de uma certa forma, pode ser que muitos detalhes e situa\u00e7\u00f5es banais ou cotidianas ganhem outro tipo de luz na minha perspectiva&#8230; porque a literatura \u00e9 esse espa\u00e7o onde as coisas fugidias podem durar mais do que na realidade, onde um olhar que tarda um segundo pode ganhar uma reflex\u00e3o que dura mais de uma hora e dezenas de p\u00e1ginas&#8230; \u00e9 onde o tempo pode ser domesticado, ent\u00e3o \u00e9 natural que essas coisas banais, r\u00e1pidas e instant\u00e2neas que vemos se perder no cotidiano ganhem for\u00e7a duradoura nas mentes que est\u00e3o impregnadas de literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas passagens do livro sugerem que convivemos diariamente com fantasmas \u2014 lembran\u00e7as, trag\u00e9dias e aus\u00eancias que permanecem nos lugares. Voc\u00ea v\u00ea a escrita como forma de preservar ou exorcizar essas presen\u00e7as?<\/strong><br \/>\nDepende da circunst\u00e2ncia e da conveni\u00eancia. Eu assumo a literatura como um recurso existencial, tento fazer uso ativo dela, como uma arma que pode ser buscada nos momentos de perigo, no enfrentamento da melancolia, nesse &#8220;exorcizar&#8221; que voc\u00ea comentou. E tamb\u00e9m posso us\u00e1-la quando quero tentar me lembrar de algo, quando quero ter a ilus\u00e3o de tocar algo que j\u00e1 n\u00e3o existe, quando quero me consolar com a ideia de uma perman\u00eancia que existe somente na mem\u00f3ria&#8230; quando escrevemos uma mem\u00f3ria temos a ilus\u00e3o de que estamos vivendo aquilo que recordamos outra vez, mas sempre de uma maneira \u00fanica e original, porque quando lembramos tamb\u00e9m estamos inventando. Enquanto seguimos vivo, enquanto &#8220;duramos&#8221;, como dizia Bergson, nosso passado continua com a gente de forma constante, e o futuro \u00e9 sempre a cria\u00e7\u00e3o acumulada de passado que nunca se repete, nunca \u00e9 id\u00eantico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O livro re\u00fane &#8220;aforismos, anota\u00e7\u00f5es e micronarrativas&#8221;. Em algum momento voc\u00ea percebeu que certas ideias funcionavam melhor como fragmentos mesmo e n\u00e3o como can\u00e7\u00f5es ou narrativas mais longas?<\/strong><br \/>\nEu comecei escrevendo alguns pensamentos curtos em forma de aforismo, muito inspirado por Nietzsche e pelas m\u00e1ximas de Chamfort. S\u00f3 que tamb\u00e9m sentia necessidade de me aprofundar mais em alguns pensamentos que foram se transformando em narrativas, e ao longo desse processo fui percebendo que o material que eu estava compondo tinha igualmente uma certa coes\u00e3o e linearidade, ou seja, tamb\u00e9m se parecia com um romance. No final abracei a ideia de compor um livro com fragmentos numerados que sugerem uma leitura linear, mas que ao mesmo tempo podem ser lidos isoladamente sem preju\u00edzo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_96618\" aria-describedby=\"caption-attachment-96618\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-96618\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"686\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares3-300x274.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-96618\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gabriel com a edi\u00e7\u00e3o em vinil de \u201cA For\u00e7a das Coisas\u201d, da Atalhos, e seu livro &#8220;Agenda do Imposs\u00edvel&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 uma esp\u00e9cie de equil\u00edbrio entre disciplina e p<\/strong><strong>razer atravessando o livro \u2014 muscula\u00e7\u00e3o e vinho, rotina e deriva, planejamento e acaso.<\/strong> <strong>O ato de criar, pra voc\u00ea, \u00e9 mais m\u00e9todo ou disponibilidade para perceber o que est\u00e1 ao redor?<\/strong><br \/>\nMuito boa essa an\u00e1lise, n\u00e3o tinha pensado muito a respeito disso, mas voc\u00ea tem raz\u00e3o. Acho que eu fico o tempo todo tentando me equilibrar entre um e outro, buscando a linha t\u00eanue, porque mesmo para escrever um livro que aparentemente \u00e9 feito apenas de anota\u00e7\u00f5es \u00e9 preciso muita disciplina, mesmo que eu evite seguir um di\u00e1rio com datas, que n\u00e3o tenha um deadline de um editor ou algum prazo pra cumprir, sem disciplina seria imposs\u00edvel compor esse livro, e conforme ele foi ganhando corpo e cada vez mais p\u00e1ginas, foi se criando uma esp\u00e9cie de compromisso \u00edntimo de mim comigo mesmo, que me estimulou a dar continuidade no trabalho. Portanto \u00e9 preciso de muito m\u00e9todo pra compor e criar, s\u00f3 que m\u00e9todo sozinho n\u00e3o comp\u00f5e nada&#8230; por isso eu considero muito mais importante e crucial essa abertura, essa disponibilidade para perceber os detalhes ao redor&#8230; muito mais essencial \u00e9 a sensibilidade para captar a po\u00e9tica do espa\u00e7o e poder praticar o que Bachelard chamava de &#8220;daydreaming&#8221;, esse exerc\u00edcio\/estado em que o indiv\u00edduo est\u00e1 vivendo o cotidiano e o banal, mas ao mesmo tempo est\u00e1 criando (interpretando) essa realidade de forma po\u00e9tica, criativa e imaginativa. Acho que esse equil\u00edbrio que voc\u00ea percebeu \u00e9 um pouco do que Goethe quis dizer tamb\u00e9m quando colocou &#8220;vida e poesia&#8221; como subt\u00edtulo da sua autobiografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea afirmou que os textos n\u00e3o receberam datas para afastar a escrita de uma localiza\u00e7\u00e3o temporal r\u00edgida. Ainda assim, temos sensa\u00e7\u00e3o de presente vivido. O que voc\u00ea procura preservar quando registra um instante: o fato em si ou a sensa\u00e7\u00e3o daquele momento?<\/strong><br \/>\nBusco preservar a sensa\u00e7\u00e3o, com certeza. At\u00e9 porque o fato em si \u00e9 sempre o que morre e com ele n\u00e3o h\u00e1 nada que possamos fazer. O que permanece \u2013 ainda que em formas et\u00e9reas como lembran\u00e7a, m\u00fasica, texto, imagens mentais etc \u2013 \u00e9 sempre a &#8220;sensa\u00e7\u00e3o&#8221;. Quando, por exemplo, uma pessoa morre \u00e9 o fato em si que atesta a sua morte, e n\u00e3o h\u00e1 nada que podemos alterar diante disso&#8230; o que ainda pode permanecer \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria que guardamos da pessoa, suas palavras, a melodia da sua voz que ainda ressoa na nossa cabe\u00e7a, as imagens mentais que se formam quando lembramos dela&#8230; ent\u00e3o quando rememoro e narro algo, eu estou tentando manter aquele momento vivo dentro de mim, ou, tentando guardar uma recorda\u00e7\u00e3o fora de mim (na forma de um texto), como uma gaveta que daqui um tempo eu possa abrir e ter a surpresa de me lembrar de algo que estava esquecido pra sempre.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96617 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/gabriel_soares2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jorgewagnerm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Wagner<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista,\u00a0produtor do tributo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/26\/download-ainda-somos-os-mesmos-belchior\/\">Ainda Somos os Mesmos<\/a>\u201d, ao \u00e1lbum \u201cAlucina\u00e7\u00e3o\u201d, de Belchior,\u00a0lan\u00e7ado pelo Scream &amp; Yell. Lan\u00e7ou em 2023 o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/17\/download-jotadablio-lanca-toda-forma-de-adeus-uma-jornada-de-despedidas-ouca-e-baixe-gratuitamente\/\">Toda Forma de Adeus<\/a>\u201c.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Agenda do Imposs\u00edvel&#8221;, que foi lan\u00e7ado em junho pela Editora Zain, entra na categoria dos livros sobre os quais se precisa pensar, muito.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/07\/08\/entrevista-gabriel-soares-fala-sobre-agenda-do-impossivel-uma-colecao-de-aforismos-e-micronarrativas-sobre-trivialidades-literatura-relacionamentos-viagens\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":20,"featured_media":96615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,9,4833,3],"tags":[2314,8288,8287],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96614"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96614"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96623,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96614\/revisions\/96623"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}