{"id":96454,"date":"2026-06-26T11:18:23","date_gmt":"2026-06-26T14:18:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96454"},"modified":"2026-06-26T11:19:14","modified_gmt":"2026-06-26T14:19:14","slug":"redd-kross-jeff-e-steven-mcdonald-falam-sobre-os-mutantes-dividir-o-palco-com-o-poison-e-o-comeco-de-tudo-com-o-black-flag","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/26\/redd-kross-jeff-e-steven-mcdonald-falam-sobre-os-mutantes-dividir-o-palco-com-o-poison-e-o-comeco-de-tudo-com-o-black-flag\/","title":{"rendered":"Redd Kross: Jeff e Steven McDonald falam sobre Os Mutantes, dividir o palco com o Poison e o come\u00e7o com o Black Flag"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundado em 1978 em uma pequena e ensolarada cidade da Calif\u00f3rnia chamada Hawthorne, tamb\u00e9m conhecida como ber\u00e7o dos Beach Boys, o Redd Kross desembarca nesta semana em S\u00e3o Paulo para a sua t\u00e3o aguardada, e demorada, estreia no Brasil, <a href=\"https:\/\/fastix.com.br\/events\/red-kross\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com um show no Cine Joia<\/a> nesta sexta, 26\/06, como parte da programa\u00e7\u00e3o do festival de document\u00e1rios musicais <a href=\"https:\/\/br.in-edit.org\/filmes\/born-innocent-the-redd-kross-story\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">In-Edit Brasil<\/a> (que incluiu em sua programa\u00e7\u00e3o\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/br.in-edit.org\/filmes\/born-innocent-the-redd-kross-story\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Born Innocent: The Redd Kross Story<\/a>\u201d, de Andrew Reich).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de seus cerca de 45 anos de exist\u00eancia, que incluem um hiato entre o fim dos anos 1990 e a primeira parte dos 2000, o Redd Kross passeou por uma grande variedade de estilos, incluindo desde a ent\u00e3o nascente cena punk\/hardcore no fim dos anos 1970, quando foram \u201capadrinhados\u201d pelo Black Flag, passando pelo rock alternativo, grunge e power pop, mas sem nunca deixar de lado algumas das marcas registradas dos irm\u00e3os McDonald, incluindo muita melodia, vocais harmonizados, piadas de gosto duvidoso e uma eterna influ\u00eancia e admira\u00e7\u00e3o pelos sons que fizeram a cabe\u00e7a dos ent\u00e3o (pr\u00e9)adolescentes Jeff (vocal e guitarra) e Steven (vocal e baixo) quando come\u00e7aram a tocar juntos (primeiro como Tourists, depois Red Cross, at\u00e9 chegar em Redd Kross): Beatles, Kinks, Kiss, Ramones, Runaways, X, New York Dolls e Patti Smith, entre muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, os irm\u00e3os McDonald, que hoje s\u00e3o acompanhados nos palcos e discos pelo baterista <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/21\/entrevista-dale-crover-e-o-novo-disco-acustico-do-melvins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dale Crover<\/a>, do Melvins (onde toca ao lado de Steven) e pelo guitarrista Jason Shapiro (Celebrity Skin), falam sobre a quase vinda do Redd Kross ao Brasil em 1994, ao lado dos Ramones e Stone Temple Pilots, como foi tocar com o Poison antes da fama da banda de hard rock farofa nos anos 1980, sua admira\u00e7\u00e3o pela m\u00fasica brasileira, com men\u00e7\u00f5es a Mutantes, Rita Lee e Gal Costa, e quais os discos que mudaram as suas vidas. Confira!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96455\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reddkross.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reddkross.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reddkross-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas quase vieram ao Brasil em 1994, com os Ramones, mas os shows acabaram sendo cancelados. E agora, cerca de 30 anos depois, voc\u00eas finalmente est\u00e3o vindo, trazendo na bagagem <a href=\"https:\/\/br.in-edit.org\/filmes\/born-innocent-the-redd-kross-story\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um document\u00e1rio<\/a>, <a href=\"https:\/\/link.amazon\/B00Sj2RRL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um livro sobre a hist\u00f3ria da banda<\/a> e um disco duplo, <a href=\"https:\/\/reddkross.bandcamp.com\/album\/redd-kross\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que saiu em 2024<\/a>. Queria saber como isso aconteceu: foi atrav\u00e9s do In-Edit (festival de document\u00e1rios que exibir\u00e1 o filme sobre a banda)? Voc\u00eas j\u00e1 tinham propostas recentes para vir \u00e0 Am\u00e9rica do Sul? Ou as coisas simplesmente se encaixaram?<\/strong><br \/>\nJeff: Acho que as coisas simplesmente se encaixaram. Acho que foi preciso um livro, um filme e um \u00e1lbum duplo para nos levar ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: O Brasil tem sido dif\u00edcil para n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: N\u00f3s sempre quisemos ir. Sempre sonhamos em nos apresentar no Brasil porque somos grandes f\u00e3s de Os Mutantes h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: \u00c9, com certeza. E tamb\u00e9m porque \u00e9 um pa\u00eds muito interessante, com milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/19\/entrevista-steven-mcdonald-redd-kross-melvins-off\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na nossa entrevista anterior<\/a>, Steven, voc\u00ea me disse que conheceu Os Mutantes atrav\u00e9s do Bill Bartel (White Flag), porque a irm\u00e3 dele veio ao Brasil nos anos 1970, se n\u00e3o me engano, e voltou com alguns discos dos Mutantes para os EUA. Ent\u00e3o, queria saber se voc\u00eas sempre tiveram curiosidade pela m\u00fasica brasileira em geral ou foi especificamente o som dos Mutantes que chamou sua aten\u00e7\u00e3o naquela \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nJeff: Bom, no meu caso, eu n\u00e3o conhecia nada de m\u00fasica brasileira at\u00e9 o Bill nos apresentar aos \u00e1lbuns dos Mutantes. E foi simplesmente algo que explodiu a minha cabe\u00e7a. N\u00f3s ouv\u00edamos os dois primeiros \u00e1lbuns o tempo todo e todos n\u00f3s que toc\u00e1vamos em bandas, que viaj\u00e1vamos, compartilh\u00e1vamos fitas deles com um monte de outros grupos. Ent\u00e3o agora \u00e9 muito legal porque no YouTube tem muitas filmagens, grava\u00e7\u00f5es ao vivo e tudo mais. Antigamente, quando come\u00e7amos a ouvir, a gente s\u00f3 tinha as fotos das capas dos discos \u2014 aquelas fotos estranhas de marcianos, o vestido de noiva e as guitarras bizarras. Ent\u00e3o n\u00f3s fic\u00e1vamos fascinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legal! Tem alguns document\u00e1rios bem interessantes sobre o <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/10\/29\/mostra-sp-loki-arnaldo-baptista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arnaldo Baptista<\/a> e a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/16\/30-festival-e-tudo-verdade-ritas-e-divertido-e-emocionante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rita Lee<\/a>, vou mandar para voc\u00eas.<\/strong><br \/>\nJeff: Isso seria \u00f3timo. E eu tamb\u00e9m amo a Rita Lee. Acompanho a carreira dela h\u00e1 bastante tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Eu tenho um filho de 17 anos que \u00e9 f\u00e3 de m\u00fasica, e ele toca muita m\u00fasica brasileira no carro. Ele \u00e9 tipo o DJ residente da fam\u00edlia agora, e toca muitas coisas brasileiras no carro. Toca bastante <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/09\/24\/discografia-comentada-gal-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gal Costa<\/a>. E ela canta uma m\u00fasica dos Mutantes &#8211; ela canta tipo &#8220;Baby, Baby&#8221; (nota: na verdade, a m\u00fasica \u201cBaby\u201d foi escrita por Caetano Veloso, mas gravada pela banda e pela cantora nos anos 1960, al\u00e9m de estar presente no cl\u00e1ssico disco \u201cTropic\u00e1lia\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9, a vers\u00e3o dela \u00e9 muito famosa no Brasil, foi trilha de novela, inclusive. E quais s\u00e3o as expectativas de voc\u00eas para essa viagem \u00e0 Am\u00e9rica do Sul? Voc\u00eas v\u00e3o conseguir passar um tempo em S\u00e3o Paulo? Porque voc\u00eas t\u00eam uma exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio agendada tamb\u00e9m, certo?<\/strong><br \/>\nJeff: Sim, acho que temos uma exibi\u00e7\u00e3o do filme no In Edit \u2013 \u00e9 esse o nome do festival de cinema?- e o nosso show. Por isso, n\u00e3o sei exatamente quanto tempo vamos ter. Acho que vai ser um &#8220;bate e volta&#8221; bem r\u00e1pido. Ent\u00e3o vamos ter que realmente ver muita coisa em pouco tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: N\u00f3s vamos ter tipo dois ou tr\u00eas dias em S\u00e3o Paulo e s\u00f3. Mas eu sei que vamos <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DZpnVbcxBsB\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a uma loja de discos fazer uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos<\/a>, e eu nem tenho certeza do que vamos autografar (risos). Depois vamos para o document\u00e1rio, e a\u00ed fazemos o nosso show em um desses dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas est\u00e3o preparando algo espec\u00edfico em termos de repert\u00f3rio (setlist), j\u00e1 que \u00e9 a primeira vez de voc\u00eas no Brasil e na Argentina tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nSteven: Tipo, se n\u00f3s vamos tocar um cover de Os Mutantes, por exemplo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Talvez \u201cBat Macumba\u201d (m\u00fasica que os irm\u00e3os gravaram nos anos 1980 no projeto Tater Totz)?<\/strong><br \/>\nJeff: Talvez a gente encaixe uma jam de &#8220;Bat Macumba&#8221; em algum momento no meio de &#8220;Crazy World&#8221; ou algo assim. N\u00e3o sei. Acho que j\u00e1 estamos tocando juntos h\u00e1 dois anos (nesta turn\u00ea) e conhecemos muitas m\u00fasicas, mas estamos de folga h\u00e1 um m\u00eas. Ent\u00e3o vamos ter que revisar o nosso repert\u00f3rio alguns dias antes de viajar para ver o que podemos adicionar que seja mais focado no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Como nunca estivemos a\u00ed, n\u00e3o \u00e9 como se soub\u00e9ssemos se as pessoas conhecem alguma das nossas m\u00fasicas. Tipo, quando vamos para a Espanha, por exemplo, tem um disco espec\u00edfico que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o popular na maioria dos lugares, mas \u00e9 muito popular na Espanha. Ent\u00e3o a gente sempre sabe que tem que tocar m\u00fasicas daquele disco. Mas n\u00e3o temos hist\u00f3rico com o Brasil, al\u00e9m de sermos f\u00e3s de alguns artistas brasileiros. Sendo assim, \u00e9 uma loteria para n\u00f3s. N\u00e3o sabemos se devemos tocar um show bem curto ou tentar tocar muitas m\u00fasicas. A \u00fanica coisa que eu diria que temos um pouco de conhecimento \u00e9 que, quando fomos escalados para tocar com os Ramones e o Stone Temple Pilots em um est\u00e1dio gigantesco, demos entrevistas nos anos 1990 e, naquela \u00e9poca, pelo que entendi, ficamos em alta rota\u00e7\u00e3o na MTV brasileira com o clipe de &#8220;Jimmy&#8217;s Fantasy&#8221;. Ent\u00e3o talvez haja uma pequena parcela de pessoas que se lembram disso, e pessoas da nossa idade que ficaram sabendo da gente nessa \u00e9poca, como uma introdu\u00e7\u00e3o ao Redd Kross, que eu imagino que foi algo que veio e depois sumiu t\u00e3o r\u00e1pido quanto chegou quando cancelaram aquele show.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross - &quot;Jimmy&#039;s Fantasy&quot; courtesy of Rocky Schenck\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_7ad4VQvBEQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na verdade, eu acho que o \u201cPhaseshifter\u201d (1993) \u00e9 um disco bem popular entre os f\u00e3s por aqui, e tamb\u00e9m o \u201cShow World\u201d (1997), porque acho que nos anos 1990 a MTV ajudou a levar a m\u00fasica de voc\u00eas para mais pessoas. Mas tamb\u00e9m entendo que o primeiro EP de voc\u00eas, mais punk\/hardcore, tamb\u00e9m tem muitos f\u00e3s por aqui.<\/strong><br \/>\nJeff: Ah, que bom. Porque n\u00f3s gostamos de tocar essas m\u00fasicas (do primeiro EP). Mas \u00e0s vezes, se as pessoas s\u00f3 nos conhecem pelas nossas m\u00fasicas mais recentes ou do meio da carreira, a\u00ed tocar o nosso primeir\u00edssimo EP pode ser bizarro (risos). Mas eu sempre gosto muito, porque \u00e9 algo que simplesmente me leva de volta a um lugar estranho s\u00f3 de cantar aquelas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: \u00c9 estranho para um homem na casa dos 60 anos cantar &#8220;I Hate My School&#8221; (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Eu ainda me sinto exatamente como eu me sentia naquela \u00e9poca, n\u00e3o sei exatamente o que \u00e9 isso. \u00c9 algo muito c\u00f3smico, me sinto cosmicamente conectado com aquelas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Eu odeio a minha escola cosmicamente. \u00c9 isso que deveria estar entre par\u00eanteses hoje em dia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: \u00c9, quero dizer, a escola da vida. Tipo, depois que voc\u00ea se forma no ensino m\u00e9dio, voc\u00ea segue em frente para outras coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Ent\u00e3o as pessoas podem realmente odiar suas vidas, mas toda a exist\u00eancia delas gira em torno de superar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Certo, gostei disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: E existir, vencer, superar as expectativas. Tipo o Phil Collins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Isso parece o come\u00e7o de algo, Jeff. Acho que dever\u00edamos terminar essa ideia em uma m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Bom, eu sei que a Madonna est\u00e1 preparando o \u201cConfessions on a Dance Floor \u2013 Part Two\u201d Tipo, ela est\u00e1 fazendo a sequ\u00eancia de um disco que fez, sei l\u00e1, 20 anos atr\u00e1s (nota: o primeiro disco saiu em 2005). Ent\u00e3o talvez a gente tenha que escrever uma \u00f3pera rock completa baseada nas m\u00fasicas do nosso primeir\u00edssimo lan\u00e7amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Um ciclo completo. Ent\u00e3o agora \u00e9 tipo: &#8220;eu odeio a minha escola cosmicamente. Eu odeio a minha escola da vida. Mas voc\u00ea n\u00e3o odeia a sua escola da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: N\u00e3o, mas odeio alguns aspectos dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Bom, n\u00e3o a sua pr\u00f3pria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Todo mundo tem problema com alguma coisa. Pessoalmente eu sou muito, muito grato. Me sinto muito sortudo por poder viajar pelo mundo e visitar lugares como o Brasil e ir para a Fl\u00f3rida e Los Angeles.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross &quot;I Hate My School&quot; @ Alex\u2019s Bar Long Beach CA 07-05-2024\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ForaLJ5MNWc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se voc\u00eas fossem da Fl\u00f3rida, ainda poderiam estar cantando sobre como odeiam os seus colegas da escola atualmente.<\/strong><br \/>\nJeff: \u00c9, isso \u00e9 verdade, porque alguns deles provavelmente moram na Fl\u00f3rida agora (risos). Mas n\u00e3o sei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: \u00c9 muito legal para a gente poder fazer coisas que nunca fizemos antes. Com certeza, isso \u00e9 uma coisa sobre a vida que \u2014 j\u00e1 que estamos falando em um n\u00edvel c\u00f3smico ou de uma forma mais geral \u2014 parece que \u00e9 verdadeiro o clich\u00ea de que o tempo acelera e,para n\u00f3s, \u00e9 inacredit\u00e1vel que tenha se passado tanto tempo. Parece que foi ontem que \u00e9ramos garotinhos gritando em um microfone. Mas uma coisa que realmente parece desacelerar o tempo \u00e9 quando voc\u00ea faz coisas que nunca fez antes, quando voc\u00ea tem uma experi\u00eancia in\u00e9dita. Ent\u00e3o, quando as pessoas me perguntam tipo, &#8220;como voc\u00ea se sente por nunca ter estado no Brasil antes? Ou tipo, por que voc\u00eas nunca vieram aqui?&#8221;, eu fico tipo, &#8220;n\u00e3o sei&#8221;. Mas que bom que conseguimos, que bom que est\u00e1 acontecendo. N\u00f3s s\u00f3 vamos ficar fora por uma semana, vamos fazer um show em Buenos Aires e um show em S\u00e3o Paulo, com uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos em uma loja e uma exibi\u00e7\u00e3o do filme. Mas essa semana vai passar muito mais devagar do que se eu estivesse em casa, assistindo \u00e0s Kardashians ou algo assim. E seja l\u00e1 como seria uma tarde mon\u00f3tona de ver\u00e3o, essa semana a\u00ed vai ser muito mais cheia de a\u00e7\u00e3o e o tempo vai desacelerar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Eu estou esperando que esse seja o in\u00edcio de um \u00f3timo relacionamento (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Voc\u00ea est\u00e1 aberto a isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Sim, porque acho que estamos num momento muito bom. Voc\u00eas v\u00e3o ver a gente depois de dois anos de turn\u00ea, estamos muito afiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: \u00c9, n\u00e3o, \u00e9 verdade. Acho que na \u00faltima turn\u00ea, n\u00f3s apenas passamos uma semana na Espanha. E foi bem consistente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Foi muito divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Foi consistentemente como estar funcionando a todo vapor. Sempre tem coisas que est\u00e3o fora do seu controle, tipo problemas t\u00e9cnicos que podem acontecer. E espero que os deuses estejam conosco na nossa noite em S\u00e3o Paulo. Mas sim, quero dizer, e talvez a raz\u00e3o de n\u00e3o termos vindo antes seja porque n\u00e3o est\u00e1vamos prontos, e agora estamos prontos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: \u00c9, e \u00e9 porque \u00e9 para a gente estrear agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: \u00c9. Ent\u00e3o talvez tenha sido isso, os deuses tinham determinado isso anos atr\u00e1s. Talvez seja por isso que os Ramones cancelaram em 1993. Eles disseram: &#8220;o Redd Kross ainda n\u00e3o est\u00e1 pronto&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"REDD KROSS - Redd Kross EP 1980 full album\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s9Xhc5rKGHc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Est\u00e1vamos falando sobre tipo o in\u00edcio da sua carreira, mais especificamente sobre o primeiro EP. No livro, voc\u00eas falam sobre como quando voc\u00eas foram ver o Black Flag por acidente, j\u00e1 que n\u00e3o conheciam a banda, e acabou sendo o show que meio que mudou a vida de voc\u00eas. Isso \u00e9 uma coisa que podemos dizer?<\/strong><br \/>\nJeff: Sim, conhecer aqueles caras, que j\u00e1 estavam come\u00e7ando a fazer shows, eles realmente nos ajudaram. Eles nos introduziram no mundo das casas noturnas e v\u00e1rias coisas \u00e0s quais n\u00f3s n\u00e3o ter\u00edamos acesso sendo adolescentes, sendo jovens \u2013 muito, muito jovens. E eles tinham, ent\u00e3o eles tinham descoberto isso. E eles estavam realmente interessados em come\u00e7ar uma pequena cena e no pequeno bairro em que eles moravam. E ent\u00e3o n\u00f3s \u00e9ramos apenas mais uma banda. A cena era originalmente aqueles caras, um grupo chamado The Last, Descendents. E uma das grandes bandas daquela cena, que era tipo o grupo sat\u00e9lite, era os Alley Cats. Mas ent\u00e3o uma vez eu liguei para o Greg (Ginn, guitarrista e l\u00edder do Black Flag) e n\u00f3s come\u00e7amos a conversar e ele disse. \u201cVenham aqui e n\u00f3s vamos dar uma olhada na banda de voc\u00eas\u201d. E eles nos deixaram ensaiar na casa deles. Quero dizer, na sala de ensaio. E n\u00f3s meio que fizemos uma audi\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o de l\u00e1 em diante, n\u00f3s est\u00e1vamos fazendo shows com aqueles caras quase sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Na verdade, eles nos convidaram para assistir o ensaio deles. E ent\u00e3o depois que eles terminaram de tocar, nos entregaram os instrumentos e disseram \u201cVoc\u00eas s\u00e3o uma banda? Vamos ver o que voc\u00eas podem fazer\u201d. E eu sempre gosto de dizer que basicamente, essencialmente o que fizemos foi uma audi\u00e7\u00e3o para poder andar com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Sim, e eu lembro que n\u00f3s tocamos os instrumentos deles e eles tinham amplificadores gigantescos e todas essas coisas que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos ainda. Ent\u00e3o acho que a primeir\u00edssima vez que tocamos l\u00e1 foi a primeira vez que qualquer um de n\u00f3s tocou com amplificadores gigantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Sim, e o Chuck Dukowski, na \u00e9poca ele era conhecido como Gary McDaniels, tinha um baixo Ibanez Flying V gigantesco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Que era t\u00e3o grande quanto voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Sim, eu tinha provavelmente cerca de 1,55 m. E era t\u00e3o grande quanto eu. Mas sim, n\u00f3s n\u00e3o recuamos ou amarelamos. N\u00f3s n\u00e3o engasgamos sob press\u00e3o. E n\u00f3s conseguimos andar com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Morando em LA, voc\u00eas cruzaram caminhos com pessoas que talvez voc\u00eas n\u00e3o quisessem cruzar? Tipo eu sei que voc\u00eas abriram para o Poison uma vez nos anos 1980.<\/strong><br \/>\nSteven: Ei, ei. Pega leva no \u201cabriram\u201d (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Na verdade, o Poison abriu pra gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>OK, me desculpe (risos).<\/strong><br \/>\nSteven: Acho que voc\u00ea poderia dizer que era um show em que os dois eram co-headliners.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Bem, sim, foi isso mesmo, mas n\u00f3s tocamos depois deles. Mas a coisa interessante sobre aquilo foi que n\u00f3s s\u00f3 os conhec\u00edamos por fotografias. E ent\u00e3o n\u00f3s est\u00e1vamos meio que esperando que eles fossem um grupo tipo o Sweet, ou eles sempre afirmavam ser influenciados pelo New York Dolls, mas depois ficamos desapontados que eles eram, que eles vinham de uma abordagem mais no estilo do Van Halen. E ent\u00e3o isso foi desanimador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Eu acho que n\u00f3s tivemos o que voc\u00ea chamaria de vergonha alheia quando os vimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Sim, n\u00f3s ficamos com vergonha deles quando os vimos, mas a piada \u00e9 por nossa conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Porque as pessoas que montaram aquele show, elas basicamente estavam dizendo para n\u00f3s, \u201cAh, voc\u00eas gostam do New York Dolls?\u201d E n\u00f3s ficamos tipo, \u201cSim, claro\u201d. E eles responderam \u201cEnt\u00e3o voc\u00eas v\u00e3o amar essa banda nova na cidade, o Poison.\u201d E ent\u00e3o eu fico tipo, \u201cOk, isso parece legal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Eu lembro que o Poison tinha, eles estavam tentando emplacar essa frase, esse bord\u00e3o, o glitter glam slam. N\u00e3o, apenas glam slam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: A palavra glitter n\u00e3o era usada l\u00e1 no meio dos anos 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Era algo como glam slam queens of noise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Ok, Jeff, voc\u00ea est\u00e1 perto. Me desculpe, vov\u00f4 (risos). Era o glam slam kings of noise, pelo qual n\u00f3s nos ofendemos totalmente porque eles estavam fazendo refer\u00eancia \u00e0s Runaways tamb\u00e9m. E eles realmente n\u00e3o tinham nada a ver, n\u00e3o apenas com o New York Dolls, como as pessoas estavam dizendo, mas tamb\u00e9m com as Runaways, aquilo era algo nosso. Me d\u00e1 um tempo, porra. E ent\u00e3o, sim, n\u00f3s ficamos envergonhados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OFFICIAL TRAILER | BORN INNOCENT: THE REDD KROSS STORY\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FcwDoLuo1QU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00eas estavam falando sobre o Poison, voc\u00ea mencionou que voc\u00eas ficaram desapontados porque eles eram mais como Van Halen, me fez pensar em outras bandas de irm\u00e3os e lembrei que voc\u00ea me contou da outra vez, Steven, que voc\u00eas escolheram trabalhar com o Tommy Ramone depois que ouviram o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/28\/musica-tim-let-it-bleed-edition-do-replacements-e-uma-pequena-reflexao-sobre-o-desejo-de-consertar-erros-do-passado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cTim\u201d (1985), dos Replacements<\/a>, que foi produzido por ele. Essa \u00e9 uma banda com a qual voc\u00ea pode ver algumas semelhan\u00e7as com voc\u00eas porque eles eram dois irm\u00e3os na guitarra e no baixo e o irm\u00e3o mais novo, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/17\/entrevista-tommy-stinson-fala-sobre-novo-disco-solo-os-anos-com-o-guns-n-roses-e-o-legado-do-replacements\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tommy Stinson<\/a>, era o baixista, entre outras coisas em comum. Voc\u00eas chegaram a ser pr\u00f3ximos deles de alguma forma?<\/strong><br \/>\nSteven: Bem, eles estavam em Minneapolis, ent\u00e3o n\u00f3s realmente n\u00e3o interagimos muito com eles, mas porque era uma dist\u00e2ncia de milhares quil\u00f4metros. Mas eles tamb\u00e9m fizeram um cover do Kiss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Sim, eu conheci eles logo no in\u00edcio, eles estavam em uma trajet\u00f3ria muito semelhante em muitos n\u00edveis. E, sim, eles tinham o irm\u00e3o menor na banda e eles gostavam de Kiss tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Sim, eles fizeram um cover de \u201cBlack Diamond\u201d (em \u201cLet it Be\u201d, de 1984) mais ou menos na mesma \u00e9poca que n\u00f3s fizemos um cover de \u201cDeuce\u201d, do qual eu sempre me esque\u00e7o (em \u201cTeen Babes from Monsanto\u201d, de 1984). Mas, ao contr\u00e1rio da gente, eles (os irm\u00e3os Stinson) eram como a equipe de apoio para o vocalista e guitarrista principal. Qual \u00e9 o nome dele? Estou esquecendo, estou tendo um congelamento cerebral completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Stinson, acho que Bob.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: N\u00e3o, Paul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Paul Westerberg, isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Ent\u00e3o eles eram a equipe de apoio do Paul Westerberg. Ent\u00e3o eu acho que isso vai ser muito diferente. Tipo, n\u00f3s somos mais, eu suponho, do nosso pr\u00f3prio jeito punk estranho, compar\u00e1veis aos irm\u00e3os Davies (do Kinks) ou os irm\u00e3os Gallagher (do Oasis) ou algo assim em termos desse tipo de din\u00e2mica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pQ-VB74qNGQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu queria que voc\u00eas, por favor, me dissessem 3 discos que mudaram a sua vida e por que eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\nJeff: Ok, quem come\u00e7a?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Vai, Jeff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Ok, eu vou dizer, claro, o \u201cMeet the Beatles!\u201d (1964). O \u201cMeet the Beatles!\u201d \u00e9 a vers\u00e3o americana de \u201cWith the Beatles\u201d (1963). Foi o primeiro disco dos Beatles que eu tive e tenho at\u00e9 hoje a mesma c\u00f3pia desde que eu tinha tr\u00eas anos de idade. Foi uma influ\u00eancia enorme e eu adorei o disco. Ent\u00e3o, depois disso, eu teria que dizer que o pr\u00f3ximo. Eu adorava muita m\u00fasica, adorava muita coisa, mas acho que o pr\u00f3ximo realmente enorme foi o Ramones. E eu comprei o \u201cLeave Home\u201d (1977) antes do primeiro \u00e1lbum deles. Eles meio que sa\u00edram mais ou menos na mesma \u00e9poca, mas a\u00ed eu comprei esse primeiro e foi um disco que me deu vontade de tocar em uma banda. E teria que dizer que outro seria o \u201cToo Much Too Soon\u201d (1974), do New York Dolls. N\u00f3s compramos esse disco quando foi lan\u00e7ado, quando \u00e9ramos basicamente crian\u00e7as. N\u00f3s pegamos ele antes de termos o primeiro \u00e1lbum e o escut\u00e1vamos e fic\u00e1vamos olhando para as fotos. E era meio que um roteiro para tipo como voc\u00ea pode fazer isso na sua garagem. Como parecer ter um visual descolado, o som meio maltrapilho e apenas como utilizar todas as suas influ\u00eancias para fazer algo novo. Esses s\u00e3o tr\u00eas dos discos que mudaram a minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Discos que mudaram a minha vida? Eu vou levar isso de forma bem literal e dizer, quando eu estava na 3\u00aa s\u00e9rie, eu era meio que, sabe, uma crian\u00e7a normal na escola prim\u00e1ria. Mas eu estava vivendo essa vida obcecada por rock&#8217;n&#8217;roll em casa com o meu irm\u00e3o, e ele estava me apresentando a isso. Ele \u00e9 quase quatro anos mais velho, ent\u00e3o ele estava me apresentando a m\u00fasicas que estavam muito al\u00e9m da minha faixa et\u00e1ria. N\u00f3s ficamos muito fissurados no Kiss. N\u00f3s compramos o \u201cAlive!\u201d (1975) e depois compramos todos os tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns depois desse. Quando chovia na escola, em vez de sair para almo\u00e7ar e almo\u00e7ar l\u00e1 fora, n\u00f3s fic\u00e1vamos dentro e ouv\u00edamos m\u00fasica, e as crian\u00e7as levavam discos. E na 3\u00aa s\u00e9rie, a maioria das crian\u00e7as levava coisas como Olivia Newton-John, a trilha sonora de &#8220;Grease&#8221; ou algo assim. E eu levei o \u201cDressed to Kill\u201d (1975), do Kiss. E a professora ficava perto de onde toc\u00e1vamos os discos e ela ficou muito desconfiada desse disco (risos). E eu disse para ela \u201cVoc\u00ea pode tocar &#8216;Ladies in waiting?'&#8221;. Essa era a minha m\u00fasica favorita no disco. Ent\u00e3o a m\u00fasica come\u00e7a e a letra \u00e9 tipo, \u201cSo you been to the market\u201d. Eu estou literalmente pensando no supermercado. E a\u00ed continua \u201cAnd the meat looks good tonight \/ And the ladies in waiting \/ Will show you what it\u2019s all about\u201d. E ent\u00e3o o disco sai da vitrola. A professora colocou a m\u00e3o e simplesmente puxou o vinil do toca discos. E eu lembro que foi tipo, eu adorei tanto que achei que todas as crian\u00e7as simplesmente ficariam ligadas naquilo, tipo que todas elas agora estariam possu\u00eddas. Mas, em vez disso, foi mais como se eu tivesse compartilhado demais e todo mundo meio que me tratou como se eu tivesse acabado de dizer algo realmente bizarro, tipo eu, foi quase como pornografia ou algo assim. E ent\u00e3o isso foi constrangedor, mudou a minha vida na escola. E eu fiz isso de novo alguns anos depois (risos). Foi quando eu estava na 6\u00aa s\u00e9rie e levei o primeiro EP dos Dickies para a escola. E isso era punk em 1978.E essa \u00e9 definitivamente a \u00e9poca em que as crian\u00e7as estariam tocando \u201cOs Embalos de S\u00e1bado \u00e0 Noite\u201d, \u201cGrease\u201d, sei l\u00e1. E eu fiz eles tocarem \u201cHideous\u201d, em que eles falam \u201cYou\u2019re not one of us\u201d. Eu toquei \u201cHideous\u201d e \u201cYou Drive Me Ape (You Big Gorilla)\u201d, que eu amo. Eu ouvi esse disco de novo recentemente, quando estava na academia, e ele realmente me inspirou. \u00c9 um disco muito bom (risos)! Mesmo com as letras sendo todas meio bestas, musicalmente \u00e9 incr\u00edvel. Est\u00e1 logo ali com Sparks e The Quick. Ent\u00e3o diria que esses discos mudaram a minha vida na escola, com certeza. E eles s\u00e3o de um ambiente que teve um grande impacto na minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E outra coisa \u00e9 que eu e o Jeff pegamos o \u201cZiggy Stardust\u201d (1972) emprestado em uma vers\u00e3o 8 canais de um tio nosso, que era o irm\u00e3o mais novo do nosso. Mas ele tinha apenas 9 anos a mais que a gente, ent\u00e3o era quase como se fosse um irm\u00e3o mais velho. E isso foi em 1972, no Natal depois que o disco foi lan\u00e7ado. E ele falou tipo \u201cAh claro, voc\u00eas podem pegar emprestado\u201d. Era uma fita cassete de 8 canais e n\u00f3s ficamos malucos e nunca mais devolvemos o disco pra ele. E esse disco definitivamente mudou a minha vida \u2013 e diria que tamb\u00e9m mudou a vida do Jeff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas mencionam no livro que o Bowie provavelmente viu o primeiro show da banda, como Redd Kross, em Los Angeles.<\/strong><br \/>\nJeff: Sim, quero dizer, sim, quero dizer, \u00e9 isso que n\u00f3s ouvimos falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Ah, bem, o Bowie aparecia no Hong Kong Cafe por aquela \u00e9poca, e a nossa amiga Ella tinha no di\u00e1rio dela que ele estava l\u00e1 na noite em que tocamos. Eu n\u00e3o sei. Mas, quero dizer, preciso dizer que, naquele momento, eu ainda n\u00e3o tinha redescoberto o Bowie. E recentemente eu me deparei com, tem uma coisa Apple Music ou sei l\u00e1, que s\u00e3o tipo grava\u00e7\u00f5es ao vivo que eles lan\u00e7aram agora da turn\u00ea de 1974. E \u00e9 t\u00e3o estranho. Tipo ele, quando ele estava come\u00e7ando a entender a coisa do soul dele, tipo ele realmente nos afastou. E foi tipo, o show abre com \u201cRebel Rebel\u201d e depois vai para, ah, n\u00e3o consigo lembrar que outra m\u00fasica, mas \u00e9 tipo, \u201cJohn, I&#8217;m only dancing\u201d. E eu sei que essas est\u00e3o no \u201cYoung Americans\u201d (1975). Mas foi tipo, na \u00e9poca em que \u00e9ramos moleques ele foi para o soul, n\u00f3s ficamos muito distanciados por isso porque \u00e9ramos roqueiros e am\u00e1vamos o personagem Ziggy e os discos que ele fez naquele estado de esp\u00edrito. Por todo o caminho at\u00e9 &#8220;Diamond Dogs&#8221;. Eu sei que voc\u00ea gosta, n\u00f3s dois gostamos do single de \u201cYoung Americans\u201d, mas aquele disco foi um pouco tipo qualquer coisa pra gente, e depois disso eu redescobri tipo \u201cStation to Station\u201d(1976) e tudo mais, mas ele estava passando por uma estranha metamorfose ao vivo no palco. E nessa performance ao vivo que comentei antes ele estava sob efeito de tanta coca\u00edna que a voz dele est\u00e1 ferrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: Eu sei, e eu ouvi o \u201cDavid Live\u201d (1974) recentemente, e me lembro de ouvir isso na \u00e9poca em que aquele disco saiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Aquele primeiro \u00e1lbum ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeff: \u00c9, parecia que ele estava tentando ser o Frank Sinatra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Ent\u00e3o, bem, eu acho que ele estava tendo tantos problemas com a voz dele tamb\u00e9m, por causa de apenas consumir quantidades copiosas de coca\u00edna e \u00e9 uma loucura que ele tenha conseguido se manter firme com tudo aquilo. E, al\u00e9m de tudo, compor \u00f3timas m\u00fasicas. Mas ele estava em turn\u00ea com um instrumento muito comprometido. E aquilo deve ter sido estressante pra caralho, mas talvez ele estivesse t\u00e3o fora de si que n\u00e3o se importava. Eu n\u00e3o sei. Mas \u00e9 estranho. Mas tipo, aquilo nos afastou, n\u00f3s dois. E n\u00f3s ficamos t\u00e3o afastados. E na \u00e9poca, e ent\u00e3o isso \u00e9 1979, e n\u00f3s estamos fazendo os nossos primeiros shows. Eu tenho 12 anos, Jeff tem 15. E n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos conferido \u201cLow\u201d (1977) o &#8220;Heroes&#8221; (1977) ainda, e n\u00e3o sab\u00edamos que, na verdade, aquele era apenas um per\u00edodo estranho que tinha altos e baixos e que ele continuava a fazer \u00f3timas m\u00fasicas. Ent\u00e3o \u00e9 uma maneira muito longa de dizer que talvez eu n\u00e3o acho que eu teria eu teria me importado porque ele era famoso, mas n\u00e3o teria o mesmo impacto para mim do que teria sido quatro anos antes, quando \u00e9ramos completamente obcecados por Bowie, tipo realmente obcecados por Bowie naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Voc\u00eas est\u00e3o tocando juntos h\u00e1 quase meio s\u00e9culo, j\u00e1 tocaram muitos estilos diferents ao longo desse tempo e conseguiram criar algo realmente especial. Al\u00e9m disso, voc\u00eas j\u00e1 tocaram com o Poison antes da fama e passaram trotes em personalidades como o baterista do Ratt e a Courtney Love. E est\u00e3o prestes a tocar no Brasil pela primeira vez. Por isso, queria me dissessem do que voc\u00eas t\u00eam mais orgulho, na carreira de voc\u00eas, na jornada de voc\u00eas juntos como irm\u00e3os?<\/strong><br \/>\nJeff: Ah, bem, h\u00e1 muitas, muitas, muitas coisas. Quero dizer, tem sido a nossa vida inteira, n\u00f3s temos feito isso quase a nossa vida inteira. Ent\u00e3o eu acho que cada vez onde n\u00f3s completamos uma turn\u00ea e tudo foi \u00f3timo, ou terminamos um disco e tudo est\u00e1 \u00f3timo. \u00c9 a\u00ed que eu me sinto realmente contente por estar fazendo isso, ainda continuando. Talvez ouvir a n\u00f3s mesmos, ap\u00f3s a primeir\u00edssima vez que gravamos em um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o real, acho que aquele foi provavelmente o momento mais emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven: Eu diria que para mim, de longe, tenho mais orgulho do nosso \u00faltimo \u00e1lbum, nosso \u00e1lbum autointitulado, um disco duplo, de 18 m\u00fasicas. Chegar aos 45 anos de carreira e fazer algo que mostra uma riqueza de criatividade e vitalidade que, apesar de todas as nossas disfun\u00e7\u00f5es e da nossa incapacidade de manter as coisas fluindo como um cronograma, tipo voc\u00ea meio que tem que realmente se beneficiar da tra\u00e7\u00e3o que pode ter criado. Eu acho que n\u00f3s temos muito a oferecer ainda. E eu estou muito interessado em ver o que \u00e9 isso. Eu n\u00e3o sei o que \u00e9, mas eu quero buscar isso. E eu acho que o nosso \u00faltimo disco \u00e9 o sinal mais encorajador disso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross&#039; &quot;What&#039;s In My Bag?&quot; | Amoeba Music\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TUXvl9ap0Xg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross - Candy Coloured Catastrophe\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JnURQ3ImlY8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross - Visionary on The Word\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gB1qCkCslSI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pQ-VB74qNGQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Redd Kross on Late Night with Conan O&#039;Brien\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BAi9p3G4NUo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Banda da Calif\u00f3rnia desembarca no pa\u00eds para agenda que inclui show no Cine Joia, sess\u00e3o do document\u00e1rio \u201cBorn Innocent\u201d no In-Edit e sess\u00e3o de aut\u00f3grafos na London Callin\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/26\/redd-kross-jeff-e-steven-mcdonald-falam-sobre-os-mutantes-dividir-o-palco-com-o-poison-e-o-comeco-de-tudo-com-o-black-flag\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":96458,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[5181],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96454"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96454"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96459,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96454\/revisions\/96459"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}