{"id":96282,"date":"2026-06-14T23:58:31","date_gmt":"2026-06-15T02:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96282"},"modified":"2026-06-15T00:44:46","modified_gmt":"2026-06-15T03:44:46","slug":"salve-jorge-sobre-wilco-andre-takeda-hanif-abdurraqib-geoff-dyer-e-a-ia-no-papel-de-um-livreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/14\/salve-jorge-sobre-wilco-andre-takeda-hanif-abdurraqib-geoff-dyer-e-a-ia-no-papel-de-um-livreiro\/","title":{"rendered":"Salve Jorge: Sobre Wilco, Andr\u00e9 Takeda, Hanif Abdurraqib, Geoff Dyer e a IA no papel de um livreiro"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jorgewagnerm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Wagner<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu tinha l\u00e1 meus 20 anos, o mundo n\u00e3o tinha o mesmo ritmo de hoje. A ideia de influenciadores era diferente, o pronto acesso \u00e0s produ\u00e7\u00f5es n\u00e3o era t\u00e3o pronto assim. Voc\u00ea lia uma pequena resenha sobre o &#8220;Kicking Television&#8221; num caderno do jornal impresso O Globo na sexta-feira, e a\u00ed no s\u00e1bado lembrava de acessar um blog que postava links para discos de bandas alternativas, e a\u00ed achava por l\u00e1 um &#8220;Yankee Hotel Foxtrot&#8221;, e, por hora, estava bom. O download demorava um tempo, mas vinha, era s\u00f3 descompactar e ouvir. E a\u00ed voc\u00ea procurava <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/05\/01\/faixa-a-faixa-yankee-hotel-foxtrot-do-wilco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um faixa-a-faixa no Scream &amp; Yell<\/a> e antes de ouvir o &#8220;Yankee&#8221; voc\u00ea estava lendo sobre <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2000\/02\/10\/faixa-a-faixa-summerteeth-do-wilco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cada m\u00fasica do &#8220;Summerteeth&#8221;<\/a>, ent\u00e3o naquele momento voc\u00ea queria ouvir o &#8220;Kicking Television&#8221;, mas tinha baixado o &#8220;YHF&#8221; e enquanto ele tocava voc\u00ea lia sobre o &#8220;Summerteeth&#8221;, que voc\u00ea ia baixar tamb\u00e9m talvez em pouco tempo porque os versos de &#8220;A Shot In The Arm&#8221; pareciam legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou voc\u00ea conversava sobre livros no transporte p\u00fablico e a sua colega te emprestava o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/literatura\/andretakeda.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clube dos Cora\u00e7\u00f5es Solit\u00e1rios<\/a>&#8221; e voc\u00ea ia procurar saber mais e encontrava um texto do autor chamado &#8220;<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/literatura\/literatagora.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Literatura pop aqui e agora<\/a>&#8221; e enquanto lia o &#8220;Clube&#8221; pensava que seria legal ler Alain de Botton ou Irvine Welsh, s\u00f3 que esse, naquele momento, nem tinha nada publicado no pa\u00eds ainda. E a\u00ed voc\u00ea precisava ir na Fnac ou na Cultura e ver o que achava, e achava a primeira edi\u00e7\u00e3o da Rocco para &#8220;Alta Fidelidade&#8221; <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/?s=alta+fidelidade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com aquela capa feia<\/a>, depois ia na Estante Virtual e encontrava uma c\u00f3pia capenga de um livro do Douglas Coupland e ent\u00e3o j\u00e1 tinha mais ou menos por onde come\u00e7ar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96285 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/takeda.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"657\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/takeda.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/takeda-300x263.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fosse como fosse, levava um pouco mais de tempo do que s\u00f3 assistir a uma garota falando r\u00e1pido numa rede de v\u00eddeos r\u00e1pidos que voc\u00ea deveria, para ontem, ler todos os 59 livros que a Freida McFadden lan\u00e7ou no ver\u00e3o passado e que voc\u00ea encontra a poucos cliques no site da loja com nome de floresta. Levava um pouco mais de tempo do que s\u00f3 clicar num v\u00eddeo de um nerd afetado elogiando lombadas &amp; capas &amp; cores &amp; falando A-DO-REI separando as s\u00edlabas sem dizer muito o porqu\u00ea sobre o \u00faltimo livro da fulana que saiu l\u00e1 fora semana passada, vai sair no Clube Famoso de Assinatura no m\u00eas que vem e j\u00e1 est\u00e1 em pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o para virar filme ou s\u00e9rie ou algo do tipo no \u00fanico servi\u00e7o de streaming que voc\u00ea deixou de assinar esse m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem saudosismo barato. A mesma tecnologia que facilitou o acesso tamb\u00e9m criou ou p\u00f4s mais lenha na urg\u00eancia de tratar arte \u2014 podemos chamar apenas de produto, produto cultural, entretenimento art\u00edstico, como preferir \u2014 como informa\u00e7\u00e3o, a cl\u00e1ssica hard news. O disco de sexta no Spotify estar\u00e1 velho na pr\u00f3xima quinta, ent\u00e3o ou\u00e7a hoje. O livro que saiu hoje vai virar filme no m\u00eas que vem, ent\u00e3o leia agora e saia na frente e quando o audiovisual sair voc\u00ea vai poder falar para todo mundo que A-DO-RA-VA antes de ir para as telas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O percurso mais lento, mais err\u00e1tico, dependente de conex\u00f5es indiretas, deixa de ser uma caminhada por uma estrada repleta de curvas e bifurca\u00e7\u00f5es para se tornar uma corrida em linha reta, um tiro de 100 metros, onde vence quem viraliza, quem tem a assessoria mais sagaz e antenada, quem assina os melhores contratos antes mesmo de ter suas obras na rua. E se voc\u00ea apenas embarca nesse processo, sequer corre com as pr\u00f3prias pernas, mas se permite ser puxado por uma meia d\u00fazia de pessoas falando sobre as mesmas coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando me forcei a retomar uma rotina de leitura, logo na sequ\u00eancia transformei isso tamb\u00e9m em uma rotina de escrita. Havia falado sobre isso com poucas pessoas, mas depois de meia d\u00fazia de textos prontos \u2014 sobre coisas que eu estava acabando de ler, sobre coisas que havia lido h\u00e1 tempos, sobre coisas que me aconteceram em algum momento, mesmo aquelas que aconteceram mais na minha imagina\u00e7\u00e3o que em algum outro lugar \u2014, comecei a notar algumas coisas em comum entre esses textos. Veja, eu estava escrevendo praticamente em fluxo de consci\u00eancia, sem pensar muito, digitando como quem fala depois de alguns miligramas de Venvanse com um amigo meio calado e minimamente atento. Empurrava refer\u00eancias, piadas cretinas, observa\u00e7\u00f5es question\u00e1veis, s\u00f3 deixando as frases sa\u00edrem. Era um projeto de escrita, que era tamb\u00e9m um projeto de leitura, e ainda um projeto quase que de desabafo. Peguei ali uma voz que, depois de tempos escrevendo quase que s\u00f3 a trabalho, <a href=\"https:\/\/jotadablio.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eu nem lembrava mais que tinha<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96287 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/hornby.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1127\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/hornby.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/hornby-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reconhecendo algumas caracter\u00edsticas em comum entre os meus textos e a tal da voz autoral se desenhando, recorri \u00e0 intelig\u00eancia artificial para pedir sugest\u00f5es de novas leituras, novos nomes fora da lista daqueles \u00f3bvios e dos ligeiramente menos \u00f3bvios em quem eu j\u00e1 havia chegado e que pudessem me ajudar n\u00e3o s\u00f3 a aprofundar a voz autoral, mas tamb\u00e9m a expandi-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre uma recomenda\u00e7\u00e3o ou outra de autores de fic\u00e7\u00e3o, a maioria ainda a ser lida, alguns ensa\u00edstas. Embarquei primeiro em Hanif Abdurraqib, com &#8220;Eles N\u00e3o Podem Nos Matar At\u00e9 Que Nos Matam&#8221;, t\u00e3o impactante <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/14\/literatura-em-eles-nao-podem-nos-matar-ate-que-nos-matam-hanif-abdurraqib-fala-de-fall-out-boy-weeknd-luto-depressao-racismo-e-misoginia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que escrevi a respeito<\/a> antes de terminar a leitura \u2014 e demorei a fazer isso depois do texto pronto, porque Hanif emociona, Hanif provoca. Seu texto consegue divertir de vez em quando, mas, acima de tudo, consegue te p\u00f4r para pensar, consegue te impor o exerc\u00edcio da empatia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dessa leva foi Geoff Dyer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu primeiro Geoff foi &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/04\/13\/todo-aquele-jazz-de-geoff-dyer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Todo Aquele Jazz<\/a>&#8220;, exerc\u00edcio criativo do autor sobre fragmentos biogr\u00e1ficos de grandes nomes do g\u00eanero. Geoff brinca, inventa, relata, constr\u00f3i. \u00c9 fic\u00e7\u00e3o com um p\u00e9 na realidade. Mas \u00e9, sobretudo, fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;Ioga Para Quem N\u00e3o Est\u00e1 Nem A\u00ed&#8221;, voc\u00ea entende que Dyer n\u00e3o respeita muito bem esses limites. E ele faz quest\u00e3o de ser claro sobre isso ainda no pref\u00e1cio: tudo aconteceu, ainda que algumas coisas s\u00f3 tenham acontecido na sua cabe\u00e7a. A liberdade gonzo com um pouco mais de sobriedade, mas n\u00e3o de toda abst\u00eamia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa colet\u00e2nea de ensaios, Dyer se arrasta, com o leitor a reboque, por aeroportos entediantes, retiros de ioga onde ningu\u00e9m quer meditar e monumentos que n\u00e3o mudam a vida de ningu\u00e9m, fazendo da sua pr\u00f3pria inadequa\u00e7\u00e3o a mat\u00e9ria-prima para textos sobre cultura, viagens e comportamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo mais ou menos o que eu gostaria de fazer se tivesse mais talento e menos idade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96286 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yankee.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yankee.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yankee-300x210.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yankee-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto \u00e9 que essa recomenda\u00e7\u00e3o \u2014 essas, considerando Hanif e outros autores cujos livros ainda n\u00e3o cheguei a abrir ou mesmo a comprar \u2014 n\u00e3o chegou por meio de uma lista igual a todas as outras, n\u00e3o \u00e9 sobre o que est\u00e1 saindo agora, um viral, um lan\u00e7amento da TAG, um livro-mal-lan\u00e7ado-que-j\u00e1-est\u00e1-virando-s\u00e9rie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como um &#8220;Yankee Hotel Foxtrot&#8221; aparecia quando eu procurava o &#8220;Kicking Television&#8221; e lia sobre o &#8220;Summerteeth&#8221;, Geoff Dyer surgiu numa curva. N\u00e3o no destino, mas numa bifurca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como quando o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/andre-takeda\/\">Takeda escrevia<\/a> sobre autores que nem tinham sido publicados por aqui, e voc\u00ea comprava a ideia porque tinha gostado do livro dele e dos textos que ele e outros publicavam naquele site. N\u00e3o porque algu\u00e9m tivesse calculado que aquela seria a leitura PER-FEI-TA, mas porque uma coisa puxava a outra e, de vez em quando, o acaso acertava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu quero esse tempo, eu preciso desse tempo. Algo mais pr\u00f3ximo ao que era h\u00e1 vinte anos, ainda que as coisas sejam hoje diferentes e, em muitos aspectos, que bom que mudaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero tecnologia ao meu lado n\u00e3o pela urg\u00eancia algor\u00edtmica, mas pela leitura de nuances. Pela busca lateralizada, pela indica\u00e7\u00e3o alternativa que me abre as portas para uma curadoria afetiva de fato pessoal. Quero a IA no papel de um livreiro para os dias e semanas em que n\u00e3o consigo ir a uma livraria, para quando n\u00e3o abro mais o jornal na sexta, entro num blog, clico num link, depois em outro e mais outro at\u00e9 aceitar encontrar justamente aquilo que eu n\u00e3o estava procurando.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>I&#8217;d like to thank you all for nothin&#8217; \/ nothin&#8217;, nothin&#8217;, nothin&#8217;, nothin&#8217; \/ Nothin&#8217; at all<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/jorge-wagner\/\"><em>Leia outros textos de Jorge Wagner no Scream &amp; Yell<\/em><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96284 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/geof2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/geof2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/geof2-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jorgewagnerm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Wagner<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista,\u00a0produtor do tributo \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/26\/download-ainda-somos-os-mesmos-belchior\/\">Ainda Somos os Mesmos<\/a>\u201d, ao \u00e1lbum \u201cAlucina\u00e7\u00e3o\u201d, de Belchior,\u00a0lan\u00e7ado pelo Scream &amp; Yell. Lan\u00e7ou em 2023 o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/17\/download-jotadablio-lanca-toda-forma-de-adeus-uma-jornada-de-despedidas-ouca-e-baixe-gratuitamente\/\">Toda Forma de Adeus<\/a>\u201c.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quero tecnologia ao meu lado n\u00e3o pela urg\u00eancia algor\u00edtmica, mas pela leitura de nuances. 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