{"id":96211,"date":"2026-06-10T00:49:45","date_gmt":"2026-06-10T03:49:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96211"},"modified":"2026-06-10T00:49:45","modified_gmt":"2026-06-10T03:49:45","slug":"ao-vivo-em-nova-york-brigitte-calls-me-baby-soa-como-uma-banda-que-ja-venceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/10\/ao-vivo-em-nova-york-brigitte-calls-me-baby-soa-como-uma-banda-que-ja-venceu\/","title":{"rendered":"Ao vivo em Nova York, Brigitte Calls Me Baby soa como uma banda que j\u00e1 venceu"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/malvestio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Malvestio<\/a><br \/>\nfotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/elissamentesana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elissa Mentesana<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova York, quinta-feira. Em frente a um velho pr\u00e9dio de fachada comercial no Lower East Side, regi\u00e3o historicamente ligada \u00e0 cena alternativa e musical de Manhattan, meia d\u00fazia de pessoas esperam em fila para passar por um detector de metais colocado na cal\u00e7ada. Depois do p\u00f3rtico, uma escada leva ao subsolo, onde uma mulher confere os convites nos celulares de quem chega. Os bilhetes s\u00e3o da Ticketmaster, mas n\u00e3o h\u00e1 leitor de QR Code sendo usado naquele dia. Dentro do espa\u00e7o, mais adiante, uma centena de pessoas conversam em grupos ou se espremem no balc\u00e3o do bar para comprar cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um seguran\u00e7a explica que o show ser\u00e1 no andar de cima e aponta uma outra escada. Faltam menos de 10 minutos para o hor\u00e1rio marcado para a apresenta\u00e7\u00e3o do Brigitte Calls Me Baby, grupo indie de Chicago. Os ingressos para assistir \u00e0 banda ali no Bowery Ballroom se esgotaram com meses de anteced\u00eancia. \u00c9 a reta final da turn\u00ea do segundo disco deles, \u201cIrreversible\u201d, lan\u00e7ado em mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com menos de 600 lugares dispon\u00edveis (575 para ser mais exato), o Bowery \u00e9 um dos espa\u00e7os mais emblem\u00e1ticos da m\u00fasica ao vivo de Nova York. Em 2025, Paul McCartney escolheu o lugar para fazer um <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/30\/a-magia-e-o-misterio-de-paul-mccartney-em-show-secreto-em-brasilia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">daqueles raros shows min\u00fasculos<\/a>, anunciados de surpresa na v\u00e9spera. A casa j\u00e1 recebeu de Radiohead a Tony Bennett, passando por Metallica e Strokes. Patti Smith se apresentou ali na v\u00e9spera de Ano Novo por 14 anos consecutivos (o Scream &amp; Yell <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/15\/um-passeio-no-east-village-e-patti-smith\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acompanhou um deles<\/a>, em 2010, assim como jovens promessas como Lucy Dacus e Will Toledo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/12\/lucy-e-will-numa-noite-matador-em-nova-york\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dividirem duas noites em 2016<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta noite no Bowery, o espa\u00e7o parecia reunir um tipo muito espec\u00edfico de figura. Homens de quarenta, cinquenta anos, \u00e0s vezes mais, carregando mochilas discretas nas costas, como quem tinha sa\u00eddo direto do trabalho e s\u00f3 desviou o caminho para dar uma passada antes de voltar para casa. Muitos deles ostentando aqueles casacos mais pesados, sem preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Gente com roupa de quem pega metr\u00f4, atravessa Manhattan no frio e n\u00e3o est\u00e1 tentando fazer parte de nenhuma cena. Naquele peda\u00e7o de cidade onde todo mundo se mostra minimamente consciente da pr\u00f3pria imagem, talvez fosse justamente isso que tornasse a cena t\u00e3o nova-iorquina.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96213 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As coisas parecem ter acontecido relativamente r\u00e1pido para o Brigitte Calls Me Baby. Eles fizeram o primeiro show da carreira em Nova York, em 2022. Pouco tempo depois, em sua quarta apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo, j\u00e1 estavam abrindo para o Muse. O primeiro EP veio em 2023 e, no ano seguinte, o \u00e1lbum de estreia \u201cThe future is our way out\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o single \u201cImpressively average\u201d que colocou a banda em um outro patamar, alcan\u00e7ando o Top 10 das r\u00e1dios alternativas americanas e acelerando uma ascens\u00e3o que desde ent\u00e3o n\u00e3o capitulou. Em quatro anos de carreira, eles j\u00e1 se apresentaram em festivais como SXSW, Lollapalooza, All Points East e Corona Capital. Tamb\u00e9m tiveram milh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es no streaming, apareceram na televis\u00e3o dos Estados Unidos e transformaram turn\u00eas de clubes em sequ\u00eancias de datas esgotadas entre Europa e Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junto com cada lan\u00e7amento vieram as compara\u00e7\u00f5es, a maioria delas indicando semelhan\u00e7as com a sonoridade dos Smiths. Wes Leavins, o vocalista, canta com um dramatismo de bar\u00edtono que inevitavelmente lembra o estilo de Morrissey \u2014o ingl\u00eas, inclusive, convidou a banda para abrir tr\u00eas de suas apresenta\u00e7\u00f5es na Europa, em 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som do Brigitte Calls Me Baby traz linhas mel\u00f3dicas sentimentais e dan\u00e7antes, e o baixo muito presente, que resulta em uma mistura de romantismo e melancolia que lembra tanto Smiths quanto Cure, mas tamb\u00e9m Interpol, Killers e Elvis Presley. No palco, Leavins n\u00e3o canta como um vocalista t\u00edpico de banda indie, o que talvez seja aquilo que mais leve \u00e0s compara\u00e7\u00f5es da banda com o estilo de Elvis. A semelhan\u00e7a est\u00e1 principalmente na postura do vocalista, no vibrato e na maneira quase teatral de sustentar certas frases, mesmo quando atr\u00e1s dele as guitarras pare\u00e7am sa\u00eddas de um disco do p\u00f3s-punk brit\u00e2nico.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96214 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por coincid\u00eancia ou n\u00e3o, Leavins interpretou o pr\u00f3prio Elvis em um musical por cerca de um ano. Ele chegou a colaborar com o diretor Baz Luhrmann na produ\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/18\/cinema-apesar-de-chapa-branca-elvis-a-cinebiografia-espalhafatosa-de-baz-luhrmann-e-uma-homenagem-de-maneira-plena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">do filme biogr\u00e1fico sobre o cantor<\/a>, de 2022, estrelado por Austin Butler e Tom Hanks. Foi no set que ele conheceu o produtor Dave Cobb, com quem trabalhou em um \u00e1lbum solo na sequ\u00eancia das filmagens. Algumas dessas m\u00fasicas apareceram depois no EP de estreia da banda e tamb\u00e9m no primeiro \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos minutos depois das nove da noite, cinco homens bem-vestidos entram no palco do Bowery Ballroom e come\u00e7am a tocar \u201cTruth is stranger than fiction\u201d, faixa do \u00e1lbum novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bastam tr\u00eas m\u00fasicas para entendermos o que reunia tanta gente aparentemente improv\u00e1vel naquela sala. O Brigitte Calls Me Baby canta sobre exaust\u00e3o emocional, intimidade, envelhecimento e pequenas fantasias de fuga, mas nunca de um jeito pesado. Tudo vem embalado por melodias grandes, sentimentais e dan\u00e7antes demais para soar derrotado. Na m\u00fasica que abre o show, Leavins canta sobre ligar para um antigo amor enquanto tenta sustentar alguma ideia de futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 poucos celulares apontados para o palco, muito menos do que se esperaria de uma banda em ascens\u00e3o tocando para uma casa cheia em Manhattan.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96215 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a terceira m\u00fasica chega o primeiro grande momento da noite. Em \u201cI wanna die in the suburbs\u201d, do primeiro \u00e1lbum, o refr\u00e3o fala sobre medo da solid\u00e3o e vontade de desaparecer ao lado de algu\u00e9m, mas o Bowery Ballroom inteiro reage como se aquilo tivesse sido escrito para ser cantado em coro, cerveja na m\u00e3o, em uma quinta-feira qualquer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No papel, talvez se devesse gostar menos do Brigitte Calls Me Baby. Quase tudo ali j\u00e1 foi ouvido antes. Em cerca de uma hora de show, eles conseguem soar tanto como um fantasma dos Smiths quanto emular a limpeza nervosa de guitarra dos Strokes. Tamb\u00e9m lan\u00e7am m\u00e3o de um dramatismo no limite do cafona, meio Killers, e at\u00e9 de uma eleg\u00e2ncia calculada que lembra The 1975.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, em nenhum momento eles parecem uma banda tentando citar refer\u00eancias. A diferen\u00e7a aparece r\u00e1pido, especialmente em uma casa relativamente pequena, onde n\u00e3o existe dist\u00e2ncia suficiente entre palco e plateia para esconder imperfei\u00e7\u00f5es. Um lugar com uma cara de bar onde voc\u00ea entra para ver \u201cmais uma banda\u201d e sai com a sensa\u00e7\u00e3o de ter assistido algo maior do que o tamanho da sala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que pode soar derivativo em disco vira precis\u00e3o de quem ensaiou obsessivamente at\u00e9 tudo parecer natural. As entradas s\u00e3o milim\u00e9tricas, as guitarras nunca embolam, e Leavins sustenta o dramatismo todo sem cair na caricatura \u2014e sem bagun\u00e7ar um \u00fanico fio de cabelo, em um penteado que mistura Elvis com Alex Turner, na fase \u201cAM\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96216 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring5-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda alterna m\u00fasicas de seus dois \u00e1lbuns, pouca coisa \u00e9 rearranjada ou expandida. J\u00e1 uma cover de \u201cIs This It\u201d, dos Strokes, \u00e9 tocada com andamento e atmosfera um pouco diferentes da original. Antes de iniciar, o vocalista diz que eles v\u00e3o tocar algo do Jeff Buckley, provocando gritos da plateia. E ent\u00e3o volta atr\u00e1s cinco segundos depois, para dizer que na verdade v\u00e3o fazer uma cover de uma outra banda de Nova York que significa muito para eles. Aqui, curiosamente, Leavins soa mais como Brandon Flowers do que como Julian Casablancas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as m\u00fasicas pr\u00f3prias, a que mais se transforma ao vivo \u00e9 \u201cI can take the sun out of the sky\u201d, single mais recente de \u201cIrreversible\u201d. A faixa, que j\u00e1 \u00e9 \u00f3tima, ganha mais peso, mais pulso e uma energia dan\u00e7ante, empurrando o lugar por alguns minutos para um territ\u00f3rio espec\u00edfico entre pista indie, bar de rock e catarse coletiva que Nova York parece conhecer muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o tipo de show de onde voc\u00ea sai com a impress\u00e3o de n\u00e3o ter ouvido nada exatamente novo. Mas tamb\u00e9m com uma sensa\u00e7\u00e3o, bem mais dif\u00edcil de explicar, de ter visto uma banda tocar esse tipo de m\u00fasica com uma convic\u00e7\u00e3o incomum hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim, antes mesmo do in\u00edcio do bis, v\u00e1rios daqueles homens de mochila j\u00e1 caminhavam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 porta. N\u00e3o parecia exatamente um sinal de pressa ou desd\u00e9m, mas s\u00f3 a postura habitual de quem passou d\u00e9cadas vendo bandas surgirem e desaparecerem na cidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96217 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring6-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Bowery Ballroom, tudo parece ganhar um peso diferente. Talvez porque existam poucos lugares na cidade t\u00e3o ligados \u00e0 mem\u00f3ria recente do rock independente quanto aquele sal\u00e3o no Lower East Side. Ou talvez porque bandas novas demais ainda provoquem uma sensa\u00e7\u00e3o rara: a de assistir a alguma coisa antes que ela se transforme completamente em outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brigitte Calls Me Baby ainda ocupa esse espa\u00e7o estranho entre promessa e consolida\u00e7\u00e3o. A banda soa segura demais para parecer iniciante, mas ainda pequena o suficiente para caber em casas onde o p\u00fablico continua encostado no palco, segurando cerveja em copo pl\u00e1stico e observando tudo com aten\u00e7\u00e3o silenciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eles decidem tocar Strokes, a escolha faz sentido quase imediatamente. N\u00e3o como homenagem \u00f3bvia ou gesto calculado de filia\u00e7\u00e3o nova-iorquina, mas porque existe algo familiar naquela combina\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, melancolia e autoconfian\u00e7a meio displicente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma conversa com f\u00e3s no Reddit, h\u00e1 dois meses, o Brigitte Calls Me Baby pareceu resumir bem essa contradi\u00e7\u00e3o. Perguntados sobre que sensa\u00e7\u00e3o gostariam de deixar em quem os ouve pela primeira vez, responderam: \u201chonest hope\u201d (uma esperan\u00e7a honesta). \u00c9 uma boa defini\u00e7\u00e3o para o que acontece ao vivo. Suas m\u00fasicas, que passam por medo, desejo e cansa\u00e7o, nunca soam vencidas. H\u00e1 sempre alguma coisa empurrando para frente: uma guitarra mais luminosa, um refr\u00e3o grande, uma bateria seca, uma vontade meio irracional de continuar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E talvez fosse justamente isso que deixasse o ambiente t\u00e3o peculiar naquela noite: a impress\u00e3o de que o Brigitte Calls Me Baby j\u00e1 parecia confort\u00e1vel demais dentro dessa tradi\u00e7\u00e3o para ainda soar como uma banda iniciante.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-96218 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring7.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring7.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/bring7-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/malvestio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Malvestio<\/a> \u00e9 jornalista e artista pl\u00e1stico. Vive em Bras\u00edlia, onde trabalha com comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em cerca de uma hora de show, eles conseguem soar tanto como um fantasma dos Smiths quanto emular a limpeza nervosa de guitarra dos Strokes.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/10\/ao-vivo-em-nova-york-brigitte-calls-me-baby-soa-como-uma-banda-que-ja-venceu\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":152,"featured_media":96212,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8253],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96211"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/152"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96211"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96219,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96211\/revisions\/96219"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}