{"id":96204,"date":"2026-06-10T00:15:36","date_gmt":"2026-06-10T03:15:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96204"},"modified":"2026-06-10T00:20:41","modified_gmt":"2026-06-10T03:20:41","slug":"entrevista-merlo-faz-uma-ode-a-nostalgia-e-marca-cena-do-rock-baiano-com-o-seu-novo-album-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/10\/entrevista-merlo-faz-uma-ode-a-nostalgia-e-marca-cena-do-rock-baiano-com-o-seu-novo-album-cinema\/","title":{"rendered":"Entrevista: Merl\u00f4 faz uma ode \u00e0 nostalgia e marca cena do rock baiano com o seu novo \u00e1lbum, \u201cCINEMA\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dudaaraujott\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Duda Ara\u00fajo<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima semana de abril, \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/cinema\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CINEMA<\/a>\u201d chegou ao mundo como o primeiro \u00e1lbum da banda soteropolitana <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/m.erlo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Merl\u00f4<\/a>, sucessor do EP \u201cTravessa Jaguaracy\u201d, de 2023. As faixas perpassam por sonoridades que v\u00e3o do post-indie \u00e0 tropic\u00e1lia, de refer\u00eancias estrangeiras \u00e0 latinidade. Al\u00e9m do som, o \u00e1lbum \u00e9 costurado por visuais que entrela\u00e7am mem\u00f3rias de toda uma vida, viv\u00eancias pessoais e experi\u00eancias musicais projetadas em uma tela do aqui e agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atmosfera nost\u00e1lgica do disco n\u00e3o \u00e9 motivada por faltas incontorn\u00e1veis de tempos passados, mas por carinho e gratid\u00e3o pela trajet\u00f3ria trilhada at\u00e9 aqui. Ariel Ricci, Faustino Menezes, Rugolo Dalaneza e Thiago Vin\u00edcius, embora tenham esse lan\u00e7amento em 2026, colaboram musicalmente h\u00e1 mais de dez anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cartel Strip Club, Teenage Buzz, Os Jons\u00f3ns e Bilic s\u00e3o alguns dos v\u00e1rios projetos que os membros acumulam na carreira, tanto de parcerias entre si, quanto externos. Para eles, o fazer musical \u00e9 incessante, e a Merl\u00f4 chega como uma nova fase mais s\u00f3lida e madura, mas com a mesma paix\u00e3o e vigor das bandas pelas quais os m\u00fasicos passaram ao longo da juventude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCINEMA\u201d \u00e9 um \u00e1lbum que, apesar do conceito, n\u00e3o se preocupa em cumprir expectativas espec\u00edficas. Com um processo de cria\u00e7\u00e3o intuitivo, leve e natural, o disco \u00e9 uma jornada que come\u00e7a no indie, passa por uma faixa cheia de latinidade (no meio do \u00e1lbum) que antecede uma jam de rock fulminante, al\u00e9m de versos de rap inspirados em poemas e outros elementos que mostram que a banda veio com um forte potencial para ser um dos nomes mais comentados da cena independente este ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro \u00e1lbum cheio da Merl\u00f4 ainda conta com as participa\u00e7\u00f5es de Rei Lacoste, Drigo, Aurata (Ramon Gon\u00e7alvez), Elis Felice, Ivan Motosserra, Zepeto e Jardim Soma, assinatura de Luca Bori, baixista e vocalista na Vivendo do \u00d3cio. Nas percuss\u00f5es e instrumentos de sopro, que tornam a sonoridade do disco ainda mais interessante e inovadora, participam os m\u00fasicos convidados Jos\u00e9 Elohim, Normando Mendes, Samara Bara\u00fana e Yrl\u00e3 Guedes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com toda a dire\u00e7\u00e3o de arte do projeto feita por Ramon Gon\u00e7alvez, a banda lan\u00e7ou um filme de 40 minutos que acompanha as 13 faixas do projeto em uma narrativa visual \u00fanica (que voc\u00ea assiste logo abaixo). Na entrevista a seguir, realizada na semana de lan\u00e7amento do \u00e1lbum, a banda conta sobre a trajet\u00f3ria da colabora\u00e7\u00e3o entre os membros, processos criativos, refer\u00eancia e as expectativas para esse momento t\u00e3o importante e promissor na carreira dos m\u00fasicos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"merl\u00f4 - CINEMA (Album Completo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/upfJpV2oCIw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 colaboraram em v\u00e1rios outros projetos, inclusive a Bilic, que foi uma banda formada por tr\u00eas dos membros atuais da Merl\u00f4. Ent\u00e3o, para come\u00e7ar, como come\u00e7ou essa colabora\u00e7\u00e3o que antecede a Merl\u00f4? Como voc\u00eas se conheceram e come\u00e7aram a produzir juntos?<\/strong><br \/>\nAriel: A hist\u00f3ria come\u00e7a com adolescentes tocando mesmo. Eu tive uma banda no ensino m\u00e9dio, mas anterior a essa banda eu j\u00e1 conhecia Rugolo por coincid\u00eancia da vida. Um amigo meu tinha uma banda com ele e com Tiago. Ent\u00e3o, a gente tem la\u00e7os amarrados de alguma maneira h\u00e1 muito tempo. Uma vez, eu e esse amigo est\u00e1vamos perto da casa de Rugolo e fomos beber \u00e1gua na casa dele. Ele estava na garagem tocando com Thiago. Esse foi meu primeiro contato com os dois juntos. Um tempo depois disso, eu tive uma banda, que era o embri\u00e3o do que se tornou a Bilic, e uma vez eu encontrei Rugolo no mercado, mais uma vez dessas coincid\u00eancias divinas, e precisando de um baterista convidei ele. Desde ent\u00e3o a gente faz m\u00fasica junto. Nesse meio-tempo o outro integrante imigrou para o Canad\u00e1, e mais ou menos um ano depois que a Bilic que tinha come\u00e7ado, a gente encontrou Faustino na cena. Ele tocava em outras bandas, como a Teenage Buzz, que era uma banda que, na \u00e9poca, circulava muito. Ele era um movimentador, fazia tamb\u00e9m eventos e tudo mais. Por mais uma dessas coincid\u00eancias maravilhosas que permeiam o papo, ca\u00edmos na mesma faculdade, e convidei ele pra banda, da\u00ed come\u00e7amos. Thiago e Rugolo tocavam na Cartel Strip Club, e depois do fim da banda, Thiago continuou tocando na cena. A vida continuou fazendo com que nos encontr\u00e1ssemos nessas coincid\u00eancias, e assim nos conhecemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E com essa colabora\u00e7\u00e3o que come\u00e7a ainda na adolesc\u00eancia, voc\u00eas diriam que essa nostalgia que voc\u00eas trazem no \u00e1lbum, que \u00e9 a base para o conceito, remete a esse tempo que voc\u00eas t\u00eam de amizade, produ\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o musical? De que forma as viv\u00eancias influenciaram na constru\u00e7\u00e3o dessa ideia de nostalgia que voc\u00eas se prop\u00f5em a passar com \u201cCINEMA\u201d?<\/strong><br \/>\nFaustino: Acho que tem um pouco disso mesmo, tem bastante na verdade. A gente j\u00e1 tinha uma bagagem musical de muito tempo e muitas refer\u00eancias. O que eu tocava e escutava na Teenage Buzz era uma coisa, o que Ariel e Rugolo escutavam e tocavam na Bilic era outra, o que Thiago escutava e tocava na Cartel, era outra. Apesar das diferen\u00e7as, a gente fez e viveu tanta coisa, que quando come\u00e7amos a escrever, tocar, gravar e tudo mais, a gente meio que foi colocando todo o tempero que a gente veio acumulando esse tempo todo, sabe? Minhas linhas de baixo, ao mesmo tempo que s\u00e3o muito modernas, continuam tendo uma raiz no que eu fazia h\u00e1 10 anos. Assim como a bateria de Rugolo, guitarra e voz de Ariel e Thiago. Acho que a nostalgia vem de momentos que a gente realmente viveu e aproveitou bastante, mas ela tem um lugar guardado com muito carinho no cora\u00e7\u00e3o. E a gente acaba revisitando alguns momentos para criar o que a gente quer criar para o dia de hoje. E tudo que est\u00e1 no disco \u00e9 muito org\u00e2nico. A gente nunca fez nada pensando em algo como \u201cisso aqui tem que soar nost\u00e1lgico, isso aqui tem que soar brasileiro pra caramba, isso tem que soar latino, isso tem que soar indie\u201d. A gente n\u00e3o se fechou a r\u00f3tulos, nem f\u00f3rmulas, nem nada. A gente simplesmente foi colocando o que realmente a gente \u00e9. Acho que \u00e9 isso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_96205\" aria-describedby=\"caption-attachment-96205\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-96205\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cinema.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cinema.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cinema-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cinema-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-96205\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa de &#8220;CINEMA&#8221;, da Merl\u00f4<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a parte da composi\u00e7\u00e3o, foi uma constru\u00e7\u00e3o em conjunto, foram letras, que cada um ia trazendo, ou tem aquele compositor principal?<\/strong><br \/>\nFaustino: N\u00e3o tem um compositor central, mas, basicamente, sei l\u00e1, 50% das m\u00fasicas vieram de Ariel, s\u00f3 que ele sempre trouxe as letras pra gente finalizar e pra gente tamb\u00e9m contribuir, ent\u00e3o sempre foi algo bem colaborativo. Mas, no geral, \u00e9 totalmente dividido, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ariel: O que eu trouxe, como Faustino falou, foram realmente esqueletos. Ideias soltas, com peda\u00e7os, coisas que s\u00f3 eram melodias, coisas que Thiago, tamb\u00e9m vocalista, vinha com uma ideia em cima. Ent\u00e3o a gente pode dizer que nessa quest\u00e3o das composi\u00e7\u00f5es veio um peda\u00e7o de cada um mesmo. Foi muito colaborativo nesse lugar, e todo mundo respeitando as ideias que iam surgindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os seus projetos antigos tinham uma sonoridade bastante juvenil, evocavam bem aquela rebeldia da juventude, tanto que algumas coisas me remetem at\u00e9 a Vivendo do \u00d3cio no in\u00edcio. Percebi, escutando \u201cCINEMA\u201d e fazendo essas compara\u00e7\u00f5es, que a sonoridade que voc\u00eas trazem agora \u00e9 muito mais madura. E n\u00e3o s\u00f3 isso, mas todo todo o planejamento do \u00e1lbum, toda a conceitua\u00e7\u00e3o, o visualizer, o conceito visual, colabora\u00e7\u00f5es, as pr\u00f3prias letras e arranjos tamb\u00e9m, \u00e9 tudo mais centrado agora. Ent\u00e3o, me contem: o que marca essa nova fase da colabora\u00e7\u00e3o de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nFaustino: Antes da gente oficializar o fim da Bilic, depois da pandemia a gente lan\u00e7ou uma m\u00fasica que estava gravada desde 2017, com Luca Bori (Vivendo do \u00d3cio), mas n\u00e3o t\u00ednhamos conseguido soltar. E depois que a banda termina, nesse meio-tempo, a gente monta a Merl\u00f4 com outro baterista, que tamb\u00e9m colabora nesse novo disco, Elohim. Quando a gente fala para os nossos amigos, Luca mesmo falou para a gente para continuarmos a Bilic e mudar radicalmente o som, mas quer\u00edamos come\u00e7ar um novo cap\u00edtulo, est\u00e1vamos em uma outra fase das nossas vidas. A gente n\u00e3o queria apenas mudar o som. A gente queria realmente recome\u00e7ar a escrever uma nova hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ariel: Eu acho importante ressaltar que o primeiro EP da Bilic foi lan\u00e7ado ali em 2014, eu tinha 16 anos. \u00c9ramos crian\u00e7as, sabe? O jeito que a gente cantava \u00e9 um retrato daquilo ali mesmo, daquela \u00e9poca. E essas coisas foram mudando, essa onda juvenil, os \u00e2nimos foram acalmando. A Merl\u00f4 nasceu entre 2022 e 2023, com a concep\u00e7\u00e3o do \u201cTravessa Jaguaracy\u201d com Elohim, e foi algo muito relacionado \u00e0quele lugar, aquele espa\u00e7o que a banda tava naquele momento mesmo. Hoje, 12 anos depois da Bilic e de tudo isso, n\u00f3s enxergamos a vida, a m\u00fasica, o tempo de maneira diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thiago: Depois da pandemia, eu estava tamb\u00e9m com esse desejo de voltar a colaborar com pessoas com quem eu me identificava musicalmente, que estavam numa vibe mais madura da vida. Eu acho que chega um ponto que a gente n\u00e3o quer mais s\u00f3 fazer som no quarto, falar de qualquer bobagem e esperar que algu\u00e9m entenda. Por isso acho que a gente realmente tentou fazer um trabalho bem cuidadoso, imersivo. E foi o que fez eu me apaixonar, porque o pessoal da banda abriu muito o espa\u00e7o para eu trazer minhas m\u00fasicas tamb\u00e9m. A gente conseguiu juntar esses dois universos, e a\u00ed a gente entra numa outra parte que tamb\u00e9m \u00e9 Rugolo, que foi a cola que uniu tudo isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bilic - Aqui no \u00d3cio (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JsRLyhAXr8Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nessa nova fase, consolidando essa forma\u00e7\u00e3o da Merl\u00f4, voc\u00eas pretendem trazer projetos sucessores \u00e0 \u201cCINEMA\u201d?<\/strong><br \/>\nThiago: Acredito que est\u00e1 todo mundo em \u00eaxtase porque \u00e9 um trabalho de muitas m\u00e3os, \u00e9 muito bonito como todo mundo participou. Al\u00e9m da gente, uma galera que realmente acredita no projeto, da forma que a gente acredita tamb\u00e9m no que a gente fez e em todo mundo que colaborou. Ent\u00e3o, depois de quase um ano e meio gravando esse \u00e1lbum de maneira independente, sem patroc\u00ednio, sem apoio, nem nada, ficamos muito empolgados para os pr\u00f3ximos projetos, e tudo est\u00e1 convergindo para um futuro. Temos um show bem pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faustino: Acho que esse disco deu um g\u00e1s que a gente estava precisando nesse momento, para acreditar mais no que a gente faz de verdade, entende? Foi um processo criativo de meses porque, querendo ou n\u00e3o, a gente n\u00e3o \u00e9 uma banda que vive de m\u00fasica, ent\u00e3o a gente n\u00e3o tem s\u00f3 essas demandas para lidar. Foi um desafio, mas esse disco foi para mim, pelo menos, um marco. O feedback tem sido incr\u00edvel e n\u00f3s estamos muito felizes com a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E para finalizar eu queria saber das refer\u00eancias, porque voc\u00eas falam do \u00e1lbum e desse momento da banda como um momento mais voltado para o post-indie, passeando tamb\u00e9m pela Tropic\u00e1lia, o que me chamou muita aten\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, me contem um pouquinho como \u00e9 que funcionou esse processo de refer\u00eancias e como voc\u00eas incorporaram esses elementos tropicalistas, de ritmos latinos, do rap, do indie, enfim, tudo que voc\u00eas trouxeram para essa produ\u00e7\u00e3o.<\/strong><br \/>\nAriel: Isso volta um pouquinho naquele papo sobre pretens\u00e3o, ou a falta dela, porque acho que essa falta de pretens\u00e3o na linha art\u00edstica \u00e9 muito importante, porque a gente escuta o que as coisas pedem de alguma maneira, sabe? E as refer\u00eancias elas entram no sentido abstrato assim do que significa o post-indie ou do que significa a tropic\u00e1lia, do que est\u00e1 relacionado realmente ao g\u00eanero musical. A gente quer utilizar o post-indie nesse lugar de tipo, velho, superem a novidade e abracem a nostalgia, as refer\u00eancias. O cinema \u00e9 feito de refer\u00eancias, a vida \u00e9 feita de refer\u00eancias. A gente est\u00e1 sempre pautado nisso. A Tropic\u00e1lia \u00e9 um movimento que subverte essa coisa tamb\u00e9m. A Tropic\u00e1lia n\u00e3o \u00e9 rock, mas \u00e9 extremamente rock and roll. Porque foi a fus\u00e3o, foi a refer\u00eancia, foi a necessidade da novidade mais uma vez&#8230;<br \/>\nFaustino: A gente n\u00e3o tem amarras dentro de um g\u00eanero ou de outro. Ent\u00e3o, acho que o post-indie ele meio que seria uma representa\u00e7\u00e3o disso. E, n\u00e3o \u00e9 que a gente rejeita, mas a gente n\u00e3o sente a necessidade de se encaixar em um r\u00f3tulo espec\u00edfico. A gente quer aproveitar de tudo. A gente n\u00e3o quer apresentar um \u00e1lbum de indie rock, rock college, n\u00e3o quer apresentar um \u00e1lbum de rock alternativo. A gente quer apresentar um \u00e1lbum. Com v\u00e1rias sonoridades, v\u00e1rios elementos, v\u00e1rias caracter\u00edsticas que v\u00e3o ser desse \u00e1lbum. Talvez o pr\u00f3ximo disco da Merl\u00f4 seja algo totalmente diferente do que foi o \u201cCINEMA\u201d. Nem a gente sabe o que \u00e9 que vai ser, o que \u00e9 que vai vir. Mas \u00e9 meio que nesse sentido, vamos superar isso, esses r\u00f3tulos, e vamos fazer algo que seja realmente nosso, que tenha a gente ali.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"merl\u00f4 - Am\u00e9lia\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PcfQd3tzgII?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"CINEMA | MANIFESTO\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A3JCUJzXTAI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"merl\u00f4 - Cinema (lyric video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U22cXxdZAq0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Duda Ara\u00fajo \u00e9 estudante de jornalismo. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dudaaraujott\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/dudaaraujott<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As faixas do disco de estreia da Merl\u00f4 perpassam por sonoridades que v\u00e3o do post-indie \u00e0 tropic\u00e1lia, de refer\u00eancias estrangeiras \u00e0 latinidade.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/06\/10\/entrevista-merlo-faz-uma-ode-a-nostalgia-e-marca-cena-do-rock-baiano-com-o-seu-novo-album-cinema\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":170,"featured_media":96206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[8252],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96204"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96204"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96210,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96204\/revisions\/96210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}