{"id":96035,"date":"2026-05-29T00:02:48","date_gmt":"2026-05-29T03:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=96035"},"modified":"2026-05-28T23:35:21","modified_gmt":"2026-05-29T02:35:21","slug":"entrevista-paulo-pedro-goncalves-herois-do-mar-apresenta-seu-novo-projeto-mao-com-to-pereira-dj-vibe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/29\/entrevista-paulo-pedro-goncalves-herois-do-mar-apresenta-seu-novo-projeto-mao-com-to-pereira-dj-vibe\/","title":{"rendered":"Entrevista: Paulo Pedro Gon\u00e7alves (Her\u00f3is do Mar) apresenta seu novo projeto, M\u00e3o, com T\u00f3 Pereira (DJ Vibe)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto M\u00e3o re\u00fane, pela primeira vez, Paulo Pedro Gon\u00e7alves e T\u00f3 Pereira (DJ Vibe), num disco que combina guitarras, sintetizadores e eletr\u00f4nica. Embora vindos de universos musicais distintos (Paulo Pedro Gon\u00e7alves possui uma forma\u00e7\u00e3o mais org\u00e2nica e integrou v\u00e1rias bandas, tais como Os Fa\u00edscas , Corpo Diplom\u00e1tico e os m\u00edticos Her\u00f3is do Mar enquanto DJ Vibe \u00e9 a figura de maior relevo na m\u00fasica dan\u00e7ante em Portugal, detendo igualmente uma carreira internacional s\u00f3lida ao n\u00edvel do clubbing), o caminho dos dois m\u00fasicos j\u00e1 se tinha cruzado no grupo LX-90, em Lisboa, nos anos 1990. Numa entrevista que decorreu no bairro lisboeta da Ajuda, Paulo falou sobre o \u00e1lbum hom\u00f4nimo de estreia, lan\u00e7ado a 16 de abril pelo selo Chic Choc Music, que foi fundado por ambos (do qual Paulo retirou o nome que considera \u201ckitsch\u201d, mas igualmente moderno e afetivo, a partir de um antigo Shopping de Lisboa, o Chic-Choc, onde T\u00f3 Pereira trabalhou muitos anos na discoteca do pai e deu os seus primeiros passos na m\u00fasica) e abordou diversas quest\u00f5es ligadas ao projeto e outros aspetos relacionados com o seu percurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vontade comum de explora\u00e7\u00e3o sonora, que partiu da eletr\u00f4nica para percorrer v\u00e1rios g\u00eaneros, como o pop, blues, ambient e o rock, esteve na base do nascimento do disco que \u00e9 composto por oito instrumentais e prop\u00f5e uma viagem que atravessa diferentes latitudes e homenageia a m\u00fasica e os artistas de diversos pa\u00edses. Segundo Paulo Pedro Gon\u00e7alves, a escolha do nome do projeto n\u00e3o obedeceu a nenhum crit\u00e9rio especial e residiu mais na sua for\u00e7a: \u201cAcho que \u2018M\u00e3o\u2019 tem imenso significado e \u00e9 muito importante. Basta dizer que \u00e9 com as m\u00e3os que se cria m\u00fasica e elas servem para tudo, tal como o bem e o mal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Globalmente, o trabalho assenta numa din\u00e2mica fluida e cativante, pontuada por boas melodias e numa fus\u00e3o rigorosa entre o componente org\u00e2nico e a eletr\u00f4nica. Outro aspecto a reter em \u201cM\u00e3o\u201d (2026) reside no fato de cada faixa exibir v\u00e1rios ambientes. Um desses exemplos \u00e9 \u201cSiberian Pianos\u201d que come\u00e7a com uma marcha do tipo militar, mas, ao mesmo tempo, envereda no estilo Blaxploitation (recordando Isaac Hayes, os sopros e o universo de \u201cShaft\u201d) e transforma-se em algo buc\u00f3lico com violinos. O motivo da cria\u00e7\u00e3o dos contrastes resulta de uma influ\u00eancia antiga. \u201cIsso vem da paix\u00e3o que eu tinha pelos singles dos Beatles que acabavam de forma completamente diferente. \u00c9 o caso de \u2018Penny Lane\u2019, \u2018Strawberry Fields Forever\u2019 e \u2018I Am The Walrus\u2019 que terminavam assim. Havia sempre algo interessante. \u00c9 um brinde para o ouvinte e para quem produz o disco d\u00e1 prazer\u201d, explica Paulo Pedro Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Merecem tamb\u00e9m destaque o vibrante single de apresenta\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, \u201cBrasil de Janeiro\u201d, a faixa mais dan\u00e7\u00e1vel do trabalho e que de acordo com Paulo \u201cpoder\u00e1 ser interessante no Brasil pelo seu lado de Carnaval e pelo beat que apresenta\u201d e o mais recente single, \u201cReeperbahn\u201d, que evoca o famoso bairro de Hamburgo (que foi decisivo para a evolu\u00e7\u00e3o dos Beatles), cuja batida simula o pulsar da cidade, recolhendo influ\u00eancias dos Kraftwerk e do krautrock dos Can. O lote dos melhores momentos de \u201cM\u00e3o\u201d completa-se com a derradeira e envolvente \u201cYokohama Clouds\u201d que, entre outros aspectos, conjuga a melodia com varia\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas sugestivas. \u201cFoi uma m\u00fasica que apareceu espontaneamente com o beat, que \u00e9 um balan\u00e7o do qual gosto bastante. Depois foi evoluindo. Faz-me lembrar os Talking Heads, provavelmente pelo som da guitarra. H\u00e1 esse lado, porque eles t\u00eam m\u00fasica para dan\u00e7ar. No entanto, n\u00e3o foi uma homenagem aos Talking Heads e sim ao Jap\u00e3o. Musicalmente, a can\u00e7\u00e3o tem diversos elementos sonoros e simultaneamente exibe um componente psicod\u00e9lico\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Pedro Gon\u00e7alves, que vive em Londres, conciliou durante muitos anos a atividade musical com a moda, criando roupa vintage para artistas como David Bowie, Blur, Sean Lennon e Lenny Kravitz, entre outros, al\u00e9m de colaborar com o cinema (em diversos filmes, tais como \u201cVelvet Goldmine\u201d e \u201cStar Wars\u201d) e inspirar marcas como Herm\u00e8s e Prada, atividade que encerrou em maio de 2025. Ainda sob o signo do passado, recordo-lhe que em 2013 os Her\u00f3is do Mar anunciaram o regresso aos palcos para um concerto \u00fanico em Lisboa no Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico (atual Meo Arena), que depois foi cancelado, e questiono-o sobre essa possibilidade. \u201cAcho dif\u00edcil e n\u00e3o h\u00e1 vontade do grupo em voltar. Por um lado, poder\u00e1 existir devido \u00e0 nostalgia. Mas, pelo lado art\u00edstico, n\u00e3o vejo grande m\u00e9rito nisso. Seria uma coisa do tipo karaoke e apenas para os f\u00e3s. \u00c9 um pouco duvidoso que fiz\u00e9ssemos algo de diferente. Talvez sim, mas n\u00e3o acredito que aconte\u00e7a\u201d, afirma. Em marcha encontra-se o tour de apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cM\u00e3o\u201d e Paulo confirma que est\u00e3o a tentar organizar espet\u00e1culos no outono. \u201cQuando forem atua\u00e7\u00f5es com cache mais pequeno seremos quatro a atuar. Esses concertos ter\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o no teclado do Jo\u00e3o Gomes, o Ruca Rebord\u00e3o na percuss\u00e3o, eu nas guitarras e teclados e o T\u00f3 Pereira nos teclados. Como o \u00e1lbum tem cordas e sopros, quando tivermos or\u00e7amentos maiores faremos coisas com mais gente\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Paulo Pedro Gon\u00e7alves conversou com o Scream &amp; Yell sobre o M\u00e3o. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00e3o - Brasil de Janeiro (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1v7rbARHPMM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O vosso primeiro encontro musical remonta aos anos 1990, quando voc\u00ea convidou o T\u00f3 Pereira (DJ Vibe) para integrar o grupo LX-90 que editou o \u00e1lbum \u201cUma Revolu\u00e7\u00e3o Por Minuto\u201d (1991) e estabeleceu uma ponte inovadora entre o rock e a m\u00fasica de dan\u00e7a, em Portugal. Nesse sentido, gostaria de saber como nasceu o projeto \u201cM\u00e3o\u201d, que vos volta a reunir e explora outras \u00e1reas musicais, e como decorreu o processo criativo do trabalho.<\/strong><br \/>\nEm 2022, n\u00f3s juntamos os LX-90, outra vez, ao fim de 30 anos. Fizemos um single e um espet\u00e1culo no festival Super Bock Super Rock, de 2023, mas n\u00e3o havia muita vontade de continuar. As opini\u00f5es divergiam sobre a forma da banda avan\u00e7ar. Mas, a pessoa que eu sentia que tinha a vis\u00e3o pretendida para os LX-90 era o T\u00f3. Entretanto, fui para Londres, onde moro, e um dia ele telefonou-me e perguntou-me o que estava a fazer. De seguida, mandei-lhe os projetos musicais solo que tenho feito fora de Portugal, como o Scarecrow Paulo, CABRA e o segundo disco do Ovelha Negra (\u201cIlumina\u201d, de 2012). Ele gostou muito e prop\u00f4s-me fazermos alguma coisa s\u00f3 n\u00f3s dois e respondi-lhe: \u201cPorque n\u00e3o?\u201d, j\u00e1 que o que gosto de fazer \u00e9 m\u00fasica de qualquer forma. Tudo decorreu normalmente. Eu vinha a Portugal, estava c\u00e1 15 dias e trabalhamos bastante bem juntos. \u00c9 um processo muito criativo, r\u00e1pido e interessante. Nenhum de n\u00f3s \u00e9 propriamente tecladista, tenho algumas no\u00e7\u00f5es, sou mais guitarrista e toco acorde\u00e3o. Mas, foi uma forma criativa fascinante, por causa das limita\u00e7\u00f5es e das possibilidades que essas restri\u00e7\u00f5es trazem e moldaram o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cM\u00e3o\u201d (2026) \u00e9 um \u00e1lbum concebido como uma viagem sonora em que cada can\u00e7\u00e3o corresponde a v\u00e1rios pa\u00edses, cidades ou ambientes geogr\u00e1ficos e presta igualmente um tributo \u00e0 m\u00fasica e aos artistas desses locais. Porque edificaram o disco e as can\u00e7\u00f5es desta forma?<\/strong><br \/>\nAs can\u00e7\u00f5es foram feitas na medida que iam surgindo. Algumas lembravam qualquer coisa e come\u00e7ou a\u00ed o processo de fazer a viagem. Pensando na It\u00e1lia, sugeri que cri\u00e1ssemos uma m\u00fasica com um baixo \u00e0 Giorgio Moroder e essa foi a can\u00e7\u00e3o italiana (\u201cAcqua Della Medici\u201d). Em Inglaterra, como vivo l\u00e1, o come\u00e7o da faixa era um pouco indie rock e lembrava o som de guitarra dos Killers e depois fizemos uma coisa eletr\u00f4nica e ocorreu-me o nome \u201cElectricity Will Kill You England\u201d, devido a uma nova revolu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a acontecer, como foi a do in\u00edcio da era industrial, em que as m\u00e1quinas e a intelig\u00eancia artificial est\u00e3o a tirar trabalho a muita gente. Num certo sentido, o t\u00edtulo da m\u00fasica goza um pouco com isso e expressa que se o processo n\u00e3o for feito de uma forma inteligente e humana ir\u00e1 matar-nos a todos. O trajeto da can\u00e7\u00e3o inglesa foi bastante natural e org\u00e2nico e resultou assim. Depois, achamos que era um bom conceito de inclusividade, englobando o mundo inteiro, povos e culturas diferentes. \u00c9 algo que nos motiva. Para al\u00e9m de m\u00fasicos, somos seres humanos e vivemos num planeta em conflito, genoc\u00eddio e imensas coisas a acontecerem em tantos s\u00edtios. H\u00e1 uma enorme falta de toler\u00e2ncia e \u00f3dio pelos emigrantes. Estamos a viver um per\u00edodo muito escuro e \u00e9 sempre bom mandar uma mensagem positiva e foi o que tentamos fazer. O que pretend\u00edamos transmitir com o disco \u00e9 que estamos todos neste planeta, por isso temos de nos relacionar, aceitar e tolerar da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco tem diversos ambientes e pode ser escutado numa pista de dan\u00e7a ou num sof\u00e1. Acredita que estas caracter\u00edsticas, aliadas ao fato do trabalho propor novos caminhos musicais, o poder\u00e1 tornar apelativo para um p\u00fablico mais vasto e ultrapassar fronteiras?<\/strong><br \/>\nEspero que sim. Quando fa\u00e7o m\u00fasica \u00e9 porque gosto e n\u00e3o estou a pensar no p\u00fablico. Acho que \u00e9 um erro de qualquer artista criar com essa inten\u00e7\u00e3o. Uma pessoa faz a m\u00fasica que lhe agrada. Depois, se pegar, muito bem. No entanto, sinto que o \u00e1lbum tem condi\u00e7\u00f5es para resultar. Ali\u00e1s, o T\u00f3 mandou o disco para o DJ Harvey na Calif\u00f3rnia. Ele disse que gostou imenso e referiu tamb\u00e9m que era muito diferente e ia pass\u00e1-lo bastante. Quando pensamos neste trabalho, n\u00e3o foi nos moldes de poder agradar a algu\u00e9m. Por isso, o \u00e1lbum acabar\u00e1 por seguir o seu caminho natural.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00e3o - Reeperbahn (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eERtp8-eqF0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam um novo disco projetado para breve. Qual vai ser o \u00e2mago e a orienta\u00e7\u00e3o desse trabalho?<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o sabemos quando ser\u00e1 lan\u00e7ado porque estamos com este disco, no momento. O pr\u00f3ximo \u00e1lbum vai ser muito diferente. N\u00e3o sei se isso \u00e9 bom ou mau, mas foi o que aconteceu. Consiste num trabalho com vozes e algumas personagens interessantes, que viviam numa favela perto do Atira-te ao Rio (restaurante \u00e0 beira do Rio Tejo) a fazer rap. Eu gravei as vozes deles no telefone. Eles fazem um rap crioulo bastante engra\u00e7ado que usamos. Depois temos mais m\u00fasicas cantadas e outra coisa que gravei de um vocalista de dub em Londres. \u00c9 uma mistura de v\u00e1rios elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como avalia o panorama musical portugu\u00eas e internacional no momento?<\/strong><br \/>\nEm Portugal conhe\u00e7o muito pouco. Como vivo em Londres, n\u00e3o tenho acompanhado a cena musical. O que vejo, quando venho a Portugal e estou em casa da minha m\u00e3e, que est\u00e1 em cadeira de rodas e assiste \u00e0 emiss\u00e3o de canais de televis\u00e3o como a SIC, s\u00e3o aqueles artistas que n\u00e3o merecem coment\u00e1rios. Constato que depois dos LX-90 e de eu ir para Inglaterra houve uma grande invas\u00e3o de m\u00fasica pimba (brega). \u00c9 inacredit\u00e1vel. Para al\u00e9m disso, existem algumas coisas interessantes como \u00e9 o caso da Pongo (uma cantora e compositora de kuduro, rap e pop nascida em Angola e criada em Portugal). Lembro-me que na altura dos Her\u00f3is do Mar dizia-se que os portugueses n\u00e3o sabiam cantar. Desconhe\u00e7o de onde veio essa ideia porque canta-se muito bem em Portugal e temos grandes cantores. Atualmente tamb\u00e9m. A \u00fanica coisa que me parece, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aqui que isso acontece, \u00e9 a exist\u00eancia de g\u00eaneros musicais e toda a gente a soar igual. Tu vais ao Brasil e escutas algo de soul e em Inglaterra ouves uma coisa de soul tal como em Portugal. \u00c9 tudo igual. Os instrumentos e os sons que eles usam s\u00e3o os mesmos, depois aparece um pouco de rap e uma coisa qualquer. Acho incr\u00edvel. Quando era mi\u00fado (garoto) escutava a r\u00e1dio e as bandas eram diferentes. Havia a Motown, tinhas os Beatles e os Doors. Todos faziam um som \u00fanico. Agora h\u00e1 muita gente a soar da mesma forma. Isso veio desses concursos como The Voice e The X Factor. Eles criaram uma escola de artistas que t\u00eam fama durante 15 minutos e depois desaparecem sem que haja uma evolu\u00e7\u00e3o. As bandas dos anos 60 e 70, pelo contr\u00e1rio, come\u00e7aram com um determinado som, mas progrediram. Se escutarmos o primeiro e o quinto disco desses grupos verificamos que s\u00e3o completamente distintos. Na atualidade, n\u00e3o existe essa evolu\u00e7\u00e3o nos artistas. \u00c9 mesmo muito rara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nA minha mensagem para o Brasil \u00e9 que voc\u00eas t\u00eam muito boa m\u00fasica. Os vossos artistas s\u00e3o fant\u00e1sticos e v\u00e3o daqui os meus parab\u00e9ns. Espero que tenham um pequeno espa\u00e7o para nos escutar no meio disso tudo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pine Ridge\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/glU1naqHnNk?list=OLAK5uy_liuFbeXBlHpP4nLA8crVfh8DEpiX3MRns\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Kenton Thatcher.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O projeto M\u00e3o re\u00fane, pela primeira vez, Paulo Pedro Gon\u00e7alves e T\u00f3 Pereira (DJ Vibe), num disco que combina guitarras, sintetizadores e eletr\u00f4nica.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/29\/entrevista-paulo-pedro-goncalves-herois-do-mar-apresenta-seu-novo-projeto-mao-com-to-pereira-dj-vibe\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":96037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[8238,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96035"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96035"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96035\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96038,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96035\/revisions\/96038"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}