{"id":95864,"date":"2026-05-20T08:59:55","date_gmt":"2026-05-20T11:59:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95864"},"modified":"2026-05-20T09:01:04","modified_gmt":"2026-05-20T12:01:04","slug":"eva-apresenta-ritual-seu-disco-de-estreia-faixa-a-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/20\/eva-apresenta-ritual-seu-disco-de-estreia-faixa-a-faixa\/","title":{"rendered":"Eva apresenta &#8220;Ritual&#8221;, seu disco de estreia, faixa a faixa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfaixa a faixa comenado por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/evajuliana____\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eva<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas coisas podem inspirar um disco, e o fim de um relacionamento amoroso \u00e9 um propulsor cl\u00e1ssico, mas, al\u00e9m do fim do amor, Eva ainda teve outros motivos que culminaram em &#8220;<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/ritual-eva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ritual<\/a>&#8220;, sua primeira composi\u00e7\u00e3o, faixa t\u00edtulo de seu \u00e1lbum de estreia: um diagn\u00f3stico de fibromialgia, que a fez rever a rela\u00e7\u00e3o que tinha com a dan\u00e7a, e algo pr\u00f3ximo a todos n\u00f3s, a pandemia. Foi necess\u00e1rio chegar ao fundo do po\u00e7o para que Eva se lembrasse de quem era e entender o que n\u00e3o cabia mais, seja nas rela\u00e7\u00f5es com outras pessoas, como tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o com ela mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/ritual-eva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ritual<\/a>\u201d nasce desse exerc\u00edcio de autoconhecimento e percorre o caminho de uma mulher ativa em busca de seu poder pr\u00f3prio, passando por tem\u00e1ticas voltadas ao amor rom\u00e2ntico e indo a um lugar mais \u00edntimo e de autopertencimento. O disco leva este nome, porque \u201critual \u00e9 algo feito com f\u00e9, disciplina, trabalho, devo\u00e7\u00e3o e sangue nos olhos\u201d. \u00c9 algo que exige preparo, presen\u00e7a e const\u00e2ncia. \u00c9 algo que transforma, que amplia, que quebra com a ordem estabelecida\u201d, explica Eva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre a faculdade e o trabalho, Eva equilibrava as contas se apresentando no metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo e integrando espet\u00e1culos musicais e c\u00eanicos. E foi investigando discos que gostava que encontrou Amanda Magalh\u00e3es, que divide a produ\u00e7\u00e3o do disco com Dudu Rezende (Mari Jasca) e Marcos Maur\u00edcio (Baco Exu do Blues), e conta com as participa\u00e7\u00f5es especiais de Samuel Samuca e Z\u00e9 Nigro. Abaixo, voc\u00ea ouve \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/ritual-eva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ritual<\/a>\u201d (um lan\u00e7amento Boia Fria Produ\u00e7\u00f5es) na \u00edntegra e se aprofunda no repert\u00f3rio do disco lendo um faixa a faixa exclusivo que Eva escreveu para o Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ritual\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kH94H9HRn3zImufHEVao1ZbHHJtJG_7RQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) RITUAL \u2013<\/strong> Essa m\u00fasica nasceu a partir do meu diagn\u00f3stico de fibromialgia e a separa\u00e7\u00e3o de um relacionamento amoroso. Fala sobre os rituais\/eb\u00f3s que me muni nesse per\u00edodo para expurgar sentimentos de abandono, rejei\u00e7\u00e3o e me lembrar que n\u00e3o estou s\u00f3: escrevo o que nunca disse, queimo o que n\u00e3o me serve e atravesso o sil\u00eancio at\u00e9 ele deixar de existir. Cuspo o que engoli, dan\u00e7o com o que temi e, das sobras, me refa\u00e7o. \u00c9 uma m\u00fasica para virar o jogo e fazer do caos uma celebra\u00e7\u00e3o. O arranjo \u00e9 quase m\u00e2ntrico, vai aprofundando suas nuances \u00e0 medida que a narrativa se desenvolve, e se encerra com a jun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias vozes que me comp\u00f5em.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) AMOR SELVAGEM &#8211;<\/strong> Um carimb\u00f3 ousado que fala sobre ir atr\u00e1s de quem se quer com desejo, libido e sem rodeios. A composi\u00e7\u00e3o surgiu da minha vontade de abordar os homens com a mesma confian\u00e7a que eles se permitem na conquista. A presen\u00e7a de Samuel Samuca, que participa da composi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m vocais, amplifica o poder dessa figura feminina: ela \u00e9 exaltada e celebrada por expressar seus desejos e instintos, longe da necessidade de performar desinteresse, culpa pudor para ser desejada. Eu assumo minha intensidade e encontro no outro uma resposta \u00e0 altura.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) JEITINHO &#8211;<\/strong> \u00c9 a \u201clove song\u201d do disco. \u00c9 leve, sensual e bem-humorada &#8211; tem intimidade, mas tamb\u00e9m ironia. Parto do desejo, mas sem abrir m\u00e3o do meu jeito. Entre carinho e provoca\u00e7\u00e3o, conduzo esse encontro com liberdade: me abro por inteira, sem medo de sentir, mas tamb\u00e9m sem aceitar qualquer nome ou r\u00f3tulo que diminua o que \u00e9 intenso: \u201cPode at\u00e9 me chamar de \u2018meu amor\u2019, s\u00f3 n\u00e3o me chama de \u2018afeto\u2019\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) BOY &#8211;<\/strong> Essa faixa \u00e9 um corte seco, sem anestesia. Ela nasce do confronto entre profundidade e superf\u00edcie. Enquanto eu mergulho de verdade, o outro sempre teve a op\u00e7\u00e3o de voltar \u00e0 tona sem se afetar. A m\u00fasica exp\u00f5e esse desequil\u00edbrio: quem sente mais, cria raiz. Quem sente menos, chama de liberdade. Ao longo da faixa, eu rompo com o lugar de devo\u00e7\u00e3o. O \u201caltar\u201d \u00e9 desmontado, e junto com ele cai a idealiza\u00e7\u00e3o. O processo de cura \u00e9 f\u00edsico e ritual\u00edstico: colocar o corpo ao sol, queimar a pele, atravessar a mem\u00f3ria. No fim, o que parecia dor se transforma em digest\u00e3o. \u201cTe mastigar pra te digerir\u201d n\u00e3o \u00e9 sobre vingan\u00e7a, \u00e9 sobre deixar de carregar o outro como ferida e passar a carregar como aprendizado.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) EMOCIONADA &#8211;<\/strong> Essa can\u00e7\u00e3o nasce de um encontro r\u00e1pido, mas cheio de expectativas. Enquanto o outro vai embora sem nem beber um copo d\u2019\u00e1gua, eu j\u00e1 imagino o que poderia ser. Entre ironia e vulnerabilidade, a m\u00fasica exp\u00f5e um desejo claro: algu\u00e9m que fique. Que n\u00e3o tenha pressa, que n\u00e3o fuja da intensidade, que encare o amor com presen\u00e7a e responsabilidade. \u00c9 sobre car\u00eancia, mas tamb\u00e9m sobre consci\u00eancia do pr\u00f3prio valor. Sobre saber o que se quer e n\u00e3o aceitar menos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95866 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eva2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eva2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eva2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eva2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) AZUL &#8211;<\/strong> \u201cAzul\u201d \u00e9 um mergulho na minha inf\u00e2ncia &#8211; um invent\u00e1rio de pequenas estranhezas, medos e descobertas que moldam quem a gente se torna. Entre fantasias, confus\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es muito pr\u00f3prias do mundo, revisito um tempo em que tudo era intenso, m\u00e1gico e, \u00e0s vezes, assustador. Um tempo em que imaginar era tamb\u00e9m uma forma de existir. Sem julgamento, a m\u00fasica, que \u00e9 s\u00f3 voz, ressignifica essa \u201cinfantilidade\u201d como pot\u00eancia criativa &#8211; um lugar onde cabiam todas as vers\u00f5es de mim. Dentro de \u201cRitual\u201d, \u00e9 o momento de olhar para tr\u00e1s e reconhecer: sem saber, eu j\u00e1 era tudo que queria ser.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) CASULO BORBOLETA &#8211;<\/strong> Nessa faixa, canto a partir do medo &#8211; do tempo, da solid\u00e3o, de n\u00e3o dar conta de mim. Tento controlar, prever, perguntar pros astros qual caminho seguir, mas entendo que a maior batalha sempre foi interna. Entre a procrastina\u00e7\u00e3o, as ilus\u00f5es e as vers\u00f5es que criei pra caber em lugares pequenos, come\u00e7o a reconhecer o que me limita. \u00c9 um pedido de coragem. Pra pulsar o que eu desejo, pra me perder das expectativas e me tornar quem eu sou &#8211; n\u00e3o quem eu poderia ter sido. Dentro do disco, \u00e9 o momento de entrega: confiar no tempo, atravessar o medo e acreditar que meu destino come\u00e7a justamente onde eu mais hesito.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) FESTEJO &#8211;<\/strong> Parto do meu corpo como territ\u00f3rio sagrado. Minha nudez n\u00e3o \u00e9 exposi\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 ora\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a e encontro comigo mesma. Ao me reconhecer como \u201ccorpo-casa-selva\u201d, eu transformo minha hist\u00f3ria em paisagem: tudo que vivi &#8211; l\u00e1grima, suor, cicatriz &#8211; vira for\u00e7a, raiz, fertilidade. O que antes era medo, hoje \u00e9 celebra\u00e7\u00e3o. Essa faixa \u00e9 sobre pertencimento. Sobre habitar a pr\u00f3pria pele sem vergonha, sem recuo, entendendo que existir em mim j\u00e1 \u00e9 suficiente &#8211; e revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) TIGRESA &#8211;<\/strong> Nasce de um sonho que tive: nele eu virava um quadr\u00fapede selvagem correndo pela cidade ap\u00f3s matar algu\u00e9m que queria me ferir. Nele eu acesso minha for\u00e7a mais instintiva pra sobreviver e me reconstruir. A tigresa nasce das minhas pr\u00f3prias feridas. Entre sonho e realidade, eu viro bicho pra atravessar a noite, enfrentar o medo e devolver ao mundo a viol\u00eancia que um dia me atravessou. Aqui, n\u00e3o tem delicadeza: tem corpo, impulso e rea\u00e7\u00e3o. Ao longo da faixa, eu tamb\u00e9m desmonto uma espera: a de viver o amor rom\u00e2ntico. Entendo que o amor n\u00e3o vem de fora: ele \u00e9 for\u00e7a selvagem, \u00e9 presen\u00e7a, \u00e9 algo que j\u00e1 habita em mim. \u00c9 o encerramento do disco e um momento de liberta\u00e7\u00e3o. Quando eu deixo de esperar e passo a existir com for\u00e7a pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95865 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Contra-Capa-Ritual.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Contra-Capa-Ritual.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Contra-Capa-Ritual-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Contra-Capa-Ritual-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cRitual\u201d nasce de umexerc\u00edcio de autoconhecimento e percorre o caminho de uma mulher ativa em busca de seu poder pr\u00f3prio, passando por temas voltados ao amor rom\u00e2ntico e indo a um lugar mais \u00edntimo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/20\/eva-apresenta-ritual-seu-disco-de-estreia-faixa-a-faixa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":95867,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8228],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95864"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95864"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95864\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95870,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95864\/revisions\/95870"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95864"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}