{"id":95779,"date":"2026-05-15T05:27:24","date_gmt":"2026-05-15T08:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95779"},"modified":"2026-05-14T15:52:12","modified_gmt":"2026-05-14T18:52:12","slug":"conexao-brasil-portugal-beatriz-pessoa-fala-sobre-muito-mais-disco-influenciado-por-rita-lee-e-caroline-polachek","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/15\/conexao-brasil-portugal-beatriz-pessoa-fala-sobre-muito-mais-disco-influenciado-por-rita-lee-e-caroline-polachek\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Brasil \/ Portugal: Beatriz Pessoa fala sobre &#8220;Muito Mais&#8221;, disco influenciado por Rita Lee e Caroline Polachek"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um aspecto definidor na m\u00fasica de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/beatriz.pessoa.music\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beatriz Pessoa<\/a> e nas suas can\u00e7\u00f5es, que chegam, instalam-se e grudam na primeira escuta. \u201c<a href=\"https:\/\/beatrizpessoamuitomais.lnk.to\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Muito Mais<\/a>\u201d (2026), o seu terceiro \u00e1lbum, editado pelo selo <a href=\"https:\/\/www.cucamonga.me\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cuca Monga<\/a>, consolida a faceta da cantora e compositora lisboeta que assenta num pop direto e numa l\u00edrica pessoal onde a efic\u00e1cia emocional marca igualmente presen\u00e7a. O novo disco, que \u00e9 o principal motivo de uma conversa com a sua autora numa pastelaria artesanal, no cora\u00e7\u00e3o de Lisboa, encontra Beatriz Pessoa num momento de felicidade, ao qual n\u00e3o \u00e9 alheio o fato de ter sido m\u00e3e entre a edi\u00e7\u00e3o de \u201cMuito Mais\u201d e o anterior \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/11\/tres-discos-portugueses-mema-beatriz-pessoa-cave-story\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Prazer Prazer<\/a>\u201d (2023). A maternidade, segundo a pr\u00f3pria, \u201cacrescentou-me firmeza e depois de ser m\u00e3e ganhei muita confian\u00e7a em mim mesma e no que quero para a minha vida\u201d e foi um dos fatores que influenciou a cria\u00e7\u00e3o do novo disco, bem como refer\u00eancias que passaram por Rita Lee, Caroline Polachek, Nat King Cole, Doja Cat, Kate Bush e David Byrne, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior tra\u00e7o distintivo de \u201cMuito Mais\u201d \u00e9 a sua diversidade sonora e o fato de Beatriz Pessoa, em parceria com Guss (com quem co-produziu o disco), ter ampliado o espectro do seu pop incorporando diferentes g\u00eaneros musicais de v\u00e1rias \u00e9pocas. Em faixas como \u201cP\u00f3 de Palco\u201d (um dos primeiros singles do disco), Beatriz expurga um momento de des\u00e2nimo e desilus\u00e3o que sentiu com o meio musical e a sua carreira (que antecedeu a cria\u00e7\u00e3o de \u201cMuito Mais\u201d) com um pop otimista e um mote apropriado: \u201cCantar para n\u00e3o chorar\u201d. Outros singles que se destacam incluem \u201c9,99\u20ac\u201d, uma m\u00fasica dan\u00e7\u00e1vel com refr\u00e3o apelativo, que aborda a tenta\u00e7\u00e3o do consumo e um n\u00famero aliciante que influencia os compradores, bem como o mais recente, \u201cAi Quem Me Dera\u201d (com a participa\u00e7\u00e3o de uma das convidadas do \u00e1lbum, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/19\/de-portugal-femme-falafel-fala-sobre-o-album-doi-doi-proibido-e-se-diz-obcecada-por-ze-ibarra-e-julia-mestre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Femme Falafel<\/a>), que resulta num interessante cruzamento sonoro de trap, m\u00fasica cubana, \u00f3pera e pop, no qual a l\u00edrica alude a um desabafo humorado e auto-cr\u00edtico sobre o v\u00edcio de ser os outros e tamb\u00e9m o tempo perdido em frustra\u00e7\u00f5es f\u00fateis, desculpas descontroladas e culpas sobrenaturais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95780\" aria-describedby=\"caption-attachment-95780\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95780 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/muitomais.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/muitomais.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/muitomais-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/muitomais-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95780\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arte da capa de &#8220;Muito Mais&#8221;, de Beatriz Pessoa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m do lado pop, o trabalho inclui alguns momentos de conten\u00e7\u00e3o e intimismo que refor\u00e7am o papel de Beatriz enquanto compositora e cantora. Um desses exemplos \u00e9 \u201cTreme\u201d que se distingue por ser insinuante e criar um ambiente carregado de sensualidade. A faixa come\u00e7ou por ser cantada em ingl\u00eas e passou por v\u00e1rias fases antes de entrar no disco, mas Beatriz aponta v\u00e1rios motivos para a sua integra\u00e7\u00e3o. \u201cSenti que faltava ao trabalho uma can\u00e7\u00e3o sensual e ligada a refer\u00eancias como a cantora americana Caroline Polachek, de quem gosto muito. Tinha em mente um pop nesses moldes, mas ao mesmo tempo quente, e alguns acordes que fizessem lembrar a m\u00fasica brasileira e o estilo de Caetano Veloso ou Ney Matogrosso. Ent\u00e3o voltei ao que acabou por ficar na \u201cTreme\u201d, mas regressei \u00e0 faixa dando-lhe imensas voltas. Agora \u00e9 uma das minhas m\u00fasicas preferidas no conjunto do \u00e1lbum\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 conhecida a liga\u00e7\u00e3o profunda da cantautora lisboeta \u00e0 m\u00fasica brasileira e um dos momentos que lhe recordo foi a sua participa\u00e7\u00e3o, no apoio vocal, durante o concerto de Rubel, no Coliseu de Lisboa, na apresenta\u00e7\u00e3o do disco \u201cAs Palavras Vol. 1 &amp; 2\u201d, em setembro de 2023. A partir desse encontro, questiono-a sobre a possibilidade futura de fazer uma parceria com Rubel ou com m\u00fasicos da sua gera\u00e7\u00e3o como Z\u00e9 Ibarra ou Ana Frango El\u00e9trico. \u201cAmaria fazer uma colabora\u00e7\u00e3o com um deles. Acho que desses tr\u00eas, n\u00e3o tirando m\u00e9rito aos outros, como \u00e9 \u00f3bvio, ultimamente ando mais entusiasmada com a Ana Frango El\u00e9trico, da qual sou f\u00e3, e assisti, gr\u00e1vida, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/03\/ao-vivo-ana-frango-eletrico-apresenta-novo-album-em-festival-lisboeta-sob-o-signo-da-festa-e-da-emotividade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao show dela na Musicbox<\/a> (Lisboa), em novembro de 2023. Julgo que com o Rubel acaba por ser mais complicado porque ele faz \u2018featurings\u2019 com muita gente e est\u00e1 num n\u00edvel em que o acesso \u00e9 dif\u00edcil. Mas, tanto o Z\u00e9 Ibarra como a Ana Frango El\u00e9trico fazem parte da gera\u00e7\u00e3o a que perten\u00e7o. Eles t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o bastante forte com Portugal. O Z\u00e9 est\u00e1 na minha ag\u00eancia e a Ana tem um v\u00ednculo s\u00f3lido com os clubes mais indie de Portugal. Por isso, acho que vou chegar l\u00e1 ou eles a mim\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Beatriz Pessoa conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Muito Mais\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nRuPKxfP3xhC_JLz7QIYUacUpECc0-S5E\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu anterior trabalho, \u201cPrazer Prazer\u201d (2023), produzido por Marcelo Camelo, refletia as suas influ\u00eancias musicais brasileiras e em \u201cMuito Mais\u201d (2026) voc\u00ea abriu o leque e incluiu o pop dos anos 1980, disco sound, salsa, m\u00fasica barroca, entre outros. Gostaria de saber se a abertura se deve ao seu trabalho com o Guss (com quem co-produziu o disco) e os objetivos que tiveram em mente com esta expans\u00e3o.<\/strong><br \/>\nQuando iniciei este trabalho n\u00e3o havia propriamente um objetivo. Existia apenas a necessidade da minha parte de ser mais honesta e ampla com a m\u00fasica que eu fazia. Sinto que, sem querer, fiquei presa a muitos g\u00eaneros musicais. Na verdade, sempre escutei coisas variadas e, se calhar, esses estilos n\u00e3o me davam tanto espa\u00e7o para me assumir na plenitude enquanto cantora e pessoa. Por isso, comecei a libertar-me dos preconceitos e, obviamente, trabalhar com algu\u00e9m que gosta desses g\u00eaneros musicais e tem apre\u00e7o pelo pop na totalidade foi uma ajuda enorme para chegar a um s\u00edtio cheio e coeso. O meu disco, inclusivamente, tem o t\u00edtulo de \u201cMuito Mais\u201d porque senti claramente que o \u00e1lbum representava muito mais de mim como pessoa e cantautora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li numa entrevista que foram v\u00e1rios os artistas que influenciaram o seu novo disco, mas Rita Lee foi uma refer\u00eancia decisiva na constru\u00e7\u00e3o da primeira parte do \u00e1lbum. Ela influenciou-a pelo seu apurado sentido pop, pela irrever\u00eancia e esp\u00edrito \u2018in your face\u2019 ou por todos esses aspetos?<\/strong><br \/>\nEla influenciou-me em tudo. Eu j\u00e1 conhecia muito bem a discografia da Rita Lee e os diversos projetos onde ela esteve envolvida. Mas, realmente, o grande ponto de inspira\u00e7\u00e3o para este disco, e para a minha decis\u00e3o de avan\u00e7ar com o trabalho, foi <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/18\/tres-livros-clemente-joao-gordo-e-rita-lee\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ler a autobiografia dela<\/a>. Eu adorei esse livro, comi literalmente o livro e tornou-se muito importante para mim voltar a ter imensa vontade de fazer m\u00fasica e a Rita ajudou-me bastante nessa decis\u00e3o. Sempre fui muito f\u00e3 da sua obra e isso facilitou o processo. O &#8216;input&#8217; dela tamb\u00e9m foi decisivo para o fato do disco ser mais expansivo, porque ela \u00e9 inclusivamente uma grande refer\u00eancia para v\u00e1rios artistas. A Rita Lee, o David Bowie e a Madonna s\u00e3o m\u00fasicos que quebraram fronteiras e foram o que quiseram ser sem pensar nos r\u00f3tulos em que tinham de se encaixar. S\u00e3o, igualmente, artistas que se envolviam a n\u00edvel est\u00e9tico ou gr\u00e1fico e os seus trabalhos funcionam como um todo. Isso \u00e9 muito importante e era algo que eu queria imenso fazer com este \u00e1lbum.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ai Quem Me Dera\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mxW2rTHBmzY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu single mais recente, \u201cAi Quem Me Dera\u201d (com a participa\u00e7\u00e3o de Femme Falafel) cruza o pop, o trap e alguns requintes oper\u00e1ticos e tem uma letra que alia a divers\u00e3o ao sentido cr\u00edtico. Como foi o seu encontro com a Femme Falefel e qual \u00e9 a sua avalia\u00e7\u00e3o do contributo dela na faixa?<\/strong><br \/>\nDou uma nota m\u00e1xima \u00e0 Femme Falafel. \u00c9 exatamente o que disse no show de apresenta\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum na Casa do Capit\u00e3o (Lisboa). Eu j\u00e1 sabia que iria trabalhar com ela. Na realidade, j\u00e1 colaboramos h\u00e1 muitos anos, mas queria ter uma m\u00fasica s\u00f3 nossa. Quando estava a finalizar a can\u00e7\u00e3o, achei que faria todo o sentido que fosse esta faixa. Faltava-me um momento diferente na m\u00fasica. O que a can\u00e7\u00e3o necessitava mesmo era a presen\u00e7a da Femme Falafel em jeito de rap\/spoken word, que ela faz t\u00e3o bem, e depois encaixou na perfei\u00e7\u00e3o. Foi mesmo direto e disse: \u201cOk! \u00c9 isto que era pretendido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMuito Mais\u201d, que \u00e9 o seu terceiro \u00e1lbum, foi editado pela Cuca Monga. Como se processou a sua entrada no selo e como tem evolu\u00eddo a vossa parceria?<\/strong><br \/>\nEstou a gostar bastante de trabalhar com a Cuca Monga. Ainda \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o recente, mas tem sido muito feliz e cheia de coisas boas. Na verdade, come\u00e7ou por uma procura minha, ou seja, queria mudar de equipe, ag\u00eancia e management. Eu andava nessa busca e sabia que eles pretendiam reformular o cartaz e come\u00e7ar a crescer enquanto editora. Ent\u00e3o, na altura, tive uma reuni\u00e3o com o Domingos Coimbra (um dos fundadores do selo e baixista do Capit\u00e3o Fausto) e sentimos que os nossos caminhos se iam cruzar bem. Verific\u00e1mos que t\u00ednhamos objetivos id\u00eanticos, n\u00e3o s\u00f3 para a minha carreira, mas partilh\u00e1vamos tamb\u00e9m a mesma vis\u00e3o do meio art\u00edstico. Depois, conheci a equipa da Cuca Monga, demo-nos muito bem e, na realidade, tem sido um trabalho excelente. S\u00e3o todas pessoas da minha idade e revelam imenso entusiasmo a trabalhar e com o pr\u00f3prio meio, algo que \u00e9 raro nos dias de hoje. Essa paix\u00e3o \u00e9 extremamente vital porque n\u00e3o deixa de ser um cen\u00e1rio bastante frustrante. Eles gostam do que fazem e demonstram o seu profissionalismo procurando coisas novas e parcerias. Portanto, para j\u00e1, estou muito feliz e animada com esta colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"9,99\u20ac\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_Q4On1VMdx4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os seus clipes s\u00e3o sugestivos, animados e projetam muito a boa energia que h\u00e1 em si. Qual \u00e9 o seu coment\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nEu trabalho com uma equipa com quem me divirto muito e com a qual estou muito \u00e0 vontade e calham ser a minha fam\u00edlia. O Daniel Mota \u00e9 o meu marido e a Maria Bicker \u00e9 a madrinha da minha filha. Ela \u00e9 quase como uma irm\u00e3 e somos melhores amigas h\u00e1 imensos anos. O Daniel e a Maria realizam os clipes e a Maria tamb\u00e9m assina as fotografias, portanto \u00e9 um trabalho em fam\u00edlia. Por vezes, pode n\u00e3o ser bom. Mas, no nosso caso, corre sempre bem. Acho que somos bastante criativos, trabalhamos de forma eficaz juntos, eles percebem as minhas ideias e t\u00eam muita imagina\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m disso, temos uma grande facilidade em operar com or\u00e7amentos min\u00fasculos ou n\u00e3o existentes e mesmo assim constru\u00edmos coisas fixes (legais). Isso \u00e9 uma val\u00eancia que nem toda a gente tem. No meio indie acabamos por ter de o fazer imensas vezes. Acho que o Daniel e a Maria concretizam-no mantendo uma est\u00e9tica incr\u00edvel e n\u00e3o d\u00e1 aspeto de ser uma produ\u00e7\u00e3o inferior a n\u00edvel monet\u00e1rio, antes pelo contr\u00e1rio. Eles superam-se sempre e adoro trabalhar com este grupo e vou continuar a seguir esse caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem alguma mensagem que gostasse de enviar aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nGostava de dizer que continua a ser um grande sonho levar a minha m\u00fasica ao Brasil. A \u00faltima vez que atuei l\u00e1 foi em 2019\/2020, antes da pandemia. Por isso, tenho imensas saudades e quero muito voltar. Espero que o regresso seja com este \u00e1lbum, \u201cMuito Mais\u201d, porque \u00e9 um disco que faz todo o sentido. \u00c9 um trabalho bastante feliz e tem uma caracter\u00edstica que vou sempre buscar \u00e0s minhas influ\u00eancias da m\u00fasica brasileira que \u00e9 a parte l\u00edrica das can\u00e7\u00f5es. \u00c9 algo que eu adoro. Aprendi com a m\u00fasica do Brasil a forma de escrever sobre assuntos mais dif\u00edceis e fr\u00e1geis de uma maneira leve e positiva. Portanto, seria um encontro oportuno e aben\u00e7oado levar as can\u00e7\u00f5es e as letras ao p\u00fablico brasileiro. Quando l\u00e1 estive senti-me muito bem e acredito que se regressa aos locais onde fomos felizes e irei certamente voltar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A PIQUE C&#039;EST CHIQUE\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1uVFriiPtcs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Maria Bicker.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O maior tra\u00e7o distintivo de \u201cMuito Mais\u201d \u00e9 a sua diversidade sonora e o fato de Beatriz Pessoa ter ampliado o espectro do seu pop incorporando g\u00eaneros musicais de v\u00e1rias \u00e9pocas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/15\/conexao-brasil-portugal-beatriz-pessoa-fala-sobre-muito-mais-disco-influenciado-por-rita-lee-e-caroline-polachek\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":95781,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[3134,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95779"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95779"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95782,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95779\/revisions\/95782"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}