{"id":95731,"date":"2026-05-11T00:20:45","date_gmt":"2026-05-11T03:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95731"},"modified":"2026-05-11T00:20:45","modified_gmt":"2026-05-11T03:20:45","slug":"urupe-a-ideia-e-fazer-musica-que-funcione-como-cancao-mesmo-sendo-instrumental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/11\/urupe-a-ideia-e-fazer-musica-que-funcione-como-cancao-mesmo-sendo-instrumental\/","title":{"rendered":"Urup\u00ea: &#8220;A ideia \u00e9 fazer m\u00fasica que funcione como can\u00e7\u00e3o, mesmo sendo instrumental&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se o Azymuth trombasse o Khruangbin pra uma jam? N\u00e3o foi exatamente esse o insight que os tr\u00eas integrantes da paranaense Urup\u00ea tiveram quando decidiram montar uma banda. Mas n\u00e3o estavam exatamente distantes disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hugo Ubaldo (guitarra) e Luana Santana (bateria) j\u00e1 eram parceiros de vida e de outra banda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/10\/entrevista-antes-falavam-de-tame-impala-pink-floyd-e-agora-nos-veem-como-parte-da-psicodelia-tupiniquim-diz-o-43duo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">43duo<\/a>), mas queriam explorar sonoridades e est\u00e9ticas que n\u00e3o cabiam no seu projeto original. Chamaram a amiga baixista Nat\u00e1lia Gimenes e se permitiram aventuras por caminhos menos \u00f3bvios, inspirados por her\u00f3is nacionais do passado (Azymuth, Hermeto, A Cor do Som) e refer\u00eancias gringas do presente (Khruangbin, Yin Yin, Kokoroko e, principalmente, Tommy Guerrero), e chegar a um caminho pr\u00f3prio, na cl\u00e1ssica premissa ariana (de Ariano Suassuna, \u00f3bvio) de usar o regional para falar com alcance global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim chegamos ao <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/urupemusica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urup\u00ea<\/a>, uma banda de grooves psicod\u00e9licos fortemente abrasileirados que dispensa palavras para falar \u00e0 mente e \u00e0 cintura de quem quiser sujar os p\u00e9s com o barro de Paranava\u00ed enquanto masca uma microdose de cogumelos m\u00e1gicos (ou s\u00f3 se deixar conduzir pela m\u00fasica). O primeiro \u00e1lbum, que leva o nome da banda, <a href=\"https:\/\/ditto.fm\/urupe-urupe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foi lan\u00e7ado no come\u00e7o de maio<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de nomes de inspira\u00e7\u00e3o mais jazz\u00edstica entre as influ\u00eancias, a banda tem uma preocupa\u00e7\u00e3o concreta em construir uma estrutura de can\u00e7\u00e3o para seus temas. Tem, tamb\u00e9m, uma percept\u00edvel influ\u00eancia roqueira (especialmente em \u201cConserto do Cais\u201d), talvez o elo em comum a todos os tr\u00eas integrantes. Mas, via de regra, o Urup\u00ea \u00e9 a soma de refer\u00eancias pr\u00f3prias em uma m\u00fasica coesa e entrosada, que rendeu um dos discos mais agrad\u00e1veis desse 2026 at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender a g\u00eanese disso, o Scream &amp; Yell botou os tr\u00eas respons\u00e1veis por essa belezinha na mesma videoconfer\u00eancia, e o resultado voc\u00ea l\u00ea a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ivahy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BSiIUN4KRVE?list=OLAK5uy_mtFEoRxQReaoTKMABswK9ftIDNf-F8sJg\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hugo e Luana, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/10\/entrevista-antes-falavam-de-tame-impala-pink-floyd-e-agora-nos-veem-como-parte-da-psicodelia-tupiniquim-diz-o-43duo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">da \u00faltima vez que conversamos<\/a>, voc\u00eas estavam bem focados em divulgar o 43duo, consolidar a banda com turn\u00eas, etc. Pelo que falamos, imagino que v\u00e3o tentar fazer o mesmo com o Urup\u00ea. Como fica dividir esses dois projetos que, em tese, ocupam o mesmo espa\u00e7o criativo e art\u00edstico? Como \u00e9 sustentar isso em paralelo?<\/strong><br \/>\nLuana: Na verdade, tem sido muito positivo. Come\u00e7ar o Urup\u00ea j\u00e1 com a bagagem do 43duo ajuda bastante. No 43, tudo foi muito na base de tentativa e erro, e agora a gente j\u00e1 chega mais preparado, mais assertivo. Acho que existe espa\u00e7o na nossa vida para dividir esses dois projetos. E tamb\u00e9m \u00e9 uma forma interessante de circular mais \u2014 tanto fora quanto dentro da nossa pr\u00f3pria cena. A gente j\u00e1 tem uma din\u00e2mica de troca com o 43duo, de tocar em lugares e trazer bandas para tocar com a gente. Agora conseguimos inserir tamb\u00e9m outro projeto nosso nesse circuito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hugo: Esse projeto tamb\u00e9m nasce de um interesse antigo. Eu j\u00e1 tinha v\u00e1rias composi\u00e7\u00f5es instrumentais, coisas que n\u00e3o cabiam no 43, especialmente nos processos do segundo e terceiro discos. Eram ideias que surgiam a partir de exerc\u00edcios de composi\u00e7\u00e3o \u2014 criar a melodia primeiro e depois tentar encaixar uma letra. S\u00f3 que algumas dessas m\u00fasicas pediam outro caminho. A gente sempre teve apre\u00e7o por m\u00fasica instrumental e comentava: \u201cQuem sabe um dia a gente n\u00e3o faz um projeto assim?\u201d. Al\u00e9m disso, a Lu j\u00e1 toca com a Nat\u00e1lia h\u00e1 bastante tempo, a gente \u00e9 amigo e f\u00e3 do trabalho dela. Ent\u00e3o, tudo acabou se encaixando naturalmente. O que passa a existir agora \u00e9 um desafio pr\u00e1tico: antes \u00e9ramos s\u00f3 eu e a Lu, ent\u00e3o era f\u00e1cil sair e tocar. Agora s\u00e3o tr\u00eas pessoas, tr\u00eas agendas. Mas isso tamb\u00e9m \u00e9 um aprendizado. E como a Nat tamb\u00e9m comp\u00f5e, o processo ganhou um outro n\u00edvel de troca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E, Nat\u00e1lia, no seu caso tamb\u00e9m \u00e9 um projeto paralelo? Eu vi voc\u00ea como integrante da Little B and The Mojo Brothers&#8230;<\/strong><br \/>\nNat\u00e1lia: N\u00e3o. Eu sa\u00ed da banda h\u00e1 mais de dois anos, mais ou menos na mesma \u00e9poca em que recebi o convite do Hugo e da Lu para o Urup\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/03\/paraiso-do-rock-celebra-rock-latino-e-atesta-que-congadar-e-maciel-salu-merecem-circular-por-outros-festivais-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o show do Para\u00edso do Rock 2023<\/a> foi um dos \u00faltimos, imagino.<\/strong><br \/>\nNat\u00e1lia: Foi. Acho que foi o pen\u00faltimo. Hoje, o Urup\u00ea \u00e9 meu projeto principal \u2014 \u00e9 onde eu componho, trabalho, me desenvolvo e me divirto. Paralelamente, participo de outros trabalhos: toco com a Leffs h\u00e1 quatro anos, fa\u00e7o parte da banda Amigas do Orkut (nota: banda cover com repert\u00f3rio pop dos anos 2000, da qual Luana tamb\u00e9m faz parte), e tamb\u00e9m trabalho em eventos como casamentos e anivers\u00e1rios. Mas meu projeto autoral mesmo \u00e9 o Urup\u00ea. Nos outros, atuo como int\u00e9rprete ou arranjadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma coisa que me chamou aten\u00e7\u00e3o no som de voc\u00eas \u2014 especialmente em faixas como \u201cConserto do Cais\u201d e \u201cUrup\u00ea\u201d \u2014 \u00e9 essa mistura entre linguagens. Eu senti algo entre refer\u00eancias mais consolidadas do jazz rock brasileiro dos anos 70 e uma produ\u00e7\u00e3o bem contempor\u00e2nea. Parece refletir o tipo de m\u00fasica que voc\u00eas ouvem, sem essa separa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica. Como isso entrou na composi\u00e7\u00e3o? O quanto disso \u00e9 consciente?<\/strong><br \/>\nHugo: Sua leitura \u00e9 bem precisa. A gente realmente busca esse ponto de encontro entre tradi\u00e7\u00e3o e contemporaneidade. Sempre ouvimos muita m\u00fasica instrumental \u2014 desde jazz cl\u00e1ssico e fusion at\u00e9 artistas atuais. Refer\u00eancias como Azymuth, Hermeto Pascoal, m\u00fasica brasileira dos anos 70, mas tamb\u00e9m nomes contempor\u00e2neos que trabalham essa ideia de tornar a m\u00fasica instrumental mais acess\u00edvel. A proposta sempre foi essa: fazer algo que seja fiel ao nosso gosto, mas tamb\u00e9m tenha uma comunica\u00e7\u00e3o mais ampla, mais popular. A gente n\u00e3o quer cair naquele lugar de virtuosismo pelo virtuosismo. A ideia \u00e9 fazer m\u00fasica que funcione como can\u00e7\u00e3o, mesmo sendo instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luana: Exato. O resultado do Urup\u00ea \u00e9 muito reflexo do que a gente consome. Temos muitas refer\u00eancias em comum, e isso naturalmente aparece na m\u00fasica. E tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o da simplicidade. Eu gosto muito de artistas que fazem coisas simples e bem feitas. M\u00fasica instrumental acess\u00edvel \u2014 que tanto um roqueiro quanto algu\u00e9m que n\u00e3o tem familiaridade com o g\u00eanero possa ouvir e gostar. Eu n\u00e3o venho de uma forma\u00e7\u00e3o de jazz mais acad\u00eamica, ent\u00e3o isso tamb\u00e9m influencia. O Urup\u00ea acaba sendo essa mistura: rock, elementos brasileiros, algo mais latino, tudo dentro de uma linguagem acess\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nat\u00e1lia: Complementando, acho que nossas m\u00fasicas giram muito em torno disso: simplicidade e acessibilidade. E tamb\u00e9m de sentimento. N\u00e3o \u00e9 sobre t\u00e9cnica ou exibi\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o \u00e9 sobre escalas ou complexidade. \u00c9 sobre contar hist\u00f3rias. A gente comp\u00f5e com muito carinho, e isso transborda. E o p\u00fablico percebe \u2014 temos recebido retornos muito positivos. Para mim, \u00e9 um trabalho muito especial, justamente por essa troca verdadeira entre a gente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95733\" aria-describedby=\"caption-attachment-95733\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95733\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/urupe1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/urupe1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/urupe1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/urupe1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95733\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arte da capa do \u00e1lbum &#8220;Urup\u00ea&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como funciona o processo coletivo? Como voc\u00eas sabem a hora de parar, de definir a forma da m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nNat\u00e1lia: A gente trabalha de forma muito horizontal. Todo mundo contribui. Uma ideia pode nascer de qualquer um \u2014 uma linha de baixo, um riff, uma sugest\u00e3o \u2014 e a gente vai somando at\u00e9 chegar na vers\u00e3o final. \u00c9 como construir um corpo: come\u00e7a com o esqueleto e vai ganhando forma aos poucos. At\u00e9 que a gente sente que est\u00e1 pronto. Esse processo tem sido muito fluido, mais do que em outros trabalhos que j\u00e1 fiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luana: E tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o do ao vivo. Como \u00e9 instrumental, existe sempre o risco de a m\u00fasica se alongar demais, virar uma digress\u00e3o. Ent\u00e3o a gente aprende a equilibrar isso: ter momentos de improviso, mas tamb\u00e9m manter uma estrutura clara. E ao mesmo tempo, aceitar que algumas coisas s\u00f3 acontecem no palco \u2014 solos que surgem na hora, varia\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o na grava\u00e7\u00e3o. A gente vai convivendo com isso. Nem tudo precisa estar registrado exatamente como foi pensado inicialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como voc\u00eas definiriam a identidade est\u00e9tica do Urup\u00ea? Existe uma brasilidade muito forte no som.<\/strong><br \/>\nLuana: Acho que o ponto mais consciente foi o nome. A gente queria algo que j\u00e1 trouxesse essa refer\u00eancia brasileira. Mas, no geral, \u00e9 uma mistura natural. Somos tr\u00eas pessoas com influ\u00eancias de rock e m\u00fasica brasileira, ent\u00e3o isso aparece. Talvez a melhor defini\u00e7\u00e3o seja algo como \u201cm\u00fasica brasileira com sotaque roqueiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nat\u00e1lia: E tamb\u00e9m tem algo intuitivo: a m\u00fasica \u201cpede\u201d certos caminhos. \u00c0s vezes voc\u00ea come\u00e7a com uma ideia mais rock, mas ela pede outro ritmo, outra harmonia, outro timbre. Essa brasilidade vem muito da nossa bagagem e dessa escuta interna durante o processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fazer m\u00fasica instrumental muda o tipo de p\u00fablico e de espa\u00e7o onde voc\u00eas se apresentam, em compara\u00e7\u00e3o com os demais projetos?<\/strong><br \/>\nLuana: Em parte, \u00e9 o mesmo circuito do 43duo. As casas e as bandas s\u00e3o parecidas. Mas existe um \u201cplus\u201d: a possibilidade de entrar em festivais e eventos voltados para m\u00fasica instrumental. Ao mesmo tempo, a gente n\u00e3o se limita a isso. Tocamos com bandas de diversos estilos \u2014 hardcore, metal \u2014 e sempre fomos bem recebidos. A gente v\u00ea m\u00fasica instrumental como formato, n\u00e3o como nicho fechado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nat\u00e1lia: E a rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico tamb\u00e9m muda. Sem letra, a interpreta\u00e7\u00e3o fica mais subjetiva. A troca acontece de outra forma, mais sensorial. E tem sido uma experi\u00eancia muito rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para fechar: como voc\u00eas explicam esse crescimento recente da m\u00fasica instrumental?<\/strong><br \/>\nLuana: Tenho uma teoria: a pandemia. Durante esse per\u00edodo, muita gente passou a consumir m\u00fasica de forma diferente \u2014 lo-fi, playlists para estudar, sons mais atmosf\u00e9ricos. Isso abriu espa\u00e7o para uma escuta mais atenta \u00e0 m\u00fasica em si, n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 letra. E tamb\u00e9m teve a explos\u00e3o de m\u00fasicos nas redes sociais, mostrando performance instrumental de forma mais direta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hugo: Isso aproximou o p\u00fablico de uma linguagem que antes parecia distante. Artistas contempor\u00e2neos ajudaram a criar essa ponte \u2014 com m\u00fasicas mais acess\u00edveis, mais estruturadas como can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Urup\u00ea - Improvisa\u00e7\u00e3o  (Cine Palestra Concerto UEM)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QynVCPwK4sg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e<\/em><em>\u00a0autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/o-evangelho-segundo-odair-censura-igreja-e-o-filho-de-jose-e-maria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de Jos\u00e9 e Maria<\/a>\u201c. A foto que abre o texto \u00e9 de Giulliana Dias.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Nossas m\u00fasicas giram muito em torno disso: simplicidade e acessibilidade. E tamb\u00e9m de sentimento. 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