{"id":95720,"date":"2026-05-10T23:17:19","date_gmt":"2026-05-11T02:17:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95720"},"modified":"2026-05-10T23:34:20","modified_gmt":"2026-05-11T02:34:20","slug":"os-20-anos-de-first-impressions-of-earth-dos-strokes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/10\/os-20-anos-de-first-impressions-of-earth-dos-strokes\/","title":{"rendered":"Os 20 anos de &#8220;First Impressions of Earth&#8221;, dos Strokes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>texto publicado originalmente no Scream &amp; Yell em 14\/02\/2006<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Eles s\u00f3 querem que voc\u00ea escreva elogios sobre eles, que os chame de g\u00eanios, e v\u00e3o estragar o rock e sufocar o que tanto amamos nele. Eles tentam comprar respeitabilidade para uma forma que \u00e9 gloriosamente imbecil. E no dia que deixar de ser imbecil deixar\u00e1 de ser real. A\u00ed se torna a ind\u00fastria do &#8216;cool&#8217;. E 99% do que se diz rock hoje em dia, o mais necess\u00e1rio \u00e9 o sil\u00eancio&#8221;. Lester Bangs, em 1973.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rock, desde quando surgiu, foi motivo de piada no meio musical. Desde que Sam Phillips abriu sua lojinha, e levou o rock \u00e0s multid\u00f5es, e j\u00e1 se v\u00e3o mais de <del>50<\/del> 70 e tantos anos, o rock sempre foi um g\u00eanero menor, at\u00e9 popular, mas de menor valor. M\u00fasica, com M mai\u00fasculo, \u00e9 m\u00fasica cl\u00e1ssica. As \u00f3peras, as sinfonias, o jazz, o soul: tudo isso sempre foi muito mais importante &#8211; musicalmente falando &#8211; do que o rock, porque o rock sempre foi algo juvenil, tosco, sujo, indecente, mau-car\u00e1ter e vagabundo. Coisa de moleque desocupado. E n\u00e3o era s\u00f3 roqueiro brasileiro que tinha cara de bandido. O rock sempre foi coisa de bandido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, tr\u00eas caras deram o pontap\u00e9 inicial para que o rock come\u00e7asse a ser respeitado como forma de arte: Brian Wilson, John Lennon e Paul McCartney. Quem j\u00e1 assistiu ao document\u00e1rio &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0SriaRRcA6w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beautiful Dreamer: Brian Wilson and the Story of Smile<\/a>&#8221; p\u00f4de conferir o maestro Leonard Bernstein, um dos nomes mais importantes da m\u00fasica cl\u00e1ssica norte-americana no s\u00e9culo passado, rendendo imensos elogios em rede de TV aberta \u00e0 Brian Wilson. Segundo o maestro, na \u00e9poca (1967), 95% da m\u00fasica pop era lixo. Por\u00e9m, jovens como Brian Wilson (que tinha 26 anos) mostravam que havia como compor m\u00fasica popular com intelig\u00eancia e alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso aconteceu muito tempo atr\u00e1s. Bangs, Lennon, Bernstein s\u00e3o nomes do passado. Ap\u00f3s a vit\u00f3ria do capitalismo e a celebra\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-modernismo, a humanidade foi induzida a aceitar que \u00e9 muito melhor &#8220;consumir&#8221; do que &#8220;pensar&#8221;. E a juventude embarcou nessa de cara-pintada e pares de t\u00eanis cujo pre\u00e7o podem alimentar fam\u00edlias, apenas pela divers\u00e3o. Modas do momento. A banaliza\u00e7\u00e3o dos adjetivos. A cada minuto, um g\u00eanio nasce para os seus quinze minutos de fama. O que o Strokes, combo nova-iorquino que chega ao seu terceiro disco com jeito de dinossauros (e a banda s\u00f3 t\u00eam quatro anos), t\u00eam a ver com isso? Tudo. Exatamente tudo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95722 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/strokes2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/strokes2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/strokes2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rigor, o Strokes \u00e9 uma bandinha imbecil que alcan\u00e7ou a luz pop exatamente pela constante procura da m\u00eddia em colocar coroas em novos reis. Problema nenhum nisso. A m\u00eddia sempre foi manipulada pelas grandes corpora\u00e7\u00f5es (muitas vezes, a pr\u00f3pria m\u00eddia integra a compora\u00e7\u00e3o). A grande inc\u00f3gnita que este texto prop\u00f5e \u00e9 como o p\u00fablico, familiarizado que est\u00e1 com a Internet, p\u00f4de engolir tal engodo sem mastigar, se agora temos, na maioria das vezes, as not\u00edcias em primeira m\u00e3o, descartando a m\u00eddia como lan\u00e7adora de tend\u00eancias? Como podemos ser joguetes, felizes marionetes de uma grande m\u00e1quina, se agora podemos n\u00f3s mesmos brincar de jogar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais: muita gente, principalmente uma dezena de milhares de moleques que acredita que realmente conhece m\u00fasica, confunde cr\u00edtica com gosto pessoal. N\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa, me desculpe desaponta-los. Pessoalmente, gosto de muitas coisas dos Strokes. At\u00e9 coloco na pista quando estou discotecando. Tem clima, tem charme, tem boa vibe. Mas criticar n\u00e3o \u00e9 apenas dizer se o produto em quest\u00e3o \u00e9 bom ou n\u00e3o. \u00c9, acima de tudo, entender o que aquele produto representa para o mundo que estamos vivendo. Um disco, um filme, um livro s\u00e3o retratos que a sociedade imprime da \u00e9poca que est\u00e1 sendo vivida. Compreender o que isso representa seria a fun\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica, afinal, dizer se \u00e9 legal ou n\u00e3o at\u00e9 a sua m\u00e3e &#8211; ou a minha sobrinha de sete anos &#8211; diz, com argumentos delas, que precisam ser respeitados no quesito gosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito tudo isto chegamos a Lester Bangs. O trecho que abre este texto foi retirado do filme &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/14\/dvd-quase-famosos-por-marcelo-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quase Famosos<\/a>&#8220;, em uma cena inclusa apenas na vers\u00e3o Directors Cut, em que Bangs tenta demover o jovem William Miller a desistir da carreira de jornalista. Bangs \u00e9 extremamente certeiro. Assim como o maestro Leonard Bernstein. Embora em contraponto, uma seja antag\u00f4nica a outra, ambas opini\u00f5es revelam o defeito e a virtude primeira do rock: ser lixoso. Bangs defende exatamente isso, que \u00e9 o que condena Bernstein. Entre um e outro surge a industria do &#8220;cool&#8221;, tentando vender como genial um punhado de artistas que n\u00e3o se diferenciam entre si, e mais parecem c\u00f3pias vagabundas e de quinta categoria de uma \u00e9poca gloriosa da m\u00fasica pop.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Strokes - Juicebox (2006) (1)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2a3B1Ut2NdU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00e9ra l\u00e1, nada a ver com nostalgia. O problema \u00e9 aceitar como g\u00eanios artistas que malem\u00e1 sabem escrever uma can\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o que escrever uma boa can\u00e7\u00e3o seja algo obrigat\u00f3rio e relevante. O problema \u00e9 exagerar nos adjetivos, transformar em m\u00e1rtir pessoas que n\u00e3o merecem este ep\u00edteto e cagar regras sem se atentar que simplesmente gostar n\u00e3o avaliza porcaria nenhuma. Toda vez que algu\u00e9m diz que Strokes \u00e9 uma banda excelente, me sinto sendo levado para o meio de um tsunami no Pacifico. \u00c9 simples assim. De tanta contar uma mentira ela ser\u00e1 aceita como verdade. Cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 que Strokes n\u00e3o seja legal. At\u00e9 \u00e9. Tem coisas boas ali, e &#8220;First Impressions of Earth&#8221; (lan\u00e7ado em dezembro de 2005) as exibe com extrema naturalidade: um vocalista de compet\u00eancia, talvez o melhor crooner desta nova gera\u00e7\u00e3o. E um baixista que n\u00e3o se envergonha de saber tr\u00eas notas e mesmo assim carregar toda a banda (o \u00f3timo single &#8220;Juicebox&#8221; comprova). De resto, s\u00f3 defeitos: um baterista que sabe pouco menos que o b\u00e1sico e dois guitarristas que juntos n\u00e3o fazem a vez de um, abusando da infantilidade na cria\u00e7\u00e3o de riffs e na economia no uso de pedais de distor\u00e7\u00e3o e efeitos (e olha que este \u00e9 o disco mais &#8220;barulhento&#8221; deles). No entanto, barulho, melodia, bons riffs, nada disso importa muito. Isso tudo est\u00e1 no pacote de ser lixoso. A maneira indigente de tocar m\u00fasica representada pelo Strokes \u00e9 mais rock do que Audioslave, Metallica e Korn juntos. O problema todo \u00e9 levar isso \u00e0 s\u00e9rio demais. \u00c9 querer tornar isso &#8220;cool&#8221;. \u00c9 cair na armadilha da ind\u00fastria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Strokes - You Only Live Once (Official HD Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pT68FS3YbQ4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como os dois \u00e1lbuns anteriores, &#8220;First Impressions of Earth&#8221; \u00e9 um disquinho que n\u00e3o traz nenhuma novidade, n\u00e3o avan\u00e7a, n\u00e3o incomoda, at\u00e9 induz ao sono em faixas como &#8220;Killing Lies&#8221;, &#8220;On The Other Side&#8221;, a primeira parte de &#8220;15 Minutes&#8221;, &#8220;Evening Sun&#8221; e principalmente &#8220;Ask Me Anything&#8221;. H\u00e1 boas can\u00e7\u00f5es, como a tr\u00edade de abertura &#8211; &#8220;You Only Live Once&#8221;, &#8220;Juicebox&#8221; e &#8220;Heart in a Cage&#8221;, mas no total, \u00e9 s\u00f3 apenas pop rock tocado sem criatividade, compensado aqui e ali com um pouco de tes\u00e3o, e que cansa. Deve ser bom de ouvir em dias de chuva, algumas m\u00fasicas at\u00e9 soam legais na pista, e n\u00e3o incomodaria se tocasse no r\u00e1dio. S\u00f3 existem muitas bandas fazendo discos e m\u00fasicas muito melhores que as de &#8220;First Impressions of Earth&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 coisas a se descobrir no som do Strokes como h\u00e1 no Radiohead, no Flaming Lips, no Asian Dub Foundation, no Wilco, bandas relevantes que levam \u00e0 m\u00fasica popular para novos territ\u00f3rios, que soam atemporais. Julian Casablancas n\u00e3o \u00e9 Thom Yorke nem Jeff Tweedy, e talvez j\u00e1 tivesse se matado se fosse. Nem teria que ser: \u00e9 preciso que existam ambos. O problema todo \u00e9 quando se mistura um com outro como se todos fossem a mesma pessoa. N\u00e3o s\u00e3o. Enquanto Radiohead e Wilco fazem algo mais, ah\u00f1, art\u00edstico, o Strokes faz a m\u00fasica mais imbecil do mundo, seguindo na tradi\u00e7\u00e3o aberta pela turma de Sam Phillips, e que consagrou o Ramones como \u00edcone punk. Superestimar o Strokes \u00e9 o perfeito retrato do mundo atual, que aceita como verdade qualquer mentirinha, por mais fajuta que seja. &#8220;N\u00e3o pense. Dance. Compre. Cante. Fa\u00e7a parte&#8221;. O mundo cada vez mais ao seu alcance. Belos sorrisos amarelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imbecilidade roqueira \u00e9 mais do que necess\u00e1ria. \u00c9 obrigat\u00f3ria e vital. E o Strokes \u00e9 um dos \u00edcones do estilo. Al\u00e9m, uma can\u00e7\u00e3o chicletuda e deliciosamente idiota como &#8220;Every Day I Love Less And Less&#8221;, do Kaiser Chiefs, ou a excelente &#8220;Can&#8217;t Stand Me Now&#8221;, do Libertines, cumprem a sua fun\u00e7\u00e3o de manter o rock vivo e respirando, e podem &#8211; e devem &#8211; ter respeitabilidade pelo que v\u00e3o simbolizar daqui h\u00e1 dez, quinze, vinte anos. Quem vai prever? Isso, no entanto, n\u00e3o serve de prerrogativa para transformar imbecis em g\u00eanios. Citando Andr\u00e9 Forastieri &#8211; um dos poucos jornalistas brasileiros que mereceriam ter um livro com suas resenhas, textos e pensamentos sobre m\u00fasica &#8211; &#8220;cada um ouve o que bem entende e n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em ouvir coisas antiquadas e conservadoras &#8211; contanto que voc\u00ea saiba que elas s\u00e3o assim&#8221;. &#8220;First Impressions of Earth&#8221; \u00e9 s\u00f3 um disquinho ordin\u00e1rio e mediano de uma bandinha imbecil que \u00e9 levada \u00e0 s\u00e9rio demais. Quer ouvir, ou\u00e7a, mas saiba direitinho o que voc\u00ea est\u00e1 ouvindo. Nada de cair em armadilhas, ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Leia tamb\u00e9m:<\/b><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/ooutroladodosstrokes.html\">O Outro Lado dos Strokes<\/a>, por Andr\u00e9 Fiori<br \/>\n\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/14\/is-this-it-e-realmente-importante\/\">Is This It\u201d, dos Strokes, \u00e9 um disco realmente importante?<\/a>, por William Alves<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/crf_tim.htm\">Strokes no Tim Festival<\/a>, por Marcelo Costa<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/macsete.htm\">Teoria da Conspira\u00e7\u00e3o<\/a>, por Marcelo Costa<br \/>\n<i><a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/radiohead_hail_thief.htm\">Hail To The Thief<\/a><\/i><a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/radiohead_hail_thief.htm\">, do Radiohead<\/a>, por Marcelo Costa<br \/>\n<i><a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/wilco_kicking.htm\">Kicking Television<\/a><\/i><a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/wilco_kicking.htm\">, do Wilco<\/a>, por Marcelo Costa<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Strokes - First Impressions of Earth [Full Album HQ]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hAf9K_-zUbU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;First Impressions of Earth&#8221; \u00e9 s\u00f3 um disquinho ordin\u00e1rio e mediano de uma bandinha imbecil que \u00e9 levada \u00e0 s\u00e9rio demais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/10\/os-20-anos-de-first-impressions-of-earth-dos-strokes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":95721,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[3867],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95720"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95720"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95726,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95720\/revisions\/95726"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}