{"id":95517,"date":"2026-05-03T00:01:31","date_gmt":"2026-05-03T03:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95517"},"modified":"2026-05-03T00:15:21","modified_gmt":"2026-05-03T03:15:21","slug":"bangers-open-air-2026-se-consolida-como-ponto-de-encontro-entre-fas-de-musica-pesada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/03\/bangers-open-air-2026-se-consolida-como-ponto-de-encontro-entre-fas-de-musica-pesada\/","title":{"rendered":"Equilibrando diferen\u00e7as, Bangers Open Air se consolida como ponto de encontro entre f\u00e3s de m\u00fasica pesada"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quarta edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Bangers+Open+Air\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bangers Open Air<\/a> (as duas primeiras realizadas sob outro nome), nos dias 25 e 26 de abril no Memorial da Am\u00e9rica Latina, come\u00e7ou antes mesmo de qualquer amplificador ser ligado, e come\u00e7ou de um jeito que, para um festival j\u00e1 consolidado, est\u00e1 longe de ser confort\u00e1vel. A sa\u00edda do Twisted Sister, motivada por quest\u00f5es de sa\u00fade de Dee Snider, n\u00e3o foi uma simples troca de nome no line up, mas uma ruptura direta com uma expectativa constru\u00edda ao longo de meses, especialmente para um p\u00fablico que enxerga nesses nomes cl\u00e1ssicos uma esp\u00e9cie de eixo emocional dentro da experi\u00eancia. Em eventos desse porte, o peso de uma banda ultrapassa o repert\u00f3rio ou a performance ao vivo e se ancora no significado que ela carrega na mem\u00f3ria de quem est\u00e1 ali, e retirar esse elemento \u00e0s v\u00e9speras do festival inevitavelmente gera um ru\u00eddo que n\u00e3o se resolve de forma imediata.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95519\" aria-describedby=\"caption-attachment-95519\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95519 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95519\" class=\"wp-caption-text\"><em>foto de\u00a0Nata\u0301lia Michalzuk<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrada do Arch Enemy reorganizou o s\u00e1bado de maneira coerente quando observada dentro do recorte est\u00e9tico do dia, que j\u00e1 apontava para um metal mais contempor\u00e2neo, menos dependente de nostalgia e mais conectado com bandas que operam dentro de uma l\u00f3gica atual de som e performance. O encaixe fazia sentido, a recep\u00e7\u00e3o inicial foi positiva, mas o deslocamento causado pela aus\u00eancia de um nome com outro tipo de carga simb\u00f3lica continuava presente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95543\" aria-describedby=\"caption-attachment-95543\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95543\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-21.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-21.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-21-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95543\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, o domingo carregava uma tens\u00e3o diferente, menos circunstancial e mais estrutural. A escolha do Angra como headliner colocava em discuss\u00e3o o papel de uma banda brasileira dentro de um espa\u00e7o que, historicamente, costuma ser ocupado por nomes internacionais. A quest\u00e3o que circulava, ainda que nem sempre verbalizada de forma direta, girava em torno da capacidade de sustenta\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, t\u00e9cnica e emocional necess\u00e1ria para encerrar um festival desse porte, al\u00e9m da ades\u00e3o coletiva que transforma esse encerramento em algo relevante dentro da experi\u00eancia do p\u00fablico. Spoiler: funcionou, e muito!<\/p>\n<figure id=\"attachment_95521\" aria-describedby=\"caption-attachment-95521\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95521\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-3-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95521\" class=\"wp-caption-text\"><em>foto de\u00a0Nata\u0301lia Michalzuk<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que o Bangers Open Air 2026 construiu ao longo dos dois dias \u00e9 a dilui\u00e7\u00e3o progressiva dessas tens\u00f5es iniciais. Elas n\u00e3o desaparecem completamente, mas deixam de ocupar o centro da experi\u00eancia \u00e0 medida que o festival se desenvolve e revela algo mais org\u00e2nico, menos dependente de decis\u00f5es isoladas de lineup. O evento passa a funcionar como um espa\u00e7o de converg\u00eancia entre diferentes gera\u00e7\u00f5es, repert\u00f3rios e formas de se relacionar com a m\u00fasica, e \u00e9 nessa conviv\u00eancia que sua for\u00e7a se estabelece.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u2028S\u00e1bado \u2013 25\/04<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_95523\" aria-describedby=\"caption-attachment-95523\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95523\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95523\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lucifer \/ Foto de Marcos Hermes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e1bado come\u00e7ou cedo, quente e, para quem chegou disposto a encarar desde os primeiros hor\u00e1rios, recompensador. O Lucifer &#8211; ap\u00f3s um <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/21\/em-porto-alegre-lucifer-hipnotiza-plateia-com-seu-rock-basico-tocado-com-devocao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">show solo elogiado em Porto Alegre<\/a> &#8211; abriu os trabalhos no Sun Stage sob um sol praticamente punitivo, daqueles que drenam energia antes mesmo da segunda m\u00fasica, mas conseguiu transformar a adversidade em pano de fundo para uma apresenta\u00e7\u00e3o que rapidamente se destacou entre as melhores do dia. Muito disso passa pela figura de Johanna Sadonis, cuja presen\u00e7a de palco \u00e9 dif\u00edcil de ignorar, transitando com naturalidade entre o teatral e o hipn\u00f3tico, sustentando um vocal marcante enquanto conduz a banda por uma sonoridade que bebe diretamente na fonte do rock setentista com tintas mais sombrias. Mesmo em um hor\u00e1rio ingrato, o p\u00fablico respondeu, e a sensa\u00e7\u00e3o geral era de que aquele show funcionaria ainda melhor em um slot mais nobre, o que, de certa forma, s\u00f3 refor\u00e7a o impacto do que foi apresentado ali.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95525\" aria-describedby=\"caption-attachment-95525\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95525\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-6-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95525\" class=\"wp-caption-text\"><em>Evergrey \/ Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o Evergrey trouxe ao Hot Stage uma mudan\u00e7a de atmosfera quase imediata. A densidade emocional caracter\u00edstica da banda sueca apareceu logo na abertura com \u201cFalling From The Sun\u201d, e o set seguiu explorando esse territ\u00f3rio mais introspectivo e carregado, conduzido pela voz e pela presen\u00e7a de Tom S. Englund. No entanto, se a execu\u00e7\u00e3o musical se manteve s\u00f3lida e o repert\u00f3rio funcionou bem dentro da proposta, a parte t\u00e9cnica acabou comprometendo a experi\u00eancia. A mixagem deixou a bateria abafada, sem o punch necess\u00e1rio para sustentar o peso das composi\u00e7\u00f5es, criando uma sensa\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia entre banda e p\u00fablico que, em um show com essa carga emocional, faz diferen\u00e7a.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95526\" aria-describedby=\"caption-attachment-95526\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95526\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-8.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-8.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-8-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95526\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A din\u00e2mica de festival, no entanto, n\u00e3o permite muita contempla\u00e7\u00e3o, e logo foi hora de atravessar o Memorial para encontrar o Violator em plena atividade no Sun Stage. E ali o clima mudou completamente. O thrash direto, veloz e politizado da banda funcionou como um gatilho para as primeiras rodas mais intensas do evento, estabelecendo um contraste necess\u00e1rio com o que vinha sendo apresentado at\u00e9 ent\u00e3o. Mais do que a execu\u00e7\u00e3o musical, chamou aten\u00e7\u00e3o a postura no palco, com mensagens expl\u00edcitas e posicionamentos que fazem parte da identidade do grupo, refor\u00e7ando que, no caso do Violator, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/09\/30\/entrevista-nossos-inimigos-sao-reais-avisa-o-violator-que-retorna-com-o-rapido-e-violento-unholy-retribution\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">som e discurso caminham juntos<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95527\" aria-describedby=\"caption-attachment-95527\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95527\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-7.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-7.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-7-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95527\" class=\"wp-caption-text\"><em>Violator \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A travessia de volta para o outro lado do Memorial j\u00e1 encontrava um p\u00fablico mais numeroso e espalhado pelos diferentes palcos, cen\u00e1rio que s\u00f3 cresceria ao longo do dia. E foi nesse contexto que o Jinjer subiu ao palco, entregando um dos shows mais aguardados do s\u00e1bado. A banda ucraniana constr\u00f3i sua for\u00e7a justamente na capacidade de equilibrar extremos, transitando entre o t\u00e9cnico e o acess\u00edvel, o pesado e o mel\u00f3dico, e isso ficou evidente ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o. Tatiana Shmayluk, em particular, impressiona tanto pela altern\u00e2ncia entre vocal limpo e gutural quanto pela naturalidade com que executa essas transi\u00e7\u00f5es, enquanto a banda sustenta uma base s\u00f3lida e precisa que permite esse jogo de contrastes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95529\" aria-describedby=\"caption-attachment-95529\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95529\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-9.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-9.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-9-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95529\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jinjer \/ Foto de Marcos Hermes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem perder o ritmo, o Killswitch Engage assumiu o controle do Ice Stage com um show que refor\u00e7a uma percep\u00e7\u00e3o recorrente: ao vivo, a banda cresce. Com um repert\u00f3rio que equilibra m\u00fasicas mais recentes e faixas j\u00e1 consolidadas como \u201cMy Curse\u201d e \u201cThe End of Heartache\u201d, o grupo conseguiu manter o p\u00fablico em constante movimento, impulsionado tamb\u00e9m pela entrega de Jesse Leach, que n\u00e3o se limita ao palco e busca contato direto com quem est\u00e1 na grade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95530\" aria-describedby=\"caption-attachment-95530\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95530\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-10.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-10.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-10-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95530\" class=\"wp-caption-text\"><em>Killswitch Engage \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto alto do s\u00e1bado veio com o Black Label Society, liderado por Zakk Wylde, em uma apresenta\u00e7\u00e3o que foi muito al\u00e9m de um show convencional e assumiu, em diversos momentos, uma dimens\u00e3o quase ritual\u00edstica, daquelas que reorganizam completamente a energia ao redor do palco. H\u00e1 algo na forma como Wylde conduz a banda que mistura lideran\u00e7a, carisma e um senso de legado muito claro, e isso se reflete diretamente na maneira como o repert\u00f3rio \u00e9 constru\u00eddo e entregue. Quando m\u00fasicas como \u201cIn This River\u201d entram, o clima muda de forma percept\u00edvel, deixando de ser apenas um momento de execu\u00e7\u00e3o para se tornar um espa\u00e7o de mem\u00f3ria e homenagem, especialmente pelas refer\u00eancias expl\u00edcitas a Dimebag Darrell e Vinnie Paul. Esse mesmo tom se mant\u00e9m em \u201cOzzy\u2019s Song\u201d, que carrega um peso emocional adicional pela rela\u00e7\u00e3o de Wylde com Ozzy Osbourne, transformando a performance em algo que transita entre celebra\u00e7\u00e3o e rever\u00eancia. Ao chegar em \u201cStillborn\u201d, j\u00e1 na reta final, o show atinge um ponto de converg\u00eancia entre peso e emo\u00e7\u00e3o, com o p\u00fablico completamente envolvido e respondendo de forma intensa, consolidando a apresenta\u00e7\u00e3o como uma das mais marcantes do dia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95532\" aria-describedby=\"caption-attachment-95532\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95532 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95532\" class=\"wp-caption-text\"><em>Black Label Society \/ Foto de Marcos Hermes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia final do s\u00e1bado, o In Flames entrega uma apresenta\u00e7\u00e3o que, em muitos aspectos, ultrapassa a expectativa inicial e se posiciona com autoridade dentro do festival, flertando de forma bastante clara com o n\u00edvel de headliner. Mesmo enfrentando ajustes iniciais na equaliza\u00e7\u00e3o \u2013 especialmente no equil\u00edbrio entre o vocal de Anders Frid\u00e9n e os instrumentos \u2013, o show encontra rapidamente seu ponto de estabilidade e passa a crescer de maneira consistente ao longo do set. M\u00fasicas como \u201cDeliver Us\u201d funcionam como ponto de virada, marcando o momento em que a banda assume controle total da apresenta\u00e7\u00e3o, enquanto faixas como \u201cI Am Above\u201d ampliam a resposta do p\u00fablico, que passa a interagir de forma cada vez mais intensa. H\u00e1 uma constru\u00e7\u00e3o clara de din\u00e2mica ao longo do show, que vai se consolidando at\u00e9 atingir seu \u00e1pice na sequ\u00eancia final, quando \u201cThe Mirror\u2019s Truth\u201d impulsiona a forma\u00e7\u00e3o de grandes rodas e um envolvimento coletivo vis\u00edvel, preparando o terreno para \u201cTake This Life\u201d, que encerra o set com a pista completamente tomada por movimento, canto e entrega. O resultado \u00e9 um show que cumpre seu papel dentro do lineup e que se imp\u00f5e como um dos momentos mais consistentes e impactantes de todo o s\u00e1bado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95534\" aria-describedby=\"caption-attachment-95534\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95534\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-11-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95534\" class=\"wp-caption-text\"><em>In Flames \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Arch Enemy sobe ao Hot Stage para encerrar o s\u00e1bado, o show j\u00e1 n\u00e3o come\u00e7a do zero. Ele carrega consigo um ac\u00famulo de expectativas, especula\u00e7\u00f5es e compara\u00e7\u00f5es que vinham sendo constru\u00eddas desde o an\u00fancio da substitui\u00e7\u00e3o do Twisted Sister. N\u00e3o era ocupar um espa\u00e7o vago no lineup, mas assumir uma posi\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dentro do festival, fechando um dia que, desde o in\u00edcio, j\u00e1 havia se desenhado com uma identidade mais moderna dentro do espectro do metal. Nesse sentido, a escolha fazia sentido quando analisada em conjunto com bandas como In Flames, Killswitch Engage e Jinjer, mas isso n\u00e3o eliminava o peso da compara\u00e7\u00e3o com o que havia sido perdido.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95535\" aria-describedby=\"caption-attachment-95535\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95535\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-13.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-13.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-13-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95535\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arch Enemy \/ Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrada de uma nova frontwoman, Lauren Hart, em uma banda com identidade vocal t\u00e3o marcada nunca \u00e9 um processo neutro, e isso fica evidente desde os primeiros minutos do show. Hart demonstra entrega f\u00edsica intensa, com uma postura de palco que evidencia esfor\u00e7o constante para sustentar a agressividade exigida pelo repert\u00f3rio, alternando momentos em que consegue atingir o n\u00edvel de intensidade esperado com outros em que a execu\u00e7\u00e3o parece exigir mais do que o corpo consegue entregar com naturalidade. N\u00e3o se trata de falta de comprometimento \u2013 pelo contr\u00e1rio \u2013, mas de um processo de adapta\u00e7\u00e3o ainda em curso, que se torna vis\u00edvel justamente por acontecer em um palco desse tamanho, diante de um p\u00fablico que conhece profundamente cada nuance das m\u00fasicas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95537\" aria-describedby=\"caption-attachment-95537\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95537\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-12.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-12.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-12-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95537\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arch Enemy \/ Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pela forma como o repert\u00f3rio \u00e9 constru\u00eddo. A banda opta por um setlist relativamente seguro, priorizando m\u00fasicas que j\u00e1 possuem uma resposta consolidada do p\u00fablico, como \u201cRavenous\u201d e \u201cNemesis\u201d, que funcionam imediatamente como pontos de conex\u00e3o coletiva, independentemente da forma\u00e7\u00e3o em cima do palco. Ao revisitar \u00e1lbuns como \u201cWages of Sin\u201d e \u201cDoomsday Machine\u201d, o grupo se ancora em uma fase amplamente reconhecida de sua trajet\u00f3ria, reduzindo o risco em um momento que j\u00e1 carregava incertezas suficientes. Ainda assim, a aus\u00eancia de algumas faixas mais profundas ou menos \u00f3bvias gera a sensa\u00e7\u00e3o de um repert\u00f3rio mais contido do que poderia ser, especialmente para um show que ocupava o espa\u00e7o de headliner do dia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95538\" aria-describedby=\"caption-attachment-95538\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95538\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-14.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-14.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-14-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95538\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arch Enemy \/ Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a performance da banda j\u00e1 carregava esse conjunto de tens\u00f5es internas, a parte t\u00e9cnica acaba funcionando como um obst\u00e1culo adicional. A mixagem do Hot Stage, ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, compromete a defini\u00e7\u00e3o do som de forma recorrente, com a bateria de Daniel Erlandsson excessivamente alta e processada, ocupando um espa\u00e7o que engole as guitarras de Michael Amott e Joey Concepcion, al\u00e9m de reduzir a presen\u00e7a do baixo de Sharlee D\u2019Angelo. Em um estilo que depende tanto da clareza entre os instrumentos para sustentar o peso e a precis\u00e3o, essa falta de equil\u00edbrio impacta diretamente a percep\u00e7\u00e3o do show, criando uma barreira entre a execu\u00e7\u00e3o da banda e a experi\u00eancia do p\u00fablico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95539\" aria-describedby=\"caption-attachment-95539\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95539\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-15.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-15.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-15-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95539\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, seria reducionista tratar a apresenta\u00e7\u00e3o apenas a partir desses problemas. Existe um esfor\u00e7o evidente da banda em sustentar a intensidade e em afirmar essa nova fase, mesmo sob condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o ideais. O p\u00fablico responde, especialmente nos momentos mais reconhec\u00edveis do set, e h\u00e1 uma ades\u00e3o que, embora n\u00e3o uniforme ao longo de toda a apresenta\u00e7\u00e3o, se manifesta com for\u00e7a nos refr\u00f5es e nas m\u00fasicas mais emblem\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No geral, o s\u00e1bado construiu um terreno que preparou o domingo para operar em outro n\u00edvel dentro da narrativa do festival.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95540\" aria-describedby=\"caption-attachment-95540\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95540 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-17.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-17.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-17-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95540\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Domingo \u2013 26\/04<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o s\u00e1bado terminou como um dia de constru\u00e7\u00e3o, com pequenas arestas t\u00e9cnicas, o domingo come\u00e7a a se desenhar antes mesmo da primeira banda subir ao palco, em um detalhe que poderia facilmente passar despercebido, mas que, dentro do contexto do festival, carrega um peso simb\u00f3lico relevante. Enquanto a equipe preparava o palco do Primal Fear, o tel\u00e3o exibiu, na \u00edntegra, uma m\u00fasica in\u00e9dita de Edu Falaschi. N\u00e3o houve an\u00fancio grandioso, nem constru\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de expectativa, tampouco qualquer tentativa de transformar aquilo em um momento isolado de espet\u00e1culo. Ainda assim, o efeito foi imediato para quem percebeu o que estava acontecendo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95542\" aria-describedby=\"caption-attachment-95542\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95542 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-19.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-19.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-19-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95542\" class=\"wp-caption-text\"><em>Project46 \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A abertura efetiva do domingo, com o Project46 no Ice Stage, quase esbarra em um problema que poderia comprometer a energia inicial do dia, quando, logo na primeira m\u00fasica, a guitarra simplesmente n\u00e3o aparece na mixagem. Em um contexto de festival, esse tipo de falha costuma gerar desconex\u00e3o imediata, quebrando o ritmo e esfriando a resposta do p\u00fablico. O que acontece aqui, no entanto, \u00e9 o oposto. A corre\u00e7\u00e3o vem r\u00e1pida, e a banda utilizou aquele in\u00edcio inst\u00e1vel como ponto de partida para um crescimento progressivo, transformando o que poderia ser um trope\u00e7o em um elemento de tens\u00e3o que, ao ser resolvido, refor\u00e7a a entrega do restante do set. A partir da segunda m\u00fasica, o show encontra seu eixo, sustentado por um som pesado, direto e por uma postura que demonstra controle da situa\u00e7\u00e3o, consolidando uma abertura consistente para o dia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95544\" aria-describedby=\"caption-attachment-95544\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95544\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-20.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-20.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-20-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95544\" class=\"wp-caption-text\"><em>Primal Fear \/ Fofo de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o Primal Fear assumiu o Hot Stage com uma apresenta\u00e7\u00e3o que funciona quase como um contraponto estrutural ao que havia sido visto at\u00e9 ent\u00e3o, trazendo um n\u00edvel de precis\u00e3o t\u00e9cnica e de dom\u00ednio de palco que reorganiza o ambiente ao redor. Ralf Scheepers conduz o show com uma seguran\u00e7a que s\u00f3 d\u00e9cadas de estrada permitem, mantendo um n\u00edvel vocal impressionante ao longo de todo o set, transitando pelos agudos com naturalidade e sustentando a pot\u00eancia sem sinais de desgaste. Ao mesmo tempo, a entrada de Thalia Bellazecca adiciona uma camada que vai al\u00e9m da execu\u00e7\u00e3o instrumental. Sua presen\u00e7a de palco, combinada com uma t\u00e9cnica extremamente limpa, transforma sua participa\u00e7\u00e3o em um dos pontos mais comentados do dia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95545\" aria-describedby=\"caption-attachment-95545\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95545\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-22.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-22.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-22-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95545\" class=\"wp-caption-text\"><em>Nevermore \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o avan\u00e7o da programa\u00e7\u00e3o, a necessidade de escolha entre palcos se intensifica, e \u00e9 nesse contexto <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/22\/entrevista-nevermore-ressurge-com-nova-formacao-apos-morte-do-vocalista-e-encerra-hiato-de-15-anos-com-turne\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que o retorno do Nevermore<\/a> se estabelece como um dos momentos mais carregados de significado de todo o festival. \u00c9 testemunhar uma retomada que, por muito tempo, parecia improv\u00e1vel. A aus\u00eancia de Warrel Dane ainda ecoa de forma inevit\u00e1vel, e isso se manifesta na forma como o p\u00fablico recebe os primeiros minutos do show, com uma aten\u00e7\u00e3o mais contida, quase cautelosa, como se fosse necess\u00e1rio entender o que est\u00e1 sendo apresentado antes de se entregar completamente. \u00c0 medida que o set avan\u00e7a, essa conten\u00e7\u00e3o se dissolve, e m\u00fasicas como \u201cEnemies of Reality\u201d e \u201cBeyond Within\u201d passam a funcionar como pontos de conex\u00e3o, tanto pelo peso e pela execu\u00e7\u00e3o quanto pela carga emocional que carregam. N\u00e3o \u00e9 um show que se sustenta na perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica absoluta, mas na honestidade da proposta, e isso, dentro daquele contexto, se mostra mais do que suficiente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95547\" aria-describedby=\"caption-attachment-95547\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95547\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-23.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-23.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-23-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95547\" class=\"wp-caption-text\"><em>Roy Khan \/ Foto de Gui Urban<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio dessa din\u00e2mica, decidi ir correndo l\u00e1 pro Sun Stage, para pegar o final do show de Roy Khan. E mesmo acompanhando apenas a parte final da apresenta\u00e7\u00e3o, fica evidente o tipo de rela\u00e7\u00e3o que aquele repert\u00f3rio estabelece com o p\u00fablico. M\u00fasicas como \u201cForever\u201d, \u201cGhost Opera\u201d e \u201cMarch of Mephisto\u201d funcionam como gatilhos de mem\u00f3ria coletiva, criando uma atmosfera mais introspectiva, onde a intensidade n\u00e3o se manifesta pelo peso, mas pela emo\u00e7\u00e3o compartilhada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95548\" aria-describedby=\"caption-attachment-95548\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95548\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-24.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-24.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-24-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95548\" class=\"wp-caption-text\"><em>Amaranthe \/ Foto de Rapha Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O retorno ao eixo principal do festival, l\u00e1 no Hot Stage, acontece com o Amaranthe, que traz uma mudan\u00e7a clara de din\u00e2mica, apostando em um show estruturado em torno da intera\u00e7\u00e3o entre seus tr\u00eas vocalistas e de uma constru\u00e7\u00e3o visual e perform\u00e1tica mais calculada. A altern\u00e2ncia entre vozes limpas, agressivas e mel\u00f3dicas mant\u00e9m o ritmo elevado, enquanto a presen\u00e7a de Elize Ryd funciona como ponto central da apresenta\u00e7\u00e3o, conduzindo os momentos de maior ades\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95550\" aria-describedby=\"caption-attachment-95550\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95550 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-18.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-18.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-18-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95550\" class=\"wp-caption-text\"><em>Winger \/ Foto de Diego Padilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, o domingo entra em uma sequ\u00eancia em que cada show adiciona uma camada distinta \u00e0 experi\u00eancia, sem que haja perda de intensidade. A despedida do Winger, no Ice Stage, por exemplo, carrega um peso que ultrapassa a execu\u00e7\u00e3o musical. Existe uma dimens\u00e3o simb\u00f3lica em assistir a uma banda encerrando seu ciclo, e isso altera completamente a forma como o p\u00fablico se relaciona com o show. M\u00fasicas como \u201cMiles Away\u201d deixam de ser apenas parte do repert\u00f3rio e passam a funcionar como pontos de conex\u00e3o entre passado e presente, refor\u00e7ando a ideia de que aquele momento n\u00e3o se repetir\u00e1.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95551\" aria-describedby=\"caption-attachment-95551\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95551\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-25.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-25.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-25-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95551\" class=\"wp-caption-text\"><em>Smith\/Kotzen \/ Foto de Gui Urban<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem quebra de ritmo, o Smith\/Kotzen assume o palco trazendo uma abordagem que se afasta do impacto imediato e se aproxima de uma constru\u00e7\u00e3o mais refinada, baseada em t\u00e9cnica, entrosamento e musicalidade. A intera\u00e7\u00e3o entre Adrian Smith e Richie Kotzen se desenvolve como uma conversa cont\u00ednua, sustentada por uma execu\u00e7\u00e3o precisa e por uma base s\u00f3lida que permite que o show avance sem necessidade de excessos. Quando \u201cWasted Years\u201d surge no repert\u00f3rio, o que se estabelece \u00e9 um momento de catarse coletiva.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95552\" aria-describedby=\"caption-attachment-95552\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95552\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-26.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-26.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-26-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95552\" class=\"wp-caption-text\"><em>Within Temptation \/ Foto de Gui Urban<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o Within Temptation assume o palco com um dos shows mais completos do dia, combinando execu\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a e constru\u00e7\u00e3o visual de forma equilibrada. Sharon den Adel conduz a apresenta\u00e7\u00e3o com uma eleg\u00e2ncia que n\u00e3o reduz a pot\u00eancia, sustentando vocais extremamente afinados enquanto a banda constr\u00f3i uma atmosfera que envolve o p\u00fablico do in\u00edcio ao fim. Mesmo com um tempo de apresenta\u00e7\u00e3o mais enxuto, o repert\u00f3rio, que mescla faixas recentes com m\u00fasicas j\u00e1 consolidadas, mant\u00e9m o n\u00edvel de engajamento alto, consolidando o show como um dos pontos fortes do domingo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95555\" aria-describedby=\"caption-attachment-95555\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95555\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-28.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-28.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-28-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95555\" class=\"wp-caption-text\"><em>Angra \/ Foto de Rafael Karelisky<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Angra inicia sua apresenta\u00e7\u00e3o, antes mesmo da reuni\u00e3o hist\u00f3rica tomar forma no segundo ato, h\u00e1 um primeiro movimento que j\u00e1 estabelece o tom do espet\u00e1culo: a entrada de Alirio Netto como vocalista principal da fase atual. E n\u00e3o \u00e9 uma entrada protocolar, daquelas que pedem tempo de adapta\u00e7\u00e3o ou cautela diante de um p\u00fablico acostumado a outras vozes. Alirio chega com uma entrega imediata, intensa, demonstrando dom\u00ednio t\u00e9cnico e presen\u00e7a de palco suficientes para sustentar um repert\u00f3rio exigente desde os primeiros minutos. Sua interpreta\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas da era Andre Matos n\u00e3o soa como tentativa de imita\u00e7\u00e3o, mas como apropria\u00e7\u00e3o consciente, equilibrando respeito ao material original com identidade pr\u00f3pria. H\u00e1 pot\u00eancia, alcance e, principalmente, seguran\u00e7a, elementos que, juntos, afastam rapidamente qualquer d\u00favida sobre sua capacidade de assumir o posto de forma definitiva dentro da banda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95553\" aria-describedby=\"caption-attachment-95553\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95553\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-27.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-27.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-27-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95553\" class=\"wp-caption-text\"><em>Angra \/ Foto de Rafael Karelisky<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa seguran\u00e7a se reflete tanto na execu\u00e7\u00e3o vocal quanto na forma como Alirio ocupa o palco, interage com o p\u00fablico e conduz os primeiros momentos do show, funcionando como um ponto de ancoragem at\u00e9 que a narrativa avance para o reencontro da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica E quando esse segundo momento finalmente chega, o eixo emocional do show se desloca de forma clara. A entrada de Edu Falaschi n\u00e3o funciona somente como um gatilho nost\u00e1lgico, ela funciona como um ponto de converg\u00eancia entre mem\u00f3ria e trajet\u00f3ria recente. Ao lado de Kiko Loureiro, Aquiles Priester, Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, ele reativa a forma\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por \u201cRebirth\u201d, e o impacto disso n\u00e3o est\u00e1 apenas no reconhecimento imediato das m\u00fasicas, mas na carga emocional que atravessa a performance.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95556\" aria-describedby=\"caption-attachment-95556\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95556\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-29.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-29.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-29-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95556\" class=\"wp-caption-text\"><em>Angra \/ Foto de Rafael Karelisky<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, Edu precisou lidar com problemas s\u00e9rios de sa\u00fade, especialmente o refluxo, que afetou diretamente sua voz e colocou em xeque sua capacidade de manter o n\u00edvel vocal que o consagrou. O que se v\u00ea no palco, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas um retorno pontual, mas o resultado de um processo de reconstru\u00e7\u00e3o que exige t\u00e9cnica, disciplina, adapta\u00e7\u00e3o e, principalmente, resili\u00eancia. E isso muda completamente a forma como sua performance \u00e9 percebida. Cada entrada em m\u00fasicas como \u201cNova Era\u201d, \u201cRebirth\u201d e \u201cHeroes of Sand\u201d carrega esse contexto, e o p\u00fablico responde n\u00e3o apenas cantando, mas sustentando junto aquilo que est\u00e1 sendo entregue. A voz pode n\u00e3o operar exatamente nos mesmos par\u00e2metros de duas d\u00e9cadas atr\u00e1s, mas a entrega emocional preenche qualquer espa\u00e7o que eventualmente se abra, e essa troca com o p\u00fablico transforma o momento em algo coletivo, onde a performance deixa de ser individual e passa a ser compartilhada. H\u00e1 verdade ali, e \u00e9 isso que sustenta o impacto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95557\" aria-describedby=\"caption-attachment-95557\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95557 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-30.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-30.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-30-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95557\" class=\"wp-caption-text\"><em>Angra \/ Foto de Rafael Karelisky<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na outra ponta dessa constru\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o de Fabio Lione adiciona uma camada distinta ao espet\u00e1culo. Em sua despedida como vocalista da banda, Lione reafirma aquilo que sempre foi sua principal marca: uma t\u00e9cnica vocal extremamente s\u00f3lida, com controle, alcance e consist\u00eancia que seguem impressionantes dentro das exig\u00eancias do power metal. Sua presen\u00e7a \u00e9 mais contida em termos de tempo de palco, mas cada entrada \u00e9 precisa, sustentada por uma execu\u00e7\u00e3o que dificilmente apresenta falhas, mesmo em um contexto t\u00e3o fragmentado em termos de protagonismo. Existe, portanto, uma din\u00e2mica muito clara que se estabelece ao longo do show. Alirio representa o presente e a continuidade, com seguran\u00e7a suficiente para sustentar o agora da banda; Edu encarna o passado que retorna carregado de significado, tanto pela mem\u00f3ria quanto pela supera\u00e7\u00e3o que o acompanha; e Lione ocupa esse espa\u00e7o intermedi\u00e1rio, funcionando como uma ponte entre ciclos, com uma entrega t\u00e9cnica que mant\u00e9m o n\u00edvel elevado mesmo sem centralidade narrativa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95562\" aria-describedby=\"caption-attachment-95562\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95562\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-36.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-36.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-36-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95562\" class=\"wp-caption-text\"><em>Angra \/ Foto de Wellington Penilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado \u00e9 um espet\u00e1culo que consegue articular essas tr\u00eas dimens\u00f5es sem que uma anule a outra, permitindo que diferentes fases coexistam de forma org\u00e2nica. E \u00e9 justamente essa capacidade de integrar passado, presente e reconstru\u00e7\u00e3o em um mesmo palco que transforma o encerramento do festival em algo maior do que um show, uma esp\u00e9cie de s\u00edntese viva da pr\u00f3pria hist\u00f3ria do Angra e, em alguma medida, do metal brasileiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95559\" aria-describedby=\"caption-attachment-95559\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95559\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-32.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-32.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-32-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95559\" class=\"wp-caption-text\"><em>foto de\u00a0Nata\u0301lia Michalzuk<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bangers Open Air 2026 se encerra como um festival que encontrou, ao longo do pr\u00f3prio percurso, a forma de sustentar sua relev\u00e2ncia para al\u00e9m das vari\u00e1veis mais imediatas que normalmente dominam esse tipo de an\u00e1lise. As falhas existiram, especialmente em momentos pontuais de mixagem e em pequenos ajustes operacionais, mas em nenhum momento se configuraram como elementos estruturais capazes de comprometer a experi\u00eancia como um todo. O que se estabelece, ao final dos dois dias, \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de que o festival j\u00e1 n\u00e3o depende exclusivamente de um line up espec\u00edfico para se legitimar, porque construiu algo que opera em outro n\u00edvel, mais relacionado \u00e0 experi\u00eancia coletiva do que \u00e0 soma individual das atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95564\" aria-describedby=\"caption-attachment-95564\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-95564 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/bangers39.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/bangers39.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/bangers39-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95564\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Gui Urban<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A substitui\u00e7\u00e3o de uma banda, que em outro contexto poderia ser tratada como um problema central, acaba sendo absorvida sem maiores danos, porque o evento se sustenta em uma l\u00f3gica mais ampla, onde o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas quem sobe ao palco, mas o que acontece entre um show e outro, nos deslocamentos, nas escolhas, nas intera\u00e7\u00f5es e na forma como o p\u00fablico se apropria daquele espa\u00e7o ao longo dos dois dias. Da mesma forma, a escolha de um headliner nacional deixa de ser uma aposta arriscada e se transforma em uma afirma\u00e7\u00e3o concreta, validada n\u00e3o por discurso, mas pela resposta pr\u00e1tica de um p\u00fablico que comparece e participa ativamente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95560\" aria-describedby=\"caption-attachment-95560\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95560\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-31-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-31-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-31-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95560\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Wellington Penilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe, portanto, uma mudan\u00e7a de eixo que se torna evidente ao final do festival. O Bangers Open Air deixa de ser analisado apenas como um evento que precisa equilibrar nomes, estilos e expectativas para agradar diferentes p\u00fablicos, e passa a ser compreendido como um ponto de encontro que se consolida justamente na capacidade de reunir essas diferen\u00e7as em um mesmo ambiente, sem que uma anule a outra. Essa consolida\u00e7\u00e3o se constr\u00f3i edi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s edi\u00e7\u00e3o, e o que se v\u00ea em 2026 \u00e9 um est\u00e1gio em que essa identidade j\u00e1 n\u00e3o parece mais em forma\u00e7\u00e3o, mas em processo de afirma\u00e7\u00e3o. Quando um festival atinge esse n\u00edvel, a discuss\u00e3o sobre line up continua existindo, como sempre existir\u00e1, mas deixa de ser o centro da experi\u00eancia. O que permanece \u00e9 o encontro. E, ao que tudo indica, esse encontro j\u00e1 deixou de ser circunstancial para se tornar ritual.<\/p>\n<figure id=\"attachment_95561\" aria-describedby=\"caption-attachment-95561\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95561\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-34.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-34.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bangers-34-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95561\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Wellington Penilha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>pa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Bangers Open Air 2026 se encerra como um festival que encontrou, ao longo do pr\u00f3prio percurso, a forma de sustentar sua relev\u00e2ncia&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/05\/03\/bangers-open-air-2026-se-consolida-como-ponto-de-encontro-entre-fas-de-musica-pesada\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":65,"featured_media":95563,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8202,7185,8199,8195,8197,3875,8198,7529,8196,8169,8170,8200,6519,8201,8204,7911,8203,7188],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95517"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/65"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95517"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95569,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95517\/revisions\/95569"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}