{"id":95364,"date":"2026-04-24T00:02:55","date_gmt":"2026-04-24T03:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95364"},"modified":"2026-04-24T00:12:50","modified_gmt":"2026-04-24T03:12:50","slug":"entrevista-madame-salame-faz-da-simplicidade-um-gesto-politico-em-ep-de-estreia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/24\/entrevista-madame-salame-faz-da-simplicidade-um-gesto-politico-em-ep-de-estreia\/","title":{"rendered":"Entrevista: Madame Salame faz da simplicidade um gesto pol\u00edtico em estreia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ociocretino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada no Rio de Janeiro em 2024, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/madamesalame\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Madame Salame<\/a> re\u00fane Lety Lopes (guitarra e voz), Hanna Halm (baixo e voz) e Juliana Marques (bateria e voz) em torno de um indie rock direto ao ponto. Sem firulas, mas cheio de nuances, o som alterna entre o dan\u00e7ante e o melanc\u00f3lico, sempre atravessado por humor. Da\u00ed tamb\u00e9m o nome, que faz refer\u00eancia a um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sSGZ7Xzg5qI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">epis\u00f3dio do desenho Popeye<\/a>, no qual Brutus se disfar\u00e7a de vidente para aconselhar a ing\u00eanua Ol\u00edvia. Como a pr\u00f3pria banda resume em seu release: \u201cnada mais s\u00e9rio do que n\u00e3o se levar a s\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da banda ser relativamente nova, ela n\u00e3o parte do zero; h\u00e1 um lastro de projetos anteriores e de viv\u00eancia na cena carioca. Lety \u00e9 um nome conhecido no underground por participa\u00e7\u00f5es em bandas como Trash No Star e Vis\u00e3o Turva e Hanna e Juliana com a Tu\u00edra e Floppy Flipper, por exemplo. Al\u00e9m disso, guitarrista e baixista tamb\u00e9m estiveram \u00e0 frente do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/motim302\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Motim<\/a>, espa\u00e7o central da cena independente da cidade entre 2016 e 2024, dedicado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de redes para artistas independentes, mulheres e pessoas LGBT+. O encerramento do coletivo, somado a perdas recentes e processos pessoais, reverbera <a href=\"https:\/\/madamesalame.bandcamp.com\/album\/madame-salame\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no EP de estreia do trio<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em julho de 2025 pelo selo Efusiva, \u201c<a href=\"https:\/\/madamesalame.bandcamp.com\/album\/madame-salame\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Madame Salame<\/a>\u201d (o EP) funciona como um cart\u00e3o de visitas de identidade muito bem definido. Em apenas cinco faixas, a banda constr\u00f3i um jogo de contrastes entre o \u00edntimo, o banal, o riso e o impacto emocional. Gravado em colabora\u00e7\u00e3o com Vit\u00f3ria Parente e finalizado por Leonardo &#8220;Shogun\u201d Moreira, o trabalho revela um conjunto confort\u00e1vel tanto nos momentos mais pesados quanto na delicadeza e na divers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDecaf\u201d abre os trabalhos apontando o caminho, come\u00e7ando contida antes de desembocar em um rock de pista despretensioso; \u201cZero a Zero\u201d ironiza frustra\u00e7\u00f5es cotidianas com leveza quase debochada; \u201cCorredor de Espera\u201d mergulha em uma densidade emocional que se sustenta com guitarra distorcida; \u201cBrilho intenso\u201d mistura vocais suaves com um clima quase grunge; e \u201cDM Tinta\u201d traz uma homenagem \u00e0 artista visual D\u00e2maris Felzke (in memoriam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre o DIY, a heran\u00e7a do rock alternativo dos anos 90 e o desejo de resgatar o prazer simples de tocar, a Madame Salame se mostra como um projeto que olha para tr\u00e1s sem se paralisar pela nostalgia, apontando uma forma honesta de seguir em frente. Em um papo por e-mail com o Scream &amp; Yell, as tr\u00eas integrantes contam mais sobre o EP e o trio. Leia a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Madame Salame\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lL1PEXSFHJvxI6g9eFFrJo1XQtfeZdIiQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a banda se formou?<\/strong><br \/>\nHanna: Eu e Juliana tivemos banda juntas entre 2017-2018 e sempre est\u00e1vamos comentando que um dia rolaria um projeto novo. Inclusive, o nome Madame Salame j\u00e1 era cotado por mim depois que a Juliana lembrou desse epis\u00f3dio do Popeye. Ficou ali de stand by, meio na zoa\u00e7\u00e3o, meio cozinhando na promessa. A Lety e eu desde que viramos amigas trocamos alguma ideia sobre tocarmos juntas, mas nunca tinha rolado; a gente acabava canalizando todo nosso tempo juntas ou pra tratar dos assuntos da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/efusivadiy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Efusiva<\/a>, ou para gerir a Motim, que demandava muito da gente. Depois que a Motim acabou, a gente ainda tinha o espa\u00e7o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o com todo o nosso equipamento de som para ensaiar e ir construindo nosso repert\u00f3rio aos poucos. Coube a coragem de propor que a banda finalmente acontecesse, era o momento ideal! Eu tinha umas duas ideias de composi\u00e7\u00f5es que achava que caberiam no projeto e a gente come\u00e7ou a trabalhar de forma muito leve e divertida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas voc\u00eas dividem vozes e composi\u00e7\u00f5es, e isso d\u00e1 ao projeto uma sensa\u00e7\u00e3o muito coletiva. Como funciona essa din\u00e2mica no trio na hora de compor as can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nLety: Chegamos com ideias das m\u00fasicas, com uma base pronta e cada uma vai adicionando elementos. O fato de termos refer\u00eancias muito parecidas ajuda nesse processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana: O ensaio \u00e9 sempre um momento de cria\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o. Eu gosto de pensar em algum elemento que traga um diferencial na levada, ou alguma refer\u00eancia de groove &#8211; bateristas que conhecem bem os anos 90 podem reconhecer algumas ideias que eu tive. Tem tamb\u00e9m um aspecto muito instintivo, que \u00e9 sentir a cara que a m\u00fasica tem, antes mesmo de ela existir totalmente. E quando encontramos pela primeira vez essa cara, tocando e ajustando, todo mundo sente na hora: \u201c\u00e9 isso!&#8221;. \u00c9 um momento muito legal, ainda mais quando a gente est\u00e1 em casa entre si e confia que ele realmente chega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O EP foi gravado por Vit\u00f3ria Parente em conjunto com a banda. Como foi essa experi\u00eancia e o modo de trabalho?<\/strong><br \/>\nHanna: A Vita \u00e9 uma amiga muito querida e uma excelente profissional do \u00e1udio. T\u00ea-la conosco na produ\u00e7\u00e3o do nosso primeiro EP com certeza facilitou muito o processo e ajudou a quebrar o gelo no in\u00edcio, porque mesmo gravando em casa rola muita inseguran\u00e7a. Al\u00e9m de tamb\u00e9m assinar a capa desse projeto, a gente contou com ela para a capta\u00e7\u00e3o da bateria e na edi\u00e7\u00e3o de algumas tracks antes de enviar pro Leo Moreira, o \u201cShogun\u201d, para a mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m foi indispens\u00e1vel para trazer a identidade que a gente queria pro EP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana: Fiz o poss\u00edvel para montar um est\u00fadio em casa, apesar de morar em apartamento. At\u00e9 agora os vizinhos n\u00e3o nos expulsaram, ent\u00e3o est\u00e1 dando certo! Mas se por um lado temos liberdade de tempo de uso, um ambiente acolhedor e a confian\u00e7a de usar o pr\u00f3prio equipamento tranquilamente, um setup DIY b\u00e1sico tem suas limita\u00e7\u00f5es. Meu quarto n\u00e3o tem tamanho suficiente para um reverb que fa\u00e7a diferen\u00e7a na sonoridade da bateria, por exemplo. Ent\u00e3o a\u00ed entra a parte do milagre da mixagem, que foi o trabalho primoroso do Leo Shogun, e foi uma honra poder contar com ele.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Madame Salame - &quot;Zero a Zero&quot; (no Rockarioca Convida)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TD5VMKhY48w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Madame Salame tem um som puxado pro indie rock noventista, com execu\u00e7\u00e3o crua e momentos dan\u00e7antes. O que voc\u00eas acham que tem explorado neste projeto que n\u00e3o foi poss\u00edvel em suas bandas anteriores?<\/strong><br \/>\nLety: Eu tenho curtido muito usar minha guitarra com mais efeitos limpos e composi\u00e7\u00f5es mais melodiosas. Na Trash No Star, outra banda que tamb\u00e9m toco guitarra, as composi\u00e7\u00f5es t\u00eam guitarras mais distorcidas, acordes dissonantes e vocais mais desesperados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hanna: Acho que tenho conseguido explorar o baixo mais melodicamente. Al\u00e9m disso, acho bacana a gente conseguir fazer com que todo mundo cante um pouco e colabore coletivamente nas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana: Na banda anterior que tive com a Hanna, a Tu\u00edra, tinha uma pegada mais s\u00e9ria, mais militante. Embora ainda tenhamos coisas s\u00e9rias a dizer agora, eu disse para a Hanna que queria fazer um som que trouxesse um ambiente divertido para as pessoas, aquela m\u00e1gica de ver as cabe\u00e7as acompanhando o ritmo, gente sorrindo e curtindo um som de boa. A nostalgia do nosso som \u00e9 uma coisa geracional, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma vontade de retorno ao espont\u00e2neo, que andamos perdendo com o passar dos anos. Tudo \u00e9 imagem, \u00e9 like, \u00e9 trend\u2026 sabe, j\u00e1 deu. Agora eu quero lembrar o que \u00e9 a leveza da vida de verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O EP encerra com \u201cDM tinta\u201d, uma homenagem \u00e0 artista D\u00e2maris Felzke. Como foi lidar emocionalmente com essa faixa e decidir coloc\u00e1-la como fechamento do EP?<\/strong><br \/>\nHanna: A gente conheceu a D\u00e2maris na Motim em uma de suas passagens pelo Rio de Janeiro. Ela apareceu por l\u00e1 durante uma feira que a gente produzia e prop\u00f4s fazer um grafite na parede do bar. Ela pintou uma Janete, sua persona, e foi um momento muito espont\u00e2neo e cheio de significado porque a arte dela trazia muita verdade e traduzia a liberdade que ela vivia. Depois de uns meses ela retornou \u00e0 cidade e visitou a Motim novamente, j\u00e1 em outro endere\u00e7o. A gente tinha se mudado fazia pouco tempo e t\u00ednhamos parede de sobra para interven\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o ela nos presenteou com dois murais incr\u00edveis no caminho do est\u00fadio. Ela chegou a comentar que a Motim seria parada certa pra ela toda vez que ela voltasse ao Rio, mas n\u00e3o houve uma pr\u00f3xima vez\u2026 Receber a not\u00edcia de seu falecimento foi muito triste e essa consterna\u00e7\u00e3o acabou se somando ao turbilh\u00e3o de sentimentos que viv\u00edamos tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Motim, que tinha fechado h\u00e1 um pouco mais de um m\u00eas. Toda morte precoce \u00e9 absurda e a gente se pega pensando em tudo o que aquela pessoa ainda tinha pra viver ao mesmo tempo que reconhece o tanto que ela ofereceu ao mundo de forma t\u00e3o pura e verdadeiramente livre. DM Tinta era uma jovem que viveu para arte e eu acho que cada trabalho que ela deixou pela ruas em todas suas andan\u00e7as traz muito mais do que a express\u00e3o da artista atrav\u00e9s das imagens que ela representava. \u00c9 a tradu\u00e7\u00e3o da liberdade genu\u00edna de uma vida corajosa que deu ao mundo seu bem mais precioso: sua arte!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando est\u00e1vamos debatendo sobre a ordem das m\u00fasicas do EP decidimos colocar \u201cDM\u201d Tinta como fechamento porque ela acaba em um rallentando, o que contrasta com \u201cDecaf\u201d, que abre o disco em um crescendo. Mas acho que, de alguma forma, essa faixa fecha o EP com significados maiores sobre as transforma\u00e7\u00f5es das nossas realidades ao mesmo tempo que deixamos nossa marca por a\u00ed, nos muros, costas das placas, na vida das pessoas, na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hanna e Lety j\u00e1 t\u00eam uma hist\u00f3ria muito relevante na cena carioca \u00e0 frente do coletivo\/espa\u00e7o cultural Motim (2016 &#8211; 2024). Considerando essa experi\u00eancia anterior com o Motim, o que voc\u00eas acham que a cena independente precisa para ser mais inclusiva (tanto para mulheres quanto para LGBTeres)?<\/strong><br \/>\nLety: Fazendo uma leitura muito por cima, \u00e9 dif\u00edcil pensar na cena sem considerar que enfrentamos opress\u00f5es estruturais que atravessam nosso cotidiano. Num geral, estamos muitos passos atr\u00e1s dos caras cis-heteros. Enquanto estamos lidando com mil quest\u00f5es para nos manter vivas, eles t\u00eam tempo livre para pensar e se dedicar em seus projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma outra coisa importante \u00e9 que precisamos de curadoria que enxergue potencial e n\u00e3o considere apenas n\u00fameros ou use curadoria como desculpa para indicar os velhos amigos de sempre. T\u00e1 chato bater palma pra quem faz o m\u00ednimo com um monte de privil\u00e9gio enquanto temos muito potencial sendo desperdi\u00e7ado na escala 6&#215;1, lutando pra sobreviver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os pr\u00f3ximos passos da Madame Salame? Vem turn\u00ea\/shows ou novos lan\u00e7amentos por a\u00ed?<\/strong><br \/>\nHanna: Al\u00e9m de alguns shows agendados para 2026, estamos nos programando para gravar um single de uma m\u00fasica que j\u00e1 estamos tocando nas apresenta\u00e7\u00f5es mas acabou ficando de fora do EP. A gente tamb\u00e9m t\u00e1 caminhando para trabalhar algumas m\u00fasicas novas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Madame Salame ao vivo na Audio Rebel (efusiva fest - 08\/12\/2024)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bwlUyOFz1L8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre o DIY, a heran\u00e7a do rock alternativo dos anos 90 e o desejo de resgatar o prazer simples de tocar, a Madame Salame aponta uma forma honesta de seguir em frente.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/24\/entrevista-madame-salame-faz-da-simplicidade-um-gesto-politico-em-ep-de-estreia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":95367,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[8172],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95364"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95364"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95364\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95370,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95364\/revisions\/95370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}