{"id":95283,"date":"2026-04-18T00:01:00","date_gmt":"2026-04-18T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95283"},"modified":"2026-04-16T23:38:08","modified_gmt":"2026-04-17T02:38:08","slug":"entrevista-preservar-a-musica-local-e-necessario-argumenta-placido-oliveira-pesquisador-musical-de-vitoria-da-conquista-ba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/18\/entrevista-preservar-a-musica-local-e-necessario-argumenta-placido-oliveira-pesquisador-musical-de-vitoria-da-conquista-ba\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u201cPreservar a m\u00fasica local \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, argumenta Pl\u00e1cido Oliveira,\u00a0 pesquisador musical de Vit\u00f3ria da Conquista (BA)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos principais pesquisadores e historiadores da m\u00fasica em Vit\u00f3ria da Conquista, Pl\u00e1cido Oliveira documenta as obras dos artistas do passado e do presente em seu projeto \u201c<a href=\"https:\/\/memoria.distintivoblue.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mem\u00f3ria Musical do Sudoeste da Bahia<\/a>\u201d, al\u00e9m de tamb\u00e9m continuar na ativa como m\u00fasico com a sua banda, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/distintivoblue\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Distintivo Blue<\/a>. Com anos de dedica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, chegando a escrever uma tese de mestrado sobre a cena rock no munic\u00edpio, ele tem muita hist\u00f3ria para contar. \u201cEm 2001, eu fiz o vestibular para Hist\u00f3ria na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e, coincidentemente, foi nessa \u00e9poca que estava come\u00e7ando a ter acesso \u00e0 cena rock e aos bastidores das bandas. A sensa\u00e7\u00e3o que a gente tinha \u00e9 que algo muito grande e in\u00e9dito estava acontecendo, aquela sensa\u00e7\u00e3o de cena, de movimento de todo mundo junto, todos por todos, isso a\u00ed me deu a clara sensa\u00e7\u00e3o de que estava vivendo alguma coisa interessante\u201d, relembra Oliveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre envolvido com arte \u2013 antes de ir de vez para a m\u00fasica, Pl\u00e1cido foi roteirista freelancer na Maur\u00edcio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es, respons\u00e1vel pela mais conhecida hist\u00f3ria em quadrinhos do pa\u00eds, a \u201cTurma da M\u00f4nica\u201d \u2013 o m\u00fasico conta que sempre preferiu as can\u00e7\u00f5es e bandas consideradas antigas\u2026 antigas meeesmo, chegando a Robert Johnson, \u00edcone do blues. \u201cEu fui me interessando mais por m\u00fasica mais velha do que pelas m\u00fasicas de momento, sempre tive essa sensa\u00e7\u00e3o quando era adolescente, que todo mundo buscava as m\u00fasicas do momento e eu n\u00e3o. Me interessava por m\u00fasicas que eram da \u00e9poca da minha m\u00e3e ou da \u00e9poca da minha av\u00f3\u201d, ele conta, citando tamb\u00e9m Muddy Waters e os Rolling Stones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um projeto focado em divulgar a m\u00fasica que rola em Vit\u00f3ria da Conquista, a principal cidade do sudoeste baiano, e tamb\u00e9m o que acontece pela regi\u00e3o, o pesquisador argumenta que o modo como o mercado molda a m\u00fasica mudou tamb\u00e9m o jeito como o reconhecimento chega para os artistas hoje. Ele destaca Elomar, que ficou nacionalmente conhecido no pa\u00eds ainda numa \u00e9poca em que as r\u00e1dios e as gravadoras eram o principal term\u00f4metro de sucesso, e o equipara com a banda Dona Iracema, que furou a bolha j\u00e1 na era do streaming. \u201cA gravadora era quem decidia o que voc\u00ea ouvia, voc\u00ea n\u00e3o tinha muita liberdade. Esse era o mundo de Elomar. Ent\u00e3o, uma gravadora, a Kuarup, chegou e viu que ele era um grande artista, investiu, gravou o LP, distribuiu e ele \u00e9 mundialmente famoso por isso. J\u00e1 a Dona Iracema [banda de hardcore de Vit\u00f3ria da Conquista, hoje o maior nome da cidade no cen\u00e1rio nacional] j\u00e1 est\u00e1 num mundo completamente diferente. Eles tocam no mesmo Spotify em que o Led Zeppelin toca e n\u00e3o tiveram que pagar milh\u00f5es para estar nessa mesma plataforma\u201d, comenta o historiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Documentar uma regi\u00e3o inteira numa era em que todos registram tudo quase que em tempo real ajuda ou atrapalha o trabalho? Pl\u00e1cido responde: \u201cHoje tem tanta informa\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes at\u00e9 atrapalha [&#8230;] isso \u00e9 bom, mas tamb\u00e9m te deixa meio pirado. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver um m\u00e9todo, n\u00e3o sai do lugar\u201d, admite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa entrevista, falamos sobre o que \u00e9 ser artista e pesquisador em uma cidade do interior do Nordeste e as dificuldades enfrentadas no processo de documentar o trabalho das bandas locais. Leia abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95284 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/memoriamusical.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/memoriamusical.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/memoriamusical-300x86.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pl\u00e1cido, quando surgiu o seu interesse pela m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nBom, como artista, acho que sempre esteve comigo. Quando era crian\u00e7a, era mais ligado na arte das hist\u00f3rias em quadrinhos, tanto que meu primeiro emprego foi como roteirista de hist\u00f3rias em quadrinhos freelancer na Maur\u00edcio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es. Quando cheguei ao final da adolesc\u00eancia, tive contato com o pessoal da cena rock daqui de Vit\u00f3ria da Conquista. Eu estudava no Col\u00e9gio Paulo VI, onde conheci o pessoal e meio que \u201ctroquei de arte\u201d, passando a me interessar pelos bastidores da m\u00fasica e os ensaios das bandas. A\u00ed percebi que eu tamb\u00e9m poderia cantar. Comecei a fazer parte da banda TomaRock, depois fui pra uma outra banda, chamada The New Old Jam, e em 2009 fiz a Distintivo Blue, que \u00e9 essencialmente autoral e voltada pro blues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais influ\u00eancias formam sua vis\u00e3o sobre m\u00fasica e cultura?<\/strong><br \/>\nA maioria dos artistas de blues tem primeiro um contato com o rock cl\u00e1ssico dos anos 60 e 70, como Led Zeppelin e Deep Purple, e que era o estilo da TomaRock e da The New Old Jam. Fui me interessando mais por m\u00fasica mais velha do que pelas m\u00fasicas de momento, sempre tive essa sensa\u00e7\u00e3o quando era adolescente, que todo mundo buscava as m\u00fasicas do momento e eu n\u00e3o. Me interessava por m\u00fasicas que eram da \u00e9poca da minha m\u00e3e ou da \u00e9poca da minha av\u00f3. Comecei com Guns n\u2019Roses e Dire Straits, que at\u00e9 hoje s\u00e3o as bandas de que mais gosto e mais admiro dos anos 80, e, aqui do Brasil, Legi\u00e3o Urbana e Raul Seixas; fui pegando as influ\u00eancias desse pessoal e indo cada vez mais para tr\u00e1s, chegando a Muddy Waters, Rolling Stones, at\u00e9 o Robert Johnson, por exemplo, que j\u00e1 \u00e9 ali dos anos 1930.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea se lembra do momento em que percebeu que queria dedicar parte da sua vida a preservar a mem\u00f3ria musical da regi\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAcho que isso tem origem no meu interesse por bastidores. Sempre gostei de entender os bastidores das coisas, ent\u00e3o gostava muito de ouvir m\u00fasica de videogame. Eu gravava as trilhas sonoras do Street Fighter II, do Sonic, de v\u00e1rias coisas, e ouvia. Gostava de ter essa sensa\u00e7\u00e3o de que tenho acesso a algo dos bastidores e que geralmente a pessoa que est\u00e1 jogando nem presta aten\u00e7\u00e3o. Em 2001, fiz o vestibular para Hist\u00f3ria na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), foi o primeiro que fiz e logo consegui passar e comecei a cursar. Coincidentemente, foi nessa \u00e9poca que estava come\u00e7ando a ter acesso \u00e0 cena rock aos bastidores das bandas, e a sensa\u00e7\u00e3o que a gente tinha \u00e9 que algo muito grande e in\u00e9dito estava acontecendo, porque n\u00f3s tivemos movimenta\u00e7\u00f5es de rock em Vit\u00f3ria da Conquista desde os anos 80, ou at\u00e9 antes, mas aquela sensa\u00e7\u00e3o de cena, de movimento de todo mundo junto, todos por todos, isso a\u00ed me deu a clara sensa\u00e7\u00e3o de que estava vivendo alguma coisa interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais crit\u00e9rios voc\u00ea usa para escolher os artistas e registros que comp\u00f5em o projeto Mem\u00f3ria Musical do Sudoeste da Bahia?<\/strong><br \/>\nQualquer manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, porque \u00e9 a mem\u00f3ria musical do sudoeste da Bahia, ou seja, relacionada \u00e0 m\u00fasica. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o m\u00fasico do sudoeste da Bahia, \u00e0s vezes \u00e9 um m\u00fasico de fora que est\u00e1 passando por aqui e d\u00e1 uma entrevista. Est\u00e1 valendo! \u00c9 uma coisa muito ampla, tem a ver com m\u00fasica e associada \u00e0 nossa regi\u00e3o, ent\u00e3o, se voc\u00ea est\u00e1 aprendendo a tocar viol\u00e3o, comp\u00f4s sua primeira m\u00fasica e est\u00e1 naquela fase de ainda n\u00e3o ter coragem de mostrar para algu\u00e9m, voc\u00ea \u00e9 bem-vindo! Se quiser mandar o seu release, \u00e9 s\u00f3 entrar em contato. As portas est\u00e3o sempre abertas. Se voc\u00ea gosta de escrever sobre m\u00fasica, <a href=\"https:\/\/memoria.distintivoblue.com\/search\/label\/Zine\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00f3s temos uma fanzine<\/a>, que \u00e9 um dos principais subprojetos. Quer escrever um texto para ser publicado na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o? Manda! Se couber no formato [do fanzine, que geralmente \u00e9 como uma \u201cmini-revista\u201d impressa, com limites de caracteres], a gente faz. Se n\u00e3o couber, vai para o site.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95286\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/A-primeira-edicao-da-zine-BLUEZinada-2011.-Foto-Placido-Oliveira-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/A-primeira-edicao-da-zine-BLUEZinada-2011.-Foto-Placido-Oliveira-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/A-primeira-edicao-da-zine-BLUEZinada-2011.-Foto-Placido-Oliveira-copiar-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e mercado? O Sudoeste baiano \u00e9 devidamente reconhecido no cen\u00e1rio estadual e\/ou nacional?<\/strong><br \/>\nA quest\u00e3o \u00e9 que quando se fala em mercado musical, \u00e9 um mundo completamente diferente. Elomar veio l\u00e1 no final da d\u00e9cada de 70, numa \u00e9poca em que para ouvir algu\u00e9m na r\u00e1dio, necessariamente essa pessoa passou por uma gravadora e teve toda aquela quest\u00e3o de empresa com o artista e tal. A gravadora era quem decidia o que voc\u00ea ouvia, voc\u00ea n\u00e3o tinha muita liberdade. Esse era o mundo de Elomar. Ent\u00e3o, uma gravadora, a Kuarup, chegou e viu que ele era um grande artista, investiu, gravou o LP, distribuiu e ele \u00e9 mundialmente famoso por isso. J\u00e1 a Dona Iracema [banda de hardcore de Vit\u00f3ria da Conquista, hoje o maior nome da cidade no cen\u00e1rio nacional] j\u00e1 est\u00e1 num mundo completamente diferente. Eles tocam no mesmo Spotify em que o Led Zeppelin toca e n\u00e3o tiveram que pagar milh\u00f5es para estar nessa mesma plataforma. Ent\u00e3o, estamos em uma fase do nicho da m\u00fasica. Dona Iracema \u00e9 grande, mas no mainstream ningu\u00e9m sabe quem \u00e9, assim como no mainstream, hoje em dia, pouca gente sabe quem \u00e9 Elomar. Hoje, a gravadora j\u00e1 n\u00e3o tem mais tanto poder como antes. Basicamente, o poder da gravadora hoje em dia \u00e9 ter grana para investir em divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a tecnologia tem ajudado (ou dificultado\u2026) esse processo de arquivamento e divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica local? Hoje em dia, todo mundo registra tudo nas redes quase de forma instant\u00e2nea.<\/strong><br \/>\nPara mim n\u00e3o faz muita diferen\u00e7a, porque quando comecei j\u00e1 tinha a internet, que estava caminhando a passos largos. Tudo bem, na \u00e9poca tinha mais material f\u00edsico e eu podia ir numa banca de revista, pegar uma revista e tal, mas n\u00e3o tinha tanto livro como tem hoje, por exemplo. Hoje tem tanta informa\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes at\u00e9 atrapalha. Voc\u00ea pode ter tamb\u00e9m o banco de Teses da CAPES (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior) para pegar todas as disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e de doutorado sobre o tema que voc\u00ea quiser e fazer sua pesquisa, isso \u00e9 bom, mas tamb\u00e9m te deixa meio pirado. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver um m\u00e9todo, n\u00e3o sai do lugar. Eu mesmo j\u00e1 passei por isso e pensei: \u201cvelho, n\u00e3o tenho capacidade de ler tudo at\u00e9 chegar aos 90 anos de idade, tenho que filtrar\u201d. Voc\u00ea tem muita coisa de tudo, mas voc\u00ea tem que ter foco e m\u00e9todo de pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea movimenta a cena da cidade com o subprojeto Toca Autoral, que publica nas plataformas, como o Spotify, can\u00e7\u00f5es originais de artistas que nasceram ou vivem em Vit\u00f3ria da Conquista. De onde veio essa ideia e como ela funciona na pr\u00e1tica?<\/strong><br \/>\nO \u201cToca Autoral\u201d \u00e9 em alus\u00e3o ao \u201cToca Raul\u201d, que considero como se fosse um s\u00edmbolo da m\u00fasica cover. Ent\u00e3o, \u00e9 uma forma de contrariar esse conceito e para valorizar mais o trabalho autoral. Gravo seis m\u00fasicas dos artistas que s\u00e3o escolhidos, em \u00e1udio e v\u00eddeo, e fa\u00e7o pequenas entrevistas para que eles contem sobre sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, al\u00e9m de explicar cada uma das m\u00fasicas. A pessoa tem que ser do sudoeste da Bahia ou estar morando no sudoeste da Bahia. Tanto que o primeiro participante do Toca Autoral foi Paul Bergeron, que \u00e9 de Los Angeles, mas escolheu morar aqui com a fam\u00edlia dele. O primeiro teaser do Toca Autoral era assim: \u201cArtistas da regi\u00e3o, nativos ou n\u00e3o\u201d. Eles [os artistas que participaram do Toca Autoral] cumpriram todos os pr\u00e9-requisitos de uma sele\u00e7\u00e3o que \u00e9 r\u00edgida mesmo, porque ela subentende que voc\u00ea quer levar a sua carreira a s\u00e9rio. Teve projetos que se inscreveram para tocar, que eu at\u00e9 conheci e falei \u201cp\u00f4, esse cara \u00e9 um baita de um m\u00fasico\u201d, mas n\u00e3o se d\u00e1 o trabalho de escrever um release\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se voc\u00ea tivesse que resumir em uma frase o seu trabalho de preservar a mem\u00f3ria musical de Vit\u00f3ria da Conquista, o que diria?<\/strong><br \/>\nPreservar a m\u00fasica local \u00e9 necess\u00e1rio, em todos os sentidos da palavra, e demorou. \u00c9 isso, \u00e9 necess\u00e1rio e demorou.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Distintivo Blue - Toca Autoral! [Epis\u00f3dio Completo]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2Harr8MCWtA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"5C1 - Toca Autoral! [Epis\u00f3dio Completo]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ByoCA9qFmik?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Old Stove - Toca Autoral! [Epis\u00f3dio Completo]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/znPbEB5Ginw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Focado em divulgar a m\u00fasica que rola em Vit\u00f3ria da Conquista,  pesquisador argumenta que o modo como o mercado molda a m\u00fasica mudou\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/18\/entrevista-preservar-a-musica-local-e-necessario-argumenta-placido-oliveira-pesquisador-musical-de-vitoria-da-conquista-ba\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":95285,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[8167,8168],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95283"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95283"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95287,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95283\/revisions\/95287"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}