{"id":95156,"date":"2026-04-10T01:21:05","date_gmt":"2026-04-10T04:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95156"},"modified":"2026-04-10T01:21:05","modified_gmt":"2026-04-10T04:21:05","slug":"entrevista-e-dificil-escapar-do-punk-quando-voce-esta-com-raiva-diz-vivien-goldman-autora-de-a-vinganca-das-punks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/10\/entrevista-e-dificil-escapar-do-punk-quando-voce-esta-com-raiva-diz-vivien-goldman-autora-de-a-vinganca-das-punks\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;\u00c9 dif\u00edcil escapar do punk quando voc\u00ea est\u00e1 com raiva&#8221;, diz Vivien Goldman, autora de &#8220;A Vingan\u00e7a das Punks&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/viviengoldmanforreal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vivien Goldman<\/a> come\u00e7ou no jornalismo musical pouco antes da explos\u00e3o do punk, em 1977, mas teve tempo suficiente para perceber, em primeira m\u00e3o, o que ela chama de uma \u201cmudan\u00e7a s\u00edsmica\u201d. Se antes havia poucas mulheres para entrevistar, de repente surgia uma comunidade inteira: The Raincoats, The Slits, Chrissie Hynde, Siouxsie Sioux. \u201cFinalmente eu tinha uma comunidade. Era visivelmente diferente \u2014 e melhor\u201d, lembra. Essa transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o era apenas est\u00e9tica ou sonora: era estrutural, pol\u00edtica, profundamente ligada \u00e0 presen\u00e7a feminina em um territ\u00f3rio historicamente masculino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa viv\u00eancia atravessa cada p\u00e1gina de \u201c<a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/a-vinganca-das-punks-uma-historia-feminista-da-musica-de-poly-styrene-ao-pussy-riot-zepym\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Vingan\u00e7a das Punks<\/a>\u201d (\u201cRevenge of the She-Punks\u201d), lan\u00e7ado por Vivien originalmente em 2019, e com edi\u00e7\u00e3o brasileira via Editora Barbante, com tradu\u00e7\u00e3o de Emanuela Siqueira, em 2025. No livro, Goldman organiza uma esp\u00e9cie de \u201cherstory\u201d do punk \u2014 termo que ela mesma resgata de uma can\u00e7\u00e3o do Flying Lizards, banda p\u00f3s punk que ela integrou em 1979 \u2014 a partir de quatro eixos fundamentais: identidade, dinheiro, amor e protesto. \u201cIsso exigiu muita reflex\u00e3o e escuta. Os temas foram extra\u00eddos da m\u00fasica \u2014 e da vida\u201d, explica. Mais do que uma cronologia, o livro funciona como um mapa afetivo e pol\u00edtico das mulheres que reinventaram o punk por dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe do clich\u00ea que reduz o movimento \u00e0 raiva juvenil, Goldman prop\u00f5e uma leitura mais ampla: o punk como espa\u00e7o de criatividade, solidariedade e transforma\u00e7\u00e3o. Ainda assim, a raiva continua sendo combust\u00edvel. Como ecoa a c\u00e9lebre frase de John Lydon, citada por ela, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/09\/pil-faz-grande-show-em-baile-da-saudade-pos-punk-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a raiva \u00e9 uma energia<\/a>\u201d. E talvez seja justamente essa energia \u2014 canalizada por gera\u00e7\u00f5es de mulheres \u2014 que d\u00e1 ao punk sua longevidade e capacidade de reinven\u00e7\u00e3o. Na conversa a seguir, Vivien Goldman revisita suas mem\u00f3rias da cena original, reflete sobre os desafios de escrever uma narrativa global e feminina do punk e refor\u00e7a a atualidade de um movimento que, d\u00e9cadas depois, segue sendo abrigo para quem deseja se rebelar com as opress\u00f5es do sistema. O livro est\u00e1 dispon\u00edvel em livrarias e, tamb\u00e9m, <a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/a-vinganca-das-punks-uma-historia-feminista-da-musica-de-poly-styrene-ao-pussy-riot-zepym\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no site da Editora Barbante<\/a>. Leia a entrevista abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-95160 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca1-300x210.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca1-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea n\u00e3o foi apenas uma jornalista cobrindo a ascens\u00e3o do punk, mas tamb\u00e9m algu\u00e9m profundamente inserida naquele momento cultural. Como sua rela\u00e7\u00e3o pessoal com o punk influenciou a forma como voc\u00ea abordou a escrita de \u201cRevenge of the She-Punks\u201d?<\/strong><br \/>\nIntimamente. Est\u00e1vamos divulgando uma cena e uma mudan\u00e7a cultural que todos n\u00f3s viv\u00edamos como jovens artistas, m\u00fasicos e escritores, muitas vezes nos cruzando nas mesmas ruas vizinhas, seja em Londres ou Coventry.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No livro, voc\u00ea organiza a narrativa em torno de quatro temas: identidade, dinheiro, amor e protesto. Por que escolheu esses pilares espec\u00edficos para explorar as contribui\u00e7\u00f5es das mulheres ao punk?<\/strong><br \/>\nIsso exigiu muita reflex\u00e3o e escuta. Os temas foram extra\u00eddos da m\u00fasica \u2014 e da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O punk costuma ser descrito como uma for\u00e7a disruptiva na m\u00fasica e na cultura. Na sua perspectiva, o que o tornou uma plataforma t\u00e3o poderosa para as vozes femininas?<\/strong><br \/>\nTendo come\u00e7ado no jornalismo musical em tempo integral poucos meses antes da explos\u00e3o do punk, pude observar a mudan\u00e7a s\u00edsmica em primeira m\u00e3o. Quando comecei, n\u00e3o havia muitas musicistas mulheres para entrevistar \u2014 tive a sorte de entrevistar Gladys Knight duas vezes e Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, por exemplo. Mas, em uma mudan\u00e7a abrupta, passaram a surgir v\u00e1rias mulheres baixistas ou bateristas, bandas formadas s\u00f3 por mulheres (embora um baterista homem n\u00e3o fosse incomum), como The Raincoats ou The Slits; ou cantoras e compositoras fortes e aut\u00f4nomas trabalhando com homens, como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/13\/tres-series-musicais-pistol-som-na-faixa-amor-e-musica-fito-paez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chrissie Hynde<\/a>, Siouxsie Sioux ou Toyah. Finalmente eu tinha uma comunidade. Era visivelmente diferente \u2014 e melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas pessoas associam o punk \u00e0 raiva e \u00e0 rebeldia, mas seu livro tamb\u00e9m destaca criatividade, solidariedade e transforma\u00e7\u00e3o. Quais aspectos do movimento voc\u00ea acha que foram mal compreendidos ao longo do tempo?<\/strong><br \/>\nHoje j\u00e1 existem v\u00e1rias vertentes do punk, do zen ao crist\u00e3o ao fascista. Essa amplitude pode ser mal compreendida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua carreira como jornalista musical come\u00e7ou durante um per\u00edodo de intensa mudan\u00e7a cultural no Reino Unido. Como ser uma das poucas mulheres escrevendo sobre m\u00fasica na \u00e9poca influenciou sua perspectiva?<\/strong><br \/>\nEm retrospecto, percebo que era preciso ser forte e ter um senso de humor um tanto m\u00f3rbido.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95162 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vinganca4-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Embora o livro foque nas origens do punk em lugares como o Reino Unido e os Estados Unidos, voc\u00ea tamb\u00e9m destaca seus ecos globais. O que mais te surpreendeu ao pesquisar cenas punk fora da narrativa anglo-americana tradicional?<\/strong><br \/>\nEncerro o livro com a banda colombiana <a href=\"https:\/\/fertilmiseria.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fertil Misera<\/a>, que achei muito inspiradora. Elas incorporam a ess\u00eancia do esp\u00edrito punk, para mim, de forma sincera; fundadas por irm\u00e3s, arrecadam comida e roupas para crian\u00e7as de rua em seus shows e decidem tudo coletivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O punk \u00e9 frequentemente considerado um movimento do passado, ligado ao final dos anos 1970. No entanto, muitos dos temas abordados no seu livro \u2014 desigualdade de g\u00eanero, dificuldades econ\u00f4micas, instabilidade pol\u00edtica \u2014 continuam urgentes hoje. Voc\u00ea acredita que o punk ainda tem o poder de inspirar novas gera\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil escapar do punk quando voc\u00ea est\u00e1 com raiva e est\u00e1 apenas come\u00e7ando, pois ele permite que voc\u00ea se expresse de forma aut\u00eantica, com mais paix\u00e3o do que t\u00e9cnica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O livro se l\u00ea quase como um document\u00e1rio musical, misturando hist\u00f3ria, entrevistas e reflex\u00e3o pessoal. Qual foi a parte mais desafiadora de equilibrar essas diferentes abordagens narrativas durante o processo de escrita?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea tocou em uma parte realmente desafiadora do processo! Tentei entrela\u00e7ar todas as ricas narrativas globais em um conjunto coeso e abundante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como algu\u00e9m que testemunhou a primeira onda do punk de perto, como voc\u00ea v\u00ea a rela\u00e7\u00e3o entre esse movimento original e express\u00f5es posteriores do punk feminista, como o riot grrrl?<\/strong><br \/>\nNo livro, observo que uma mulher, Toby Vail, foi em grande parte respons\u00e1vel por apresentar o grunge de Seattle e Kurt Cobain a artistas como The Raincoats, que ele estava defendendo imediatamente antes de sua morte. A can\u00e7\u00e3o continua a mesma no sentido de que, como John Lydon disse no PiL, \u201ca raiva \u00e9 uma energia\u201d. Mas a criatividade da maioria dos artistas \u00e9, em certa medida, estimulada por seus predecessores, e no livro tentei tra\u00e7ar essa linhagem \u2014 essa \u201cherstory\u201d \u2014 de forma mais completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>++ Herstory \u2014 tamb\u00e9m o t\u00edtulo de uma das minhas antigas m\u00fasicas com o Flying Lizards!<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flying Lizards - Her Story\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_-qqeHr8WrQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As cenas musicais muitas vezes s\u00e3o moldadas tanto pela ind\u00fastria quanto pelos artistas. Como as estruturas econ\u00f4micas da ind\u00fastria musical afetaram as mulheres no punk naquela \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nFoi dif\u00edcil. Obviamente, assim como ainda hoje, as mulheres muitas vezes ganhavam menos que os homens pelo mesmo trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Brasil tem uma longa hist\u00f3ria de m\u00fasica politicamente engajada e cenas underground vibrantes. Que conex\u00f5es voc\u00ea v\u00ea entre o esp\u00edrito do punk e culturas musicais em lugares como o Brasil?<\/strong><br \/>\nA liga\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e pol\u00edtica no Brasil \u00e9 muito forte e energ\u00e9tica \u2014 amantes da m\u00fasica em todo o mundo foram inspirados por Gilberto Gil e seu grupo (de amigos), e houve outras gera\u00e7\u00f5es desde ent\u00e3o. Eles n\u00e3o tiveram medo do engajamento, de \u201csujar as guitarras\u201d, por assim dizer, de uma maneira ativista e punk.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea espera que os leitores brasileiros levem de \u201cA Vingan\u00e7a das Punks\u201d?<\/strong><br \/>\nUm esp\u00edrito de solidariedade, comunidade e otimismo quanto ao papel da cultura em promover mudan\u00e7as positivas nestes tempos turbulentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Olhando para tr\u00e1s, quais artistas ou hist\u00f3rias do livro pareceram especialmente urgentes ou importantes para voc\u00ea destacar?<\/strong><br \/>\nLevei muito tempo para decidir o fluxo e a constru\u00e7\u00e3o desta antologia, desde a selvageria do punk, passando pelo reggae e o afrobeat de Fela Kuti, at\u00e9 o abandono disciplinado da m\u00fasica harmol\u00f3dica de Ornette Coleman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se o punk era sobre romper limites, quais limites voc\u00ea acha que os artistas de hoje ainda precisam desafiar?<\/strong><br \/>\nHa! Voc\u00ea tem a noite toda?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, depois de revisitar todas essas hist\u00f3rias ao escrever o livro, sua pr\u00f3pria compreens\u00e3o do punk mudou de alguma forma?<\/strong><br \/>\nPercebi que eu estava mais irritada do que imaginava e a escrita foi bastante cat\u00e1rtica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-95161 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vivien2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vivien2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/vivien2-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Vivien Goldman come\u00e7ou no jornalismo musical pouco antes da explos\u00e3o do punk, em 1977, mas teve tempo suficiente para perceber o que ela chama de uma \u201cmudan\u00e7a s\u00edsmica\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/10\/entrevista-e-dificil-escapar-do-punk-quando-voce-esta-com-raiva-diz-vivien-goldman-autora-de-a-vinganca-das-punks\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":95159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,9,4833,3],"tags":[4591,8163],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95156"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95163,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95156\/revisions\/95163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}