{"id":95015,"date":"2026-04-03T00:30:46","date_gmt":"2026-04-03T03:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=95015"},"modified":"2026-04-23T00:02:34","modified_gmt":"2026-04-23T03:02:34","slug":"conexao-brasil-portugal-unsafe-space-garden-apresenta-o-melhor-e-o-pior-da-musica-biologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/03\/conexao-brasil-portugal-unsafe-space-garden-apresenta-o-melhor-e-o-pior-da-musica-biologica\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Brasil\/Portugal: Unsafe Space Garden apresenta \u201cO Melhor e o Pior da M\u00fasica Biol\u00f3gica\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o grupo vimaranense <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/unsafespacegarden\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unsafe Space Garden<\/a>, a m\u00fasica nunca foi apenas som, \u00e9 um lugar. Um lugar onde se pode falhar, sentir, crescer e, sobretudo, partilhar. Inspirado por uma ideia forte de comunidade, o grupo cria can\u00e7\u00f5es que nascem das suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, procurando transform\u00e1-las em algo que possa acompanhar os outros, quase como um amigo que aparece no momento certo, de forma terap\u00eautica, mas que n\u00e3o afirma saber mais do que ningu\u00e9m. \u201cN\u00f3s gostamos da ideia de que a m\u00fasica seja algo que transforma e galvaniza o mundo. Por isso, o nosso pensamento \u00e9 trazer m\u00fasica que seja combativa e disruptiva, mas tamb\u00e9m haja um abra\u00e7o e seja inclusiva\u201d, diz Alexandra Saldanha (voz e sintetizadores) numa entrevista realizada por Zoom, representando um coletivo do qual fazem parte os m\u00fasicos Nuno Duarte (voz e guitarra), Filipe Louro (baixo e voz), Diogo Costa (sintetizadores e samples), Jos\u00e9 Vale (guitarra) e Jo\u00e3o Cardita (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o seu primeiro trabalho, o EP \u201cBubble Burst\u201d, de 2019, a banda de Guimar\u00e3es, no norte de Portugal, a cerca de uma hora do Porto, apostou numa sonoridade en\u00e9rgica onde confluem diferentes g\u00eaneros musicais, experimentalismo, uma l\u00edrica humorada (por vezes surreal) e um componente art\u00edstico e teatral acentuado. O quarto disco do grupo, \u201c<a href=\"https:\/\/mermaids.ffm.to\/omelhoreopiordamusicabiologica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Melhor e o Pior da M\u00fasica Biol\u00f3gica<\/a>\u201d (2026), editado a 4 de mar\u00e7o pelo selo gig.ROCKS!, conta j\u00e1 com dois singles, o contundente e dan\u00e7\u00e1vel \u201cFKNKU (aka faca no cu)\u201d e a cantiga de esperan\u00e7a e consolo \u201cMais Uma Voltinha\u201d (que tem a participa\u00e7\u00e3o nos coros dos Alunos de M\u00fasica da Universidade S\u00e9nior de Moreira de C\u00f3negos). Tematicamente, o novo trabalho reflete a procura do sexteto por expressar o melhor e o pior da experi\u00eancia humana no atual momento conturbado do planeta. Como ant\u00eddoto contra o que assola a humanidade, os Unsafe Space Garden prop\u00f5em no disco a uni\u00e3o, o sentido de comunidade e a alegria. A base musical do \u00e1lbum \u00e9 o pop dan\u00e7\u00e1vel, a m\u00fasica de tradi\u00e7\u00e3o portuguesa, o psicodelismo e o prog e a sua l\u00edrica assenta no sarcasmo e no habitual humor da banda. No geral, \u201cO Melhor e o Pior da M\u00fasica Biol\u00f3gica\u201d retrata o melhor da m\u00fasica do sexteto: um esp\u00edrito livre, idealista, irreverente e que busca a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O car\u00e1ter en\u00e9rgico dos shows dos Unsafe Space Garden (em v\u00e9speras da apresenta\u00e7\u00e3o do novo disco em Lisboa e Porto e de participa\u00e7\u00e3o em diversos festivais como o South by Southwest (EUA) ou The Great Escape (Reino Unido), entre outros) \u00e9 um dos t\u00f3picos que abordamos. Alexandra Saldanha assume que a banda tenta sempre que o seu espet\u00e1culo \u201cseja uma experi\u00eancia em que o p\u00fablico sinta, nem que seja por momentos, que est\u00e1 num local onde se canta, dan\u00e7a e celebra\u201d. No entanto, h\u00e1 um aspecto das atua\u00e7\u00f5es a que a artista e compositora atribui uma import\u00e2ncia fulcral para o grupo. \u201cO que nos deixa mesmo contentes \u00e9 quando fazemos o p\u00fablico rir com algum momento teatral ou musical em concertos. A nossa expectativa \u00e9 provocar um instante de alegria que as pessoas possam levar com elas e as encha de esperan\u00e7a. Tentamos que o espet\u00e1culo n\u00e3o seja um momento isolado no qual tudo parece poss\u00edvel na altura e depois j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais. Esperamos que seja uma mensagem aplic\u00e1vel na vida de cada um\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 m\u00fasica brasileira, Alexandra Saldanha exprime sem rodeios a atra\u00e7\u00e3o que ela exerce na banda: \u201cN\u00f3s somos fan\u00e1ticos pelo qu\u00e3o fascinante e m\u00e1gico \u00e9 a m\u00fasica brasileira. Eles t\u00eam trejeitos de tocar que parecem totalmente irreplic\u00e1veis\u201d. A artista vimaranense declara tamb\u00e9m a sua predile\u00e7\u00e3o pelo \u00e1lbum \u201cA T\u00e1bua de Esmeralda\u201d, de Jorge Ben Jor, que a acompanha em v\u00e1rias fases da vida. \u201c\u00c9 um disco que eu ponho a tocar em qualquer ocasi\u00e3o, seja para receber amigos em casa ou porque estou triste ou feliz\u201d, diz. A influ\u00eancia do \u00e1lbum estende-se igualmente \u00e0 banda desenhada (hist\u00f3rias em quadrinhos), da qual Alexandra \u00e9 autora. Num dos livros que escreveu, e que conta com v\u00e1rias vers\u00f5es, a personagem principal \u00e9 Magn\u00f3lia, numa refer\u00eancia \u00e0 figura feminina do cl\u00e1ssico de Jorge Ben Jor. Quanto \u00e0 possibilidade dos Unsafe Space Garden colaborarem com m\u00fasicos brasileiros no futuro, Alexandra n\u00e3o tem d\u00favidas. \u201cSeria um privil\u00e9gio para n\u00f3s trabalhar com pessoal do Brasil\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Guimar\u00e3es para o Brasil, Alexandra Saldanha conversou com o Scream &amp; Yell sobre o Unsafe Space Garden. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ta\u0301s Aqui?\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WRO0T5mSM24?list=OLAK5uy_kDwiQ2XwSTsa1fd3ZdLzrjdjuzr0FFUMI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas fazem uma m\u00fasica desconcertante, humorada, ecl\u00e9tica, experimentalista, com um lado teatral e uma l\u00edrica sarc\u00e1stica. Isso adveio das vossas origens e influ\u00eancias musicais ou tratou-se de uma sonoridade e de um universo l\u00edrico que sempre quiseram trilhar?<\/strong><br \/>\nNa realidade, quem comp\u00f5e as m\u00fasicas desde o nosso primeiro LP, \u201cGuilty Measures\u201d (2020), somos eu o Nuno Duarte (voz e guitarra). Por isso, o resto da banda entra mais na parte de traduzir o que compusemos para algo que funcione em disco. Eles estudaram os seus instrumentos e cada um entende a forma como h\u00e1 de tocar e \u00e9 isso que trazem. Mas, de base, sou eu e o Nuno que fazemos as m\u00fasicas. Esta tend\u00eancia para ser uma coisa muito teatral e humor\u00edstica e de boa disposi\u00e7\u00e3o, mas brincalhona vem muito da nossa personalidade. Acho que a forma como desenvolvemos uma maneira de estar no planeta foi muito de rir para n\u00e3o chorar. Perante trag\u00e9dias pessoais e mundiais e num mundo demasiado estranho, embora uma pessoa n\u00e3o se possa queixar que existem muitas vantagens de viver neste preciso momento da hist\u00f3ria da humanidade, tamb\u00e9m h\u00e1 aspectos um pouco bizarros e dif\u00edceis de digerir. A nossa forma de os entender e expressar \u00e9 muito atrav\u00e9s do humor. Usamos imenso o sarcasmo para apontar coisas que s\u00e3o estranhas, mas tamb\u00e9m para tentar que isso n\u00e3o pare\u00e7a arrogante, porque temos a plena no\u00e7\u00e3o que n\u00e3o somos nem sabemos mais do que ningu\u00e9m. O humor acaba por ser uma forma de conseguir dizer aquilo que not\u00e1mos e repar\u00e1mos que est\u00e1 mal e tamb\u00e9m de nos colocarmos numa posi\u00e7\u00e3o de aprendizagem. Pretendemos encontrar formas mais saud\u00e1veis de entender o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O vosso novo disco, \u201cO Melhor e o Pior da M\u00fasica Biol\u00f3gica&#8221; (2026), foi totalmente cantado em portugu\u00eas. Porque tomaram essa decis\u00e3o depois de terem editado um EP e tr\u00eas \u00e1lbuns cantados em ingl\u00eas?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o foi propriamente uma decis\u00e3o, no entanto acabam por ser decis\u00f5es decorrentes do processo. Mas, as m\u00fasicas em portugu\u00eas j\u00e1 tinham surgido em 2019. Ainda n\u00e3o t\u00ednhamos lan\u00e7ado o primeiro EP e eu e o Nuno j\u00e1 t\u00ednhamos composto em portugu\u00eas. Isso aconteceu porque, na altura, est\u00e1vamos a come\u00e7ar a trabalhar em projetos de cria\u00e7\u00e3o com a comunidade, ou seja, trabalh\u00e1vamos com coros num portal que foi aberto pelo nosso amigo Rui Sousa. Acho que foi a\u00ed que tivemos o primeiro contato com a m\u00fasica portuguesa. O Nuno, tal como eu, cresceu a ouvir a MTV e a comer Chocapic (cereal) e a minha m\u00e3e nasceu na Fran\u00e7a e a cultura que havia l\u00e1 em casa era ligada \u00e0 m\u00fasica americana e francesa. Por isso, nunca tivemos muita proximidade com a m\u00fasica portuguesa e muito menos com a m\u00fasica da tradi\u00e7\u00e3o oral. Nessa altura, em 2019, descobrimos os m\u00fasicos de interven\u00e7\u00e3o como Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco e Zeca Afonso e a m\u00fasica da tradi\u00e7\u00e3o oral e do campo. Foi a\u00ed que percebemos que a m\u00fasica portuguesa era fant\u00e1stica. \u00c9 muito triste que tenha sido t\u00e3o tarde, mas foi assim que nos aconteceu. Nessa \u00e9poca, come\u00e7\u00e1mos a compor algumas m\u00fasicas com as influ\u00eancias que descobrimos e depois isso parou no tempo, porque est\u00e1vamos a faz\u00ea-las em ingl\u00eas. Mas, posteriormente, o nosso baixista Filipe Louro, que acaba por ser o arquiteto de todas as estruturas funcionais nos Unsafe Space Garden, insistiu muito que essas m\u00fasicas n\u00e3o podiam ficar suspensas e dev\u00edamos voltar a elas. Em 2024, depois de lan\u00e7armos o disco \u201cWhere&#8217;s The Ground?\u201d (2023), eu e o Nuno t\u00ednhamos algum tempo livre e decidimos que em vez de estarmos a fazer discos seguidos, dev\u00edamos recuar e perceber o que t\u00ednhamos no computador. Resolvemos ent\u00e3o recolher essas m\u00fasicas, trabalh\u00e1mo-las e empolgou-nos cada vez mais a ideia de n\u00e3o termos de estar presos a uma l\u00edngua. Porque se o nosso objetivo \u00e9 salvar o mundo, n\u00e3o tem de ser s\u00f3 em ingl\u00eas ou portugu\u00eas. At\u00e9 podemos ir para o espanhol, franc\u00eas, alem\u00e3o ou qualquer idioma que fa\u00e7a sentido. Nesse momento pareceu-nos plaus\u00edvel pegar nas m\u00fasicas em portugu\u00eas e a banda acabou por adorar essas composi\u00e7\u00f5es e agora sentimos que era uma excelente altura para lan\u00e7ar o disco. Como somos portugueses e Portugal tem nos recebido com muito carinho, mesmo cantando em ingl\u00eas, acabou por ser uma forma de agradecer o fato de abra\u00e7arem o nosso trabalho anterior e agora h\u00e1 uma maior intimidade com o p\u00fablico ao cantar em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qQ6DqGnEiV0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single \u201cFKNKU\u201d (aka faca no cu) combina a provoca\u00e7\u00e3o com o convite \u00e0 dan\u00e7a. De onde prov\u00e9m a sua ironia e que papel desempenha a faixa no \u00e2mbito do disco?<\/strong><br \/>\nEssa m\u00fasica fala muito sobre auto-sabotagem. Acaba por ser uma das formas em que ao fazermo-nos mal ressentimo-nos e depois criamos a possibilidade de tamb\u00e9m estar mal com o outro. \u00c9 uma faca de dois gumes. Prejudica-nos, e \u00e0s pessoas ao nosso redor, que nos querem ver bem, porque se estivermos assim vamos criar um mau estar adicional. A ideia de auto-sabotagem traduziu-se um bocado como o conceito de uma faca que nos \u00e9 espetada nas costas, mas quem nos atrai\u00e7oa somos n\u00f3s pr\u00f3prios. Da\u00ed descambou at\u00e9 ser uma faca no cu, que \u00e9 uma facada que nos apunhala e somos n\u00f3s que o fazemos. A ideia de ser no traseiro tem muita piada e de algum modo ameniza um pouco esse conceito. Relativamente \u00e0 m\u00fasica, no contexto do disco, ela \u00e9 uma das express\u00f5es do pior da m\u00fasica biol\u00f3gica. Porque se formos o nosso pior inimigo e n\u00e3o o enfrentarmos n\u00e3o vamos conseguir enfrentar o inimigo mor que \u00e9 uma entidade qualquer que est\u00e1 a tentar entorpecer a popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na parte derradeira do disco, depois de voc\u00eas exibirem o vosso vasto caldeir\u00e3o musical canta-se \u201cViver \u00e9 o que eu irei sempre escolher\u201d no pop de \u201cOde \u00c0 Vida\u201d. \u00c9 esse o vosso lema existencial em 2026 ou uma s\u00edntese do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nEssa m\u00fasica e a \u00faltima faixa do disco (\u201cA Vida Na\u0303o E\u0301 Uma Merda\u201d) acabam por representar a nossa inten\u00e7\u00e3o principal e o desenlace do trabalho. Porque \u00e9 cada vez mais claro que o fato de nos sentirmos derrotados e desolados pelo que se passa \u00e0 nossa volta, nos impede completamente de resistir e combater o que se est\u00e1 a passar. A escolha por viver n\u00e3o significa necessariamente que a decis\u00e3o oposta seria optar por morrer. \u00c9 mais decidir n\u00e3o viver dentro da pr\u00f3pria vida, deixarmo-nos entorpecer e apoderarmo-nos de um derrotismo qualquer que nos impede de mudar o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta. Acho que Portugal ainda vive numa democracia e grande parte dos pa\u00edses tamb\u00e9m se declaram democr\u00e1ticos e isso implica que o povo tenha o poder nas suas m\u00e3os. Estamos a precisar de um lembrete existencial que nos recorde que temos essa possibilidade e que podemos mudar alguma coisa. Embora n\u00e3o seja culpa nossa, \u00e0 partida cheg\u00e1mos a este ponto. A faixa que voc\u00ea mencionou acaba por falar muito nisso e a frase \u201cViver \u00e9 o que eu irei sempre escolher\u201d resume muito a nossa inten\u00e7\u00e3o com o disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Unsafe Space Garden  - Mais Uma Voltinha\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/De0rwxxYz8o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO Melhor e o Pior da M\u00fasica Biol\u00f3gica&#8221; centra-se nos aspetos positivos e negativos da experi\u00eancia humana atual e sucede a \u201cWhere\u2019s The Ground?\u201d (2023) que era um \u00e1lbum de sentido comunit\u00e1rio, mas tamb\u00e9m versava a vida adulta e a necessidade de ter um ponto de apoio emocional. Sentem que no novo trabalho conseguiram apontar um rumo ben\u00e9fico para a humanidade?<\/strong><br \/>\nA um n\u00edvel conceitual, o disco procura isso. O \u00e1lbum anterior, \u201cWhere&#8217;s The Ground?\u201d (2023), tamb\u00e9m e acaba por apontar que come\u00e7a tudo a partir do ch\u00e3o comum. Fal\u00e1mos muitas vezes do ch\u00e3o comum e eu sei que sou definitivamente a mais idealista e otimista da banda e a primeira a dizer que h\u00e1 sempre esperan\u00e7a. Por isso, gosto de acreditar que \u00e9 um disco que conseguiu cumprir a proposta com a qual come\u00e7a. Isso chega para salvar o mundo? N\u00e3o. Mas, eu tenciono ter muitos anos na minha vida para continuar a tentar que o nosso trabalho assim o fa\u00e7a. Acho que o \u00e1lbum est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o do que eu julgo ser uma contribui\u00e7\u00e3o muito bela para um s\u00edtio melhor na humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem alguma mensagem que gostaria de transmitir aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nGostava de dizer que \u00e9 estranho estar vivo atualmente, porque o mundo est\u00e1 cheio de aspectos bizarros e dist\u00f3picos a acontecer. Sei que o Brasil tem das coisas mais belas para oferecer, mas tamb\u00e9m est\u00e1 igualmente a passar um momento muito estranho. Adorariamos um dia poder ir ao Brasil cantar para celebrar com toda a gente de l\u00e1, que nos gostasse de ouvir, tudo o que h\u00e1 de mais bonito no que temos em comum na nossa experi\u00eancia humana. Se escutarem a m\u00fasica dos Unsafe Space Garden espero que a audi\u00e7\u00e3o vos traga muito alento, imensa alegria e acima de tudo vou continuar a lutar para que as coisas sejam melhores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"UNSAFE SPACE GARDEN (II) \/\/ Ao Vivo na Porta 253\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iRSCi5BFo6c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 do est\u00fadio\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tsunami.alert\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tsunami.alert<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Unsafe Space Garden prop\u00f5em a uni\u00e3o, o sentido de comunidade e a alegria sob uma base musical que combina pop dan\u00e7\u00e1vel, a m\u00fasica de tradi\u00e7\u00e3o portuguesa, o psicodelismo e o prog\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/04\/03\/conexao-brasil-portugal-unsafe-space-garden-apresenta-o-melhor-e-o-pior-da-musica-biologica\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":95016,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7547,3],"tags":[47,8137],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95015"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95017,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95015\/revisions\/95017"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}