{"id":94932,"date":"2026-03-27T15:39:38","date_gmt":"2026-03-27T18:39:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94932"},"modified":"2026-04-15T18:57:23","modified_gmt":"2026-04-15T21:57:23","slug":"em-noite-especial-em-sp-a-superbanda-drink-the-sea-encerra-turne-tocando-mad-season-r-e-m-qotsa-e-cassia-eller","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/27\/em-noite-especial-em-sp-a-superbanda-drink-the-sea-encerra-turne-tocando-mad-season-r-e-m-qotsa-e-cassia-eller\/","title":{"rendered":"Em noite especial em SP, a superbanda Drink The Sea encerra turn\u00ea tocando Mad Season, R.E.M., QOTSA e C\u00e1ssia Eller"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/carmessias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Messias<\/a><br \/>\nfotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surreal a ideia de ir \u00e0 Casa Rockambole, que ocupa as instala\u00e7\u00f5es do antigo Centro Cultural Rio Verde, um teatro na Vila Madalena com ares de cabar\u00e9 e capacidade para 500 pessoas (em p\u00e9), para assistir ao show do Drink the Sea, formado pelos antigos membros de algumas das bandas mais ic\u00f4nicas dos anos 1990 &#8211; da\u00ed o predicado superbanda, cunhado em 1967 pela Rolling Stone para definir o Cream, que desde ent\u00e3o foi atribu\u00edda de Travelling Wilburys a Audioslave e Velvet Revolver, passando pelo Temple of the Dog, o primeiro supergrupo da gera\u00e7\u00e3o de Seattle (chegaremos l\u00e1 em 1 minuto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma produ\u00e7\u00e3o Balaclava Records, o Drink the Sea encerrou no Brasil, na \u00faltima quarta (25), a turn\u00ea mundial dos seus \u00e1lbuns de estreia, &#8220;I&#8221; e &#8220;II&#8221;, disponibilizados no streaming, respectivamente, em setembro e outubro do ano passado, e depois encartados como um CD duplo, pelo Sunyata Records, selo de Barrett Martin, baterista do supergrupo, pelo qual ele j\u00e1 havia lan\u00e7ado &#8220;Last Words&#8221; (2011), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/05\/o-ultimo-suspiro-do-screaming-trees\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o disco derradeiro do Screaming Trees<\/a>, banda na qual, ent\u00e3o egresso do Skin Yard, tornou-se mais conhecido. Martin tamb\u00e9m esteve por tr\u00e1s de outro supergrupo de Seattle, o Mad Season, composto ainda por membros do Alice in Chains e do Pearl Jam, ainda contou com participa\u00e7\u00e3o do vocalista <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Mark+Lanegan\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mark Lanegan<\/a> (1964-2022), tamb\u00e9m dos Trees e, como veremos a seguir, uma esp\u00e9cie de denominador comum na forma\u00e7\u00e3o do Drink the Sea.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94934\" aria-describedby=\"caption-attachment-94934\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94934\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6699-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6699-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6699-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94934\" class=\"wp-caption-text\"><em>Barrett Martin<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do sucesso estrondoso de &#8220;Above&#8221; (1995), estreia do Mad Season, em 2013 foi lan\u00e7ada pela Legacy Records (Sony) uma reedi\u00e7\u00e3o de luxo do \u00e1lbum cl\u00e1ssico, j\u00e1 ap\u00f3s a morte de Layne Staley (1967-2002) por\u00e9m antes da partida de Lanegan, incluindo 10 can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, entre engavetadas e incompletas. Para a conclus\u00e3o das quais, al\u00e9m de Lanegan, o supergrupo contou com Peter Buck, guitarrista do R.E.M. que hoje tamb\u00e9m integra o Drink de Sea e j\u00e1 tocou com Barrett Martin em mais de 40 discos, incluindo o novo \u00e1lbum de Nando Reis, conforme tamb\u00e9m veremos adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O curr\u00edculo da banda que se apertou no modesto palco da Casa Rockambole esta semana mais parece uma ficha corrida &#8211; ou talvez um recorte abrangente do que rolou de mais original no rock nos \u00faltimos 40 anos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94935\" aria-describedby=\"caption-attachment-94935\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94935\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6815-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6815-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6815-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94935\" class=\"wp-caption-text\"><em>Duke Garwood e Peter Buck<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra das guitarras, e tamb\u00e9m vocalista em diversas can\u00e7\u00f5es do Drink, o produtor nascido no Chile, cofundador do trio estadunidense Eleven, Alain Johannes. Em 1999, ele gravou e tocou no disco solo de estreia de Chris Cornell (1964-2017) e, de l\u00e1 para c\u00e1, em tr\u00eas \u00e1lbuns da Mark Lanegan Band, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de projetos que orbitam em torno do stoner californiano, como Queens of the Stone Age, Desert Sessions, Eagles of Death Metal, Masters of Reality, Patr\u00f3n etc. E em 2009 ainda integrou o Them Crooked Vultures, outro supergrupo, no qual dividiu o palco e o est\u00fadio \u201capenas\u201d com John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/23\/entrevista-alain-johannes-eleven-fala-sobre-carreira-solo-e-relembra-parcerias-com-chris-cornell-mark-lanegan-e-qotsa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ele contou essa hist\u00f3ria aqui no Scream &amp; Yell<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na terceira guitarra e assumindo papel de frontman com seus vocais bar\u00edtono &#8211; al\u00e9m do saxofone soprano, algo um tanto incomum para um roqueiro -, o ingl\u00eas Duke Garwood, autor de seis discos solo e coautor de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/19\/lanegan-garwood-cave-thread\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dois excelentes \u00e1lbuns<\/a> em duo com\u2026 Mark Lanegan. A experiente Kelsey Mines (baixo transversal e baixo el\u00e9trico) e a percussionista Lisette Garcia, que \u00e9 a companheira de Barrett Martin, completam a forma\u00e7\u00e3o do Drink the Sea.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94936\" aria-describedby=\"caption-attachment-94936\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94936\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6812-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6812-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6812-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94936\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kelsey Mines<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com pouco mais de 1h de atraso, o sexteto iniciou o show com &#8220;Shaking for the Trees&#8221;, composi\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m abre o disco &#8220;I&#8221; e deu o tom da apresenta\u00e7\u00e3o: et\u00e9rea e espacial, com instrumentos sobrepostos em camadas (incluindo os vocais) e batidas tribais, em meio a um clima colaborativo e experimental, feito uma banda de jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de um dos maiores bateristas da era grunge, embora criado na escola John Bonham de pancadaria, Barrett Martin tamb\u00e9m \u00e9 percussionista e etnomusic\u00f3logo acad\u00eamico, com discos, livros, filmes e at\u00e9 uma s\u00e9rie documental (&#8220;Singing Earth&#8221;, dispon\u00edvel no YouTube) que exploram a musicalidade de povos africanos, ind\u00edgenas e at\u00e9 mesmo indianos. Faceta do seu trabalho que foi a t\u00f4nica em projetos como Tuatara, Barrett Martin Group e Silverlites, nos quais tamb\u00e9m colaborou com Peter Buck, e que transparecem no Drink the Sea &#8211; especialmente quando ele se levanta da bateria para se revezar com Lisette Garcia na percuss\u00e3o e no vibrafone, do qual, usando um arco de violoncelo, extrai um som de theremin.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94937\" aria-describedby=\"caption-attachment-94937\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94937\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6697-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6697-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6697-copiar-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94937\" class=\"wp-caption-text\"><em>Alain Johannes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m adepto de sonoridades inusuais, Alain Johannes, que se queixou por n\u00e3o ter trazido seu moog, passou o show inteiro escondidinho, sentado no canto, cantando v\u00e1rias das can\u00e7\u00f5es e esmerilhando toda sorte de lap steels e guitarras esquisitas, como a guitarra portuguesa que ele, dizendo-se apreciador de fado, sacou em can\u00e7\u00f5es como &#8220;Embers&#8221; e &#8220;Paredes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros destaques da longa sequ\u00eancia de can\u00e7\u00f5es pr\u00f3piras foram &#8220;Saturn Calling&#8221;, com not\u00e1vel influ\u00eancia de David Bowie; &#8220;The Strangest Season&#8221; e &#8220;Outside Again&#8221;, embaladas na esfuma\u00e7ada atmosfera blues do trabalho de Duke Garwood, e &#8220;Spirit Away&#8221;, na voz e mais ao estilo de Johannes; al\u00e9m da on\u00edrica &#8220;Butterfly&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no primeiro bloco Barrett Martin mencionou os amigos comuns da banda que n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s e o Drink the Sea teve o primeiro momento nost\u00e1lgico da noite, quando tocou &#8220;Long Gone Day&#8221;, um dos maiores hits do Mad Season, com Duke Garwood assumindo as partes vocais de Lanegan e o pr\u00f3prio baterista cantando os versos de Layne Staley. Com seu indefect\u00edvel estilo de palhetar as cordas individualmente em meio aos acordes, Peter Buck tocou Mad Season como quem toca R.E.M., como se houvesse uma interfer\u00eancia com&#8221; The One I Love&#8221; em meio \u00e0 transmiss\u00e3o de &#8220;Long Gone Day&#8221;, o que pode ter dado uma atrapalhada para os f\u00e3s da vers\u00e3o original.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94938\" aria-describedby=\"caption-attachment-94938\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94938\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6736-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6736-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6736-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94938\" class=\"wp-caption-text\"><em>Peter Buck com Abbey Blackwell ao fundo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martin ainda falou sobre a import\u00e2ncia do Brasil para o Drink, especialmente para a can\u00e7\u00e3o &#8220;Sip of the Juice&#8221;, dedicada \u00e0 Amaz\u00f4nia brasileira e inspirada em uma viagem recente que ele e Buck fizeram a Manaus como parte da banda de Nando Reis. A parceria do baterista estadunidense come\u00e7ou ainda em &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/musica\/nandoreis.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Infernal<\/a>&#8221; (2001) e culminou na produ\u00e7\u00e3o de &#8220;Uma Estrela Misteriosa Revelar\u00e1 o Segredo &#8220;(2024), disco qu\u00e1druplo, o quarto do ex-Tit\u00e3 em que Martin, e o segundo em que Peter Buck, participaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corta para agosto de 2022, Barrett desembarca em S\u00e3o Paulo para iniciar o trabalho acompanhado da superbanda (?) de stoner Mojave Lords, com Buck e com Dave Catching (QOTSA, Eagles of Death Metal, earthlings?) nas guitarras. Depois de uma sess\u00e3o no est\u00fadio Aurora, em Pinheiros, os veteranos fizeram um show memor\u00e1vel no La Iglesia, na mesma rua, antes de se trancarem no est\u00fadio com Nando Reis. Martin ainda articulou a participa\u00e7\u00e3o de Krist Novoselic (Nirvana), Duff McKagan (Guns n\u2019 Roses), Mike McCready (Pearl Jam, Mad Season) e Matt Cameron (Soundgarden, PJ) no \u00faltimo disco do ex-Tit\u00e3, que teve uma superbanda para chamar de sua e n\u00e3o poderia deixar de retribuir com uma mega canja no show da Casa Rockambole.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94939\" aria-describedby=\"caption-attachment-94939\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94939\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/nando-reis.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/nando-reis.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/nando-reis-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94939\" class=\"wp-caption-text\"><em>Nando Reis \/ Foto cedida por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ceosoares\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Soares<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No bloco final, que incluiu as \u00f3timas &#8220;Land of Spirits&#8221; e &#8220;Tuareg Asteroid&#8221;, Nando terminou de lotar o palco com o filho Sebasti\u00e3o e o baixista Fernando Nunes, da banda de C\u00e1ssia Eller. Eles e o Drink tocaram \u201cDois Reveillons\u201d e \u201cAzul Febril\u201d, do mais recente trabalho do ex-Tit\u00e3, e mais \u201cRelic\u00e1rio\u201d e \u201cSegundo Sol\u201d, presentes em &#8220;Infernal&#8221; e mais conhecidas na voz da carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A composi\u00e7\u00e3o e as grava\u00e7\u00f5es dos discos do Drink the Sea ocorreram por onde quer que os m\u00fasicos estivessem trabalhando nos \u00faltimos dois anos, como o est\u00fadio de Martin em Olympia, perto de Seattle; o Rancho de la Luna, operado por Dave Catching no deserto californiano; Santiago do Chile, Reino Unido, Isl\u00e2ndia.. e at\u00e9 o est\u00fadio High Five, na capital paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do fim da apresenta\u00e7\u00e3o na quarta, os gringos revisitaram seus sucessos do passado, come\u00e7ando com uma entusiasmada vers\u00e3o de &#8220;The One I Love&#8221;, can\u00e7\u00e3o com que o R.E.M. encerrou seu primeiro show no Brasil, <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/rem_rir.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no Rock in Rio III, em 2001<\/a>, sobre o mesmo palco onde C\u00e1ssia Eller, que morreria naquele ano, se apresentou horas mais cedo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94940\" aria-describedby=\"caption-attachment-94940\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-94940 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6790-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"716\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6790-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6790-copiar-300x286.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94940\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lisette Garcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, duas pedradas de Alain Johannes em parceria com Mark Lanegan lan\u00e7adas nos volumes 7 &amp; 8 das Desert Sessions (2001, ocasi\u00e3o em que os dois se conheceram): &#8220;Making a Cross&#8221; e &#8216;Hanging Tree&#8221;, esta mais famosa na vers\u00e3o para o disco &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/10\/10\/tres-cds-qotsa-the-vines-e-jon-spencer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Songs for the Deaf<\/a>&#8221; (2002), do QOTSA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00fasicos do Drink the Sea, embora ainda t\u00e3o lembrados pelo passado, n\u00e3o parecem t\u00e3o interessados em nostalgia, mas, sim, felizes em viajar e em tocar \u201cem fam\u00edlia\u201d. Como Johannes disse <a href=\"https:\/\/www.popload.com.br\/popload-entrevista-drink-the-sea-superbanda-indie-faz-show-em-sp-na-quinta\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em recente entrevista ao Popload<\/a>, mais do que uma carreira, trata-se de um estilo de vida em que s\u00e3o criativos o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No auge da sensibilidade musical e gozando do pleno dom\u00ednio de seus instrumentos, os veteranos soam como um exemplo, uma alternativa aos finais tr\u00e1gicos de tantos dos seus contempor\u00e2neos. Ao longo das quase tr\u00eas horas de show, os veteranos demonstraram energia, liberdade e prazer genu\u00ednos, contagiantes o suficiente para a plateia sair com um sorriso bem aberto no rosto e ficar para tietar os super m\u00fasicos, mesmo passado o hor\u00e1rio do metr\u00f4.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-94941 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6843-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6843-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-03-25-Drink-The-Sea-3000px-BXQ_6843-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/carmessias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Messias<\/a> \u00e9 jornalista e escritor. Autor dos livros &#8220;A Hora M\u00e1gica&#8221; (Editora Patua, 2025) e &#8220;Consola\u00e7\u00e3o&#8221; (Editora Prosaica, 2019)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No auge da sensibilidade musical e gozando do pleno dom\u00ednio de seus instrumentos, os veteranos soam como uma alternativa aos finais tr\u00e1gicos de tantos dos seus contempor\u00e2neos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/27\/em-noite-especial-em-sp-a-superbanda-drink-the-sea-encerra-turne-tocando-mad-season-r-e-m-qotsa-e-cassia-eller\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":42,"featured_media":94933,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7550,3],"tags":[8131],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94932"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94932"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94932\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94968,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94932\/revisions\/94968"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94933"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}