{"id":94815,"date":"2026-03-23T00:01:32","date_gmt":"2026-03-23T03:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94815"},"modified":"2026-04-11T01:44:36","modified_gmt":"2026-04-11T04:44:36","slug":"critica-andar-na-pedra-a-historia-dos-raimundos-e-dos-melhores-documentarios-musicais-produzidos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/23\/critica-andar-na-pedra-a-historia-dos-raimundos-e-dos-melhores-documentarios-musicais-produzidos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: &#8220;Andar Na Pedra: A Hist\u00f3ria dos Raimundos&#8221; \u00e9 dos melhores document\u00e1rios musicais produzidos no Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relatar a hist\u00f3ria de um fen\u00f4meno intergeracional \u00e9 uma tarefa mais dif\u00edcil do que pode parecer. Desde o primeiro momento, a s\u00e9rie documental \u201cAndar Na Pedra: A Hist\u00f3ria dos Raimundos\u201d (2026) mostra entender isso melhor do que qualquer outra do tipo j\u00e1 feita. Dirigida por Daniel Ferro e lan\u00e7ada em cinco cap\u00edtulos de cerca de uma hora cada via Globoplay, a s\u00e9rie procura delinear a trajet\u00f3ria de mais de 30 anos de uma das bandas mais importantes de sua gera\u00e7\u00e3o, e da hist\u00f3ria recente do Brasil como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m do desafio de representar uma jornada de tal import\u00e2ncia, a miss\u00e3o de Daniel Ferro \u00e9 ainda mais complexa, pois a carreira do quarteto brasiliense \u00e9 t\u00e3o instigante quanto repleta de controv\u00e9rsias, turbul\u00eancias e dramas. Um dos (v\u00e1rios) trunfos da produ\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, \u00e9 contar com depoimentos dos quatro personagens principais deste \u00e9pico musical contempor\u00e2neo. Rodolfo Abrantes (vocais), Rodrigo \u201cDig\u00e3o\u201d Campos (guitarra e vocais), Jos\u00e9 \u201cCanisso\u201d Pereira (baixo) e Fred Castro (bateria) \u2013 bem como muitos de seus contempor\u00e2neos, familiares, amigos e comparsas \u2013 encontram, aqui, a oportunidade de darem suas pr\u00f3prias vers\u00f5es dos acontecimentos por tr\u00e1s da origem, ascens\u00e3o, vertiginosa queda e ressurrei\u00e7\u00e3o de uma banda que simbolizou, para o bem e para o mal, muitas das vit\u00f3rias e armadilhas que v\u00e1rios de seus co-geracionais tamb\u00e9m atravessaram, e \u00e0s quais muitos n\u00e3o sobreviveram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra das tarefas herc\u00faleas assumidas pela s\u00e9rie \u00e9 mais \u00f3bvia, por\u00e9m n\u00e3o menos intimidadora: afinal, foi durante o longo processo de elabora\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos registros utilizados que Canisso veio a falecer, v\u00edtima de uma s\u00fabita parada card\u00edaca, em 2023. Contar uma hist\u00f3ria t\u00e3o fascinante quanto complexa j\u00e1 seria um trabalho \u00e1rduo em qualquer circunst\u00e2ncia. A aus\u00eancia de um de seus principais elementos, desta forma, seria o bastante para decretar o fracasso de qualquer outro projeto deste porte. Por meio do uso de grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio do baixista que remontam ao fim do s\u00e9culo passado, e que se estendem at\u00e9 pouco antes de sua morte (uma vez que Canisso chegou a contribuir diretamente para a s\u00e9rie), por\u00e9m, o ponto de vista do m\u00fasico dos passos dados por ele junto dos ex-companheiros de banda \u00e9 preservado com cuidado e respeito, e complementa com maestria os relatos de Rodolfo, Dig\u00e3o e Fred de maneira a apresentar uma narrativa coesa e detalhada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-94817 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos principais acertos do document\u00e1rio \u00e9 entender a import\u00e2ncia que a origem familiar e cultural individual dos integrantes exerce sobre a biografia dos Raimundos. Crescendo em Bras\u00edlia vindo de fam\u00edlias ao mesmo tempo abastadas e, cada uma a seu modo, bastante disfuncionais, Rodolfo e Dig\u00e3o desenvolveram desde o in\u00edcio uma rela\u00e7\u00e3o de irmandade que refletia bastante as inseguran\u00e7as e complexidades de duas personalidades muito diferentes entre si. Os traumas familiares dos dois, no entanto, foram apenas um dos catalisadores da uni\u00e3o. O outro, cronologicamente, foi a banda Filhos de Mengele, que contava com o hoje jornalista Paulo Marchetti e o cantor Telo como seus integrantes \u2013 e que tamb\u00e9m incluiu Dig\u00e3o, ent\u00e3o baterista. As refer\u00eancias musicais que a dupla (sobretudo Abrantes) carregava por meio do conv\u00edvio dom\u00e9stico individual eventualmente se fundiria com a predile\u00e7\u00e3o dos jovens por punk rock, e a mitol\u00f3gica jun\u00e7\u00e3o entre as duas coisas, batizada \u201cforr\u00f3-core\u201d, \u00e9 apresentada aqui t\u00e3o espontaneamente quanto deve ter sido na vida real. A chegada de Canisso, mais velho e menos privilegiado que os dois, acabou sendo um passo fundamental para que o embri\u00e3o dos Raimundos se desenvolvesse; o outro, claro, foi um suposto risco de perda de audi\u00e7\u00e3o por parte de Dig\u00e3o, que abandonaria a bateria em favor da guitarra e deixaria que o posto fosse ocupado por Fred \u2013 um m\u00fasico talentoso, embora cronicamente deslocado dos tr\u00eas colegas com quem alcan\u00e7aria o estrelato (geograficamente, inclusive, pois Rodolfo, Dig\u00e3o e Canisso eram crias do Lago Sul de Bras\u00edlia, e Fred da Asa Norte).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, os eventos que culminariam com o sucesso mainstream dos Raimundos \u2013 e que j\u00e1 fazem parte da rica tape\u00e7aria do imagin\u00e1rio popular \u2013 s\u00e3o esmiu\u00e7ados com precis\u00e3o e requinte. E com o acr\u00e9scimo de um impressionante uso de imagens de arquivo, a experi\u00eancia \u00e9 ainda mais imersiva e instigante. Dos primeiros ensaios do quarteto, ent\u00e3o j\u00e1 com o novo nome, passando por filmagens da apresenta\u00e7\u00e3o do grupo no lend\u00e1rio festival Juntatribo de 1993, e pelas primeiras entrevistas concedidas \u00e0 MTV, at\u00e9 fotos e registros de shows pr\u00e9-debut, a dire\u00e7\u00e3o se sobressai ao alinhavar n\u00e3o apenas a qu\u00edmica entre os quatro m\u00fasicos, como tamb\u00e9m suas fundamentais diferen\u00e7as de personalidade: o carisma relutante de Rodolfo, a naturalidade pragm\u00e1tica de Fred, o magnetismo agregador de Canisso, e a afinidade de Dig\u00e3o com os holofotes \u2013 tudo acabaria por contribuir sobremaneira para o \u00eaxito constru\u00eddo pelos quatro. Especialmente ap\u00f3s travarem contato com Carlos Eduardo Miranda, respons\u00e1vel por fomentar nos Tit\u00e3s o desejo de criar o selo fonogr\u00e1fico independente Banguela Records, que teve, nos Raimundos, sua primeira (e maior) contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estouro improv\u00e1vel do repert\u00f3rio escrachado, barulhento e irresist\u00edvel do \u00e1lbum \u201cRaimundos\u201d (1994), incluindo detalhes do processo de composi\u00e7\u00e3o de p\u00e9rolas memor\u00e1veis como \u201cPuteiro em Jo\u00e3o Pessoa\u201d e \u201cSelim\u201d, \u00e9 discutido com detalhes, bem como a sa\u00edda da banda do Banguela para ser incorporada \u00e0 matriz do selo, a Warner (um evento, ali\u00e1s, muito bem elucidado no document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%c2%ba-in-editbrasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sem Dentes: A Hist\u00f3ria do Banguela Records e a Turma de 94<\/a>\u201d, dirigido por Ricardo Alexandre \u2013 que, ali\u00e1s, tamb\u00e9m figura como depoente em \u201cAndar Na Pedra: A Hist\u00f3ria dos Raimundos\u201d ). O sucesso nacional, pontuado por excessos (sobretudo por parte de Rodolfo, ent\u00e3o um usu\u00e1rio mais do que ass\u00edduo de maconha), gl\u00f3rias (apari\u00e7\u00f5es em programas de audit\u00f3rio e com clipes premiados pela MTV) e trag\u00e9dias (no caso de Dig\u00e3o, que perdeu o irm\u00e3o mais velho ainda nos primeiros anos de estrada, um trauma que o marcaria para sempre), serviu como uma b\u00ean\u00e7\u00e3o e uma maldi\u00e7\u00e3o pelo resto da d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, por um lado, a nova proje\u00e7\u00e3o \u2013 ancorada na vendagem de mais de 150 mil c\u00f3pias do disco de estreia \u2013 lhes concedeu cacife para gravar \u201cLav\u00f4 T\u00e1 Novo\u201d (1995) com o carimbado produtor americano Mark Dearnley \u2013 resultando em um dos discos mais bem-produzidos da d\u00e9cada \u2013 o surgimento mete\u00f3rico dos Mamonas Assassinas acabou fazendo com que muitas bandas procurassem se desvencilhar do r\u00f3tulo de \u201cgrupos engra\u00e7ados\u201d. Isso terminou levando os parceiros brasilienses da Little Quail &amp; the Mad Birds \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o e, no caso dos Raimundos, \u00e0 uma tentativa de incorporar uma sonoridade e tem\u00e1tica mais s\u00e9rias em \u201cLapadas do Povo\u201d (1997). Um acidente com eletricidate no show de lan\u00e7amento do disco em Santos, no mesmo ano (que vitimou oito f\u00e3s) acabou encurtando o ciclo de divulga\u00e7\u00e3o do disco \u2013 plantando as sementes do retorno \u00e0s analogias pueris do esmagador \u201cS\u00f3 No Forevis\u201d (1999) (dos sucessos \u201cAquela\u201d \u2013 do amigo Gabriel Thomaz \u2013, \u201cA Mais Pedida\u201d e, claro, da inescap\u00e1vel \u201cMulher de Fases). A fatalidade, temperada com conflitos pessoais, diferen\u00e7as criativas e ego, acabou tamb\u00e9m por acender um pavio que levaria, em 2001, \u00e0 sa\u00edda de Rodolfo dos Raimundos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o haveria como \u201cAndar Na Pedra\u201d tratar o rompimento entre Abrantes e seus colegas de outra forma sen\u00e3o como o evento pivotal para o legado dos Raimundos como se conhece hoje. E \u00e9 a\u00ed que fica mais claro o grande diferencial da vis\u00e3o de Daniel Ferro da hist\u00f3ria que procurou contar aqui: mais al\u00e9m de se valer do ponto de vista de comunicadores e colegas da banda \u2013 como o j\u00e1 citado Ricardo Alexandre mais Serginho Groisman, Luka Salom\u00e3o, Marc\u00e3o Brito, Carlos Marcelo, Tico Santa-Cruz, e muitos outros \u2013 e de membros da fam\u00edlia de cada um (sobretudo no caso de Alexandra, esposa de Rodolfo), o doc excede as expectativas ao centrar os holofotes no quarteto principal, e, acima de qualquer coisa, ao tratar os m\u00fasicos como os seres humanos falhos que eles sempre afirmam ser.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Andar Na Pedra - A Hist\u00f3ria do Raimundos | Original Globoplay\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IuaVqLa7WgY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que tange o delicado assunto da convers\u00e3o religiosa de Abrantes \u2013 sempre apontada como o catalisador do rompimento \u2013 o pr\u00f3prio cantor relata suas experi\u00eancias de maneira c\u00e2ndida e passando longe do proselitismo crist\u00e3o, transparecendo eloqu\u00eancia e empatia para com os companheiros musicais. Essa honestidade desconcertante vale tamb\u00e9m para os tr\u00eas remanescentes, que lutaram para seguir com o grupo ap\u00f3s a sa\u00edda do vocalista: seja com as falas de Dig\u00e3o, que se emociona ao falar do relacionamento conturbado com o pai, seja com as transparentes impress\u00f5es de Fred, que relata os v\u00e1rios conflitos com o guitarrista (e tamb\u00e9m mostra arrependimento para com sua rea\u00e7\u00e3o imediata ap\u00f3s a sa\u00edda de Rodolfo), ou mesmo com as comoventes contribui\u00e7\u00f5es de Adriana Toscano, vi\u00fava de Canisso (e parte fundamental do ciclo \u00edntimo da banda desde o come\u00e7o), ao falar sobre uma dolorosa infidelidade do baixista, com quem construiu fam\u00edlia, e sobre os conflitos interpessoais com Dig\u00e3o e Fred que levaram o m\u00fasico a pular do barco e se juntar a Rodolfo, no ent\u00e3o rec\u00e9m-constru\u00eddo (e, em 2026, renascido) grupo Rodox.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie tamb\u00e9m parece ter acertado ao n\u00e3o se debru\u00e7ar com profundidade sobre os discos mais recentes do Raimundos, agora completamente sob a batuta de Dig\u00e3o. O \u00faltimo disco a ser esmirilhado nos m\u00ednimos detalhes, \u201cKavookavala\u201d (2002) era, afinal, um \u00e1lbum recheado de mensagens nem um pouco cifradas ao ent\u00e3o rec\u00e9m-desertor, e foi o segundo a contar com o guitarrista nos vocais (o primeiro foi &#8220;\u00c9ramos 4&#8221;, praticamente um disco de covers lan\u00e7ado para pagar a d\u00edvida com a gravadora e merecidamente ignorado no document\u00e1rio). N\u00e3o que o escopo da produ\u00e7\u00e3o se limite a isso: grande esfor\u00e7o \u00e9 dedicado \u2013 no \u00faltimo dos quatro cap\u00edtulos \u2013 a cobrir as aventuras e desventuras, brigas e reconcilia\u00e7\u00f5es dos Raimundos conforme a banda procurou se reerguer. Conforme Fred se distanciou em definitivo da banda, e a rela\u00e7\u00e3o entre Canisso e Dig\u00e3o se manteve inst\u00e1vel \u2013 especialmente durante a pandemia, per\u00edodo no qual este \u00faltimo passou a se pronunciar contra o distanciamento social (algo que procurou associar, sagaz como nunca, \u00e0 pr\u00e1ticas comunistas) e acabou levando ao cancelamento online \u2013 a banda se estabeleceu como uma mera sombra do que um dia foi. A repentina partida de Canisso, portanto, acabou colocando a p\u00e1 de cal em uma agora imposs\u00edvel reuni\u00e3o dos Raimundos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja como for, todas as partes envolvidas mostram conseguir olhar para a hist\u00f3ria do que construiu com maturidade, clareza e admira\u00e7\u00e3o mais do que rancor. Rodolfo, que hoje tamb\u00e9m possui uma carreira consolidada dentro da comunidade religiosa, afirma ter inclusive vendido os direitos das can\u00e7\u00f5es que comp\u00f4s junto da banda. Fred, que se reconciliou com o vocalista, se mostra o mais pragm\u00e1tico de todos, sem reservas e com poucas m\u00e1goas. Dig\u00e3o parece haver conseguido o que sempre quis, ao ter para si as r\u00e9deas de uma banda na qual ocupa a posi\u00e7\u00e3o central, tocando para um p\u00fablico que pouco ou nada parece se preocupar com o conservadorismo m\u00edope que prega, e vivendo dos louros de um passado do qual \u00e9 o \u00fanico remanescente. E Daniel Ferro, com n\u00edvel de pesquisa invej\u00e1vel e evitando qualquer vi\u00e9s pessoal em prol da imparcialidade e da veracidade ao contar uma das mais irresist\u00edveis hist\u00f3rias que o pop brasileiro j\u00e1 viu, criar um trabalho que deve ser tido como refer\u00eancia no futuro como um dos melhores document\u00e1rios musicais j\u00e1 produzidos neste pa\u00eds \u2013 com coer\u00eancia, precis\u00e3o, riqueza de detalhes e uma mensagem clara: os Raimundos como os conhecemos n\u00e3o existem mais, e nem poderiam mais existir. E est\u00e1 tudo bem com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/23\/download-ouca-e-baixe-o-tributo-raimundos-eu-quero-e-rock-com-vanguart-the-baggios-moveis-do-amor-e-mais\/\"><em>Ou\u00e7a e baixe o tributo \u201cRaimundos \u2013 Eu Quero \u00c9 Rock!\u201d com Vanguart, The Baggios e mais<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-94816 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/raimundos1-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">\u00a0Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">,<\/a>\u00a0tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos principais acertos do document\u00e1rio \u00e9 entender a import\u00e2ncia que a origem familiar e cultural individual dos integrantes exerce sobre a biografia dos Raimundos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/23\/critica-andar-na-pedra-a-historia-dos-raimundos-e-dos-melhores-documentarios-musicais-produzidos-no-brasil\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":94818,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7550,4,3],"tags":[453],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94815"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94815"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94815\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94832,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94815\/revisions\/94832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}