{"id":94689,"date":"2026-03-14T03:25:39","date_gmt":"2026-03-14T06:25:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94689"},"modified":"2026-04-02T00:02:43","modified_gmt":"2026-04-02T03:02:43","slug":"entrevista-estou-retornando-as-minhas-raizes-revela-steve-hackett-que-completa-minha-abordagem-atual-e-pan-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/14\/entrevista-estou-retornando-as-minhas-raizes-revela-steve-hackett-que-completa-minha-abordagem-atual-e-pan-genero\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;Estou retornando \u00e0s minhas ra\u00edzes&#8221;, revela Steve Hackett, que completa: &#8220;Minha abordagem atual \u00e9 pan-g\u00eanero&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fabio Machado<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar em rock progressivo costumava ser um tabu no jornalismo musical, em especial durante os anos 1980 (com a aten\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos e do p\u00fablico voltados a estilos como punk e new wave) e 1990 (quando a bola da vez era o alternativo e o grunge). Afinal, os elementos centrais do prog estavam no extremo oposto da simplicidade dos tr\u00eas acordes do punk ou da visceralidade do grunge: m\u00fasicas com arranjos ambiciosos que podiam ultrapassar 20 minutos de dura\u00e7\u00e3o, unidas a tem\u00e1ticas mais complexas e filos\u00f3ficas do que era observado no rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a partir dos anos 2000 &#8211; seja por revisionismo ou descoberta de uma nova gera\u00e7\u00e3o com ouvidos mais dispostos &#8211; a m\u00fasica progressiva come\u00e7ou a mostrar sinais de revitaliza\u00e7\u00e3o. Da influ\u00eancia presente em artistas diversos como The Mars Volta, King Gizzard e The Lizard Wizzard e Geordie Greep a turn\u00eas e relan\u00e7amentos que mant\u00e9m a relev\u00e2ncia de nomes que estabeleceram o prog como conhecemos. Entre eles, est\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/stevehackettofficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Steve Hackett<\/a>, guitarrista ingl\u00eas que integrou o per\u00edodo mais celebrado do Genesis, ainda com Peter Gabriel na voz e Phil Collins na bateria, quando criaram \u00e1lbuns como \u201cFoxtrot\u201d, \u201cSelling England By the Pound\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/29\/especial-os-50-anos-do-classico-the-lamb-lies-down-on-broadway-do-genesis-e-a-turne-que-separou-peter-gabriel-da-banda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Lamb Lies Down on Broadway<\/a>\u201d, hoje considerados cl\u00e1ssicos do estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discografia do Genesis n\u00e3o s\u00f3 fundamentou o futuro de Gabriel e Collins como compositores pop na d\u00e9cada de 80: ainda em 1975, Steve Hackett lan\u00e7ava \u201cThe Voyage of the Acolyte\u201d, seu primeiro disco solo, onde explorava as sonoridades progressivas de sua guitarra em um trabalho conceitual baseado nos arqu\u00e9tipos do tar\u00f4 (com influ\u00eancia de sua esposa na \u00e9poca, a brasileira Kim Poor, que tamb\u00e9m assina a capa do \u00e1lbum). Na sequ\u00eancia, Hackett encerrou sua passagem pelo Genesis e lan\u00e7ou \u201cPlease Don\u2019t Touch\u201d (1978), com um instrumental que evocava tanto paisagens pastorais quanto classic rock e participa\u00e7\u00f5es de nomes como Richie Havens, cantor norte-americano de voz e presen\u00e7a \u00fanicas, j\u00e1 falecido, que ganhou notoriedade se apresentando no m\u00edtico festival Woodstock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao olharmos a discografia de Steve Hackett em 2026, o que se v\u00ea \u00e9 uma carreira prol\u00edfica que vai al\u00e9m do virtuosismo sem limite de velocidade t\u00edpico de guitarristas: ao longo da carreira, h\u00e1 experimenta\u00e7\u00f5es variadas, com direito a uma passagem pelo Brasil para pesquisar percuss\u00f5es e sonoridades que formariam o \u00e1lbum \u201cTill We Have Faces\u201d, de 1984. Ainda na d\u00e9cada de 1980, tamb\u00e9m houve tempo para fazer um solo de guitarra no hit \u201cV\u00f4o de Cora\u00e7\u00e3o\u201d, faixa-t\u00edtulo do disco lan\u00e7ado pelo conterr\u00e2neo e parceiro musical Ritchie (sim, o mesmo de \u201cMenina Veneno\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a rela\u00e7\u00e3o com o Brasil vem de longa data &#8211; ainda nos anos 1970, Hackett notou que as r\u00e1dios brasileiras tocavam m\u00fasicas do Genesis, um feito que os brit\u00e2nicos n\u00e3o haviam conseguido em sua terra natal. Ao perceber a abertura do pa\u00eds para a m\u00fasica progressiva, convenceu os colegas a fazer uma turn\u00ea no Brasil &#8211; em uma \u00e9poca onde shows desse tipo eram muito mais escassos, diga-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conex\u00e3o com a Am\u00e9rica do Sul se expandiu ainda mais com outra parceria, agora com o tributo argentino <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/genetics_genesis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Genetics<\/a>, especializado em recriar as can\u00e7\u00f5es que Hackett criou no Genesis. E em 2026, o Brasil recebe mais uma vez Hackett e os Genetics nos dias 21\/03 (Rio de Janeiro, no Vivo Rio) e 22\/03 (S\u00e3o Paulo, no Espa\u00e7o Unimed) &#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DUHPm3xgKdB\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">infos da tour aqui<\/a> &#8211; para celebrar as can\u00e7\u00f5es de um tempo diferente, onde, nas palavras de Mr. Hackett, \u201cvoc\u00ea podia entrar dentro de uma narrativa da mesma forma que voc\u00ea fazia quando era crian\u00e7a\u201d. Em conversa via chamada de v\u00eddeo com Scream &amp; Yell, o guitarrista fala n\u00e3o s\u00f3 sobre a turn\u00ea, aproveitando para compartilhar muitas hist\u00f3rias do Genesis e da carreira solo, com direito a uma poss\u00edvel nova vers\u00e3o de \u201cV\u00f4o de Cora\u00e7\u00e3o\u201d com Ritchie. Ele tamb\u00e9m aproveita para explicar porque, em sua vis\u00e3o, o prog se tornou uma esp\u00e9cie de m\u00fasica cl\u00e1ssica. Confira a entrevista na \u00edntegra a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Steve Hackett &amp; Genetics play Shadow Of The Hierophant\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m2cli-w4Qx8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiro de tudo, claro, quero falar sobre seus pr\u00f3ximos shows aqui no Brasil. Se n\u00e3o me engano, sua \u00faltima visita aqui foi em 2023.<\/strong><br \/>\nSim, acho que voc\u00ea est\u00e1 correto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor fez uma turn\u00ea dedicada ao \u201cSeconds Out\u201d (disco ao vivo do Genesis lan\u00e7ado em 1977) junto com o tributo argentino Genetics nessa \u00faltima passagem pelo pa\u00eds, certo?<\/strong><br \/>\nBem, n\u00e3o, eu toquei com a minha banda daquela vez, acho que foi isso. Mas eu tamb\u00e9m fiz uma turn\u00ea com os Genetics (v\u00eddeo acima). Ent\u00e3o, eu estava com o meu conjunto solo e com os Genetics, que s\u00e3o da Argentina. Mas n\u00f3s fizemos quatro pa\u00edses sul-americanos naquela \u00e9poca. Passamos pelo Brasil, Argentina, Peru e Chile. E dessa vez, estou voltando novamente com os Genetics. [<em>Nota do redator: o Setlist.fm aponta duas datas em Niter\u00f3i (RJ) e S\u00e3o Paulo relacionadas \u00e0 turn\u00ea brasileira de Hackett naquele ano, ambas listadas como \u201cSteve Hackett With Genetics\u201d. Como o site depende de colaboradores para manter as estat\u00edsticas atualizadas, \u00e9 poss\u00edvel que as datas mencionadas pelo guitarrista n\u00e3o tenham sido inclu\u00eddas<\/em>].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s vamos passar por todos esses lugares, al\u00e9m do M\u00e9xico. E tamb\u00e9m vou para os Estados Unidos. Vou para a Fl\u00f3rida neste domingo porque estarei fazendo alguns shows por l\u00e1 com um novo line-up que tenho aqui. E tamb\u00e9m tocaremos no &#8220;<a href=\"https:\/\/cruisetotheedge.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cruise To The Edge<\/a>\u201d, que conta com outros amigos de bandas como King Crimson, Marillion e muitas outras. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o interessante. J\u00e1 tem acontecido por alguns anos, e eu participei algumas vezes. Mas estou animado para ir ao Brasil, claro, e para S\u00e3o Paulo, que \u00e9 uma grande cidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Steve Hackett &amp; Genetics play Firth of Fifth (Genesis)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EMlYT1rUV3k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E dessa vez, o que haver\u00e1 de diferente em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s turn\u00eas anteriores que passaram por aqui? Haver\u00e1 um foco em um disco espec\u00edfico ou o repert\u00f3rio tamb\u00e9m vai abranger outros trabalhos da sua carreira?<\/strong><br \/>\nBom, eu vou fazer algumas coisas solo, mas a maioria das m\u00fasicas ser\u00e3o do Genesis. Estou tentando n\u00e3o fazer s\u00f3 um disco, mas sim celebrar o melhor do Genesis cl\u00e1ssico de uma certa era, de quando era um tempo diferente. Um tempo antes da MTV e de todas aquelas coisas dos anos 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um per\u00edodo em que os discos, em particular, eram considerados mais aceit\u00e1veis e inspiradores para os ouvintes que os singles. Os singles eram algo que rolou na d\u00e9cada de 60, de certa forma; foi uma grande \u00e9poca para fazer isso. Mas ao chegarmos nos anos 1970, o mais importante era fazer o maior show que voc\u00ea pudesse e tocar material dos \u00e1lbuns, porque haviam grupos como Pink Floyd, Yes e outros onde a m\u00fasica progressiva que est\u00e1vamos fazendo contava uma esp\u00e9cie de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a hist\u00f3ria estava no centro disso tudo; a ideia de que voc\u00ea podia entrar dentro de uma narrativa da mesma forma que voc\u00ea fazia quando era crian\u00e7a e lia um livro ilustrado que talvez tivesse um conto de fadas, e aquele sentimento de drama, perigo, e tudo mais. (Agora) a m\u00fasica podia transmitir isso tudo. Recentemente eu estava falando com um dos caras do Tangerine Dream, e as pessoas costumavam ficar totalmente imersas na m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia essa sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o total na m\u00fasica. Em uma era antes das lojas de discos desaparecerem e do Spotify ter tomado conta, e ent\u00e3o a IA se tornou o novo brinquedo de todo mundo. Mas eu penso que ser voc\u00ea mesmo \u00e9 terrivelmente importante. O que eu posso trazer para as pessoas que elas n\u00e3o ir\u00e3o conseguir em outro lugar? Ent\u00e3o, estou voltando com aquilo que o p\u00fablico mais me associa, que \u00e9 o Genesis. Sabe como \u00e9, qual \u00e9 a coisa mais famosa que os Beatles fizeram? &#8220;Sgt. Peppers&#8221;? Qual a coisa mais famosa que Julie Andrews fez? \u201cThe Sound of Music\u201d? (pel\u00edcula de 1965, mais conhecida no Brasil como \u201cA Novi\u00e7a Rebelde, dirigida por Robert Wise).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou retornando \u00e0s minhas ra\u00edzes para dizer que era isso que te fisgava quando voc\u00ea era mais jovem: a m\u00fasica dos anos 1970. Mas claro, n\u00f3s j\u00e1 superamos isso. J\u00e1 passamos do mil\u00eanio. Isso foi h\u00e1 50 anos. Eu percebi que, com muitos dos meus contempor\u00e2neos &#8211; King Crimson, Pink Floyd &#8211; est\u00e3o falando sobre os 50 anos do \u201cLarks&#8217; Tongues in Aspic\u201d (disco de 1973 do King Crimson, que foi executado na \u00edntegra por David Cross <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/07\/ao-vivo-david-cross-band-satisfaz-fas-de-king-crimson-e-rock-progressivo-com-um-show-belo-e-alto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na tour brasileira de 2024<\/a>) ou 55 anos do \u201cDark Side of the Moon\u201d (\u00e1lbum do Pink Floyd, tamb\u00e9m lan\u00e7ado em 1973). Ent\u00e3o, de certa forma, penso que a m\u00fasica \u00e9 m\u00e1gica, mas ao mesmo tempo cl\u00e1ssica. Can\u00e7\u00f5es ic\u00f4nicas que s\u00e3o muito bem escritas, e \u00e9 por isso que creio que os Beatles come\u00e7aram a mostrar interesse no que o Genesis estava fazendo. Havia interesse por parte do John Lennon. E muitos anos depois, encontrei Paul McCartney, um dos compositores mais celebrados do mundo, e eles estavam interessados no Genesis. E isso \u00e9 algo que eu me sinto muito privilegiado de ter feito parte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"GENESIS  &quot;The Musical box&quot; Video: Live concert 1973. Audio:  &quot;Nursery Cryme&quot;  (reconstruction)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rxH4d7h1U7Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, \u00e9 uma grande conquista.<\/strong><br \/>\nIsso diz respeito \u00e0 qualidade das m\u00fasicas em si, e \u00e9 por isso que voc\u00ea tem tantas bandas tributo. Sabe, existe uma quantidade enorme de tributos fazendo coisas do Genesis. Eu j\u00e1 vi bandas de alunos do Ensino M\u00e9dio fazendo isso. Estudantes de guitarra. 20 guitarristas tocando uma can\u00e7\u00e3o que eu fiz com o Genesis em 1973. Uma banda escolar fazendo \u201cDance on a Volcano\u201d (do \u00e1lbum \u201cA Trick of the Tail\u201d, de 1976). Cerca de 30 percussionistas, e s\u00e3o todos estudantes, sabe, todos garotos em idade escolar. E eles est\u00e3o fazendo as m\u00fasicas mais dif\u00edceis que imaginamos, em f\u00f3rmulas de compasso como 7\/8 [nota do redator: para evitar explica\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas em excesso, <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_Re9pSWnOsc?si=Bezxvb7FsnKUlE0Y&amp;t=38\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">confira alguns exemplos<\/a> de m\u00fasicas com o mesmo compasso mencionado por Mr. Hackett]. Portanto, havia um interesse por m\u00fasicas virtuosas, mas que tamb\u00e9m fossem acess\u00edveis. As can\u00e7\u00f5es precisavam ser boas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim. E o senhor imaginaria, naqueles tempos \u00e1ureos do Genesis, que haveria nos tempos atuais uma banda sul-americana especializada em can\u00e7\u00f5es que voc\u00eas fizeram, que \u00e9 o caso dos Genetics.<\/strong><br \/>\n\u00c9 algo extraordin\u00e1rio. E h\u00e1 um n\u00famero de conjuntos brit\u00e2nicos, e tamb\u00e9m italianos, que fazem isso. E tem sido maravilhoso para mim, porque quando voc\u00ea come\u00e7a a vida como um m\u00fasico profissional, voc\u00ea s\u00f3 espera que ainda tenha um contrato de grava\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ano, e no ano seguinte. E ningu\u00e9m sabe por quanto tempo isso vai durar. \u00c9 um pouco como\u2026 eu sempre falo nos Beatles, sabe, quando George Harrison estava sendo entrevistado nos primeiros est\u00e1gios do sucesso global deles. E eles falavam: \u201cOh, o que voc\u00ea vai fazer quando toda essa fonte secar?\u201d Havia uma expectativa de que o sonho fosse acabar muito mais cedo. E o George respondia: \u201cAh, talvez eu abra uma rede de cabeleireiros ou algo assim\u201d. Ningu\u00e9m pensava que a cultura pop descart\u00e1vel naquela \u00e9poca se tornaria a nova m\u00fasica cl\u00e1ssica, e na verdade isso \u00e9 o que aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, n\u00e3o importa. N\u00f3s n\u00e3o temos mais que falar \u201cRoll over, Beethoven\u201d [<em>nota do redator: refer\u00eancia \u00e0 can\u00e7\u00e3o de mesmo nome de Little Richard lan\u00e7ada em 1956, tamb\u00e9m famosa em vers\u00e3o dos Beatles<\/em>]. Porque tem espa\u00e7o para Beethoven e Tchaikovsky, mas tamb\u00e9m para Beatles, Genesis, Jethro Tull, Procol Harum e muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do Brasil, essa turn\u00ea tamb\u00e9m visitar\u00e1 outros pa\u00edses do continente sul-americano. Me parece que a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 se tornando cada vez mais receptiva aos artistas associados \u00e0 m\u00fasica progressiva, j\u00e1 que al\u00e9m do senhor, outros m\u00fasicos como Adrian Belew e David Cross estiveram recentemente por aqui. Tamb\u00e9m parece haver um interesse crescente de um p\u00fablico mais jovem por esse tipo de m\u00fasica. O senhor concorda, Mr. Hackett? Voc\u00ea v\u00ea esse interesse por parte da audi\u00eancia sul-americana?<\/strong><br \/>\nSim. Bem, eu comecei a notar isso muito antes pois o Genesis fez uma turn\u00ea no Brasil em 1977. E n\u00f3s passamos por S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Isso se tornou poss\u00edvel porque eu visitei o Rio no natal de 1974, e percebi que estavam tocando Genesis nas r\u00e1dios. E na Inglaterra, n\u00e3o tocavam Genesis nas r\u00e1dios. Ent\u00e3o, de certa forma o Brasil adotou o Genesis em grande estilo antes mesmo de termos esse n\u00edvel de popularidade no Reino Unido. A m\u00eddia foi muito lenta em mostrar interesse pelo Genesis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas no Brasil, eu ouvia \u201cI Know What I Like\u201d, do \u201cSelling England by the Pound\u201d (de 1973). E quando eu voltei para o Reino Unido, eu falei para os caras e para o nosso manager: \u201cEstou ouvindo nossas coisas na r\u00e1dio! Acho que podemos fazer alguma coisa (no Brasil)\u201d. E realmente, isso aconteceu. E foi uma \u00e9poca muito emocionante. Claro, se voc\u00ea pular para os tempos atuais, voc\u00ea tem v\u00e1rios guitarristas que est\u00e3o usando as t\u00e9cnicas que eu criei com o Genesis naquela \u00e9poca. Eu j\u00e1 estava fazendo as t\u00e9cnicas de tapping, sweep picking e saltos de oitavas, e tamb\u00e9m usando minhas unhas da m\u00e3o direita (nailing). S\u00e3o t\u00e9cnicas diferentes entre si, mas todas se tornaram parte do gloss\u00e1rio de termos. Ent\u00e3o, voc\u00ea vai ouvir isso ter efeito em muitas bandas, especialmente de heavy metal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muita gente adotou essas t\u00e9cnicas, seja usando (outros efeitos como) sustain ou coisas desse tipo. Sabe, tinham coisas surgindo em 71 e 73 que me permitiam tocar guitarra muito mais r\u00e1pido e tamb\u00e9m imitar o som de um teclado com mais fidelidade. No Genesis, t\u00ednhamos um tecladista (Tony Banks) que estava imitando uma guitarra, e eu estava imitando um teclado. E assim, voc\u00ea n\u00e3o conseguia dizer qual era a fonte de cada som. Isso era parte do nosso cart\u00e3o de visitas e tamb\u00e9m parte da magia do Genesis, e com tudo isso n\u00f3s criamos um terceiro instrumento. (pausa) Essas hist\u00f3rias. E t\u00ednhamos um vocalista muito teatral naquela \u00e9poca, Peter Gabriel. Ele era um grande showman. E voc\u00ea sabe que naquela mesma \u00e9poca, David Bowie estava crescendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu penso que muito do que Pete estava fazendo naqueles tempos, sendo um ator de teatro, era muito similar ao que Bowie estava desenvolvendo. Creio que eles desenvolveram isso separadamente. N\u00e3o sei se eles se encontraram alguma vez, mas tudo que sei \u00e9 que a apresenta\u00e7\u00e3o visual era extremamente importante. E eu estava pressionando o Genesis naqueles tempos para adquirir um sistema de ilumina\u00e7\u00e3o, para que n\u00f3s tamb\u00e9m pud\u00e9ssemos controlar o ambiente e fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o instigante, o que significava que pod\u00edamos fazer m\u00fasicas longas como \u201cSupper\u2019s Ready\u201d (can\u00e7\u00e3o com quase 23 minutos do disco \u201cFoxtrot\u201d, de 1973), e assim pod\u00edamos levar as pessoas conosco na jornada, eu diria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Genesis - Supper&#039;s Ready (Live 1972)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K04HYw25zdY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso me lembra o que voc\u00ea disse mais cedo sobre as can\u00e7\u00f5es terem uma narrativa, certo? \u00c9 a soma de todos esses elementos &#8211; o aspecto teatral, o que o senhor fazia imitando sons de teclado. Algo um tanto diferente. A soma dessas coisas \u00e9 o que gerou o interesse naquela \u00e9poca. E creio que agora h\u00e1 um interesse renovado por isso tudo<\/strong>.<br \/>\nAcho que voc\u00ea tem raz\u00e3o. Eu notei algo com coisas que est\u00e3o na TV atualmente, como Netflix. As coisas mais bem-sucedidas acontecem quando voc\u00ea tem uma hist\u00f3ria muito boa e faz ela funcionar de alguma forma. Acho que a f\u00f3rmula do Genesis &#8211; e algumas vezes o jeito como eu escrevia letras -, se voc\u00ea tem uma hist\u00f3ria, ent\u00e3o voc\u00ea tem a possibilidade de uma terceira pessoa al\u00e9m de voc\u00ea mesmo (estar na hist\u00f3ria); algo est\u00e1 acontecendo e voc\u00ea pode contar essa hist\u00f3ria. Acredito que com a maior parte do rock, que \u00e9 muito direto, \u00e9 sempre algo em torno de estar algu\u00e9m l\u00e1 e o vocalista est\u00e1 cantando, falando sobre sua pr\u00f3pria proeza e sexualidade, e a hist\u00f3ria apresentada ali \u00e9 algo como: \u201c\u00c9 isso a\u00ed, aqui est\u00e1 o deus do sexo no palco bem ali\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 esse tipo de coisa, que \u00e9 centrada na mitologia e outras hist\u00f3rias, voc\u00ea poderia estar falando sobre um deus grego. H\u00e1 milhares de anos, haviam refer\u00eancias greco-romanas, e a m\u00fasica se permitia se tornar rom\u00e2ntica e pegar influ\u00eancia de v\u00e1rios g\u00eaneros diferentes, do barroco, cl\u00e1ssico, blues, jazz, da m\u00fasica folk, regional, world music. Por isso, minha abordagem atual \u00e9 pan-g\u00eanero, com diversos g\u00eaneros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu estava trabalhando no Brasil por volta de 1982, 83, estava gravando um disco a\u00ed e tentando absorver as influ\u00eancias dos percussionistas, o jeito como eles viam a m\u00fasica, e percebi que eu n\u00e3o entendia realmente muita coisa de ritmo e precisava aprender mais. Para mim, fazer esse disco, chamado \u201cTill We Have Faces\u201d, foi uma imers\u00e3o total na percuss\u00e3o. Enquanto estive por a\u00ed, eu podia muito bem aprender todas essas coisas. Foi uma virada de chave para mim a forma como o povo se conectava com a m\u00fasica naquele per\u00edodo. Sabe, o resto do mundo logo ficaria encantado com o que o Brasil tinha a oferecer. Paul Simon faria logo depois \u201cRhythm of the Saints\u201d (lan\u00e7ado em 1990) com o Olodum e todo o resto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso foi algo interessante. N\u00e3o trabalhei s\u00f3 com percussionistas, mas tamb\u00e9m com meu amigo Ritchie, e fizemos uma m\u00fasica num escrit\u00f3rio pequeno. Era uma sala pequena, um gravador de fita, e fizemos uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cV\u00f4o de Cora\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; que se tornou um grande hit para ele, e fiquei muito satisfeito com isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ritchie - V\u00f4o de Cora\u00e7\u00e3o \/ Clipe 1983\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xaCuQDp0i_c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, ela fez um grande sucesso no Brasil quando foi lan\u00e7ada.<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, isso mesmo. E ele me chamou dizendo que gostaria de regrav\u00e1-la e se eu tocaria ela novamente. Estive trabalhando nisso nos \u00faltimos dias aqui em casa, e vou enviar para ele. Espero que ele goste, porque mais uma vez, penso que \u00e9 uma linda can\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m fez umas partes muito bonitas de guitarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao longo da sua carreira, o senhor teve a oportunidade de trabalhar com diferentes m\u00fasicos e artistas, certo? Um deles, que eu gostaria de saber um pouco mais, \u00e9 Richie Havens. Ele trabalhou com o senhor em \u201cPlease Don\u2019t Touch\u201d (1978). Como voc\u00eas se conheceram e como foram as sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o? Me parece que esse foi um momento bem especial.<\/strong><br \/>\nBom, voc\u00ea sabe, eu era um grande f\u00e3 do Richie Havens, e era algo t\u00e3o impressionante ver ele abrindo o show. Eu consegui conhecer ele pra valer quando ele estava em Londres. Est\u00e1vamos fazendo um show com o Genesis e precis\u00e1vamos de mais algu\u00e9m para a abertura, ele concordou em aparecer, e eu consegui conhec\u00ea-lo melhor pela primeira vez no backstage atrav\u00e9s de seu tecladista, Dave LeBolt, e eu os convidei para jantar em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, foi bem interessante. Minha m\u00e3e estava vivendo comigo naquela \u00e9poca numa casa nova, e ela ficou muito impressionada com o fato de que Richie Havens a ajudou a lavar a lou\u00e7a depois da refei\u00e7\u00e3o, porque ele era um cara muito simples com uma voz e presen\u00e7a fant\u00e1stica. Tinha alguma coisa sobre-humana em Richie Havens. Ele era uma figura bem expansiva, com uma voz muito ressonante. Ele tinha uma banda, mas eu sempre senti que Richie era um cara auto-suficiente, sabe, com o poder de se apresentar apenas com um viol\u00e3o sozinho. Ent\u00e3o, n\u00f3s gravamos algumas m\u00fasicas juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele foi o primeiro a sugerir que trabalh\u00e1ssemos juntos, eu fiz uma m\u00fasica com ele e a\u00ed ele falou: \u201cEi, voc\u00ea tem outras?\u201d Eu disse: \u201cBom, tenho essa aqui. N\u00e3o sei se voc\u00ea vai gostar\u201d. Ela era meio Beatles, e eu sabia que ele gostava de Beatles porque j\u00e1 havia gravado coisas deles. Ent\u00e3o fizemos ela, e a\u00ed pouco depois ele fez uma outra composi\u00e7\u00e3o e me pediu para tocar guitarra. Um ou dois anos depois disso eu estava trabalhando com ele, e sempre tentava assisti-lo quando ele estava em Londres, tocando em Camden no Jazz Caf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era brilhante poder v\u00ea-lo, e voc\u00ea ficava impressionado com o poder da voz dele. Ele tinha essa voz enorme e barulhenta &#8211; o tipo de voz que n\u00e3o precisava realmente de amplifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei se ele tinha treinamento como cantor cl\u00e1ssico, mas ele tinha o mesmo poder de alguns cantores cl\u00e1ssicos que conseguem projetar a voz em um grande audit\u00f3rio. E ele tinha essa presen\u00e7a incr\u00edvel, um cara maravilhoso, um verdadeiro pacificador, um verdadeiro embaixador da m\u00fasica, um \u00f3timo amigo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Steve Hackett - How Can I? (feat. Richie Havens)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YQfg5K9ut2k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 muito bom saber disso, voc\u00eas dois fizeram uma parceria muito bonita. Eu me pergunto se o senhor tem planos de apresentar as m\u00fasicas de trabalhos solo como \u201cPlease Don\u2019t Touch\u201d or \u201cThe Voice of the Acolyte\u201d na \u00edntegra no futuro, como tem sido feito com os discos do Genesis.<\/strong><br \/>\nBem, tenho tocado \u201cIcarus Ascending\u201d, fiz ela nos \u00faltimos anos com Nad, o cantor da minha banda solo, ele faz uma \u00f3tima vers\u00e3o dela. Eu sei que ele gosta muito dessa can\u00e7\u00e3o. Faz algum tempo que eu n\u00e3o tenho feito ela ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento, estou gravando material novo em uma casa nova, com um est\u00fadio novo, e estou muito feliz com o que est\u00e1 rolando. Mas ao mesmo tempo, estou fazendo um tipo de apresenta\u00e7\u00e3o \u201cBest of\u201d, com uma sele\u00e7\u00e3o das melhores coisas que fiz na minha carreira solo e com o Genesis, para selecionar o material que realmente funcionou durante esses anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muito bom ter essa conversa, Mr. Hackett. Obrigado pelo seu tempo. Espero v\u00ea-lo em breve no palco!<\/strong><br \/>\nAbsolutamente. Muito obrigado. (Falando em portugu\u00eas inesperadamente) \u201cTudo de bom!\u201d. Tchau!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Steve Hackett demos his tone and technique secrets\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Er2GHuzlUAY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Icarus Ascending\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ed5YWSSPC3I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Steve Hackett &amp; Genetics \/ Tour Documentary 2023\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KXwFAZnKbHE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Genetics &amp; Steve Hackett - 17\/18 JUN 2015 (full concert)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7V99MpU80ng?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fabio Machado<\/a> \u00e9 m\u00fasico e jornalista (n\u00e3o necessariamente nessa ordem). Baixista na Falsos Conejos, Mevoi, Thrills &amp; the Chase e outros projetos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2026, o Brasil recebe mais uma vez Hackett e os Genetics para shows nos dias 21\/03 (Rio de Janeiro, no Vivo Rio) e 22\/03 (SP, no Espa\u00e7o Unimed)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/14\/entrevista-estou-retornando-as-minhas-raizes-revela-steve-hackett-que-completa-minha-abordagem-atual-e-pan-genero\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":143,"featured_media":94690,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7550,3],"tags":[2627,2626],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94689"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/143"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94689"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94738,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94689\/revisions\/94738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94690"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}