{"id":94596,"date":"2026-03-06T09:58:13","date_gmt":"2026-03-06T12:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94596"},"modified":"2026-04-15T00:41:39","modified_gmt":"2026-04-15T03:41:39","slug":"conexao-brasil-portugal-bruno-pernadas-apresenta-unlikely-maybe-seu-novo-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/06\/conexao-brasil-portugal-bruno-pernadas-apresenta-unlikely-maybe-seu-novo-disco\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Brasil\/Portugal: Bruno Pernadas apresenta \u201cUnlikely, Maybe\u201d, seu novo disco"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/11\/entrevista-bruno-pernadas-fala-de-seu-novo-disco-private-reasons\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Private Reasons<\/a>\u201d, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/brunopernadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Pernadas<\/a> tem um novo trabalho para apresentar. \u201c<a href=\"https:\/\/brunopernadasunlikelymaybe.lnk.to\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unlikely, Maybe<\/a>\u201d (2026) \u00e9 o foco principal da conversa com o m\u00fasico lisboeta num bar da famosa Rua Nova do Carvalho (tamb\u00e9m conhecida como Pink Street), onde seguidamente ir\u00e1 decorrer uma festa de audi\u00e7\u00e3o do disco. Relativamente ao t\u00edtulo do \u00e1lbum, Bruno aceita que reflete o fato de ser um trabalho de transi\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel (\u201cunlikely\u201d) que ele represente aquilo que imagino para o meu som no futuro, mas talvez (\u201cmaybe\u201d) j\u00e1 contenha elementos e ferramentas que apontam nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/brunopernadasunlikelymaybe.lnk.to\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unlikely, Maybe<\/a>\u201d foi gravado no ver\u00e3o de 2025 entre Lisboa, Porto, Funchal e Azeit\u00e3o e no apartamento de Bruno Pernadas em pleno dia, sem isolamento ac\u00fastico. \u00c9 um \u00e1lbum formado por nove composi\u00e7\u00f5es para sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica, vozes, metais, madeiras e eletr\u00f4nica (e conta com diversas cantoras convidadas), no qual as presen\u00e7as do jazz e da improvisa\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito vincadas e marcam a orienta\u00e7\u00e3o do disco nos v\u00e1rios caminhos sonoros percorridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os singles \u201cSteady Grace\u201d (uma faixa envolvente inspirada no dance hall jamaicano dos anos 50 e 60) e \u201cJuro Que Vi T\u00falipas\u201d (um crossover sugestivo de jazz, soul e r&amp;b com a participa\u00e7\u00e3o da cantora Maya Blandy) destacam-se, bem como a feliz incurs\u00e3o no samba de \u201cJ\u00e1 N\u00e3o Tem Mais Encanto\u201d (com a presen\u00e7a da brasileira L\u00edvia Nestrovski). O pop dos anos 1980 est\u00e1 bem representado na derradeira \u201cSong In MT-65\u201d e can\u00e7\u00f5es como a indie \u201cHis World\u201d (com Margarida Campelo) e \u201cSpiritual Spaceman\u201d (com Leonor Arnaut) introduzem, respetivamente, uma ideia de vertigem e de viagem sonora que se inserem bem no contexto do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seu todo, \u201c<a href=\"https:\/\/brunopernadasunlikelymaybe.lnk.to\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unlikely, Maybe<\/a>\u201d define-se por uma aura de introspe\u00e7\u00e3o, espiritualidade e um dinamismo vibrante que s\u00e3o complementados por uma verve explorat\u00f3ria em medida razo\u00e1vel. A fus\u00e3o sonora e a diversidade tem\u00e1tica parecem indiciar uma maior ambi\u00e7\u00e3o e a tentativa de elevar a m\u00fasica para um novo patamar, algo que merece a concord\u00e2ncia do seu autor. \u201cAcho que se consegue ver dessa maneira. No \u00e1lbum \u201cPrivate Reasons\u201d (2021), a primeira parte escrita para orquestra de c\u00e2mara, tamb\u00e9m j\u00e1 era um pouco assim. Se calhar n\u00e3o foi t\u00e3o radical no sentido em que n\u00e3o tinha uma linguagem com improvisa\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria. H\u00e1 momentos neste trabalho e no anterior que v\u00e3o nesse caminho\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Bruno Pernadas conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"unlikely, maybe\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_m-sbqBnOUdjHU0gIUGtiRttHOLysElsvI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu novo disco, \u201cUnlikeky, Maybe\u201d (2026) sucede a \u201cPrivate Reasons\u201d (2021) que era um trabalho emotivo e fechava uma trilogia pop. Nesse sentido, que premissas estabeleceu e que objetivos tinha em mente para o seu novo \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nEste disco surgiu da necessidade de criar um \u00e1lbum que n\u00e3o fosse t\u00e3o ao encontro dos recursos harm\u00f4nicos que caracterizaram os meus trabalhos anteriores. Pretendia que fosse mais explorat\u00f3rio porque, futuramente, vai ser dentro dessa sonoridade. Mas, n\u00e3o deu para ser algo muito contrastante, de repente, ou uma mudan\u00e7a bastante radical. Gosto bastante deste disco, mas ainda n\u00e3o \u00e9 aquilo que eu idealizava. Provavelmente acontecer\u00e1 no pr\u00f3ximo trabalho. Mas, vejo este \u00e1lbum como um momento de transi\u00e7\u00e3o dessa trilogia pop que inclu\u00eda igualmente os discos \u201cHow Can We Be Joyful in a World Full of Knowledge?\u201d (2014) e \u201cThose Who Throw Objects at the Crocodiles Will Be Asked to Retrieve Them\u201d (2016). H\u00e1 tamb\u00e9m pelo meio o \u00e1lbum \u201cWorst Summer Ever\u201d (2016) que n\u00e3o \u00e9 nada pop. Por isso, o meu novo trabalho faz a ponte para um caminho mais explorat\u00f3rio que irei trilhar daqui para a frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em dezembro passado, voc\u00ea lan\u00e7ou previamente os singles \u201cSteady Grace\u201d e \u201cJuro Que Vi T\u00falipas\u201d. Foi pelo carater sedutor das faixas que as escolheu para apresentar o novo \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nSe calhar foi essa a raz\u00e3o, mas vou ser honesto com a escolha dos dois singles. O que aconteceu foi que no in\u00edcio de dezembro de 2025 eu organizei uma \u2018listening session&#8217; privada, no Chiado, apenas para jornalistas, programadores de m\u00fasica e membros do grupo. Fizemos uma sess\u00e3o de escuta integral do disco ainda n\u00e3o masterizado, em que as pessoas estavam deitadas nesse espa\u00e7o, que \u00e9 mais uma galeria. Entreguei aos convidados um documento com a lista das m\u00fasicas e eles tinham de votar nas duas can\u00e7\u00f5es que melhor serviam a fun\u00e7\u00e3o de single. Eram cerca de 20 pessoas ou mais e escutamos o \u00e1lbum muito alto e no final as pessoas entregaram-me os documentos. \u201cSteady Grace\u201d ganhou e em segundo lugar ficou \u201cJuro Que Vi T\u00falipas\u201d (ou\u00e7a abaixo). Foi assim a escolha. Fiquei contente com a decis\u00e3o dos convidados. Tamb\u00e9m teria preferido \u201cSteady Grace\u201d, porque gosto muito da m\u00fasica. A outra talvez n\u00e3o tivesse escolhido para single, mas respeito a decis\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Juro que vi t\u00falipas (Radio Edit)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T9nMGBalL0c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A faixa \u201cJ\u00e1 N\u00e3o Tem Mais Encanto\u201d \u00e9 uma investida no samba abrilhantada pela expressividade e versatilidade da cantora convidada L\u00edvia Nestrovski. Qual foi a inspira\u00e7\u00e3o para a composi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e como surgiu esta participa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA verdadeira inspira\u00e7\u00e3o partiu de um teclado meu da Yamaha que tem uns ritmos de samba. Eu podia ter escrito tudo em pauta e foi o que fiz depois. Mas, antes, usei esse tecladinho que possui um &#8216;backing&#8217; e se fizermos os acordes na m\u00e3o esquerda ele reproduz o ritmo. Tratou-se de uma improvisa\u00e7\u00e3o em toda a melodia para cinco &#8216;takes&#8217;. Ao quinto, escolhi o &#8216;take&#8217; de improvisa\u00e7\u00e3o e ajustei, obviamente, um pouco. Depois, eu e a Rita Westwood (a pessoa que fazia as capas dos meus \u00e1lbuns comigo ou sozinha) fizemos a letra em conjunto. Este samba tem pouco mais de um ano e n\u00e3o era para entrar no disco. Fi-lo s\u00f3 porque quis compor um samba futurista, \u00e0 minha maneira. Mas, gostei muito da m\u00fasica e fiz um convite \u00e0 L\u00edvia. Ela \u00e9 da \u00e1rea do canto l\u00edrico, vem frequentemente a Portugal e toca m\u00fasica contempor\u00e2nea bastantes vezes com a orquestra dirigida pelo maestro Lu\u00eds Tinoco. Por isso, aproveitei uma das oportunidades em que ela estava c\u00e1 para gravarmos. N\u00f3s combinamos muito bem e a L\u00edvia j\u00e1 conhecia a minha m\u00fasica. Foi tudo muito r\u00e1pido. Ela gravou no primeiro &#8216;take&#8217; numa noite e depois voou para o Rio de Janeiro na manh\u00e3 seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em maio de 2024 voc\u00ea fez um tour brasileiro que passou pelo Manouche, no Rio de Janeiro e pelo Sesc Pompeia, em S\u00e3o Paulo. Gostaria de saber quais s\u00e3o as mem\u00f3rias que guarda desses shows e se pretende apresentar o novo \u00e1lbum no Brasil.<\/strong><br \/>\nSim, pretendo regressar. Ali\u00e1s, nessa tour, havia um terceiro concerto no Rio Grande do Sul que foi cancelado por causa das cheias, da derrocada e da cat\u00e1strofe ambiental que aconteceu l\u00e1. O show no Rio de Janeiro fui eu que insisti em fazer, porque sabia que havia p\u00fablico e no come\u00e7o esse espet\u00e1culo n\u00e3o estava no itiner\u00e1rio. O concerto no Rio estava cheio e no Sesc Pompeia, em S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m estava muito composto e aquilo era gigante e muito maior do que a Musicbox, de Lisboa. Recordo-me bem do espet\u00e1culo no Rio de Janeiro, que foi fant\u00e1stico. No in\u00edcio, foi um pouco preocupante porque faltou a luz na hora do show come\u00e7ar. Estavam centenas de pessoas na rua e n\u00e3o havia ilumina\u00e7\u00e3o. Tiveram que ir buscar gasolina para encher o gerador e esse processo demorou 40 minutos. Por isso, as pessoas ficaram 40 minutos \u00e0s escuras na porta para assistir ao espet\u00e1culo. Quando o concerto come\u00e7ou, o p\u00fablico estava muito efusivo e a gritar e foi muito bom. A assist\u00eancia vibrou, exteriorizou esse contentamento e materializou a vontade que tinha h\u00e1 muito tempo de ouvir aquela m\u00fasica. Lembro-me que as pessoas estavam bastante pr\u00f3ximas de n\u00f3s e toc\u00e1mos tamb\u00e9m uma can\u00e7\u00e3o (\u201cJardim de Alah\u201d) de um m\u00fasico carioca que eu gosto bastante, Piry Reis, que elas n\u00e3o conheciam. Em S\u00e3o Paulo foi diferente, no sentido em que vieram muitas pessoas de outros estados do Brasil e prefeituras. Houve at\u00e9 um casal que fez uma viagem de seis horas e trouxe-me prendas. O espet\u00e1culo n\u00e3o foi ao ar livre mas era como se fosse, num armaz\u00e9m no Sesc. Correu muito bem e as pessoas adoraram. Metade da banda era brasileira e esses colegas nossos do Brasil tamb\u00e9m trouxeram outros amigos brasileiros. Por mim, eu teria ficado l\u00e1 a tocar noutros s\u00edtios. \u00c9 muito dif\u00edcil para os m\u00fasicos portugueses como eu tocarem no Brasil. Se calhar, para pessoas que fa\u00e7am uma m\u00fasica que chegue a um p\u00fablico maior talvez seja mais f\u00e1cil, porque conseguem encher salas com rapidez. Eu tamb\u00e9m encho, mas temos menos apoios porque sen\u00e3o far\u00edamos l\u00e1 muitos concertos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPrivate Reasons\u201d (2021) foi o seu trabalho que conseguiu a maior internacionaliza\u00e7\u00e3o. Quais s\u00e3o as suas expectativas relativamente \u00e0 recetividade do p\u00fablico para \u201cUnlikely, Maybe\u201d?<\/strong><br \/>\nAcho que quem gosta vai continuar a gostar e a maior parte est\u00e1 nos Estados Unidos da Am\u00e9rica e no Jap\u00e3o e estou a falar do p\u00fablico em grande escala. \u00c9 nesses pa\u00edses que compram mais a minha m\u00fasica e mandam mais emails e mensagens. Toda a Am\u00e9rica do Norte, Canad\u00e1, M\u00e9xico e Jap\u00e3o. Essas pessoas apreciam mesmo a minha m\u00fasica e \u00e9 delas que recebo mais feedback. E tamb\u00e9m h\u00e1 uma vantagem pelo fato de n\u00e3o me conhecerem, ao contr\u00e1rio de Lisboa onde me v\u00eam na rua e t\u00eam maior proximidade comigo. Isso cria igualmente algum mist\u00e9rio. Essas pessoas v\u00e3o continuar a gostar do meu trabalho e no Jap\u00e3o apreciaram o \u00e1lbum \u201cPrivate Reasons\u201d. Relativamente a Portugal, o p\u00fablico gostou do primeiro disco (&#8220;How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge?\u201d, de 2014), mas depois n\u00e3o me acompanhou tanto e se calhar tem alguma resist\u00eancia em gostar de m\u00fasica portuguesa. Acho que ir\u00e3o ouvir o disco daqui a um ano ou por acaso, porque comentam pouco comigo. Mas, tamb\u00e9m h\u00e1 quem goste muito. Ainda h\u00e1 dias fui ver uma colega a cantar e encontrei l\u00e1 pessoas da \u00e1rea que disseram que adoraram o meu single \u201cSteady Grace\u201d. Por isso, n\u00e3o fa\u00e7o ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a mensagem que gostaria de deixar aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nA m\u00fasica que eu fiz com a L\u00edvia Nestrovski (\u201cJ\u00e1 N\u00e3o Tem Mais Encanto\u201d) e que \u00e9 cantada em portugu\u00eas do Brasil foi feita por quest\u00f5es art\u00edsticas e pela paix\u00e3o pela l\u00edngua, que \u00e9 a mesma, mas com outro sotaque. Acho que isso de alguma forma vai ajudar a unir mais a liga\u00e7\u00e3o que existia entre o Brasil e a minha m\u00fasica. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nas cidades que est\u00e1vamos a falar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo. Em muitos outros estados a minha m\u00fasica \u00e9 ouvida. Como disse anteriormente, gostava de estar l\u00e1 mais tempo, fazer muitos shows e colaborar com diversos artistas brasileiros. Eu gosto bastante da m\u00fasica da Ana Frango El\u00e9trico. Ali\u00e1s, no show que fizemos no Rio de Janeiro a Ana tinha um convite, mas depois, infelizmente, acabou por n\u00e3o poder estar presente. Ela n\u00e3o \u00e9 \u00fanica com quem eu gostaria de colaborar. Destaco tamb\u00e9m o Piry Reis. Eu gostava de saber onde ele anda. A can\u00e7\u00e3o mais famosa dele \u00e9 \u201cO Sol Na Janela\u201d e foi assim que eu o conheci, numa colet\u00e2nea de m\u00fasica eletr\u00f4nica do Brasil. Gostaria de acrescentar, que na \u00faltima vez que estivemos no Brasil toc\u00e1mos com o F\u00e1bio S\u00e1, que \u00e9 um m\u00fasico que acompanhou a Gal Costa durante oito anos e atuou com outras cantoras famosas, e no saxofone t\u00ednhamos o Marcelo Moraes de Abreu Pereira que toca na banda paulista Funk Como Le Gusta. A mensagem que eu deixo \u00e9 para estarem atentos porque v\u00e3o acontecer mais parcerias entre mim e artistas brasileiros.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"J\u00e1 n\u00e3o tem mais encanto\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/igmdHV2kqBo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Making Of \/ Trailer  - BRUNO PERNADAS - NEW ALBUM, FEBRUARY 2026\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EO3McFHK9CQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cUnlikely, Maybe\u201d foi gravado no ver\u00e3o de 2025 entre Lisboa, Porto, Funchal e Azeit\u00e3o e no apartamento de Bruno Pernadas em pleno dia, sem isolamento ac\u00fastico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/03\/06\/conexao-brasil-portugal-bruno-pernadas-apresenta-unlikely-maybe-seu-novo-disco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":94597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5252],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94596"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94598,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94596\/revisions\/94598"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}