{"id":94447,"date":"2026-02-25T01:15:11","date_gmt":"2026-02-25T04:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94447"},"modified":"2026-03-27T01:18:24","modified_gmt":"2026-03-27T04:18:24","slug":"entrevista-atracao-do-lollapalooza-jonabug-fala-sobre-grungegaze-e-a-edicao-em-vinil-de-tres-tigres-tristes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/25\/entrevista-atracao-do-lollapalooza-jonabug-fala-sobre-grungegaze-e-a-edicao-em-vinil-de-tres-tigres-tristes\/","title":{"rendered":"Entrevista: Jonabug fala sobre grungegaze e a edi\u00e7\u00e3o em vinil de \u201cTr\u00eas Tigres Tristes\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ociocretino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algo de curioso &#8211; e at\u00e9 po\u00e9tico &#8211; no fato de jovens nascidos ap\u00f3s o colapso do rock como for\u00e7a cultural dominante se voltarem para um g\u00eanero que perdeu sua disputa com o grunge americano pelo mainstream do in\u00edcio dos anos 90. Surgido no Reino Unido em meados da d\u00e9cada de 80, o shoegaze parecia uma anomalia: bandas com integrantes de cabe\u00e7as baixas, vozes soterradas e emo\u00e7\u00f5es escondidas sob camadas de distor\u00e7\u00e3o, fuzz e reverb, enquanto o cen\u00e1rio exigia atitude, gritos claros e l\u00edderes com algum n\u00edvel de carisma. Empurrado para a margem, o shoegaze sobreviveu como m\u00fasica de nicho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, o shoegaze reaparece como ferramenta emocional para uma nova gera\u00e7\u00e3o. Para m\u00fasicos e ouvintes em um ambiente de ansiedade difusa, exposi\u00e7\u00e3o constante e um mundo acelerado e perform\u00e1tico, o g\u00eanero n\u00e3o oferece refr\u00f5es com slogans ou can\u00e7\u00f5es com explica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis, mas ambiguidade, vocais enterrados na mixagem, guitarras que borram riffs, letras que n\u00e3o pedem interpreta\u00e7\u00e3o imediata. Um espa\u00e7o onde a emo\u00e7\u00e3o pode existir sem virar espet\u00e1culo, onde \u00e9 poss\u00edvel se esconder \u00e0 vista de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 exatamente nesse v\u00e1cuo emocional que a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jonabug_\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jonabug<\/a> est\u00e1 inserida. Vinda de Mar\u00edlia, no interior de S\u00e3o Paulo, a banda n\u00e3o atua apenas como revivalista do g\u00eanero, mas como int\u00e9rprete desse idioma para a gera\u00e7\u00e3o Z. Ao cruzar o shoegaze com o grunge e o rock alternativo, o grupo aponta seu repert\u00f3rio para uma experi\u00eancia afinada com ouvintes que orbitam fora dos mecanismos tradicionais de legitima\u00e7\u00e3o cultural. Suas can\u00e7\u00f5es tratam de rela\u00e7\u00f5es afetivas, ansiedade e amadurecimento com uma linguagem simples como uma conversa, e n\u00e3o um manifesto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94448\" aria-describedby=\"caption-attachment-94448\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-94448 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94448\" class=\"wp-caption-text\"><em>&#8220;Tr\u00eas Tigres Tristes&#8221;, disco de estreia da Jonabug<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de assumir o nome atual, a banda atuava como Yellow Guava e flertava com o pop punk. A satura\u00e7\u00e3o desse formato por parte de seus membros levou, a partir de 2021, a uma pesquisa sonora cuidadosa, marcada por timbres mais sujos, melodias melanc\u00f3licas e estruturas menos previs\u00edveis. O EP \u201cBig Ego, No Self Esteem\u201d (2023) consolidou essa dire\u00e7\u00e3o e preparou o terreno para o \u00e1lbum de estreia \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/tres-tigres-tristes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tr\u00eas Tigres Tristes<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em junho de 2025 e gravado por Mar\u00edlia Jonas (vocal e guitarra\/baixo), Dennis Felipe (baixo\/guitarra e vocal) e Samuel Berardo (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No disco, a Jonabug aprofundou seu repert\u00f3rio musical e emocional ao tratar de relacionamentos, ang\u00fastias cotidianas e fragilidades \u00edntimas. Faixas como \u201cSua Voz \u00c9 O Motivo da Minha Ins\u00f4nia\u201d tratam o desconforto em versos diretos, enquanto \u201cYou Cut My Wings\u201d traz um aborrecimento grunge sustentado por riffs arrastados e atmosferas densas. O resultado dialoga com o shoegaze sem se limitar aos clich\u00eas et\u00e9reos, incorporando dedilhados de midwest emo &#8211; o que tamb\u00e9m explica a associa\u00e7\u00e3o com a cena \u201cemo caipira\u201d do interior paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a pr\u00f3pria banda prefira o termo \u201cgrungegaze\u201d para definir seu pr\u00f3prio som, o r\u00f3tulo \u00e9 o que menos importa: o fato \u00e9 que a Jonabug j\u00e1 ultrapassou 9 mil ouvintes mensais no Spotify, impulsionada por can\u00e7\u00f5es como \u201cAl\u00e9m da Dor\u201d, \u201cLook At Me\u201d e &#8220;Blood of My Blood&#8221;, al\u00e9m de ser anunciada como uma das atra\u00e7\u00f5es do domingo no <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Lollapalooza\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lollapalooza Brasil 2026<\/a>, dividindo o line-up com nomes como Tyler, The Creator, Lorde e Turnstyle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse momento de ascens\u00e3o ganha novos contornos com o lan\u00e7amento do \u00e1lbum \u201cTr\u00eas Tigres Tristes\u201d <a href=\"https:\/\/midwestdiscos.com.br\/produtos\/lp-jonabug-tres-tigres-tristes-pre-venda-com-preco-promocional-disponivel-inicio-de-fevereiro-c089u\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em vinil pelos selos Black Dog Alternative, Midwest Records e Undershows BR<\/a>. Al\u00e9m da tracklist original, a edi\u00e7\u00e3o f\u00edsica traz m\u00fasicas b\u00f4nus e simboliza um marco importante para uma banda independente que, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, tocava longe dos grandes centros. Nesta entrevista ao Scream &amp; Yell, o baterista Samuel Berardo fala sobre a trajet\u00f3ria da banda, o abandono do pop punk, as tens\u00f5es entre r\u00f3tulo e identidade est\u00e9tica, o impacto de cantar em portugu\u00eas, a entrada de Thales Leite como segundo guitarrista e a ansiedade de se preparar para tocar em um dos maiores festivais do pa\u00eds sem perder o v\u00ednculo com a cena local.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"tr\u00eas tigres tristes\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mnTe4JIDr6gYAbHMh_3Kybnsy_fKtMN28\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dei uma pesquisada e j\u00e1 vi a Jonabug ser chamada de \u201cemo caipira\u201d. O que esse r\u00f3tulo significa para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nCara, eu acho que na verdade o movimento emo caipira surgiu com a nova leva de bandas da regi\u00e3o [do interior de SP], como Chococorn, Glover, Imp\u00e9rio\u2026 Enfim, essas bandas se encaixam mais nesse estilo do que a Jonabug em si. Acredito que a Jonabug est\u00e1 inserida nesse tipo de estilo mais porque a gente \u00e9 um pouco contempor\u00e2nea. A nossa sonoridade n\u00e3o \u00e9 exatamente o emo caipira, que na verdade \u00e9 uma vers\u00e3o brasileira do midwest emo (subg\u00eanero da m\u00fasica emo que surgiu no meio-oste dos Estados Unidos durante a d\u00e9cada de 1990 capitaneado por bandas como American Football, Braid e Mineral, entre outras).. Esse termo (&#8220;emo caipira&#8221;), inclusive, acho que foi criado pelo Al\u00ea, da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/10\/em-noite-especial-eliminadorzinho-chococorn-e-bella-e-o-olmo-da-bruxa-expandem-fronteiras-do-emo-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chococorn<\/a>, se n\u00e3o me engano. O estilo da Jonabug, na verdade, a gente considera algo entre o shoegaze e o rock alternativo. A gente gosta de fazer shoegaze, mas n\u00e3o chega a ser aquele cl\u00e1ssico, com voz totalmente et\u00e9rea e tudo mais, apesar de ter algumas refer\u00eancias disso. A gente tamb\u00e9m gosta de colocar um pouco mais de agressividade do grunge. Acredito que o estilo que melhor se encaixa na Jonabug \u00e9 o grungegaze.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas esse r\u00f3tulo de emo caipira te incomoda?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o me incomoda n\u00e3o. Pra gente n\u00e3o \u00e9 um problema. Foge um pouco do que a gente segue, porque o emo caipira e o Midwest Emo t\u00eam caracter\u00edsticas muito espec\u00edficas, principalmente nas guitarras, n\u00e9? E a gente n\u00e3o faz tanto esse estilo, apesar de ter uma m\u00fasica ou outra com alguma refer\u00eancia disso. Mas pra gente n\u00e3o tem problema nenhum. S\u00f3 que, se tiver que falar qual \u00e9 o estilo da Jonabug, acho que seria mais o grungegaze mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes da Jonabug voc\u00eas tinham outra banda, a Yellow Guava, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nIsso. A gente come\u00e7ou a tocar junto no final de 2021. Era a Yellow Guava, que a tradu\u00e7\u00e3o ao p\u00e9 da letra seria \u201cgoiaba amarela\u201d. Era uma banda com estilo mais pop punk. E a\u00ed a gente tocou junto at\u00e9 o final de 2022. Era a mesma forma\u00e7\u00e3o, basicamente, s\u00f3 que no final de 2022 a Mar\u00edlia teve a ideia de fazer m\u00fasicas em um estilo diferente. Acho que todo mundo da banda j\u00e1 estava um pouco saturado do pop punk e resolvemos fazer todo mundo junto. E \u00e9 a\u00ed que surge a Jonabug, que era para ser uma proposta diferente da Yellow Guava. A gente abandonou algumas m\u00fasicas e manteve outras que tinham um estilo mais pr\u00f3ximo dessa nova sonoridade, come\u00e7amos a pensar em timbres diferentes, em outros estilos de composi\u00e7\u00e3o. A\u00ed que surgem tamb\u00e9m as primeiras composi\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas e teve uma virada de chave. O que eu vejo no contexto geral da Jonabug foi um amadurecimento musical, que a gente come\u00e7ou a fazer coisas mais bem elaboradas do que faz\u00edamos na Yellow Guava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por curiosidade: qual a idade de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEu e a Mar\u00edlia temos 23, o Denis tem 24 e o Thales tem 21.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"three dead flowers - jonabug (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cgVDuXzDPlY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Certo. Queria parabenizar voc\u00eas pelo disco, tem coisas muito legais. \u00c9 engra\u00e7ado ver uma banda com pessoas t\u00e3o jovens como voc\u00eas tocando esse som influenciado por shoegaze, um estilo que come\u00e7ou a despontar no in\u00edcio dos anos 90, mas que foi eclipsado pelo estouro do grunge. Ent\u00e3o \u00e9 meio estranho que depois desse tempo todo o shoegaze esteja fazendo sentido para jovens hoje em dia&#8230;<\/strong><br \/>\nAcho que esse neg\u00f3cio que voc\u00ea falou do nosso som foi tudo uma constru\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/jonabug.bandcamp.com\/album\/big-ego-no-self-esteem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">porque depois do nosso primeiro EP<\/a>, come\u00e7amos a tocar em outras cidades, conhecer outras pessoas e elas indicaram m\u00fasicas pra gente, passamos a ouvir e conhecer outras bandas, outros tipos de som. Foi um ciclo que a gente conseguiu pegar essas coisas e aproveitar esses momentos, puxar uma refer\u00eancia daqui e dali, transpondo nas nossas cria\u00e7\u00f5es. A gente est\u00e1 procurando sempre evoluir, tanto musicalmente quanto como pessoa tamb\u00e9m. Todas as experi\u00eancias, mesmo que boas ou ruins, s\u00e3o necess\u00e1rias. De uma experi\u00eancia merda pode ser que nas\u00e7a uma m\u00fasica boa, ent\u00e3o a gente tenta sempre tirar proveito de tudo que acontece. E a gente come\u00e7ou a tocar fora de Mar\u00edlia e fez amizade em todos os lugares que a gente tocou, basicamente. Foi muito importante para o amadurecimento da banda. Eu, Denis e Mar\u00edlia j\u00e1 nos conhecemos desde 2019. A gente na verdade se conheceu quando tinha de 16 para 17 anos de idade, se n\u00e3o me engano. E cara, \u00e9 muito doido pensar onde a gente est\u00e1 agora, n\u00e3o s\u00f3 no que a gente ouve, mas no que a gente comp\u00f5e. Realmente acredito que a gente teve um amadurecimento muito legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 pra perceber esse amadurecimento comparando o primeiro EP com o disco. No \u00e1lbum, voc\u00eas t\u00eam m\u00fasicas em ingl\u00eas e em portugu\u00eas. O que muda emocionalmente quando voc\u00eas escrevem em portugu\u00eas?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma resposta muito espec\u00edfica da Mar\u00edlia, mas como j\u00e1 ouvi ela responder algumas vezes, vou passar um pouco da vis\u00e3o dela e tamb\u00e9m a minha. O portugu\u00eas \u00e9 a nossa l\u00edngua materna. Mesmo falando ingl\u00eas, o sentimento que o portugu\u00eas passa \u00e9 diferente. O portugu\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua muito completa pra demonstrar sentimentos. N\u00e3o que o ingl\u00eas n\u00e3o seja, mas o portugu\u00eas tem nuances muito fortes. Como a gente toca no Brasil, o p\u00fablico sente diferente quando ouve uma m\u00fasica em portugu\u00eas. S\u00f3 que, ao mesmo tempo, isso pode deixar a gente mais exposto. \u00c0s vezes voc\u00ea quer expressar um sentimento na m\u00fasica, mas n\u00e3o quer que ele fique t\u00e3o expl\u00edcito e pode ficar um pouco acuado. A Mar\u00edlia costuma dizer que, para ela, em ingl\u00eas \u00e9 mais f\u00e1cil encaixar palavras e formular ideias sem deixar tudo t\u00e3o claro quanto ficaria em portugu\u00eas. Ent\u00e3o existe essa dificuldade de se desamarrar emocionalmente no portugu\u00eas. Hoje, a Mar\u00edlia est\u00e1 escrevendo mais em portugu\u00eas, mesmo mantendo m\u00fasicas em ingl\u00eas. D\u00e1 pra perceber que, com o tempo, as letras da Mar\u00edlia est\u00e3o ficando mais profundas. Talvez nem ela perceba isso ainda, mas eu percebo. As \u00faltimas composi\u00e7\u00f5es que vi t\u00eam uma carga emocional muito grande e acho que isso \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o natural desse nosso amadurecimento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"al\u00e9m da dor - jonabug\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xRanXieKyPU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o com um quarto integrante agora, o Thales, como segundo guitarrista. J\u00e1 est\u00e3o compondo com ele?<\/strong><br \/>\nA gente at\u00e9 chegou a brincar com algumas ideias, mas nada completo ainda. O foco agora \u00e9 ensaiar pro Lollapalooza, ent\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sendo prioridade. A \u00eanfase \u00e9 essa responsabilidade de ensaiar pro Lolla. Mas j\u00e1 rolou de algu\u00e9m chegar com um riff no ensaio e a gente come\u00e7ar a desenvolver alguma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Thales entrou quando exatamente? No fim do ano passado?<\/strong><br \/>\nNa verdade, ele entrou primeiro como m\u00fasico de apoio pra turn\u00ea. Depois da turn\u00ea, acabou ficando oficialmente na banda. Acho que foi mais ou menos em setembro. Sou p\u00e9ssimo com datas, cara [risos].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o de Mar\u00edlia, uma cidade do interior paulista, e j\u00e1 est\u00e3o com 200 mil streams no Spotify. Como \u00e9 equilibrar essa expans\u00e3o sem perder o v\u00ednculo com a cena local?<\/strong><br \/>\nCara, a gente toca muito mais fora de Mar\u00edlia do que na nossa cidade. Aqui n\u00e3o temos um p\u00fablico t\u00e3o grande. \u00c0s vezes, tocamos pra pouqu\u00edssimas pessoas aqui, enquanto em S\u00e3o Paulo tocamos pra um monte de gente. Mesmo assim, a gente tenta tocar em Mar\u00edlia sempre que surge oportunidade. Tem a galera e os amigos daqui que gostam da gente. Mas tamb\u00e9m espa\u00e7amos as datas de shows em Mar\u00edlia pra n\u00e3o saturar, porque o p\u00fablico aqui n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande. Se tocar toda semana, vira algo rotineiro e perde o impacto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-94449 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"627\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/jonabug2-300x251.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do Lolla, voc\u00eas est\u00e3o lan\u00e7ando o primeiro disco em vinil. De onde veio essa ideia?<\/strong><br \/>\nPara bandas independentes como n\u00f3s, lan\u00e7ar vinil \u00e9 algo muito distante, porque exige muito investimento e n\u00e3o tem garantia de retorno. A ideia veio de selos daqui de Mar\u00edlia que enxergaram potencial na banda: a <a href=\"https:\/\/midwestdiscos.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Midwest Discos<\/a>, a Black Dog Alternativa e a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/undershowsbr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Undershows<\/a>. Pra gente foi \u00f3timo, porque quer\u00edamos muito fazer material f\u00edsico. A gente percebe que as m\u00eddias f\u00edsicas est\u00e3o voltando a ser procuradas, e mesmo quem n\u00e3o tem vitrola gosta de ter o vinil como recorda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Como marco de carreira, isso \u00e9 muito importante. Se n\u00e3o fosse por esses selos, a gente n\u00e3o faria isso t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e1 a prepara\u00e7\u00e3o pro Lollapalooza? Alguma banda que querem muito ver?<\/strong><br \/>\nA gente t\u00e1 ensaiando bastante e quer fazer um show especial, \u00fanico, n\u00e3o um show padr\u00e3o nosso. Vamos adicionar alguns elementos e deixar tudo bem calculado pra n\u00e3o ter problema na hora. A dor de cabe\u00e7a tem que ser agora nos ensaios; no show, a gente quer se divertir (risos). T\u00e1 rolando at\u00e9 um certo estresse entre a gente, aquele clim\u00e3o de \u201ctem que fazer isso, tem que fazer aquilo\u201d, mas vai dar tudo certo (risos). Sobre quem a gente quer ver: eu queria muito ver Varanda e Cidade Dormit\u00f3rio, sou f\u00e3 das duas. Das gringas, Deftones, Interpol\u2026 sou pirado em Interpol! E Turnstile, que toca no mesmo dia que a gente. Inclusive, a gente tocou uma m\u00fasica do Turnstile no setlist esses dias. \u00c9 muito bizarro estar no mesmo dia que eles. Nenhum de n\u00f3s nunca foi ao Lolla como p\u00fablico, ent\u00e3o vai ser bem especial por isso tamb\u00e9m. Pra gente do interior, \u00e9 caro ir: deslocamento, hospedagem, tudo. Ent\u00e3o ir pela primeira vez pra tocar \u00e9 muito doido. A ficha ainda n\u00e3o caiu. T\u00f4 ansioso para ver muitos artistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E depois do Lollapalooza, o que vem?<\/strong><br \/>\nDepois do Lolla, a ideia \u00e9 retomar o \u00e1lbum e fazer uma nova turn\u00ea. A gente tamb\u00e9m pensa em lan\u00e7ar um EP depois e tocar esse material do \u00e1lbum e do EP numa turn\u00ea. A gente j\u00e1 tem muitas ideias, muitos rascunhos, demos gravadas no celular, mas n\u00e3o teve tempo de finalizar por causa desse momento intenso de ensaios. A ideia \u00e9 gravar umas quatro ou cinco m\u00fasicas para um EP e seguir tocando. N\u00e3o parar. A gente entende que essa oportunidade [de tocar no Lollapalooza] \u00e9 \u00fanica, mas n\u00e3o acha que vai mudar tudo da noite pro dia. Quem faz isso acontecer \u00e9 a gente e queremos continuar compondo e tocando por a\u00ed.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"at least on paper my mistakes can be erased - jonabug (lyric video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eLKCcvZuwNQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"feixes de luz - jonabug (ao vivo na casa rockambole)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2e8mJir956M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"look at me - jonabug (official video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wf1klnPAlQA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Jonabug j\u00e1 ultrapassou 9 mil ouvintes mensais no Spotify al\u00e9m de ser anunciada como uma das atra\u00e7\u00f5es do domingo no Lollapalooza Brasil\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/25\/entrevista-atracao-do-lollapalooza-jonabug-fala-sobre-grungegaze-e-a-edicao-em-vinil-de-tres-tigres-tristes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":94450,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8102],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94447"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94447"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94814,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94447\/revisions\/94814"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}