{"id":94429,"date":"2026-02-24T00:01:20","date_gmt":"2026-02-24T03:01:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94429"},"modified":"2026-04-02T00:03:07","modified_gmt":"2026-04-02T03:03:07","slug":"das-minas-de-araxa-para-o-tejo-bemti-fala-das-influencias-do-seu-terceiro-disco-adeus-atlantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/24\/das-minas-de-araxa-para-o-tejo-bemti-fala-das-influencias-do-seu-terceiro-disco-adeus-atlantico\/","title":{"rendered":"De Minas ao Tejo, Bemti fala das influ\u00eancias do seu terceiro disco, \u201cAdeus Atl\u00e2ntico\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/bsky.app\/profile\/villon.bsky.social\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elsa Villon<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saindo do interior de Minas Gerais, as constantes viagens de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bemti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bemti<\/a> e todas as suas refer\u00eancias dentro e fora do Brasil cruzaram o oceano para trazer as 10 faixas de seu terceiro \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/adeus-atlantico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Adeus Atl\u00e2ntico<\/a>&#8221; (2026), rec\u00e9m-lan\u00e7ado no final de janeiro. O disco \u00e9 a soma de Brasil, Portugal e Inglaterra, em viagens que v\u00e3o de Minas, Rio e Bahia at\u00e9 as outras extremidades do oceano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tradicional viola de 10 cordas que acompanha Bemti desde sempre novamente ganha contemporaneidade, aqui ao lado de metais, influ\u00eancias intercontinentais, indie pop, rap e at\u00e9 o som da Orla do Rio Tejo, no in\u00edcio (&#8220;Nenhum Tempo a Perder&#8221;) e no final do \u00e1lbum (&#8220;Intermezzo&#8221;), em uma refer\u00eancia a sua passagem por solo lusitano. As experimenta\u00e7\u00f5es contam com refer\u00eancias dos estilos Amapiano, da \u00c1frica do Sul, e Ziglibithy, da Costa do Marfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bemti assina todas as composi\u00e7\u00f5es, que contaram com a produ\u00e7\u00e3o de Luis Calil, veterano dos discos anteriores e traz no curr\u00edculo Joj\u00f4 In\u00e1cio (Catto, Tagua Tagua e Johnny Hooker), Francisca Barreto (Damien Rice e Nina Maia) e Victor Kroner (Martin), al\u00e9m do argentino Mart\u00edn Scian na masteriza\u00e7\u00e3o (Rubel e Ana Frango El\u00e9trico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sopros contam com Mauro Oliveira e Felipe Aires, Gabriel Eubank na bateria e Vitor Constantino na flauta. \u201cAdeus Atl\u00e2ntico\u201d tamb\u00e9m recorre ao uso de samples, na faixa \u201cMelhor de Tr\u00eas\u201d, que traz elementos da m\u00fasica \u201cZiglibithiens\u201d, de Ernesto Dj\u00e9Dj\u00e9. O projeto tamb\u00e9m conta com participa\u00e7\u00f5es transcontinentais: os mineiros FBC e Luar em \u201cEuforia\u201d; Marissol Mwaba (Brasil\/Congo) em \u201cLua em Libra\u201d; Alex D\u2019Alva (Portugal\/Angola) em \u201cMiragem\u201d; Fyfe Dangerfield (Reino Unido, vocalista da banda Guillemots) e a carioca THU em \u201cS\u00f3 Pra Ter Voc\u00ea\u201d; e Haroldo Bontempo, conterr\u00e2neo de Bemti, em \u201cQuase Sert\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ditto.fm\/adeus-atlantico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nesse terceiro disco<\/a>, o tom \u00e9 mais pop e direto, reflexo das influ\u00eancias dos \u00faltimos cinco desde o \u00e1lbum anterior, \u201cLogo Ali&#8221;, de 2021. Em entrevista ao Scream and Yell, Bemti destacou sua preocupa\u00e7\u00e3o em criar algo na m\u00e3o oposta das produ\u00e7\u00f5es feitas com intelig\u00eancia artificial, fazendo de suas refer\u00eancias e viv\u00eancias uma \u201ccolcha de retalhos que une pessoas e lugares para que o som soasse o mais humano poss\u00edvel. Leia a conversa abaixo e assista ao \u00e1lbum visual do disco de Bemti logo abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bemti - Nenhum Tempo a Perder (visualizer \/ lyric video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sqYWmHISDlI?list=PL97QH9_kJIV80-3ZITAwipdk2MuYKRiLB\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi essa trajet\u00f3ria art\u00edstica do interior de Minas Gerais para al\u00e9m do Atl\u00e2ntico?<\/strong><br \/>\nNossa, tem uma coisa no meu som, a viola caipira, e ela acaba sendo sempre uma \u00e2ncora da minha raiz, por eu ter nascido literalmente na ro\u00e7a. Os meus av\u00f3s tocavam viola em Folia de Reis. Eu s\u00f3 comecei a tocar viola quando j\u00e1 estava aqui em S\u00e3o Paulo, fazendo audiovisual. Mas as minhas principais refer\u00eancias e influ\u00eancias s\u00e3o muito do indie e do alternativo. Sinto que os meus dois primeiros discos, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/02\/faixa-a-faixa-logo-ali-o-segundo-disco-de-bemti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acho que principalmente o &#8220;Logo Ali&#8221;<\/a> (2021), eu tinha um esfor\u00e7o de n\u00e3o deixar t\u00e3o longe a MPB. Para esse disco novo, chutei o balde. N\u00e3o tenho a menor preocupa\u00e7\u00e3o se eu estou soando ou n\u00e3o MPB. E pelo contr\u00e1rio, acho que \u00e9 um disco bem pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa coisa do som ser mais global tem a ver com a minha trajet\u00f3ria dos \u00faltimos anos, Morei um tempo em Portugal, fiquei um tempo na Inglaterra e fiquei muito tempo no Rio e na Bahia. Nesses \u00faltimos anos, escrevi mais de 30 m\u00fasicas e muito desse grosso liter\u00e1rio foi escrito no litoral. \u00c9 meio o clich\u00ea mineiro obcecado pelo mar, mas tem essa coisa do som ser um reflexo dos lugares onde eu estava. Comecei a escutar muito Amapiano quando estava em Portugal, conheci uma cantora angolana incr\u00edvel, a Chelsea Dinorath. Fizemos uma sess\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o e tudo, e a\u00ed comecei a pirar com Amapiano e com outras coisas. Todas as participa\u00e7\u00f5es do disco s\u00e3o esse quebra-cabe\u00e7a a\u00ed junto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi uma experi\u00eancia emp\u00edrica, considerando que voc\u00ea conheceu pessoalmente a artista. De qual parte de Minas Gerais voc\u00ea \u00e9?<\/strong><br \/>\nEu nasci numa fazenda num lugar chamado Serra da Saudade. \u00c9 meio Alto Parana\u00edba, quase tri\u00e2ngulo mineiro, mas \u00e9 bem meio do nada. Est\u00e1 longe de BH, de Uberl\u00e2ndia, longe de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco \u00e9 bem on\u00edrico e traz esses elementos pop que voc\u00ea comentou, de um jeito bem humano. Como funcionou pra voc\u00ea essa quest\u00e3o de tentar fugir \u00e0s est\u00e9ticas de IA, trazendo esse lado humano considerando cria\u00e7\u00f5es mais sint\u00e9ticas e pl\u00e1sticas?<\/strong><br \/>\nAcho que isso veio muito de uma ang\u00fastia minha nos \u00faltimos dois anos, principalmente quando come\u00e7ou a aparecer cada vez mais a quest\u00e3o da IA na m\u00fasica. Parei e me perguntei: &#8220;Qual \u00e9 a minha fun\u00e7\u00e3o agora?&#8221;. Acho que a experi\u00eancia humana \u00e9 sempre muito essencial \u00e0 m\u00fasica, ao teatro, ao trabalho manual. Quando o disco estava se materializando, de 2024 para 2025, veio isso de levar as parcerias para um lugar de realmente cada m\u00fasica ser um caldeir\u00e3o de pecinhas que refletem a minha jornada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conceitualmente tem muita coisa da mem\u00f3ria, do deslocamento, de voc\u00ea se sentir estrangeiro. Eu queria que o disco tivesse meio que uma sensa\u00e7\u00e3o de uma viagem que voc\u00ea est\u00e1 fazendo e voc\u00ea come\u00e7a a sentir saudade enquanto expatriado. Essa subjetividade \u00e9 uma coisa que a IA n\u00e3o te d\u00e1. A pessoa vai ouvir uma m\u00fasica minha e pode n\u00e3o ter ideia do que \u00e9 uma viola caipira, ou de qual artista eu conheci em Portugal, como o Alex D&#8217;Alva em &#8220;Miragem&#8221;, ou o Fyfe Dangerfield e a Tuan em outras faixas. A resist\u00eancia \u00e9 buscar essa humanidade e tentar driblar a intelig\u00eancia artificial com o que ainda nos faz humanos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bemti - Metal (visualizer \/ lyric video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7YwIa9f9qcM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gosto muito de viajar e senti que seu disco \u00e9 para botar numa viagem de \u00f4nibus, assim, que voc\u00ea vai atravessando o estado e vai olhando as paisagens, com os cavalos, bois e cupinzeiros na estrada\u2026<\/strong><br \/>\nSuper. \u00c9 um disco muito road trip para mim. Ele me traz um feeling dos deslocamentos que eu tive nesses \u00faltimos anos. Eu escutei ele pronto pela primeira vez na frente do mar, no ano novo, descendo a Tamoios, \u00e0s 5:30 da manh\u00e3. Era exatamente essa vibe. Tanto que a capa, a sess\u00e3o de fotos e o clipe de &#8220;Melhor de Tr\u00eas&#8221; foram filmados em Ilhabela. Tem muito desse visual mar\u00edtimo. O som que come\u00e7a e termina o disco \u00e9 gravado na Orla do Rio Tejo, em Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 inspira\u00e7\u00f5es pontuais para o \u201cAdeus Atl\u00e2ntico\u201d, algum cantor, \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma mistura de muita coisa. Escutei muito a Maro, que \u00e9 uma artista portuguesa incr\u00edvel. Vi muito a Caroline Polachek. Mas tem os extremos: a faixa &#8220;Metal&#8221;, por exemplo, tem inspira\u00e7\u00f5es em bandas indie como Wild Nothing e bandas de metal g\u00f3tico que eu ainda escuto, como The Gathering e Within Temptation. Eu sou formado em minera\u00e7\u00e3o e trabalhei seis meses na mina de ni\u00f3bio do Walter Salles, l\u00e1 em Arax\u00e1. &#8220;Metal&#8221; fala sobre a experi\u00eancia de ser mineiro e o que voc\u00ea leva disso quando sai do seu lugar. Ao mesmo tempo, o refr\u00e3o cita Milton Nascimento e a letra cita Ariano Suassuna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas refer\u00eancias, muitas camadas. Ent\u00e3o voc\u00ea \u00e9 um mineiro mineiro.<\/strong><br \/>\n\u00c9 mineiro. At\u00e9 brinco que queria encontrar o Walter Salles e falar: &#8220;Cara, voc\u00ea n\u00e3o vai acreditar, mas eu j\u00e1 trabalhei na sua mina de ni\u00f3bio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um trecho que eu destaquei do release \u00e9 sobre a &#8220;colcha de retalhos que une pessoas e lugares pelos quais eu passei desde 2022&#8221;. Que lugares foram esses?<\/strong><br \/>\nAqui no Brasil, fiquei muito tempo no Rio e na Bahia. Consegui concretizar o sonho de morar em Portugal em 2022. Na Inglaterra, fiquei em Londres e em Lincoln, e tamb\u00e9m na Esc\u00f3cia. Esse disco tem muito de uma hist\u00f3ria de amor que eu vivi e que conheci em Lisboa. O t\u00edtulo &#8220;Adeus Atl\u00e2ntico&#8221; eu j\u00e1 tinha desde 2021, mas os significados foram mudando e ganhando camadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94432\" aria-describedby=\"caption-attachment-94432\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-94432\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/bemti.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/bemti.jpg 700w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/bemti-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/bemti-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94432\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa de &#8220;Adeus Atl\u00e2ntico&#8221;, de Bemti<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vendo o detalhamento de can\u00e7\u00e3o por can\u00e7\u00e3o, h\u00e1 in\u00fameras possibilidades com sopro, metais, pianos somados tamb\u00e9m \u00e0 viola caipira. Como se d\u00e1 a coes\u00e3o entre tantas sonoridades em uma obra \u00fanica?<\/strong><br \/>\nConfio muito no timbre da viola caipira como uma coluna cervical. Ela funciona como um fio condutor mesmo quando as m\u00fasicas v\u00e3o para o rap, disco, house ou soul. Mas o m\u00e9rito \u00e9 muito do Luiz Calil, meu produtor geral desde o primeiro disco. Ele \u00e9 genial, tem uma banda chamada Cambriana. Trabalhar com ele \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 sendo feito um download da minha cabe\u00e7a. Neste disco, tamb\u00e9m trabalhei pela primeira vez com o Martin Scian, um argentino que fez a masteriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 algo que eu n\u00e3o perguntei que voc\u00ea gostaria de complementar?<\/strong><br \/>\nAgora que o disco saiu, minha ansiedade \u00e9 como fazer ele chegar nas pessoas. Ele soa moderno e abrangente, mas \u00e9 um processo de convencimento explicar que tem um mineiro que toca viola caipira com refer\u00eancias africanas e um cantor gringo. Eu recebi a not\u00edcia hoje que o Instagram selecionou a m\u00fasica &#8220;S\u00f3 Para Ter Voc\u00ea&#8221; para um destaque dentro da plataforma, o que \u00e9 muito importante para um lan\u00e7amento independente. Em uma era de excesso, a curadoria e o jornalismo musical tornam-se cada vez mais importantes. Nos shows, vou tocar a Viola Guitarra, que \u00e9 um instrumento novo, um h\u00edbrido de viola caipira e guitarra Les Paul. Foi um luthier de BH que fez, o S\u00e9rgio, que faz instrumentos para o Pato Fu e Jota Quest. \u00c9 um instrumento muito \u00fanico no pop brasileiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bemti - S\u00f3 Pra Ter Voc\u00ea (part. Fyfe Dangerfield e Thu) (visualizer \/ lyric video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9nt5IIPofiU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/bsky.app\/profile\/villon.bsky.social\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elsa Villon<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista de dados, especialista em M\u00eddia, Informa\u00e7\u00e3o e Cultura e colecionadora de vinis que est\u00e1 sempre no garimpo nas horas vagas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O disco \u00e9 a soma de Brasil, Portugal e Inglaterra, em viagens que v\u00e3o de Minas, Rio e Bahia at\u00e9 as outras extremidades do oceano.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/24\/das-minas-de-araxa-para-o-tejo-bemti-fala-das-influencias-do-seu-terceiro-disco-adeus-atlantico\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":156,"featured_media":94433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3177],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/156"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94429"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94522,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94429\/revisions\/94522"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}