{"id":94323,"date":"2026-02-18T00:03:30","date_gmt":"2026-02-18T03:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=94323"},"modified":"2026-03-26T15:38:36","modified_gmt":"2026-03-26T18:38:36","slug":"entrevista-ironias-fala-sobre-volta-a-cena-com-o-disco-odisseia-emergente-ao-fracasso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/18\/entrevista-ironias-fala-sobre-volta-a-cena-com-o-disco-odisseia-emergente-ao-fracasso\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ironias fala sobre volta \u00e0 cena com \u201cOdisseia Emergente ao Fracasso\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ociocretino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundado em 2014 pelo vocalista e guitarrista Jacintho, entre Leme e Jundia\u00ed (interior de S\u00e3o Paulo), o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ironiasironiasironias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ironias<\/a> surgiu no circuito punk\/DIY com uma linguagem crua, po\u00e9tica e politizada que dialogava com a urg\u00eancia do p\u00f3s-punk. Enquanto estava na ativa, foram dois EPs e muito p\u00e9 na estrada, principalmente pelo Sul do pa\u00eds. Mas com o caminho iminente de viver em um mundo que acelera enquanto se esvazia, o grupo se viu em um per\u00edodo de hiato, com seus integrantes concentrando-se em outros projetos art\u00edsticos, profissionais e acad\u00eamicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dez anos depois, o grupo retorna reformulado, agora com Jacintho, Cely Couto (bateria), Matheus Campos (guitarra) e Lucas Rosa (baixo). \u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/ironiasodisseia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Odisseia Emergente ao Fracasso<\/a>\u201d, \u00e1lbum que marcou o retorno do Ironias em 2025, nasceu justamente deste intervalo: do ac\u00famulo de experi\u00eancias, da fric\u00e7\u00e3o entre passado e presente, da necessidade de dizer algo quando tudo parece j\u00e1 ter sido dito ou automatizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 11 faixas, o \u00e1lbum transita entre indie rock, p\u00f3s-punk e punk-hardcore, equilibrando peso, f\u00faria, delicadeza e contempla\u00e7\u00e3o. As guitarras alternam entre cortes secos afiados e a atmosfera et\u00e9rea de cordas embebidas em reverb; a base r\u00edtmica sustenta um terreno pulsante; e a voz de Jacintho conduz uma poesia existencialista marcada por paradoxos, distopia algor\u00edtmica, exaust\u00e3o contempor\u00e2nea e pequenas epifanias que surgem em meio \u00e0s ru\u00ednas digitais e emocionais da contemporaneidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que uma volta, o \u00e1lbum funciona como uma esp\u00e9cie de manifesto tardio sobre tabalho, tecnologia e sobreviv\u00eancia. A pr\u00f3pria arte da capa, assinada por Diogo Robert de Lima com finaliza\u00e7\u00e3o de Lari Limoeiro, refor\u00e7a essa ideia ao propor um sistema de ideogramas que permite \u201cler\u201d o disco visualmente, como se cada faixa fosse parte de uma jornada simb\u00f3lica maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista ao Scream &amp; Yell, Jacintho fala sobre o que aconteceu durante os dez anos de hiato do Ironias, como a banda mudou nesse intervalo, as refer\u00eancias filos\u00f3ficas e musicais que atravessam o disco e os desafios de voltar a existir enquanto banda em um cen\u00e1rio cada vez mais mediado por plataformas. \u201cOdisseia Emergente ao Fracasso\u201d n\u00e3o promete um final feliz, mas oferece algo honesto: seguir em frente mesmo quando o destino torce contra tudo e todos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Odisseia Emergente Ao Fracasso\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nhkyJ-iaONkWh8u-qzjwSV0UuzfbhGYng\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que aconteceu com a banda durante esses dez anos parada? Em que momento voc\u00eas perceberam que era hora de voltar?<\/strong><br \/>\nCada um acabou se concentrando em outros projetos espec\u00edficos, tanto art\u00edsticos\/musicais quanto profissionais e acad\u00eamicos. Eu me dediquei absolutamente ao meu projeto solo, numa pesquisa na m\u00fasica latina que gerou em 2019 o disco &#8220;Tropical Desespero&#8221; onde me concentrei at\u00e9 o per\u00edodo da pandemia e posteriormente me engajei mais na atua\u00e7\u00e3o como produtor cultural, na idealiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do Festival MIGRA no interior de SP. Lucas Rosa tamb\u00e9m passou por v\u00e1rios processos profissionais, mas seguiu vivendo o underground com bandas como Antes da Queda e Mogi. Cely e Matheus se dedicaram muito nesse per\u00edodo ao coletivo P\u00e9 de Macaco em S\u00e3o Carlos (SP), respons\u00e1vel por dar um grande suporte no underground no interior. E na pandemia eles criaram a C\u00e1ustico, que \u00e9 um duo de noise-rock super experimental, com som denso e atmosf\u00e9rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que o chamado ao retorno do Ironias inicialmente partiu de mim, at\u00e9 porque \u00e9 um projeto que eu havia come\u00e7ado solo, ent\u00e3o tenho uma rela\u00e7\u00e3o muito \u00edntima com essa constru\u00e7\u00e3o. Durante esse per\u00edodo todo, muita coisa que eu havia escrito e que compusemos me tocava absurdamente, sobretudo nessa disrup\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a reflex\u00e3o sobre o trabalho dentro desse contexto, tudo isso \u00e9 muito intr\u00ednseco na narrativa do Ironias. Acho que esse apelo no presente sobre algo que a gente j\u00e1 refletia no passado foi o que conduziu. A partir disso chamei o Lucas e Matheus pra conversar e de cara a gente j\u00e1 tinha em mente a Cely como a pessoa certa pra estar conosco nessa nova fase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com esta nova forma\u00e7\u00e3o, como cada integrante influenciou o som e a identidade desse renascimento? Mudou o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a antes?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s tivemos a chegada da Cely que j\u00e1 conhecia muito o Ironias, acompanhou v\u00e1rios shows, tinha uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima, ent\u00e3o j\u00e1 se identificava na linguagem e no contexto da proposta. Na identidade, est\u00e9tica sonora e narrativa, eu acho que isso j\u00e1 veio pra essa fase de modo bem claro porque apesar de at\u00e9 ent\u00e3o termos apenas dois EP&#8217;s como banda, a linguagem era bem definida pra n\u00f3s. O Ironias tinha um mood sombrio e extremamente en\u00e9rgico, nesse novo trabalho conseguimos abrir uma brecha pra uma inten\u00e7\u00e3o um pouco mais solar e at\u00e9 contemplativa, com mais aplica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas mel\u00f3dicas e po\u00e9ticas. Acho que muito em virtude de novas refer\u00eancias que assumimos nesse per\u00edodo de hiato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Penso que nosso modo de operar essa nova fase mudou um tanto, porque tem sido um retorno quase que EAD (risos), pois estamos divididos em tr\u00eas cidades diferentes no interior. Ent\u00e3o antes eu chegava nos ensaios com uma base da composi\u00e7\u00e3o e faz\u00edamos o arranjo juntos ali, na hora. Hoje esse processo \u00e9 por etapas e \u00e0 dist\u00e2ncia: eu levanto uma pr\u00e9-demo simplificada, ajustando mais harmonia, letra, inten\u00e7\u00e3o e depois cada um vai incluindo\/gravando seu arranjo individualmente, a\u00ed quando nos encontramos a gente fecha as ideias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cOdisseia Emergente ao Fracasso\u201d \u00e9 um t\u00edtulo que j\u00e1 carrega pessimismo e um certo peso, que tamb\u00e9m \u00e9 traduzido no punch da maioria das faixas. Voc\u00ea diria que o t\u00edtulo reflete a quest\u00f5es pessoais da banda ou o estado do mundo em que vivemos agora?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o narrativa do Ironias \u00e9 muito baseada na literatura da filosofia existencialista, obviamente atravessado por fatos e contextos sociais contempor\u00e2neos. Ent\u00e3o s\u00e3o abordagens que v\u00e3o desde uma rela\u00e7\u00e3o melanc\u00f3lica e visceral de car\u00e1ter \u00edntimo at\u00e9 a reflex\u00e3o dos processos de explora\u00e7\u00e3o imperialistas, a rela\u00e7\u00e3o humana com o trabalho, com a disrup\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a disfun\u00e7\u00e3o social, enfim. Dentro de um ponto de vista n\u00e3o necessariamente do afrontamento, mas de como esses modos nos afetam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais foram as principais refer\u00eancias sonoras e culturais para a cria\u00e7\u00e3o deste \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nNa est\u00e9tica sonora talvez alguns pontos convergentes nas refer\u00eancias que levantamos estejam em artistas e bandas mais contempor\u00e2neas que buscam ressignificar a est\u00e9tica e a leitura do punk, p\u00f3s-punk, do rock de modo geral, como Idles, Viagra Boys, Met\u00e1 Met\u00e1 e at\u00e9 mesmo Boogarins. Mas ali no fundo o que nos pega de fato em sinergia \u00e9 a influ\u00eancia do p\u00f3s-punk, da dark-wave, sobretudo artistas como Bauhaus, Gang of Four, Siouxsie and the Banshees e ao lado a constru\u00e7\u00e3o do punk-hardcore com Black Flag. Individualmente, a gente trouxe muita coisa que potencializou essa cria\u00e7\u00e3o, sobretudo o Matheus, que \u00e9 um cara que tem uma capacidade impressionante de criar sons, texturas e atmosferas com os pedais e a guitarra. \u00c9 uma virtude da C\u00e1ustico e que ele soube abordar muito bem nesse processo do Ironias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na constru\u00e7\u00e3o po\u00e9tica que cabe a mim, a narrativa existencialista permeia a filosofia e \u00e9 um processo de conhecimento de autores e t\u00edtulos que foram me afetando ao longo da vida, que vai do &#8220;Alienista&#8221; de Machado de Assis a &#8220;Notas do Subsolo&#8221; de Dostoi\u00e9vski, passando por Nietzsche, Bauman, Hakim Bey, Pierre Levy e tantos outros. Mas a l\u00edrica, a adequa\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, as m\u00e9tricas, a constru\u00e7\u00e3o da musicalidade e ritmo das letras \u00e9 essencialmente influenciada pela m\u00fasica brasileira. Por Gilberto Gil, por C\u00e1tia de Fran\u00e7a, por Djavan e Jards Macal\u00e9, que tinha uma capacidade absurda de abordar a melancolia, o caos e o desprezo com uma visceralidade po\u00e9tica incr\u00edvel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_94325\" aria-describedby=\"caption-attachment-94325\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-94325 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ironias2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ironias2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ironias2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ironias2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94325\" class=\"wp-caption-text\"><em>A arte da capa de \u201cOdisseia Emergente ao Fracasso\u201d, do Ironias<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A capa tem um gloss\u00e1rio de ideogramas que permite \u201cler o \u00e1lbum\u201d. Como foram as tratativas com Diogo Robert e Lari Limoeiro para o conceito?<\/strong><br \/>\nO Diogo tem muita sensibilidade na cria\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos seus trabalhos, a gente j\u00e1 se conectava muito desde a primeira fase do Ironias e sempre dialogamos muito sobre esses processos at\u00e9 porque ele j\u00e1 acompanhava a maneira com o que eu constru\u00eda narrativas tamb\u00e9m. Apresentamos um apanhado de refer\u00eancias bem diversificado, sugerindo uma base de paleta de cores, mais as letras e as m\u00fasicas pra ele sacar o universo. A ideia era construir algo &#8220;emoldurado&#8221; independente do conte\u00fado. O ponto crucial \u00e9 que fosse uma constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dele, da maneira como ele sentia essas m\u00fasicas e a nossa narrativa, absolutamente sem necessidade nenhuma de ser objetivo. E por fim ele chegou com v\u00e1rias ilustra\u00e7\u00f5es e um gloss\u00e1rio de ideogramas, o que trouxe uma magia pra capa pela quantidade de detalhes e pelas possibilidades de interpreta\u00e7\u00f5es. A Lari entrou no processo de montagem do layout e coloriza\u00e7\u00e3o, que calhou exatamente com a inten\u00e7\u00e3o visual que a gente tava buscando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A vida de m\u00fasico independente j\u00e1 n\u00e3o era muito f\u00e1cil, mas agora depois de dez anos, como \u00e9 que est\u00e1 sendo voltar para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida o impacto do algoritmo atrelado \u00e0s grandes majors no streaming, as din\u00e2micas de tr\u00e1fego pago e afins geram um grande processo de sufocamento da m\u00fasica independente.H\u00e1 10 anos atr\u00e1s a gente tinha ao nosso favor a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o social coletiva, fazendo festivais, shows, feiras e afins. A gente lidava com uma comunidade mais aberta e potencial \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o para sair de casa a fim de conhecer m\u00fasica nova. Tanto que a gente se conheceu e se formou nessas experi\u00eancias coletivas. Hoje esse seria o principal reflexo na dificuldade de constru\u00e7\u00e3o de p\u00fablico; as pessoas t\u00eam definido seus gostos atrav\u00e9s do algoritmo, n\u00e3o mais necessariamente atrav\u00e9s de uma experi\u00eancia de busca, de aprecia\u00e7\u00e3o, de movimentos que ocorrem ao seu redor. E no fim, somos 4 millennials tentando se comunicar com praticamente 3 gera\u00e7\u00f5es (contando a nossa), sendo que absolutamente todas est\u00e3o impactadas e acomodadas a essa nova din\u00e2mica. N\u00e3o da m\u00fasica e dos artistas, mas sim a maneira que a tecnologia criou um novo processo de industrializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do lan\u00e7amento do novo disco, o que mais vem por a\u00ed? Quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos planos da banda?<\/strong><br \/>\nTocar o que n\u00e3o tocamos nos \u00faltimos dez anos (risos). Na verdade \u00e9 um novo processo de reconhecimento do p\u00fablico, a gente se reconectando com quem j\u00e1 conhecia o projeto e estabelecendo novos v\u00ednculos com quem t\u00e1 ouvindo pela primeira vez. O grande problema \u00e9 sermos engolidos pela necessidade de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para que nosso som gire e chegue \u00e0s pessoas atrav\u00e9s das vias virtuais &#8211; essa tem sido nossa mim\u00e9tica vida sentenciada \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o (risos). Mas de toda forma, em dezembro j\u00e1 tivemos duas datas no interior e para 2026 o prop\u00f3sito \u00e9 fazer ainda no primeiro semestre uma circula\u00e7\u00e3o em SP e mais algum estado vizinho. Com o \u00e1lbum na rua, agora a gente t\u00e1 come\u00e7ando a bater esse planejamento.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"IRONIAS - Teimosia Session (2025)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mr7hEHyoiJw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com 11 faixas, o \u00e1lbum transita entre indie rock, p\u00f3s-punk e punk-hardcore, equilibrando peso, f\u00faria, delicadeza e contempla\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/18\/entrevista-ironias-fala-sobre-volta-a-cena-com-o-disco-odisseia-emergente-ao-fracasso\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":94324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8099],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94323"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94323"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94427,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94323\/revisions\/94427"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}