{"id":93768,"date":"2026-02-08T22:48:30","date_gmt":"2026-02-09T01:48:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93768"},"modified":"2026-02-27T11:58:26","modified_gmt":"2026-02-27T14:58:26","slug":"my-chemical-romance-cumpre-promessa-e-ilumina-uma-geracao-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/08\/my-chemical-romance-cumpre-promessa-e-ilumina-uma-geracao-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"My Chemical Romance cumpre promessa e ilumina uma gera\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><br \/>\nfotos de <a class=\"x1i10hfl xjbqb8w x1ejq31n x18oe1m7 x1sy0etr xstzfhl x972fbf x10w94by x1qhh985 x14e42zd x9f619 x1ypdohk xt0psk2 x3ct3a4 xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl x16tdsg8 x1hl2dhg xggy1nq x1a2a7pz notranslate _a6hd\" tabindex=\"0\" role=\"link\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bmaisca\/\">@bmaisca<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o My Chemical Romance anunciou seu retorno, no fim de 2019, parecia que uma porta que estava fechada h\u00e1 tempo finalmente tinha sido destrancada. Depois de anos de hiato, o simples fato de a banda voltar \u00e0 ativa j\u00e1 fazia o f\u00e3 brasileiro voltar a sonhar com algo que, at\u00e9 ent\u00e3o, parecia improv\u00e1vel: ver a banda novamente por aqui, pela primeira vez desde 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas pouco tempo depois veio a pandemia e, com ela, o freio brusco em qualquer plano de turn\u00ea, interrompendo o mundo e empurrando o retorno do My Chemical Romance para um futuro indefinido. Na \u00e9poca, Mikey Way, baixista da banda, falou com a BBC sobre isso e, sem tentar romantizar nada, resumiu o que todo mundo sentiu: todo mundo tinha um plano. Bandas, diretores, gente no varejo, jardineiros. Todo mundo estava prestes a fazer alguma coisa. E tudo foi interrompido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ele disse tamb\u00e9m outra coisa que, olhando agora, parece quase prof\u00e9tica: que a m\u00fasica ao vivo n\u00e3o ia a lugar nenhum. Que era s\u00f3 uma pausa. E que o retorno seria uma esp\u00e9cie de luz no fim do t\u00fanel. O primeiro show do My Chemical Romance em S\u00e3o Paulo em 2026 foi exatamente isso: uma luz que demorou mais do que deveria, mas que quando acendeu, iluminou uma gera\u00e7\u00e3o inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quinta-feira (5\/02), no Allianz Parque, a cena j\u00e1 come\u00e7ava antes do primeiro acorde. O p\u00fablico chegou estampado no figurino. Muita gente vestida como se tivesse sa\u00eddo diretamente dos clipes da banda. Gravatas vermelhas por todos os lados, como em &#8220;Helena&#8221;. Meninas e mulheres reproduzindo o visual cl\u00e1ssico da era &#8220;Three Cheers for Sweet Revenge&#8221;. Gente maquiada, delineador pesado, cabelo propositalmente bagun\u00e7ado, camisa preta, drama est\u00e9tico e (muito) orgulho de tudo disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era como se uma est\u00e9tica inteira tivesse sido desenterrada. O tipo de coisa que s\u00f3 acontece com banda que virou mais do que banda: virou c\u00f3digo cultural. E o mais interessante \u00e9 que n\u00e3o era s\u00f3 \u201cgente que viveu a \u00e9poca\u201d. Tinha muita gente nova. Uma gera\u00e7\u00e3o que talvez nem tenha acompanhado o auge do My Chemical Romance em tempo real, mas que absorveu tudo aquilo como se tivesse vivido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um detalhe, no entanto, chamou aten\u00e7\u00e3o: as arquibancadas estavam lotadas, mas na pista havia espa\u00e7os vis\u00edveis. E isso ficou ainda mais evidente na pista premium (local onde este redator acompanhou o show a convite do Santander, dono de um camarote no local, com acesso liberado \u00e0 pista premium).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pista estava cheia, claro, mas n\u00e3o no n\u00edvel de esmagamento absoluto que se espera de um evento anunciado como \u201cingressos esgotados\u201d. Era poss\u00edvel circular, respirar, e enxergar alguns vazios pontuais que contradizem a ideia de lota\u00e7\u00e3o total. O que levanta a d\u00favida: talvez duas noites com bom p\u00fablico sejam mais interessantes para a produtora do que uma noite genuinamente esgotada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93769\" aria-describedby=\"caption-attachment-93769\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93769 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/the-hives.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/the-hives.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/the-hives-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93769\" class=\"wp-caption-text\"><em>The Hives<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do My Chemical Romance entrar em cena, o The Hives entregou um daqueles shows que servem como lembrete do que significa uma banda ao vivo. Com Pelle Almqvist no comando, o grupo sueco foi explosivo, engra\u00e7ado, debochado, el\u00e9trico e totalmente consciente de como dominar um est\u00e1dio. N\u00e3o houve tentativa de soar \u201cgrandioso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O The Hives foi direto no nervo, com o tipo de energia que parece agressiva de t\u00e3o eficiente. A sensa\u00e7\u00e3o era simples: se o Allianz estivesse morno, ele n\u00e3o ficaria. E n\u00e3o ficou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O My Chemical Romance subiu ao palco com uma proposta clara: n\u00e3o era um show qualquer. Era uma apresenta\u00e7\u00e3o. E essa diferen\u00e7a importa. A banda escolheu tocar &#8220;The Black Parade&#8221; (que completa 20 anos) na \u00edntegra logo de cara, o que por si s\u00f3 j\u00e1 muda o peso do espet\u00e1culo. Uma obra sendo executada como se fosse pe\u00e7a teatral, com estrutura, narrativa e atmosfera. E sabe por que funciona? Porque &#8220;The Black Parade&#8221; \u00e9 uma experi\u00eancia que marcou gente demais pra ser tratada como simples sequ\u00eancia de m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerard Way apareceu inicialmente mais contido, menos \u201cfrontman falastr\u00e3o\u201d, mais personagem (o cara \u00e9 um baita int\u00e9rprete). E isso fez sentido, j\u00e1 que a primeira parte do show foi pensada como encena\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Ray Toro parecia em outra frequ\u00eancia: sorridente, visivelmente confort\u00e1vel, curtindo cada segundo. Em muitos momentos, era ele quem transmitia a sensa\u00e7\u00e3o mais humana no palco, como se estivesse ali reconhecendo o privil\u00e9gio de tocar aquelas m\u00fasicas diante de um p\u00fablico que esperou tempo demais por aquilo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93772\" aria-describedby=\"caption-attachment-93772\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93772 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr5-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93772\" class=\"wp-caption-text\"><em>My Chemical Romance<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que realmente definiu a noite n\u00e3o foi o palco. Foi o p\u00fablico. A plateia cantou todas as m\u00fasicas com uma intensidade absurda. Em v\u00e1rios momentos, a voz de Gerard Way simplesmente desaparecia no meio do coro, n\u00e3o por falha t\u00e9cnica, mas porque o Allianz inteiro parecia decidido a cantar por ele. Era quase como se as pessoas estivessem tomando posse daquelas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso diz muito sobre o que o My Chemical Romance representa: uma trilha sonora emocional. Quase que um abrigo identit\u00e1rio pra quem cresceu ouvindo essas letras como se fossem di\u00e1rios pessoais. Como se dissesse: \u201ca gente esperou, e agora voc\u00eas v\u00e3o ouvir o que isso significou pra gente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se existe um momento em que o show pareceu se transformar em algo maior, foi quando come\u00e7ou &#8220;Welcome to the Black Parade&#8221; (pode parecer exagero, mas, dadas as devidas propor\u00e7\u00f5es \u2013 e elas t\u00eam diferen\u00e7as gritantes, entenda \u2013, essa m\u00fasica \u00e9 como uma \u201cBohemian Rhapsody\u201d de sua gera\u00e7\u00e3o). O p\u00fablico cantou com uma for\u00e7a t\u00e3o esmagadora que parecia imposs\u00edvel algu\u00e9m ficar parado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTeenagers\u201d foi o momento em que a tens\u00e3o dram\u00e1tica deu lugar ao impulso adolescente mais cru, enquanto \u201cFamous Last Words\u201d funcionou como cl\u00edmax absoluto: uma catarse coletiva que parecia mais cantada pela arquibancada do que pelo palco. Tudo era grande demais para caber apenas na banda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93771\" aria-describedby=\"caption-attachment-93771\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93771\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93771\" class=\"wp-caption-text\"><em>My Chemical Romance<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda parte do show, livre da rigidez narrativa de \u201cThe Black Parade\u201d, revelou uma banda mais solta e um Gerard Way visivelmente mais comunicativo. \u201cNa Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)\u201d abriu essa nova fase com energia explosiva, funcionando como um chute na porta ap\u00f3s o peso dram\u00e1tico do \u00e1lbum. Vieram ent\u00e3o \u201cSkylines and Turnstiles\u201d e \u201cHeaven Help Us\u201d, resgatando diferentes camadas da trajet\u00f3ria do grupo, antes da estreia de \u201cThe World Is Ugly\u201d na turn\u00ea, recebida com surpresa e emo\u00e7\u00e3o genu\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O set seguiu alternando intensidade e nostalgia com precis\u00e3o cir\u00fargica. \u201cI\u2019m Not Okay (I Promise)\u201d foi cantada do in\u00edcio ao fim pelo p\u00fablico, reafirmando seu status de hino geracional. \u201cCemetery Drive\u201d, outra estreia na turn\u00ea, trouxe um dos momentos mais sombrios e intensos da noite. \u201cHeadfirst for Halos\u201d e \u201cThank You for the Venom\u201d mantiveram o ritmo alto at\u00e9 que \u201cHelena\u201d surgisse como encerramento inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica que virou assinatura da banda, que virou est\u00e9tica, que virou figurino, que virou gravata vermelha, que virou clipe ic\u00f4nico, que virou porta de entrada pra muita gente, foi a escolhida para encerrar. E encerrou do jeito que tinha que ser: com o Allianz cantando t\u00e3o alto que parecia n\u00e3o caber dentro do est\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O My Chemical Romance cumpriu uma promessa que come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s, foi interrompida pela pandemia, atravessou anos de espera e finalmente chegou no Brasil como algo que parecia improv\u00e1vel tempo demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E talvez seja por isso que a sensa\u00e7\u00e3o final seja t\u00e3o clara: n\u00e3o d\u00e1 pra tratar esse retorno como revival. N\u00e3o d\u00e1 pra tratar nem como nostalgia. Porque nostalgia pressup\u00f5e algo que ficou para tr\u00e1s. E o que p\u00fablico no Allianz Parque mostrou \u00e9 que o My Chemical Romance ainda n\u00e3o teve tempo de partir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/02\/08\/my-chemical-romance-em-sao-paulo-george-orwell-teria-muito-do-que-se-orgulhar\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: My Chemical Romance em SP: George Orwell teria muito do que se orgulha<\/em><\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_93770\" aria-describedby=\"caption-attachment-93770\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93770 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mcr1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93770\" class=\"wp-caption-text\"><em>My Chemical Romance<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Paulo Pontes \u00e9 colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/whiplash.net\/autores\/paulopontes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Whiplash<\/a>\u00a0e escreve de rock, hard rock e metal no Scream &amp; Yell. \u00c9 autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2123311197759382&amp;set=a.356284934462026&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Arte de Narrar Vidas: hist\u00f3rias al\u00e9m dos biografados<\/a>\u201c.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O My Chemical Romance subiu ao palco com uma proposta clara: n\u00e3o era um show qualquer. 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