{"id":93403,"date":"2026-01-21T10:20:12","date_gmt":"2026-01-21T13:20:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93403"},"modified":"2026-02-13T02:26:39","modified_gmt":"2026-02-13T05:26:39","slug":"entrevista-eagle-eye-cherry-fala-sobre-novo-disco-become-a-light-a-vida-em-turnes-e-a-curta-carreira-de-ator","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/21\/entrevista-eagle-eye-cherry-fala-sobre-novo-disco-become-a-light-a-vida-em-turnes-e-a-curta-carreira-de-ator\/","title":{"rendered":"Entrevista: Eagle-Eye Cherry fala sobre novo disco \u201cBecome A Light\u201d, a vida em turn\u00eas e a curta carreira de ator"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ociocretino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois do hit \u201cSave Tonight\u201d transformar <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/eagle_eyecherry\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eagle-Eye Cherry<\/a> em um nome onipresente nas r\u00e1dios do mundo todo, o cantor e compositor sueco retorna com mais um disco, o s\u00e9timo da carreira. \u201c<a href=\"https:\/\/eec.lnk.to\/BecomeALight\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Become A Light<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em setembro de 2025, \u00e9 um trabalho de reconex\u00e3o com a energia crua de uma banda ao vivo ap\u00f3s anos de estrada e com as hist\u00f3rias pessoais que sempre atravessaram sua m\u00fasica &#8211; mesmo que nem sempre de forma t\u00e3o expl\u00edcita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filho do trompetista de jazz Don Cherry e da artista e designer Moki Cherry, e irm\u00e3o mais novo de Neneh Cherry, Eagle-Eye cresceu em meio a turn\u00eas, pa\u00edses e cenas culturais distintas. Ap\u00f3s morar em Nova York na adolesc\u00eancia, virou meio n\u00f4made, alternando entre temporadas nos EUA e na Su\u00e9cia. E essa forma\u00e7\u00e3o h\u00edbrida volta a ser central em \u201cBecome A Light\u201d, um \u00e1lbum de origem literalmente dividida: metade escrita e gravada em Los Angeles, com o compositor e produtor Jamie Hartman e Mark Stoermer, baixista do The Killers; a outra metade desenvolvida na Su\u00e9cia, ao lado do colaborador de longa data Peter Kvint.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado \u00e9 um disco que privilegia can\u00e7\u00f5es pensadas para o palco e arranjos menos polidos do que os que dominaram parte de sua produ\u00e7\u00e3o. Em faixas como \u201cJust Because\u201d, Cherry revisita temas recorrentes de sua obra (fuga, estrada, movimento) agora filtrados por uma maturidade menos impulsiva e mais consciente. J\u00e1 a faixa-t\u00edtulo, \u201cBecome A Light\u201d, nasce de um momento \u00edntimo e doloroso: o dia em que o m\u00fasico se despediu da m\u00e3e, figura fundamental tanto na vida familiar quanto na constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do trabalho de seu pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista ao Scream &amp; Yell, Eagle-Eye Cherry fala sobre o desejo de preservar a energia dos shows dentro do est\u00fadio, o impacto das turn\u00eas em sua forma de compor, a heran\u00e7a art\u00edstica dos pais, a longevidade inesperada de \u201cSave Tonight\u201d e os desafios de existir na ind\u00fastria musical em tempos de redes sociais. Tamb\u00e9m comenta sua rela\u00e7\u00e3o com o Brasil, pa\u00eds que visitou em novembro para um show privado em S\u00e3o Paulo, e reflete sobre envelhecer na m\u00fasica sem perder o prazer de seguir na estrada. Confira a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Become A Light\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lgXM8ZJa9X73WGn80Fu1CD522RLC2dzjI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O novo \u00e1lbum, \u201cBecome a Light\u201d, soa como um retorno a uma energia mais crua, de banda tocando ao vivo. Quando voc\u00ea percebeu que queria voltar a esse lugar depois de fazer discos mais polidos?<\/strong><br \/>\nAcho que foi algo meio natural, porque eu tenho feito muitas turn\u00eas nos \u00faltimos anos. Basicamente, a ideia era levar a banda para o est\u00fadio o mais r\u00e1pido poss\u00edvel depois de voltarmos da estrada, porque eu realmente queria manter aquela energia que a gente tem no palco. Acho que esse \u00e9 o ponto principal: tentar manter tudo org\u00e2nico. Eu tamb\u00e9m estava escrevendo m\u00fasicas que eu precisava para o setlist. Quando voc\u00ea est\u00e1 em turn\u00ea, pensa: \u201cCara, eu preciso de mais uma m\u00fasica assim, ou assado\u201d, e eu tenho escrito pensando nisso. Tudo tem sido muito focado no ao vivo. E tamb\u00e9m, quando voc\u00ea liga o r\u00e1dio hoje, tanta m\u00fasica \u00e9 incrivelmente polida. Havia uma necessidade de contra-atacar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Metade do \u00e1lbum foi feita em Los Angeles e a outra metade na Su\u00e9cia. Como esses dois ambientes ajudaram a moldar o clima geral do disco?<\/strong><br \/>\nEu acho que preciso fazer isso. J\u00e1 fiz isso v\u00e1rias vezes, e \u00e9 porque eu sou meio americano, meio sueco. Eu preciso ir para os Estados Unidos para conseguir aquela energia e inspira\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o \u00e1lbum reflete muito quem eu sou, e fazer dessa forma \u00e9 algo totalmente natural para mim. Uma diferen\u00e7a desta vez \u00e9 que fiz algumas m\u00fasicas com o Jamie Hartman, e ele trabalha mais a partir do piano, enquanto eu estou mais acostumado a compor com guitarras. Isso definitivamente acabou influenciando o som. \u201cChasing Down a Dream\u201d \u00e9 um bom exemplo de um som diferente: \u00e9 uma m\u00fasica que acabou ficando mais guiada pelo piano por causa desse processo. Tamb\u00e9m escrevi com o Mark Stormer, [baixista] do The Killers, e ali d\u00e1 para ouvir uma influ\u00eancia mais rock. Essa \u00e9 uma das coisas legais de trabalhar com pessoas diferentes: coisas diferentes acontecem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Chasing Down A Dream\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s_CBaD59NTI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cJust Because\u201d conta uma hist\u00f3ria sobre escapar de uma vida suburbana entediante. De onde veio essa imagem? \u00c9 algo pessoal para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nEu definitivamente me identifico com isso. Quando n\u00e3o est\u00e1vamos em Nova York, minha irm\u00e3 e eu dividimos uma casa no meio da floresta, no sul da Su\u00e9cia, e eu me identifico muito com essa vontade de sair de um lugar pequeno e ir para algo mais empolgante. Gosto desse conceito. J\u00e1 escrevi v\u00e1rias m\u00fasicas sobre fugir juntos. \u00c0s vezes \u00e9 mais uma hist\u00f3ria de amor, mas amo essa ideia de cair na estrada. Amo filmes de estrada, livros sobre estar na estrada, e amo fazer turn\u00ea. Moro em Estocolmo, que \u00e9 uma cidade relativamente pequena, e eu n\u00e3o conseguiria viver l\u00e1 se n\u00e3o tivesse o trabalho que tenho, porque de vez em quando eu posso entrar no \u00f4nibus de turn\u00ea e pegar a estrada. Essa m\u00fasica \u00e9 muito sobre isso: ir para a cidade grande e encontrar aventura junto da melhor pessoa do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu pai, Don Cherry, era um m\u00fasico de jazz que viajava muito, e frequentemente voc\u00ea o acompanhava em turn\u00ea. Como foi essa experi\u00eancia ao crescer?<\/strong><br \/>\n\u00c9 mais tarde na vida que voc\u00ea percebe o qu\u00e3o especial aquilo foi. Quando eu era crian\u00e7a, antes de come\u00e7ar a escola, viaj\u00e1vamos muito e esse era simplesmente o mundo em que eu nasci. Na \u00e9poca, parecia normal para mim. \u00c9ramos como ciganos, entrando no \u00f4nibus. N\u00e3o era o tipo de \u00f4nibus luxuoso em que eu fa\u00e7o turn\u00ea hoje, era uma Kombi, e meu pai dirigia muito. Mas mais tarde na vida voc\u00ea realmente come\u00e7a a entender o qu\u00e3o \u00fanica e especial foi aquela cria\u00e7\u00e3o. Quando eu converso com a minha irm\u00e3, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nenehcherryofficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Neneh<\/a>, a gente percebe que lembra muito claramente de muita coisa da nossa inf\u00e2ncia. Havia tanta coisa acontecendo o tempo todo. Eu lembro dessas viagens incrivelmente bem. Para mim, essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais eu amo tanto fazer turn\u00ea hoje. \u00c9 minha segunda casa. Quando sa\u00ed em turn\u00ea com meu primeiro \u00e1lbum, lembro de pensar: \u201cAh, sim, isso \u00e9 familiar, essa \u00e9 minha segunda casa, algo que eu conhe\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu pai claramente te influenciou muito, mas e a sua m\u00e3e, Monika Cherry? A faixa-t\u00edtulo do disco foi inspirada nela, certo?<\/strong><br \/>\nSim, a faixa-t\u00edtulo \u00e9 sobre o dia em que enterramos minha m\u00e3e. Ela \u00e9 um esp\u00edrito muito grande nas nossas vidas. Quando viaj\u00e1vamos e faz\u00edamos turn\u00eas, meus pais trabalhavam juntos; ela fazia toda a cenografia, todas as roupas e muitas das capas dos discos do meu pai. Ao mesmo tempo, ela cozinhava toda a comida e cuidava de mim e da minha irm\u00e3. Ela era o alicerce! Meu pai estava mais nas nuvens, e sem ela ele nunca teria conseguido viver da forma como viveu, sabe. No ano passado, minha irm\u00e3 lan\u00e7ou um livro sobre a vida dela [&#8220;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Thousand-Threads-Memoir-Neneh-Cherry\/dp\/1982161043\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Thousand Threads: A Memoir<\/a>&#8220;, ainda sem lan\u00e7amento no Brasil] e se voc\u00ea ler, voc\u00ea realmente entende que mulher e esp\u00edrito forte ela era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu n\u00e3o sabia do livro, vou procurar ent\u00e3o!<\/strong><br \/>\nAinda bem que voc\u00ea n\u00e3o o leu antes desta entrevista, porque teria muito mais perguntas sobre ele (risos).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93404 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/eagle.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/eagle.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/eagle-300x256.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea come\u00e7ou como baterista. Como aconteceu a transi\u00e7\u00e3o para a guitarra e para a composi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu era baterista, meu pai queria que eu tocasse bateria, ent\u00e3o toquei bastante quando era crian\u00e7a. No ensino m\u00e9dio, eu estava no departamento de teatro, atuando, mas comecei a andar com m\u00fasicos e tocar em bandas em Nova York como baterista. Mas uma frustra\u00e7\u00e3o que eu tinha era que eu tinha todas essas ideias criativas, mas ningu\u00e9m escuta o baterista (risos). Eu ficava tipo: \u201cTenho uma ideia \u00f3tima para a m\u00fasica\u201d, e eles diziam: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o\u201d. Eu sentia que n\u00e3o pertencia ali atr\u00e1s, queria estar pelo menos mais envolvido no processo de composi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o eu trabalhava como ator e tinha muito tempo ocioso entre um trabalho e outro, e comecei a comprar equipamentos e mexer neles no meu apartamento. Foi ali que a composi\u00e7\u00e3o realmente come\u00e7ou e eu descobri o qu\u00e3o incr\u00edvel e inspirador esse tipo de coisa \u00e9. Comecei a montar uma banda, mas era uma garota cantando, e eu tocava teclados e fazia backing vocals. Mais tarde, me mudei para Estocolmo e peguei emprestado um apartamento que tinha um viol\u00e3o que eu nunca tinha tocado, e tudo fez sentido. Eu encontrei onde minha voz soava certa. \u201cAh\u00e1, agora sim\u201d. Essa foi a chave que abriu a porta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle-Eye Cherry - Save Tonight\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nntd2fgMUYw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSave Tonight\u201d foi uma das primeiras m\u00fasicas que voc\u00ea escreveu e se tornou um grande sucesso. Olhando para tr\u00e1s, voc\u00ea sente que ela abriu mais portas ou tamb\u00e9m criou press\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u201cSave Tonight\u201d definitivamente abriu todas as portas. Eu tinha assinado com um pequeno selo independente em Estocolmo e planejava construir minha carreira aos poucos. Claro que eu sonhava em viajar o mundo, mas n\u00e3o esperava que isso acontecesse t\u00e3o r\u00e1pido. A\u00ed \u201cSave Tonight\u201d apareceu e disse: \u201cN\u00e3o, vamos com tudo agora\u201d. Se ter um hit desses \u00e9 um problema, \u00e9 um bom problema de se ter (risos). Sou incrivelmente grato pelo que essa m\u00fasica fez e por todas as oportunidades que abriu. E acho que \u00e9 uma \u00f3tima m\u00fasica. Especialmente hoje, com a forma como a ind\u00fastria da m\u00fasica est\u00e1, quando voc\u00ea v\u00ea como \u00e9 dif\u00edcil se destacar com tanta m\u00fasica por a\u00ed, fico ainda mais grato por ter conseguido escrever uma can\u00e7\u00e3o que ainda tem vida e longevidade. As pessoas ainda a descobrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A ind\u00fastria da m\u00fasica mudou muito desde ent\u00e3o. O que voc\u00ea teve que reaprender para continuar fazendo m\u00fasica de um jeito que fosse verdadeiro para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nRedes sociais! (risos) Eu preciso melhorar meu jogo! \u00c9 engra\u00e7ado porque tenho muito respeito por artistas jovens novos, mas tamb\u00e9m me pergunto como isso vai funcionar a longo prazo. Sempre mantive minha vida privada bem separada, e esse equil\u00edbrio funcionou bem para mim; sair em turn\u00ea, fazer o papel de rockstar e dar entrevistas, e depois voltar para casa e ter privacidade. Isso me mant\u00e9m com os p\u00e9s no ch\u00e3o e me d\u00e1 energia para continuar. Hoje, \u00e9 quase o oposto. Quanto mais os artistas compartilham suas vidas privadas, mais os f\u00e3s querem e adoram isso. Artistas novos est\u00e3o constantemente alimentando esse monstro das redes sociais, sem parar. Sou muito grato por n\u00e3o ser um artista estreante hoje em dia, porque isso parece uma vida bem dif\u00edcil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle-Eye Cherry - Are You Still Having Fun? (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BbbbkmODG2g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notei que voc\u00ea tem tocado mais m\u00fasicas de \u201cLiving in the Present Future\u201d ultimamente. \u00c9 um \u00e1lbum favorito seu para tocar ao vivo?<\/strong><br \/>\nPergunta interessante. Acho que tamb\u00e9m h\u00e1 v\u00e1rias m\u00fasicas de \u201cDesireless\u201d, e tocamos v\u00e1rias de \u201cBack on Track\u201d na \u00faltima turn\u00ea. Mas \u201cLiving in the Present Future\u201d tem algumas m\u00fasicas muito fortes. \u201cAre You Still Having Fun?\u201d \u00e9 uma das minhas favoritas. Eu a gravei com o Rick Rubin, o que foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel. Um daqueles momentos da vida em que voc\u00ea n\u00e3o acredita que aquilo est\u00e1 acontecendo. Ao longo dos anos, tentei misturar m\u00fasicas de \u00e1lbuns diferentes e evitar tocar exatamente o mesmo set em toda turn\u00ea. De vez em quando, a gente redescobre uma m\u00fasica legal para tocar que tinha esquecido. Mas escolher o setlist \u00e9, na verdade, uma das partes mais dif\u00edceis de fazer turn\u00ea; depois que voc\u00ea encontra a mistura certa, tudo come\u00e7a a fluir. Mas \u201cLiving in the Present Future\u201d \u00e9 um \u00e1lbum muito bom de tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m tem tocado \u201cAtlantic City\u201d, do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/16\/discografia-comentada-bruce-springsteen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruce Springsteen<\/a>. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n\u00c9 engra\u00e7ado. Come\u00e7ou com um show tributo ao Bruce Springsteen na Su\u00e9cia, e havia muitos artistas tocando m\u00fasicas dele. N\u00e3o lembro por que escolhi \u201cAtlantic City\u201d, mas j\u00e1 tinha visto ele tocando essa m\u00fasica e eu adoro a vers\u00e3o ao vivo do Bruce. Toquei essa m\u00fasica nesse concerto, e foi t\u00e3o bom cant\u00e1-la que acabei mantendo no repert\u00f3rio. Isso foi h\u00e1 bastante tempo, mas anos depois ela se tornou um momento muito forte no show. Eu n\u00e3o sou aquele f\u00e3 hardcore do Springsteen, mas tamb\u00e9m comecei a ouvi-lo mais tarde na vida. Ver como ele est\u00e1 envelhecendo na m\u00fasica e ainda mandando ver \u00e9 muito inspirador. Me faz sentir que ainda tenho alguns bons anos pela frente. Da gera\u00e7\u00e3o dele, eu acho que ele \u00e9 um dos que ainda est\u00e1 fazendo muita coisa boa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle Eye Cherry - Atlantic City (Bruce Springsteen Cover LiVE)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SvOS7aOWnyo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das coisas que o Bruce Springsteen faz quando est\u00e1 em turn\u00ea \u00e9 escolher uma m\u00fasica de um artista local para tocar com a banda no show. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/19\/bruce-springsteen-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Da \u00faltima vez que ele veio aqui<\/a>, ele tocou uma faixa do Raul Seixas, \u201cSociedade Alternativa\u201d. Sei que voc\u00ea conhece e gosta de Jorge Ben e Gilberto Gil e conviveu com Nan\u00e1 Vasconcelos. Voc\u00ea pensaria em fazer algo assim aqui no Brasil?<\/strong><br \/>\nHmm\u2026 (sorrindo) Venha para o pr\u00f3ximo show e vamos ver o que consigo escolher! (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea teve uma carreira inicial como ator e segundo o Internet Movie Database chegou a aparecer em \u201cThe Doors\u201d(1991), do Oliver Stone. Isso \u00e9 verdade?<\/strong><br \/>\nSim, eu tinha uma cena nos bastidores, mas o Oliver Stone filma muito mais do que usa, ent\u00e3o acabou sendo cortada. Espero que n\u00e3o tenha sido porque eu era p\u00e9ssimo \u2014 nunca vou saber (risos). Na verdade, d\u00e1 para me ver bem rapidamente como roadie no palco em uma cena, quando eles est\u00e3o tocando na Filad\u00e9lfia, acho, e eu sou um dos roadies no palco, usando um chap\u00e9u grande. Mas foi legal. Mesmo que eu tenha aparecido s\u00f3 em uma cena, fiquei l\u00e1 a semana inteira com um monte de gente incr\u00edvel. Tamb\u00e9m fiz \u201cNascido em Quatro de Julho\u201d (de 1989, tamb\u00e9m dirigido por Oliver Stone) com o Tom Cruise e foi quase a mesma coisa. E ali eu tenho uma fala, mas voc\u00ea s\u00f3 v\u00ea a parte de tr\u00e1s da minha cabe\u00e7a (risos). Mas ambas as experi\u00eancias foram fant\u00e1sticas. Mesmo n\u00e3o entrando no corte final, eu estava l\u00e1 e ainda fui pago, ent\u00e3o n\u00e3o posso reclamar! (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem planos de voltar ao Brasil em breve?<\/strong><br \/>\nNada confirmado ainda\u2026 Estamos trabalhando nisso, mas at\u00e9 agora nada confirmado!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle-Eye Cherry - Falling In Love Again (Live on 2 Meter Sessions)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QhTRbsuy5jY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle-Eye Cherry - Save Tonight - Session acoustique RFM\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A39vNduakWY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eagle-Eye Cherry - Thinking About You [Live from GO&#039; morgen Denmark]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iWsU-ipx1Z0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois do hit \u201cSave Tonight\u201d transformar Eagle-Eye Cherry em astro mundial, o cantor sueco retorna com mais um disco, o s\u00e9timo da carreira\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/21\/entrevista-eagle-eye-cherry-fala-sobre-novo-disco-become-a-light-a-vida-em-turnes-e-a-curta-carreira-de-ator\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":93405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8060],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93403"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93403"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93408,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93403\/revisions\/93408"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}