{"id":93335,"date":"2026-01-15T03:15:14","date_gmt":"2026-01-15T06:15:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93335"},"modified":"2026-02-07T00:21:52","modified_gmt":"2026-02-07T03:21:52","slug":"tres-perguntas-thiago-pethit-fala-sobre-ato-noturno-sua-primeira-trilha-sonora-original-para-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/15\/tres-perguntas-thiago-pethit-fala-sobre-ato-noturno-sua-primeira-trilha-sonora-original-para-cinema\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Perguntas: Thiago Pethit fala sobre \u201cAto Noturno\u201d, sua primeira trilha sonora original para cinema"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_renanguerra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma gera\u00e7\u00e3o inteira foi marcada pelo som jazz\u00edstico l\u00e2nguido e misterioso que iniciava todas as sess\u00f5es do \u201cSupercine\u201d, da Rede Globo. A vinheta instrumental de jazz composta por Roger Henri ficou marcada na mente das pessoas como sin\u00f4nimo de nostalgia e de suspense &#8211; muitas pessoas at\u00e9 relatam alguma sensa\u00e7\u00e3o de estranheza e inc\u00f4modo com a tal vinheta. H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o quase intr\u00ednseca entre suspense, desejo e som. M\u00fasica \u00e9 parte essencial de g\u00eaneros como o suspense, o terror ou o noir e por isso mesmo os diretores ga\u00fachos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher sabiam que seu filme mais recente, \u201cAto Noturno\u201d, precisaria ter uma trilha sonora especial e com um protagonismo maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAt\u00e9 ent\u00e3o a gente nunca tinha trabalhado com um filme com tanta trilha. M\u00fasicas sempre foram muito importantes nos nossos filmes anteriores, mas eram m\u00fasicas normalmente dieg\u00e9ticas e era uma cena em que o filme quase parava pra gente ter esse momento musical, mas que eram tamb\u00e9m pontuais\u201d, explica Matzembacher <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/15\/filipe-matzembacher-e-marcio-reolon-a-gente-queria-que-o-nosso-filme-ato-noturno-fosse-o-triunfo-do-desejo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em entrevista ao Scream &amp; Yell<\/a>; \u201cou quando tinha trilha composta ela entrava quase com uma l\u00f3gica de uma trilha concreta, ela nunca era t\u00e3o presente assim. E nesse filme tem cenas que ela entra assim, lutando pelo protagonismo da cena\u201d, completa Reolon. Para ajudar a criar essa ambi\u00eancia de \u201cAto Noturno\u201d, os diretores convidaram o m\u00fasico paulistano <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/thiagopethit\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thiago Pethit<\/a>, que acabou se unindo aos m\u00fasicos Arthur Decloedt e Charles Tixier, criando assim o trio que deu vida aos sons deste thriller er\u00f3tico com sotaque ga\u00facho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAto Noturno\u201d conta a historia de Matias (Gabriel Faryas), um jovem ator de teatro, e Rafael (Cirillo Luna), um pol\u00edtico em ascens\u00e3o que saiu candidato \u00e0 prefeitura da capital ga\u00facha. Os dois se conhecem via um aplicativo de encontros e acabam envoltos em uma qu\u00edmica sexual explosiva, que inclui um intenso desejo por sexo em lugares cada vez mais improv\u00e1veis e arriscados. Dos espa\u00e7os abertos no quintal de casa aos espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade de Porto Alegre, o que se desenrola \u00e9 uma narrativa tensa e cheia de tes\u00e3o em que poder, desejo e culpa se misturam com a viol\u00eancia e a inseguran\u00e7a, criando uma trama emaranhada e complexa, cheia de dubiedade e nuances.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo esse jogo entre sexo e poder \u00e9 constru\u00eddo a partir de uma mise-en-sc\u00e8ne detalhada, com planos, cores e jogos de luz extremamente bem estabelecidos, que d\u00e3o uma plasticidade \u00fanica ao filme de Reolon e Matzembacher; e tudo isso ganha ainda mais vida quando dialoga com a trilha constru\u00edda por Thiago Pethit. Cada composi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um rico elemento nesse quebra-cabe\u00e7a que mescla cinema noir, thriller er\u00f3tico anos 90 e a ebuli\u00e7\u00e3o incontrol\u00e1vel do desejo queer, em um resultado que soa vibrante e pulsante na tela do cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thiago Pethit atua aqui pela primeira vez como compositor de uma trilha para cinema, em um processo de trabalho que ele revela como desafiador e extremamente rico criativamente. Para entender mais sobre esse trabalho e sobre os meandros da trilha de \u201cAto Noturno\u201d, Pethit respondeu a tr\u00eas perguntas do Scream &amp; Yell e voc\u00ea pode conferir as respostas na \u00edntegra abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ATO NOTURNO | Trailer Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ku0LOYVswsM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 havia trabalhado com os diretores Filipe Matzembacher e M\u00e1rcio Reolon no clipe de \u201cMe Destr\u00f3i\u201d. Como surgiu essa parceria profissional entre voc\u00eas tr\u00eas? E como surgiu o convite para a trilha sonora de \u201cAto Noturno\u201d?<\/strong><br \/>\nNos conhecemos em 2018 por conta do filme \u201cTinta Bruta\u201d. A banda NoPorn fazia parte da trilha sonora com a m\u00fasica \u201cLeite\u201d, em que eu fa\u00e7o uma participa\u00e7\u00e3o especial, e por isso ficamos em contato. Nessa \u00e9poca, eu estava prestes a lan\u00e7ar o meu disco \u201cMal dos Tr\u00f3picos\u201d, e quando assisti \u201cTinta Bruta\u201d senti que aquele clima melanc\u00f3lico e febril do longa tinha muito a ver com minhas m\u00fasicas novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente foi tomar um caf\u00e9 juntos durante a Mostra de Cinema de SP, para nos conhecermos pessoalmente, e eu aproveitei para fazer o convite de criarmos um videoclipe juntos. O clipe saiu do papel alguns meses depois, mas o que ficou de mais importante desse primeiro encontro, foi a certeza imediata de que ali estavam dois grandes novos amigos e almas criativas de uma mesma natureza que a minha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu acompanhei boa parte do processo de cria\u00e7\u00e3o do \u201cAto Noturno\u201d. Li o roteiro anterior \u00e0s filmagens, acompanhei alguns dias de grava\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, at\u00e9 participei de algumas cenas como figurante. Nesses intervalos, conversamos muito sobre a atmosfera noir do meu trabalho e do disco \u201cMal dos Tr\u00f3picos\u201d e isso era algo que eles j\u00e1 imaginavam para a trilha sonora original do longa. At\u00e9 que no fim de 2023, com o filme em processo de edi\u00e7\u00e3o, eles me fizeram esse convite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93338 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PARTITURAS-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PARTITURAS-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/PARTITURAS-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para esse processo da trilha sonora do \u201cAto Noturno\u201d voc\u00ea contou com a parceria de Arthur Decloedt e Charles Tixier. Como foi essa troca para trabalhar em trio nesse projeto? E quais foram os desafios enfrentados por voc\u00ea para a constru\u00e7\u00e3o de sua primeira trilha sonora?<\/strong><br \/>\nEu sempre fui cin\u00e9filo. Ali\u00e1s, bem antes da m\u00fasica, o cinema foi minha primeira paix\u00e3o nas artes. Sinto que passei quase 20 anos de carreira escrevendo m\u00fasicas inspirado por filmes. E de fato j\u00e1 tive muitas composi\u00e7\u00f5es minhas usadas em longas e projetos audiovisuais. Mas eu nunca tinha feito m\u00fasica PARA cinema. Ent\u00e3o, quando surgiu o convite, essa era uma inseguran\u00e7a: ser\u00e1 que eu sozinho saberia como pensar isso? Al\u00e9m do fato de n\u00e3o ser um produtor\/arranjador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamei o Arthur e o Charles para fazerem parte do meu time e entrarem como colaboradores nessa troca. Al\u00e9m de serem excelentes produtores, foram parceiros criativos que j\u00e1 tinham mais experi\u00eancia com audiovisual. Foi um trabalho muito interessante para desenvolver a seis m\u00e3os e que certamente se enriqueceu muito com a expertise deles. O fato de serem m\u00fasicos com vertentes distintas, possibilitou tamb\u00e9m que a trilha explorasse ideias e refer\u00eancias sonoras que fossem de cl\u00e1ssicos \u00e0 contemporaneidade e pudessem se misturar nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu processo de pesquisa e cria\u00e7\u00e3o da trilha durou quase 6 meses bem intensos. Trocando com os diretores, pesquisando refer\u00eancias, pensando sobre as cenas e organizando os temas por narrativas e personagens, criando frases mel\u00f3dicas e composi\u00e7\u00f5es, e conduzindo o trabalho de dire\u00e7\u00e3o musical. Contar com a intelig\u00eancia e sensibilidade dos diretores Marcio e Filipe foi absolutamente essencial. Eles sabiam desde o princ\u00edpio o que estavam buscando. E cada conversa, cada chance de ouvi-los e de elaborar as cenas e solu\u00e7\u00f5es em conjunto, fez com que o papel da m\u00fasica no filme fosse tomando propor\u00e7\u00f5es cada vez mais especiais. Ela est\u00e1 muito presente ao longo da narrativa. Quase como um personagem. E cumpre, dentro dessa perspectiva de filme de g\u00eanero, um papel important\u00edssimo. \u00c9 um trabalho de muita responsabilidade. E ao longo desse processo descobri uma paix\u00e3o por isso. Descobri tamb\u00e9m que esse tipo de cria\u00e7\u00e3o era muito mais natural pra mim do que eu imaginava.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93337\" aria-describedby=\"caption-attachment-93337\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93337\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/BERLINALE-TEDDY-AWARDS-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/BERLINALE-TEDDY-AWARDS-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/BERLINALE-TEDDY-AWARDS-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93337\" class=\"wp-caption-text\"><em>Thiago Pethit em Berlim com a equipe do filme<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O filme de Matzembacher e Reolon trabalha com o sexo de uma forma muito particular, bebendo das fontes mais diversas, indo dos thrillers er\u00f3ticos ao universo do cruising urbano. Nesse sentido, quais foram as refer\u00eancias que voc\u00eas pesquisaram e mergulharam? E al\u00e9m disso, como foi o processo de tamb\u00e9m fugir dessas refer\u00eancias para se criar algo \u00fanico?<\/strong><br \/>\nAcredito que a trilha, assim como o pr\u00f3prio filme, tinha esse desafio de reimaginar os c\u00f3digos do cinema de g\u00eanero sob uma perspectiva contempor\u00e2nea e sobretudo queer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, trabalhar com essa perspectiva foi como estar num parque de divers\u00f5es. Poder referenciar a obra de grandes compositores como Bernard Herrmann, Pino Donaggio e Mikl\u00f3s R\u00f3zsa foi uma grande oportunidade para \u2018brincar de fazer cinema\u2019. Afinal, s\u00e3o filmes e artistas que fizeram parte da minha forma\u00e7\u00e3o e grandes respons\u00e1veis pelo meu amor ao cinema e \u00e0s trilhas sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas nesse processo, foi o pr\u00f3prio filme e seus personagens que conduziram as nuances narrativas da trilha. Existe uma unidade conceitual, mas cada cena dizia se o caminho seria mais cl\u00e1ssico ou mais experimental. Mais on\u00edrico ou paran\u00f3ico, sexual ou rom\u00e2ntico e melodram\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o acredito que exista uma m\u00fasica que por defini\u00e7\u00e3o possa ser queer ou gay. N\u00e3o pra al\u00e9m de quem a fez ou comp\u00f4s. Mas tamb\u00e9m acredito que essa \u00e9 uma trilha sonora sinuosa e que seu poder se manifesta pelas frases mel\u00f3dicas. Elas s\u00e3o o cerne. E essas frases, s\u00e3o frases mesmo, como personagens que dizem coisas. N\u00e3o s\u00e3o trilhas ambientes ou \u201cinvis\u00edveis\u201d. S\u00e3o melodias que se repetem, se torcem e retorcem de forma viscosa ao longo do filme. E nessa viscosidade, criam ambival\u00eancias o tempo todo. Tes\u00e3o e medo. Desejo e repress\u00e3o. Liberdade e estranheza. N\u00e3o s\u00e3o sentimentos puros. N\u00e3o s\u00e3o bin\u00e1rios. E acredito que isso diga muito sobre a natureza de uma trilha sonora queer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/15\/filipe-matzembacher-e-marcio-reolon-a-gente-queria-que-o-nosso-filme-ato-noturno-fosse-o-triunfo-do-desejo\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: Os diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon falam sobre &#8220;Ato Noturno&#8221;<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/atonoturno1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Sempre fui cin\u00e9filo. 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