{"id":93293,"date":"2026-01-09T01:20:45","date_gmt":"2026-01-09T04:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93293"},"modified":"2026-02-12T11:00:34","modified_gmt":"2026-02-12T14:00:34","slug":"rodrigo-ogi-nill-artistas-independentes-acabam-ganhando-no-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/09\/rodrigo-ogi-nill-artistas-independentes-acabam-ganhando-no-longo-prazo\/","title":{"rendered":"Rodrigo Ogi &#038; niLL: \u201cArtistas independentes acabam ganhando no longo prazo\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fabio Machado<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 fazer m\u00fasica por conta pr\u00f3pria em tempos onde plataformas digitais dominam o ecossistema de tudo que \u00e9 gravado e tocado ao redor do mundo? Como disputar o que resta de aten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios dessas plataformas (cada vez mais interessados em conte\u00fados gerados por IA, por sinal)? Em tempos de brainrot, sociedade do cansa\u00e7o, tecnofeudalismo e outros bichos caracter\u00edsticos desse s\u00e9culo, \u00e0s vezes o caminho para fazer a m\u00fasica fazer sentido de novo \u00e9 se divertir. Pelo menos \u00e9 o que pensa <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rodrigo_ogi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigo Ogi<\/a>, ao falar sobre \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/0LsOk7CzOopeIffm8fmHx0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manual Para N\u00e3o Desaparecer<\/a>\u201d (2025), disco lan\u00e7ado com o amigo e parceiro musical de longa data, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nil_oadotado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">niLL<\/a>, em entrevista concedida por chamada de v\u00eddeo ao Scream &amp; Yell. \u201c\u00c9 isso que a gente tem que fazer: ao inv\u00e9s de ficar se pressionando tanto, melhor se divertir um pouco mais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo tratando de temas densos como a passagem do tempo e o atual estado hiperconectado das nossas vidas em temas como \u201cAlgoritmado\u201d, \u201cCartas que Bordam o Tempo\u201d e \u201cO Plano de Cronos\u201d, a divers\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1 com a imprevis\u00edvel \u201cAbdul S\u00e3o\u201d (um lis\u00e9rgico encontro entre OVNIs, bad trip e\u2026Xuxa) ou na dan\u00e7ante \u201cDoze Badaladas\u201d. Tem espa\u00e7o para tudo, mas o eixo central do disco \u00e9 decididamente mais filos\u00f3fico, como aponta a pr\u00f3pria faixa-t\u00edtulo (que s\u00f3 virou t\u00edtulo aos 45 do segundo tempo). Para niLL, mais do que uma met\u00e1fora, o nome do trabalho \u00e9 um ato de sobreviv\u00eancia: \u201cTentar n\u00e3o desaparecer em meio ao tempo, porque a gente vive em um tempo muito vol\u00e1til\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o risco de desaparecer como artista em meio ao estado atual das redes e plataformas de streaming \u00e9 outro risco real, at\u00e9 mesmo para uma dupla que j\u00e1 t\u00eam seus anos de experi\u00eancia no hip hop nacional com suas respectivas carreiras-solo. Ao longo da entrevista, Ogi e niLL falam sobre as estrat\u00e9gias para driblar os algoritmos em tempos t\u00e3o complexos. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para falar da amizade, dos temas e caminhos que aparecem em \u201cManual Para N\u00e3o Desaparecer\u201d. Confira a entrevista na \u00edntegra a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manual para n\u00e3o desaparecer\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLVtUwEl0BdN4-YeNxxXratyX05_4AJZ5E\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que voc\u00eas j\u00e1 se conhecem faz um tempo. Voc\u00eas j\u00e1 tinham feito trabalhos juntos. Mas queria saber de voc\u00eas como essa amizade conseguiu evoluir para uma colabora\u00e7\u00e3o em um disco completo. Acho que \u00e9 uma coisa diferente de um single, de uma coisa que \u00e9 mais pontual para fazer. Como foi o processo?<\/strong><br \/>\nniLL: Mano, vou falar para voc\u00ea: quando o Ogi me convidou, foi um desafio e uma realiza\u00e7\u00e3o foda para mim. Como artista, a gente j\u00e1 at\u00e9 conversou sobre isso. Foi uma realiza\u00e7\u00e3o foda. E hoje em dia, depois desse tempo do disco ter sa\u00eddo, depois da gente ter trabalhado assim, eu senti que agora a gente se fundiu meio que musicalmente tamb\u00e9m, t\u00e1 ligado? E meio que independente desse \u00e1lbum, vamos continuar colaborando mais f\u00e1cil em outros projetos, tanto nos projetos dele, como nos meus, em outras \u00e1reas tamb\u00e9m. Ent\u00e3o a gente se fundiu na caminhada mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo Ogi: O lance com o niLL j\u00e1 vem de um tempo atr\u00e1s, como voc\u00ea mesmo falou. E ele tem um neg\u00f3cio tamb\u00e9m que \u00e9 aquela coisa, o santo bate. E o (meu) santo bateu com o dele, sabe? Gosto muito do jeito que o niLL leva a vida, do jeito de ser mesmo, falando dele como pessoa. E a\u00ed \u00e9 bem isso, cara. Esse projeto eu gostei muito de ter feito, me diverti muito no processo. A gente criou aquela sintonia muito boa. E eu j\u00e1 tenho at\u00e9 coisas aqui que eu tenho feito, falando &#8220;isso aqui, deixa para o pr\u00f3ximo projeto com o niLL&#8221;, sabe? &#8220;Vou deixar guardado isso daqui, que vai casar direitinho ali, com as coisas que eu tenho produzido aqui tamb\u00e9m&#8221;, sabe? E \u00e9 bem isso que ele falou. J\u00e1 tem coisas minhas, solo, que eu vou falar para ele fazer linhas de baixo, tocar alguma coisa. A coisa se fundiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: E sabe o que \u00e9 louco, Fabio? Nesse mundo da m\u00fasica, a gente tem uma jornada, e nessa jornada n\u00e3o s\u00e3o todas as pessoas que a gente soma, querendo ou n\u00e3o, fora da m\u00fasica, na vida mesmo. S\u00e3o pessoas que a gente trabalha musicalmente, s\u00e3o pessoas maravilhosas tamb\u00e9m, sabe? Mas cada um vai seguir o seu rumo. Mas esse trabalho com o Ogi trouxe a gente mais para perto como pessoa, como ele ter o filho dele que tamb\u00e9m gosta das coisas que eu gosto, e a\u00ed a gente consegue se encontrar no dia a dia e ter essa coleta. Eu acho que o grande lance da m\u00fasica \u00e9 conectar as pessoas para isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ogi: \u00c9. Meu filho tem nove anos e adora o niLL, cara. Sempre fala do \u201cTio niLL\u201d, sempre. Quando o niLL est\u00e1 aqui, ele fica alugando, perguntando coisas de anime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, eu acredito que o processo criativo tenha sido tranquilo, n\u00e3o? Porque, \u00e0s vezes, mesmo quando a gente conhece a pessoa, na hora de fazer algum trabalho criativo, cada artista tem um jeito espec\u00edfico de fazer alguma coisa: no caso de voc\u00eas, trabalhar uma letra, criar um beat e tudo mais. Voc\u00eas acham que a cria\u00e7\u00e3o do disco foi nessa tranquilidade ou teve alguma coisa que gerou mais debate? Voc\u00eas tiveram que contornar alguma quest\u00e3o para conseguir fluir?<\/strong><br \/>\nOgi: Cara, foi bem tranquilo. Eu j\u00e1 trabalhei com outros artistas e \u00e9 bem isso que voc\u00ea falou. Eu sou uma pessoa male\u00e1vel, mas tamb\u00e9m eu n\u00e3o quero fazer uma coisa que eu tenha que ficar totalmente desconfort\u00e1vel em um trabalho. E j\u00e1 trabalhei com outros artistas que isso aconteceu um pouco&#8230; Que a coisa ficava mais\u2026 (pausa) Tinha que acontecer mais do jeito que o outro artista queria, assim. Em v\u00e1rias vezes na minha carreira, isso aconteceu um pouco. Dessa vez, n\u00e3o. Foi muito tranquilo. Ao mesmo tempo que eu cedia, o niLL tamb\u00e9m cedia e as nossas ideias iam casando, sabe? As m\u00fasicas que eu pensava que talvez n\u00e3o entrassem no disco, como aconteceu, ele tamb\u00e9m tinha a mesma ideia e concordava. As coisas que eu achava que n\u00e3o, ele aceitava. Foi a coisa de a gente se testar em territ\u00f3rios que a gente n\u00e3o estava muito acostumado, sabe? Isso rolou. Na minha opini\u00e3o, foi muito tranquilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: Eu tamb\u00e9m acho que foi sadio, mano. Acho que tem um lance tamb\u00e9m hoje, que a gente via tudo como um desafio. No desbaratino. Ent\u00e3o eu falava: \u201cIsso aqui n\u00e3o \u00e9 muito a minha praia, mas vamos ver qual \u00e9 que \u00e9. Vai, vamos l\u00e1\u201d. E a\u00ed foi um desafio que foi sadio. Eu acredito que nesses trabalhos com outras pessoas, o mais dif\u00edcil mesmo \u00e9 encontrar um caminho em comum que todo mundo vai ficar confort\u00e1vel, mano. Esse \u00e9 o maior desafio, t\u00e1 ligado? Porque as outras partes, eu acho que \u00e9 muito de ego tamb\u00e9m, n\u00e9? Ent\u00e3o como n\u00f3s somos pessoas mais de boa, \u00e9 mais uma quest\u00e3o de evoluir mesmo. Pensar na evolu\u00e7\u00e3o. E a\u00ed acaba rolando mais f\u00e1cil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93295\" aria-describedby=\"caption-attachment-93295\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93295 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93295\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arte da capa de &#8220;Manual Para N\u00e3o Desaparecer&#8221;, de Rodrigo Ogi e niLL<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E falando agora do disco: A faixa t\u00edtulo \u201cManual Para N\u00e3o Desaparecer\u201d \u00e9 tamb\u00e9m a que abre o trabalho. E acho que ela acaba dando uma ideia geral do que voc\u00eas v\u00e3o abordar no disco, em termos de temas e tudo mais. Quando voc\u00eas fizeram essa composi\u00e7\u00e3o, voc\u00eas j\u00e1 tinham a ideia que essa faixa acabaria sendo a que daria o nome do disco? Ou foi algo que foi mais do meio pro fim no processo criativo de voc\u00eas? Como isso rolou?<\/strong><br \/>\nOgi: Essa faixa foi uma das \u00faltimas, cara. Se n\u00e3o foi a \u00faltima a ser feita, acho que ela foi mesmo uma das \u00faltimas. Talvez a pen\u00faltima faixa que a gente fez. Foi quando o Cravinhos apresentou essa batida pra mim, num dia assim, e eu j\u00e1 mandei pro niLL na hora, e o niLL falou: \u201cCara, essa base \u00e9 muito boa, mas acho que ela tem que ter s\u00f3 esse andamento aqui\u201d (porque ela tinha um outro andamento). A\u00ed eu falei: &#8220;Cara, tamb\u00e9m acho. \u00c9 o andamento que eu mais gostei&#8221;. A\u00ed falei com o Cravinhos, que tamb\u00e9m concordou com a nossa ideia. E a\u00ed come\u00e7amos a trabalhar nela. O t\u00edtulo dessa faixa s\u00f3 veio depois que a gente j\u00e1 tinha o t\u00edtulo do disco, foi a \u00faltima coisa a ser encontrada. Nos meus projetos, os t\u00edtulos v\u00eam sempre aos 45 do segundo tempo. Ent\u00e3o, falamos: \u201ccara, essa faixa tem que ser o t\u00edtulo\u201d. E o niLL, se n\u00e3o me engano, que teve a ideia: \u201cN\u00e3o, acho que tem que ser a primeira\u201d. O Cravinhos tamb\u00e9m concordou que tem que ser (essa) para abrir. E a\u00ed, cara, casou perfeitamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: Essa faixa a\u00ed, ela vem como a cereja do bolo. A gente est\u00e1 criando uma parada \u00e9pica. E ela tem muito disso, cara. Tanto que ela \u00e9 bem viva, n\u00e9? Todo mundo tocando. O sample ali, s\u00e3o v\u00e1rios m\u00fasicos tocando e tal. E o Cravinhos programou tudo aquilo. E, cara, o nome, ele era do mesmo n\u00edvel da faixa, velho. N\u00e3o tinha outro nome pra ela. N\u00e3o tinha nada melhor pra ela. Era um que foi feito para o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Engra\u00e7ado voc\u00eas falarem sobre essa coisa de n\u00e3o saber se ia ficar no come\u00e7o ou no final, porque a \u00faltima faixa, se eu n\u00e3o me engano \u00e9 \u201cE o Mundo Todo Sorriu\u201d. Acabou sendo um encerramento muito bom que d\u00e1 um tom de esperan\u00e7a para fechar o disco. Queria saber como foi a composi\u00e7\u00e3o dessa faixa especial. E como foi a ideia da Roberta Estrela D&#8217;alva participar.<\/strong><br \/>\nOgi: Ent\u00e3o, essa foi uma faixa que o niLL n\u00e3o estava muito confort\u00e1vel. Eu falei: \u201cCara, confia que essa aqui vai dar bom\u201d. Eu j\u00e1 tinha trabalhado o meu verso e o refr\u00e3o. Falei de novo: \u201cConfia que vai dar bom\u201d. E ele falou: \u201cT\u00e1 bom, ent\u00e3o vou\u201d. E a\u00ed, no processo, ele foi se divertindo pra caramba quando ele mandou o verso dele. E eu falei: \u201cCara, ficou muito bom isso\u201d. Ficou muito engra\u00e7ado, t\u00e1 ligado? Ficou muito leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Roberta eu j\u00e1 conhe\u00e7o de longa data mas me aproximei dela trabalhando na pe\u00e7a que fizemos esse ano, que \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/24\/teatro-avenida-paulista-da-consolacao-ao-paraiso-de-felipe-hirsch-e-uma-ode-apaixonada-pelas-contradicoes-de-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Avenida Paulista, da Consola\u00e7\u00e3o ao Para\u00edso<\/a>\u201d, do diretor Felipe Hirsch. \u00c9 uma pe\u00e7a de teatro que eu, ela e v\u00e1rios outros artistas compusemos m\u00fasicas. E a Roberta interpretava as minhas m\u00fasicas nesse espet\u00e1culo. Ent\u00e3o a gente se aproximou muito. E a\u00ed eu falei: \u201cCara, eu quero fazer (mais) trabalhos com voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre falava pra ela, algumas coisas eu mostrava, mas a coisa meio que ficava no ar. E a\u00ed essa eu mostrei pro niLL e falei: \u201cEsse texto aqui tem muito a ver com a gente\u201d. Porque nossas m\u00e3es s\u00e3o falecidas, n\u00e9? E \u00e9 como se fosse tamb\u00e9m a vida, o universo conversando com a gente ali. Como se fosse um sonho, um bom press\u00e1gio. E falei: &#8220;Vou chamar a Roberta\u201d. Ela topou na hora, me entregou muito r\u00e1pido a grava\u00e7\u00e3o, interpretando o meu texto ali de forma primorosa. E foi isso. Espero contar com ela mais vezes tamb\u00e9m, em outros trabalhos, porque ela \u00e9 muito foda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: Foi basicamente isso a\u00ed mesmo. Essa entra naquelas ideias dos desafios, n\u00e9, velho? A gente olhava as paradas e falava: \u201cMano, a gente n\u00e3o se v\u00ea cantando isso, mas vamos ver o que acontece se a gente fizer\u201d. E a\u00ed deu muito certo, cara. Foi muito legal porque eu gostei muito de escrever essa m\u00fasica. Fazia tempo que eu n\u00e3o me divertia tanto em escrever uma m\u00fasica assim, sabe? E at\u00e9 me fez relembrar que, mano, \u00e9 isso que a gente tem que fazer: ao inv\u00e9s de ficar se pressionando tanto, melhor se divertir um pouco mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rodrigo Ogi &amp; niLL - E O Mundo Todo Sorriu (part. Roberta Estrela D&#039;Alva)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wl-bReNRYrk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que divertido \u00e9 uma boa palavra porque ao olhar o disco como um todo, o que ficou para mim \u00e9 que no lado A, a primeira metade, voc\u00eas est\u00e3o numa coisa mais filos\u00f3fica ali, refletindo sobre uns temas mais cabe\u00e7a mesmo, n\u00e9? Toda essa quest\u00e3o de tempo e tudo mais, mas n\u00e3o s\u00f3 isso. E na metade final, tem uma reflex\u00e3o maior sobre situa\u00e7\u00f5es pessoais, mas com um clima mais positivo. Tem ali \u201cDerradeira\u201d, \u201cDoze Badaladas\u201d, a pr\u00f3pria \u201cE o Mundo Todo Sorriu\u201d, como j\u00e1 falamos. Voc\u00eas concordam com esse pensamento? Ou voc\u00eas veem a sequ\u00eancia do disco de uma outra forma?<\/strong><br \/>\nniLL: Concordo, mano, concordo. Eu acho que o nome j\u00e1 traz muito esse fio de esperan\u00e7a, n\u00e9, mano? (Voc\u00ea) Tentar n\u00e3o desaparecer em meio ao tempo, porque a gente vive em um tempo muito vol\u00e1til, onde as coisas desaparecem mesmo. Ent\u00e3o o nome do t\u00edtulo j\u00e1 traz esse fio de esperan\u00e7a e eu acho que essas m\u00fasicas, elas refletem muitas fases que a gente est\u00e1 vivendo na nossa vida tamb\u00e9m, t\u00e1 ligado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Boa. Mas no meio disso tamb\u00e9m tem umas coisas ali como \u201cAbdul S\u00e3o\u201d, que para mim \u00e9 psicodelia pura porque voc\u00eas fizeram uma narrativa que junta alien\u00edgenas com bad trip, tem o sample do (meme) \u201cQue Show da Xuxa \u00c9 Esse\u201d que deixou tudo ainda mais memor\u00e1vel. Como que voc\u00eas foram criando essa mistura toda?<\/strong><br \/>\nOgi: Eu tinha feito essa base h\u00e1 um tempo j\u00e1, e (pausa pra corrigir) H\u00e1 um tempo, n\u00e3o; foi assim que o niLL aceitou o convite, no final do ano passado. Tinha rabiscado os versos dela, a\u00ed mandei para o niLL ver se ele aprovava, e ele falou: \u201c Cara, acho foda\u201d. O lance do Xou da Xuxa, aquilo tinha s\u00f3 na minha parte, n\u00e3o era um refr\u00e3o e sim um complemento da minha rima. S\u00f3 que o niLL teve a ideia de deixar isso nas duas partes, e foi isso o que coroou, foi a cereja do bolo. E foi isso, cara. Foi divertido o processo de todas as faixas, mas principalmente nessa. Porque \u00e9 aquele lance que eu sempre tenho dito: eu estou fazendo m\u00fasica hoje em dia justamente por esse processo, essa coisa de se divertir fazendo. A hora que voc\u00ea descobre uma linha e fala: \u201cNossa, essa linha ficou muito boa\u201d&#8230; \u00c9 como se voc\u00ea estivesse jogando futebol com seus amigos e faz um gola\u00e7o, tipo: \u201cNossa, que foda\u201d. Essa faixa aconteceu muito disso. E \u00e9 isso, eu venho descrevendo uma situa\u00e7\u00e3o ali que parece uma bad trip, que parece uma viagem, como se eu estivesse em uma alucina\u00e7\u00e3o, e a\u00ed o niLL traz mais essa coisa para a coisa de abdu\u00e7\u00e3o alien\u00edgena. Ent\u00e3o as duas ideias casaram muito, conversaram muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: Exato, exato. E quando chegou essa m\u00fasica, quando o Ogi me mandou a guia, era uma \u00e9poca em que est\u00e1vamos assistindo muito conte\u00fado sobre ufologia &#8211; eu gosto muito e tinha descoberto um conte\u00fado muito foda sobre ufologia. Ent\u00e3o foi coisa de louco, caiu bem no mesmo momento, foi de louco mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outro destaque \u00e9 \u201cAlgoritmado\u201d, porque tem essa descri\u00e7\u00e3o das nossas vidas com o celular, rede social, com uma vis\u00e3o mais cr\u00edtica. Ao mesmo tempo &#8211; estava at\u00e9 conversando isso com o niLL antes do Ogi chegar &#8211; notei que voc\u00eas usam muito bem as redes, com v\u00e1rios v\u00eddeos usando cortes de entrevistas e outros formatos. Tamb\u00e9m vi que voc\u00eas lan\u00e7aram os visualizers de todas as faixas no Youtube; de certa forma, voc\u00eas tamb\u00e9m t\u00eam uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica das redes. Ent\u00e3o, como voc\u00eas trabalham esse equil\u00edbrio de conviver com o algoritmo e n\u00e3o se deixar levar totalmente por ele?<\/strong><br \/>\nOgi: Isso tem acontecido agora comigo nesse disco (de fazer esses cortes cantando) justamente porque a gente \u00e9 independente. N\u00e3o tem investimento nenhum, \u00e9 tudo \u201cn\u00f3s por n\u00f3s\u201d. A \u00fanica maneira que encontramos da m\u00fasica acabar chegando mais longe \u00e9 fazendo esses cortes, tendo que ceder a esse lance impositivo das redes sociais, que \u00e9 voc\u00ea ter que ficar produzindo conte\u00fado. Caso contr\u00e1rio, talvez demorasse mais para chegar nas pessoas, ou ent\u00e3o at\u00e9 n\u00e3o chegasse. Porque, por exemplo, no meu lan\u00e7amento anterior, o \u201cAleatoriamente\u201d (de 2023), eu tenho 90 e poucos mil seguidores no Spotify.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro m\u00eas, o Spotify entregou somente para 6% dos meus seguidores, \u00e9 muito limitado. Tinha gente que vinha falar sobre o disco meses depois de ter sa\u00eddo. Com esse lan\u00e7amento e com esses v\u00eddeos, as pessoas est\u00e3o chegando. Tem gente vindo falar: \u201cN\u00e3o sabia que tinha sa\u00eddo, vou l\u00e1 conferir\u201d. Ou ent\u00e3o: \u201cEstou ouvindo muito, agora vou ouvir de novo\u201d. Est\u00e1 dando um resultado de alcance, que \u00e9 o que a gente precisa, como eu disse antes, por sermos artistas independentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, \u00e9 tudo n\u00f3s por n\u00f3s. Eu sempre fui de postar muito pouco (em rede social), por isso que talvez meus seguidores fiquem congelados. Perco muitos seguidores ali, porque \u00e9 uma coisa que realmente, quando voc\u00ea fica muito ali, acaba entrando, sendo contagiado e adoece mesmo, sabe? Eu tenho percebido uma coisa entre os meus amigos, nas conversas que a gente tem: est\u00e1 todo mundo muito cansado. E esse rolar de telas, essa coisa de ficar sempre ali que deixa cansado, porque \u00e9 muita informa\u00e7\u00e3o que o seu c\u00e9rebro acaba recebendo. Ent\u00e3o, o lance de dosar, por exemplo: fazer os v\u00eddeos, como eu e o niLL temos feito, e depois deixar aquilo ali. N\u00e3o ficar conferindo, n\u00e3o ficar em cima, porque sen\u00e3o voc\u00ea acaba ficando drenado e entrando na pilha de tudo. \u00c9 mais ou menos isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rodrigo Ogi &amp; niLL - Algoritmado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hQiQ0dauRIk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>niLL, voc\u00ea sente a mesma coisa que o Ogi falou com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega de conte\u00fado de um disco? \u00c0s vezes, lan\u00e7ar e da\u00ed s\u00f3 10% dos seguidores sabem que o \u00e1lbum saiu. Da sua parte, voc\u00ea enxerga aquilo mesmo?<\/strong><br \/>\nniLL: Sim, cara. Observamos isso, essas mudan\u00e7as, desde 2016, 2017. E nessa \u00e9poca, era simplesmente lan\u00e7ar o trabalho, divulgar ali, que ele chegaria. N\u00e3o precisava fazer malabarismo nenhum. Se voc\u00ea pudesse impulsionar, melhor ainda, ia ser o para\u00edso na Terra. E a gente foi vendo que, a partir de 2019 e 2020, as coisas come\u00e7aram a ficar mais estranhas e mais estreitas. Atualmente, 2025, o algoritmo j\u00e1 tem um sistema. Ele j\u00e1 consegue compreender muitas coisas. Se voc\u00ea postar o flyer do evento, qualquer evento que seja, ele j\u00e1 breca o alcance, j\u00e1 v\u00ea que \u00e9 panfletagem. Se voc\u00ea fizer um v\u00eddeo falando isso, isso e tal, ele breca tamb\u00e9m, porque sabe que \u00e9 panfletagem. Ent\u00e3o, se voc\u00ea posta a capa do \u00e1lbum, (o algoritmo) est\u00e1 entendendo que \u00e9 uma arte, ent\u00e3o ele entrega de uma tal forma. E a\u00ed, mano, a gente v\u00ea que a comunica\u00e7\u00e3o tem que ser feita de outra maneira. Tem que ser feita de outra maneira para chegar a m\u00fasica na galera, porque, como o Ogi falou, uma frase muito impactante: \u00e9 isso, a gente \u00e9 independente, n\u00e3o tem jeito. Se n\u00e3o bolar algum plano, n\u00e3o vai chegar. N\u00e3o vai chegar, t\u00e1 ligado? N\u00e3o d\u00e1 para esperar milagre, n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ogi: Porque \u00e9 aquilo, esse trabalho, mesmo a gente postando esses v\u00eddeos, n\u00e3o \u00e9 garantido que vai ter retorno disso. Ent\u00e3o, \u00e9 ao mesmo tempo que voc\u00ea est\u00e1 trabalhando para o dono da plataforma, de gra\u00e7a, sabe? Porque com aquilo, ele vai receber, ele vai ter o lucro dele na hora. E uma coisa que eu vi, tem um livro que fala sobre isso que j\u00e1 estou atr\u00e1s para ler, mas que eu li algumas outras coisas assim, que \u00e9 o &#8220;Tecnofeudalismo&#8221; [nota do redator: muito provavelmente \u00e9 &#8220;Tecnofeudalismo : O que Matou o Capitalismo\u201d, de Yanis Varoufakis, economista e ex-ministro das finan\u00e7as da Gr\u00e9cia). Que \u00e9 esse lance de voc\u00ea estar trabalhando ali para o dono dessa plataforma, ele vai lucrar na hora que voc\u00ea posta o v\u00eddeo ali, e voc\u00ea n\u00e3o. Pode ser que esse v\u00eddeo viralize e isso te traga retorno, ou n\u00e3o; ent\u00e3o voc\u00ea fica ali o tempo inteiro, que \u00e9 o que todo mundo est\u00e1 fazendo o tempo inteiro, n\u00e3o s\u00f3 na arte. Eu vejo dentistas fazendo isso, cabeleireiros fazendo isso, todas as profiss\u00f5es est\u00e3o fazendo isso, para poder atrair p\u00fablico para o seu neg\u00f3cio. N\u00e3o \u00e9 garantido, n\u00e3o \u00e9 uma garantia, voc\u00ea fazendo isso n\u00e3o \u00e9 garantido que voc\u00ea vai ter retorno, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 como o niLL falou, o algoritmo entende se voc\u00ea colocou um flyer ali. O que o algoritmo quer que voc\u00ea fa\u00e7a na plataforma? Que voc\u00ea impulsione. Quer que voc\u00ea coloque dinheiro para aquilo chegar, se n\u00e3o colocar dinheiro, n\u00e3o vai chegar, n\u00e3o vai chegar. N\u00e3o tem jeito, at\u00e9 para os seus pr\u00f3prios seguidores, n\u00e3o chega, sabe? \u00c0s vezes voc\u00ea coloca um flyer de um show seu e o algoritmo n\u00e3o entrega, quando voc\u00ea v\u00ea tem 100 curtidas, sabe? E voc\u00ea tem \u00e0s vezes 100 mil seguidores, entende? \u00c9 feito justamente para voc\u00ea ficar alimentando aquilo tudo ou ent\u00e3o impulsionando com dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 desgastante tamb\u00e9m, \u00e9 uma coisa que vai te deixando mais desgastado, mas infelizmente agora eu vejo que \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda que a gente tem. Eu gostaria muito que as coisas voltassem no f\u00edsico, tipo que nem CDs, assim. Tinha \u00e9pocas que eu, no \u201cCr\u00f4nicas da Cidade Cinza\u201d, meu primeiro disco (2009) e no \u201cR\u00c1!\u201d, meu segundo disco (2015), que eu vendia 300 c\u00f3pias por show e abastecia as lojas de disco da galeria com o disco. Ent\u00e3o, mil c\u00f3pias eu vendia em um m\u00eas, sabe? E o dinheiro que eu investi voltava para mim. A plataforma de m\u00fasica te paga centavos por milh\u00f5es de views. \u00c9 muito desigual, entende? Ent\u00e3o \u00e9 um lance que eu acho que a gente precisa encontrar sa\u00eddas para a coisa andar. E n\u00e3o ficar na m\u00e3o dos caras como est\u00e1 hoje, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">niLL: E sabe o que eu vejo tamb\u00e9m, mano? Tipo assim, para artistas que criam, tem um trabalho e uma caminhada s\u00f3lida, como o Ogi, como eu tamb\u00e9m, esse formato de conte\u00fado eu diria que \u00e9 um \u00e1s na manga, t\u00e1 ligado? \u00c9 um coringa no baralho. Por qu\u00ea? Olha o tanto de m\u00fasica que a gente tem e olha o tanto de v\u00eddeo que a gente j\u00e1 fez, ent\u00e3o, \u00e9 meio discrepante. Ent\u00e3o tem muito conte\u00fado para gerar ainda. Muita chance para utilizar. E outra, volto a dizer, \u00e9 um coringa. Por qu\u00ea, mano? A hora que as pessoas chegam nesse conte\u00fado, seja cantando uma parada mais na zoeira e tal, a hora que a pessoa chega ali, vai mergulhar mais fundo e a\u00ed tem muita coisa para encontrar, t\u00e1 ligado? Encontra os \u00e1lbuns (da discografia), encontra as entrevistas, e \u00e9 a\u00ed que a gente ganha, no longo prazo. Como diz a\u00ed, os artistas que t\u00eam essa sua caminhada, que trabalham de uma maneira independente, acabam ganhando no longo prazo, t\u00e1 ligado?<\/p>\n<figure id=\"attachment_93296\" aria-describedby=\"caption-attachment-93296\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93296\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/manual2-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93296\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ogi e niLL apresentam &#8220;Manual Para N\u00e3o Desaparecer&#8221; ao vivo em show no Sesc Ponpeia, em S\u00e3o Paulo, dia 5 de fevereiro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fabio Machado<\/a>\u00a0\u00e9 m\u00fasico e jornalista (n\u00e3o necessariamente nessa ordem). Baixista na Falsos Conejos, Mevoi, Thrills &amp; the Chase e outros projetos.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ogi e niLL falam sobre as estrat\u00e9gias para driblar os algoritmos em tempos t\u00e3o complexos e tamb\u00e9m sobre amizade, e dos temas e caminhos que aparecem em \u201cManual Para N\u00e3o Desaparecer\u201d. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/01\/09\/rodrigo-ogi-nill-artistas-independentes-acabam-ganhando-no-longo-prazo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":143,"featured_media":93297,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8055,6840],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/143"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93293"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93298,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93293\/revisions\/93298"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}