{"id":93184,"date":"2025-12-23T20:11:54","date_gmt":"2025-12-23T23:11:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93184"},"modified":"2026-01-24T12:27:18","modified_gmt":"2026-01-24T15:27:18","slug":"limp-bizkit-mostra-em-sao-paulo-que-o-nu-metal-nao-vive-um-revival-mas-sim-um-momento-de-renovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/23\/limp-bizkit-mostra-em-sao-paulo-que-o-nu-metal-nao-vive-um-revival-mas-sim-um-momento-de-renovacao\/","title":{"rendered":"Limp Bizkit mostra em S\u00e3o Paulo que o nu metal n\u00e3o vive um revival, mas sim um momento de renova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra \u201crevival\u201d costuma ser usada para definir movimentos que ressurgem: uma moda, um estilo, um estado de esp\u00edrito que volta \u00e0 tona depois de um per\u00edodo de hiberna\u00e7\u00e3o. Mas, quando o assunto \u00e9 nu metal, talvez ela j\u00e1 n\u00e3o d\u00ea mais conta sozinha &#8211; ou, no m\u00ednimo, precise ser usada com algum cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pra quem acompanha o cen\u00e1rio da m\u00fasica pesada nos \u00faltimos dois anos \u2013 no m\u00ednimo \u2013 fica claro que o que est\u00e1 acontecendo vai al\u00e9m de um simples retorno nost\u00e1lgico. Existe, sim, um revival. Mas existe tamb\u00e9m renova\u00e7\u00e3o. E, principalmente, renova\u00e7\u00e3o de p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basta ter o Brasil como par\u00e2metro. De 2023 pra c\u00e1, bandas como Slipknot, Linkin Park, System of a Down, Mudvayne e P.O.D. voltaram a ocupar palcos gigantes, com shows em est\u00e1dios lotados (direta \u2013 no caso dos headliners \u2013 ou indiretamente, como bandas convidadas). Agora foi a vez do Limp Bizkit (e, logo logo, ser\u00e1 a vez do Korn).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais interessante, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 apenas nos n\u00fameros, mas sim no p\u00fablico. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a gera\u00e7\u00e3o que viveu a febre do nu metal no fim dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000 que comparece. Pelo contr\u00e1rio: h\u00e1 uma presen\u00e7a massiva \u2013 \u00e0s vezes at\u00e9 majorit\u00e1ria \u2013 de gente mais jovem, acompanhando essas bandas e seus shows com uma energia absurda (gigantesca e visceral, diga-se de passagem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja: o nu metal n\u00e3o vive \u201capenas\u201d um revival. Ele renovou seu p\u00fablico. Um feito louv\u00e1vel, que mostra como diferentes gera\u00e7\u00f5es ainda precisam do caos que o estilo evoca \u2013 seja pra extravasar, seja pra se sentir representadas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93197 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-52.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-52.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-52-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi exatamente esse cen\u00e1rio que se viu no Allianz Parque, no \u00faltimo dia 20 de dezembro, em um s\u00e1bado quente na capital paulista, quando a cidade recebeu a Loserville Gringo Papi Tour. Uma esp\u00e9cie de mini-festival encabe\u00e7ado pelo Limp Bizkit, acompanhado de outros cinco nomes: Slay Squad, Riff Raff, Ecca Vandal, 311 e Bullet For My Valentine (escalado \u00e0s pressas ap\u00f3s o cancelamento de Yungblud \u2013 por problemas de sa\u00fade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado de fora do est\u00e1dio, antes mesmo de os port\u00f5es se abrirem, o que se viu foi a maior concentra\u00e7\u00e3o de bon\u00e9s vermelhos por metro quadrado j\u00e1 registrada em S\u00e3o Paulo. \u00c9 curioso como certos elementos est\u00e9ticos acabam se tornando s\u00edmbolos imediatos de artistas ou bandas. Nesse caso, o respons\u00e1vel por esse fen\u00f4meno atende pelo nome de Fred Durst, vocalista da atra\u00e7\u00e3o principal. Bastava olhar ao redor pra entender que, independentemente da idade, todo mundo ali sabia exatamente onde estava pisando.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93198\" aria-describedby=\"caption-attachment-93198\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93198\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-01-Slay-Squad-3000px-5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-01-Slay-Squad-3000px-5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-01-Slay-Squad-3000px-5-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93198\" class=\"wp-caption-text\"><em>Slay Squad<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado de dentro do Allianz, quem abriu os trabalhos foi o Slay Squad. Representantes do que eles pr\u00f3prios definem como ghetto metal (uma mistura de hip-hop, hardcore, industrial e death metal), os caras encontraram um p\u00fablico ainda reduzido \u2013 especialmente na pista premium, ocupada por pouco menos de um quarto da sua capacidade naquele momento. A apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou morna, mas n\u00e3o demorou muito pra engrenar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda subiu com vontade, entregou intensidade e rapidamente conseguiu algo raro pra um hor\u00e1rio t\u00e3o ingrato: abrir as primeiras rodas de mosh do dia. O p\u00fablico respondeu \u00e0 altura da energia que vinha do palco, e o Slay Squad saiu com a clara sensa\u00e7\u00e3o de miss\u00e3o cumprida (al\u00e9m de alguns f\u00e3s rec\u00e9m-convertidos pelo caminho).<\/p>\n<figure id=\"attachment_93200\" aria-describedby=\"caption-attachment-93200\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93200\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-02-Riff-Raff-3000px.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"878\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-02-Riff-Raff-3000px.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-02-Riff-Raff-3000px-256x300.jpg 256w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93200\" class=\"wp-caption-text\"><em>Riff Raff<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do peso e da entrega do Slay Squad, veio um dos momentos mais estranhos da noite: Riff Raff. Grande parte do p\u00fablico, seja nas cadeiras ou nas pistas, permaneceu sentada durante praticamente todo o show. Alguns ainda se esfor\u00e7aram pra interagir com o rapper; outros aproveitaram o momento como um intervalo informal pra ir ao banheiro ou ao bar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O set, apesar de curto, pareceu intermin\u00e1vel. Um amontoado de trechos de m\u00fasicas emendados sem muito crit\u00e9rio, execu\u00e7\u00e3o cansativa, pouco carisma e uma sensa\u00e7\u00e3o constante de playback. A rea\u00e7\u00e3o mais efusiva da plateia veio quando integrantes do Slay Squad surgiram ao fundo do palco tentando animar a galera. Depois do impacto da banda de abertura, ficou dif\u00edcil segurar o p\u00fablico. Sofr\u00edvel (sem exagero).<\/p>\n<figure id=\"attachment_93199\" aria-describedby=\"caption-attachment-93199\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93199 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-03-Ecca-Vandal-3000px-11.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"920\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-03-Ecca-Vandal-3000px-11.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-03-Ecca-Vandal-3000px-11-245x300.jpg 245w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93199\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ecca Vandal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A energia voltou a subir com Ecca Vandal. Vestindo uma camiseta do Sepultura (mais especificamente com a capa do \u00e1lbum \u201cRoots\u201d), a cantora apresentou um show baseado em uma forma\u00e7\u00e3o enxuta, alternando guitarra e baixo, apoiada por samplers e uma constru\u00e7\u00e3o sonora que foge do \u00f3bvio. H\u00e1 complexidade, h\u00e1 peso, h\u00e1 groove \u2013 e, acima de tudo, h\u00e1 presen\u00e7a de palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carism\u00e1tica, intensa e completamente \u00e0 vontade, Ecca conseguiu capturar a aten\u00e7\u00e3o do Allianz e se tornar, at\u00e9 aquele momento, a atra\u00e7\u00e3o mais interessante da noite. Um daqueles shows em que muita gente entra curiosa e sai f\u00e3 (mesmo sem perceber).<\/p>\n<figure id=\"attachment_93201\" aria-describedby=\"caption-attachment-93201\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93201\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-3000px-16.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"905\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-3000px-16.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-3000px-16-249x300.jpg 249w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93201\" class=\"wp-caption-text\"><em>311<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o 311 mostrou por que \u00e9 uma banda dif\u00edcil de rotular \u2013 e justamente por isso t\u00e3o relevante em um evento desse porte. O grupo entregou um show redondo, misturando rap, rock, punk, ska e reggae com uma naturalidade que s\u00f3 quem tem d\u00e9cadas de estrada consegue sustentar. Foi, at\u00e9 ent\u00e3o, o melhor show da noite. Mesmo sem m\u00fasicas amplamente conhecidas do p\u00fablico brasileiro, a banda manteve o Allianz envolvido do come\u00e7o ao fim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93203\" aria-describedby=\"caption-attachment-93203\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-93203 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-30001111111px-26.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-30001111111px-26.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-04-311-30001111111px-26-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93203\" class=\"wp-caption-text\">Bullet For My Valentine<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamado de \u00faltima hora pra tour, ap\u00f3s o cancelamento de Yungblud, o Bullet For My Valentine entrou em cena com o p\u00fablico completamente entregue. Execu\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel, banda afiada e som pesado. A celebra\u00e7\u00e3o dos 20 anos do \u00e1lbum \u201cThe Poison\u201d funcionou bem ao vivo, ainda que a previsibilidade do set tirasse um pouco do fator surpresa. Ainda assim, foi durante a apresenta\u00e7\u00e3o dos galeses que surgiram os primeiros sinalizadores da noite (um aviso claro do que ainda estava por vir).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes da explos\u00e3o final, veio um dos momentos mais emotivos do evento. O Limp Bizkit iniciou sua apresenta\u00e7\u00e3o com uma homenagem ao baixista Sam Rivers, falecido em outubro. Um tributo simples, respeitoso e sincero, que lembrou a todos que, por tr\u00e1s da zoeira, do deboche e da est\u00e9tica caricata, existe hist\u00f3ria, amizade e perda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93204\" aria-describedby=\"caption-attachment-93204\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93204\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-45.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"646\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-45.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-45-300x258.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93204\" class=\"wp-caption-text\"><em>Limp Bizkit<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dali, meu amigo e minha amiga&#8230; O Allianz Parque virou um verdadeiro caldeir\u00e3o. Sinalizadores por todos os lados, rodas de mosh se formando simultaneamente em diferentes pontos da pista, Fred Durst completamente confort\u00e1vel em sua vers\u00e3o atual (meio tioz\u00e3o, meio moleque), Wes Borland desfilando com seu figurino de caveira colorida e uma banda tocando com precis\u00e3o e confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Limp Bizkit entrega exatamente o que seus f\u00e3s querem: caos, bom humor e um hit atr\u00e1s do outro. Sem firula, sem tentar provar nada pra ningu\u00e9m (e com trechos de m\u00fasicas de outros artistas aqui e ali pra dar um respiro). \u00c9 entretenimento puro, direto ao ponto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_93205\" aria-describedby=\"caption-attachment-93205\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93205\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-47.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"916\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-47.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-47-246x300.jpg 246w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93205\" class=\"wp-caption-text\"><em>Limp Bizkit<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrir e fechar o show com \u201cBreak Stuff\u201d \u00e9 o tipo de decis\u00e3o que s\u00f3 funciona em dois casos: se o Limp Bizkit for a banda e \u201cBreak Stuff\u201d for a m\u00fasica. Em qualquer outro cen\u00e1rio, seria indefens\u00e1vel. Aqui, foi simplesmente perfeito. Na segunda execu\u00e7\u00e3o, com as luzes acesas e o p\u00fablico iluminando o est\u00e1dio com sinalizadores, a sensa\u00e7\u00e3o era de catarse coletiva total. Um est\u00e1dio inteiro cantando, pulando, gritando e se empurrando como se ainda estivesse em 1999 (ou como se tivesse acabado de descobrir o que aquela m\u00fasica significa em 2025). Rolou at\u00e9 roj\u00e3o (isso mesmo, roj\u00e3o) vindo do meio da pista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim das contas, a Loserville Tour mostrou que o nu metal n\u00e3o est\u00e1 apenas revivendo. Ele se reinventou (mesmo que algumas das bandas cl\u00e1ssicas n\u00e3o lancem nada novo), encontrou um p\u00fablico renovado e segue funcionando como uma v\u00e1lvula de escape coletiva. O show do Limp Bizkit no Allianz Parque entra f\u00e1cil na minha lista de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/melhores-do-ano-scream-yell\/\">melhores do ano<\/a> (j\u00e1 pode colocar a\u00ed, editor) \u2013 e, se voc\u00ea esteve l\u00e1, sabe muito bem que provavelmente entra na sua tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o f\u00e3 de nu metal j\u00e1 pode se preparar pra outra catarse em 2026, pois dia 16 de maio ser\u00e1 a vez do Korn incendiar o Allianz Parque.<\/p>\n<p>\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-93207 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-57.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-57.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2025-12-20-06-Limp-Bizkit-3000px-57-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Paulo Pontes \u00e9 colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/whiplash.net\/autores\/paulopontes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Whiplash<\/a>\u00a0e escreve de rock, hard rock e metal no Scream &amp; Yell. \u00c9 autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2123311197759382&amp;set=a.356284934462026&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Arte de Narrar Vidas: hist\u00f3rias al\u00e9m dos biografados<\/a>\u201c.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\u00a0<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Loserville Tour mostrou que o nu metal n\u00e3o est\u00e1 apenas revivendo. Ele se reinventou, encontrou um p\u00fablico renovado e segue funcionando como uma v\u00e1lvula de escape coletiva. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/23\/limp-bizkit-mostra-em-sao-paulo-que-o-nu-metal-nao-vive-um-revival-mas-sim-um-momento-de-renovacao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":65,"featured_media":93206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8048,8049,8047,8050,8046,8045],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93184"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/65"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93184"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93216,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93184\/revisions\/93216"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}