{"id":93177,"date":"2025-12-19T19:17:26","date_gmt":"2025-12-19T22:17:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93177"},"modified":"2026-01-28T00:58:22","modified_gmt":"2026-01-28T03:58:22","slug":"critica-it-bem-vindos-a-derry-expande-com-louvor-o-universo-de-horror-de-stephen-king","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/19\/critica-it-bem-vindos-a-derry-expande-com-louvor-o-universo-de-horror-de-stephen-king\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cIt: Bem-Vindos a Derry\u201d expande, com louvor, o universo de horror de Stephen King"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Controv\u00e9rsias \u00e0 parte, \u00e9 quase imposs\u00edvel negar, ou ignorar, o apelo que as obras de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=stephen+king\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Stephen King<\/a> ainda geram em seus cada vez mais numerosos leitores, desde seu debut liter\u00e1rio, \u201cCarrie\u201d, em 1974. Basta observar que, em 2025, o escritor nativo do Maine teve cinco de suas obras adaptadas, tanto para cinema quanto para TV: entre excelentes transposi\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias menos conhecidas (\u201cA Vida de Chuck\u201d, de Mike Flanagan; ou \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/09\/22\/critica-adaptacao-fiel-de-obra-escrita-por-stephen-king-ha-meio-seculo-a-longa-marcha-funciona-como-metafora-premonitoria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Longa Marcha<\/a>\u201d, de Francis Lawrence) e interpreta\u00e7\u00f5es inventivas, que voaram mais baixo no radar de muitos \u2013 tal qual a curiosa \u201cO Instituto\u201d, s\u00e9rie da MGM; e o agitado longa \u201cO Sobrevivente\u201d, de Edgar Wright \u2013 o que transparece \u00e9 uma reafirma\u00e7\u00e3o da universalidade das narrativas que King idealizou. Ou, pelo menos, de sua versatilidade, e de seu talento em construir universos inteiros \u00e0 partir de enredos cativantes, personagens magn\u00e9ticos, e um sutil foco em caracter\u00edsticas e dilemas essencialmente humanos. Drama, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, fantasia: Stephen King cont\u00e9m multitudes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda assim, King ainda \u00e9, mesmo em 2025, mais celebrado como o mais not\u00e1vel (e debatido) escritor de horror de sua gera\u00e7\u00e3o. E \u201cIt\u201d, o horripilante \u00e9pico em formato de calhama\u00e7o que o autor publicou em 1986, \u00e9 uma de suas mais primorosas, arrebatadoras, e amedrontadoras cria\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m, claro, de apresentar um de seus mais ic\u00f4nicos antagonistas, na forma do demon\u00edaco e sanguin\u00e1rio Pennywise, o Palha\u00e7o, e apaixonantes protagonistas, com o Clube dos Perdedores. Tamanha \u00e9 a riqueza de detalhes impressos aqui por King que \u201cIt\u201d j\u00e1 coleciona tr\u00eas adapta\u00e7\u00f5es diferentes: em formato de s\u00e9rie, de 1990 (com Tim Curry no papel do vil\u00e3o), e depois, sob a batuta de Andy Muschietti, para o cinema, com dois longas \u2013 o primeiro, de 2017, focado na primeira parte da trama (originalmente n\u00e3o-linear) e abordando o primeiro confronto do grupo de amigos, ent\u00e3o crian\u00e7as, contra a criatura assassina; e o segundo, de 2019, que avan\u00e7a a trama 27 anos, mostrando a derradeira batalha dos garotos, agora adultos, contra o palha\u00e7o. Neste caso, o monstruoso vil\u00e3o foi encarnado, com perfei\u00e7\u00e3o, por Bill Skarsgard, em um de seus pap\u00e9is de maior destaque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de suas cerca de 1100 p\u00e1ginas, no entanto, \u201cIt\u201d vai al\u00e9m de simplesmente alternar entre duas \u00e9pocas para narrar uma jornada tradicional. Em diferentes interl\u00fadios, distribu\u00eddos entre um cap\u00edtulo e outro e narrados pelo personagem do bibliotec\u00e1rio (e membro do Clube dos Perdedores) Mike Hanlon, o leitor \u00e9 apresentado a diferentes informa\u00e7\u00f5es sobre o munic\u00edpio fict\u00edcio de Derry, no Maine, que indicam que a presen\u00e7a e influ\u00eancia de Pennywise sobre a cidade e seus habitantes antecede, em muito, o conflito central do livro. E s\u00e3o estes interl\u00fadios, dedicados a aprofundar a trama, que inspiram \u201cIt: Bem-Vindos a Derry\u201d (\u201cIt: Welcome to Derry\u201d, 2025), nova s\u00e9rie desenvolvida pelo mesmo Andy Muschietti que tornou poss\u00edvel as mais recentes adapta\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria \u2013 junto da esposa e parceira criativa, Barbara \u2013 e ambientada no mesmo universo destes mesmos filmes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale explicar: enquanto o material original se dividia entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1980, o roteiro dos longas de 2017 e 2019 opta, por sua vez, por situar a narrativa entre os anos 80 e 2010, respeitando assim a ideia original dos ciclos de cerca de 27 anos que separavam um per\u00edodo de atividade de Pennywise do outro. A trama desta primeira temporada da nova s\u00e9rie, baseada em um trecho discorrido durante os anos 30, foi, portanto, modificada: agora trabalhada para a d\u00e9cada de 1960, o roteiro n\u00e3o apenas mant\u00e9m a consist\u00eancia narrativa e est\u00e9tica proposta anteriormente, como tamb\u00e9m consegue expandir o trabalho de Stephen King com respeito e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles j\u00e1 familiarizados com o universo explorado antes n\u00e3o se surpreender\u00e3o ao saberem que os acontecimentos centrais de \u201cBem-Vindos a Derry\u201d se iniciam com o assassinato macabro de uma crian\u00e7a \u2013 o garoto Matty (Miles Ekhardt), a primeira v\u00edtima da entidade demon\u00edaca em um novo ciclo. O desaparecimento do menino, por sua vez, acaba unindo seus colegas de escola, determinados a acreditar que o amigo segue vivo em algum lugar. Assim, Lilly Bainbridge (Clara Stack), Teddy Uris (Mikkal Karim-Fielder) e os irm\u00e3os Phil (Jack Molloy Legault) e Susie Malkin (Matilda Legault) iniciam sua busca pelo colega desaparecido. Sua jornada acaba por incluir tamb\u00e9m Ronnie Grogan (Amanda Christine), filha de um operador de c\u00e2meras do cinema local, Hank (Stephen Rider), que eventualmente \u00e9 acusado injustamente de um crime b\u00e1rbaro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"IT: Bem Vindos A Derry | Trailer Oficial | HBO Max\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hdCIZK2zcYw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simultaneamente, o espectador \u00e9 apresentado a Leroy Hanlon (Jovan Adepo), um major da for\u00e7a a\u00e9rea americana que desembarca em Derry junto com a esposa, a ativista por direitos civis Charlotte (Taylour Paige) e o filho, Will (Blake Cameron James), que, por sua vez, junto do novo amigo de escola Rich Santos (Arian S. Cartaya), tamb\u00e9m acaba por se somar \u00e0 Lilly e companhia, at\u00e9 que o caminho do grupo de crian\u00e7as inevitavelmente se cruze com o de Pennywise (Skarsgard) e sua sede ancestral de sangue. O trauma familiar da garota Bainbridge, apesar da proximidade da melhor amiga Marge Truman (Matilda Lawler) acaba por desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o fundamental para o desenvolvimento da trama, assim como os experimentos ultrassecretos desenvolvidos pelos militares \u00e0 revelia da popula\u00e7\u00e3o, e dos quais o major Hanlon acaba se tornado parte \u2013 juntamente com outro membro das tropas: Dick Hallorann (Chris Chalk), um personagem com misteriosas habilidades mentais, e um nome que \u00e9 mais do que familiar aos f\u00e3s mais atentos dos trabalhos de Stephen King.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrar em mais detalhes a respeito da trama de \u201cBem-Vindos a Derry\u201d seria assumir o risco de expor o leitor a spoilers e arruinar uma experi\u00eancia televisiva genu\u00edna. Basta dizer, por\u00e9m, que o casal Muschietti procura subverter expectativas a todo momento, tomando liberdades na medida certa para fazer com que o novo projeto fuja do \u00f3bvio e possa apelar tanto aos j\u00e1 iniciados quanto aos aventureiros de primeira viagem. Para tanto, al\u00e9m de expandir com louvor a mitologia do imponente livro (al\u00e9m de \u00e1geis alus\u00f5es a outros trabalhos do escritor, entre o esperado e o surpreendente), a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se vale de um elenco espertamente escolhido. O n\u00facleo infantil esbanja qu\u00edmica e compet\u00eancia, com Amanda Christine, Blake Cameron James e Arian S. Cartaya como principais destaques: enquanto a Ronnie da primeira chama a aten\u00e7\u00e3o para si em cada cena da qual participa, e o af\u00e1vel Will do segundo contrasta com a trama muitas vezes sombria, \u00e9 o Rich do \u00faltimo que se mostra a grande arma secreta dos int\u00e9rpretes mirins, e sua participa\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie deve, na certa, se tornar uma das mais marcantes de toda a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o elenco adulto tamb\u00e9m tem suas figuras de destaque. A din\u00e2mica de Jovan Adepo e Taylour Paige como o casal Hanlon \u00e9 um dos cernes emocionais da narrativa, com a natureza disciplinada de Leroy criando uma tensa rela\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o com a postura questionadora e combativa de Charlotte, em atua\u00e7\u00f5es dignas de nota. Por falar nisso, Chris Chalk pode ser considerado a verdadeira arma secreta do elenco: seu Dick Hallorann n\u00e3o apenas faz jus \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es previamente vistas do personagem (que foi vivido por Scatman Crothers no \u201cO Iluminado\u201d de Stanley Kubrick, de 1980, e por Carl Lumbly em \u201cDoutor Sono\u201d, de 2019) como tamb\u00e9m tridimensionaliza uma figura rica em carisma e personalidade atrav\u00e9s de sua pr\u00f3pria sorte de conflitos. Os vil\u00f5es da s\u00e9rie n\u00e3o perdem em desenvolvimento: Peter Outerbridge impressiona em suas breves, por\u00e9m decisivas, apari\u00e7\u00f5es como o repulsivo chefe de pol\u00edcia Clint Bowers, enquanto Madeleine Stowe \u00e9 agraciada com um dos mais intrigantes desenvolvimentos de personagens aqui, como a d\u00fabia Ingrid Kersh \u2013 algu\u00e9m que pode guardar obscuras, e importantes, conex\u00f5es com o principal vil\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, falando nele: \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o conferir o t\u00edtulo de destaque m\u00e1ximo a Bill Skarsgard, cujo Pennywise \u00e9 ainda mais impressionante aqui do que em suas apari\u00e7\u00f5es anteriores. Nos dois cap\u00edtulos cinematogr\u00e1ficos que se restringiam \u00e0 trama central do material de origem, a presen\u00e7a em cena do enigm\u00e1tico monstro que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 hist\u00f3ria era mais puramente assustadora, em concord\u00e2ncia com o formato. J\u00e1 aqui, a hist\u00f3ria \u00e9 outra: se mantendo t\u00e3o assustador quanto antes, no entanto, Skarsgard se v\u00ea com mais tempo, e espa\u00e7o, para desenvolver outras camadas e nuances de um vil\u00e3o t\u00e3o arquetipicamente mau. Ao ponto de, por vezes, ficar dif\u00edcil para o espectador ter que se decidir entre a apreens\u00e3o ou o riso, tamanho o potencial c\u00f4mico explorado. N\u00e3o se trata de uma desvirtua\u00e7\u00e3o do conceito original: o que se v\u00ea \u00e9 uma cuidadosa interpreta\u00e7\u00e3o de tudo de mais l\u00fadico que se pode encontrar por tr\u00e1s de uma criatura t\u00e3o horripilante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande trunfo de Stephen King como autor sempre foi, afinal, o foco centrado n\u00e3o em monstros assustadores ou eventos sobrenaturais, e sim nas emo\u00e7\u00f5es e conflitos gerados dentro daqueles que testemunham tais fen\u00f4menos surreais e assustadores; n\u00e3o \u00e9 por acaso que, a despeito dos \u00f3timos valores de produ\u00e7\u00e3o, e de uma cinematografia digna de cinema, as passagens mais memor\u00e1veis de \u201cBem-Vindos a Derry\u201d s\u00e3o aquelas alicer\u00e7adas nas pessoas mundanas, t\u00e3o normais quanto qualquer outra. N\u00e3o \u00e0 toa, se passam cinco epis\u00f3dios at\u00e9 que Pennywise d\u00ea as caras, e o efeito passa muito, muito longe de gerar impaci\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio: a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais recompensadora. A mesma grande virtude de Stephen King, percept\u00edvel em tantos daqueles que olham para suas obras em busca de inspira\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais do que not\u00e1vel aqui. N\u00e3o deixa de ser ir\u00f4nico que \u201cIt: Bem-Vindo a Derry\u201d (que deve ter outras duas temporadas nos anos seguintes) tenha vindo \u00e0 luz ao mesmo tempo em que a derradeira quinta temporada de \u201cStranger Things\u201d (inspirada descaradamente nas hist\u00f3rias de King). Or\u00e7amentos milion\u00e1rios, campanhas de marketing onipresentes e estrat\u00e9gias de lan\u00e7amento truncadas n\u00e3o s\u00e3o capazes, ao final, de suplantar o elemento da imagina\u00e7\u00e3o inerente ao ser humano. Se \u201ca fic\u00e7\u00e3o \u00e9 a verdade dentro da mentira\u201d, conforme o pr\u00f3prio King escreveu certa vez, \u201cBem-Vindos a Derry\u201d alcan\u00e7a seu objetivo com louvor ao, com naturalidade, fazer com que ambos pare\u00e7am um s\u00f3.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93180 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/it2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1125\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/it2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/it2-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">\u00a0Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">,<\/a>\u00a0tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o deixa de ser ir\u00f4nico que \u201cIt: Bem-Vindo a Derry\u201d venha \u00e0 luz ao mesmo tempo em que a derradeira quinta temporada de \u201cStranger Things\u201d (inspirada descaradamente nas hist\u00f3rias de King).\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/19\/critica-it-bem-vindos-a-derry-expande-com-louvor-o-universo-de-horror-de-stephen-king\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":93179,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7497],"tags":[4248],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93177"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93177"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93182,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93177\/revisions\/93182"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}