{"id":93146,"date":"2025-12-12T11:04:33","date_gmt":"2025-12-12T14:04:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93146"},"modified":"2026-02-04T00:08:56","modified_gmt":"2026-02-04T03:08:56","slug":"entrevista-chaos-a-d-do-sepultura-convive-no-mesmo-ambiente-que-nevermind-clube-da-esquina-e-a-love-supreme-diz-vinicius-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/12\/entrevista-chaos-a-d-do-sepultura-convive-no-mesmo-ambiente-que-nevermind-clube-da-esquina-e-a-love-supreme-diz-vinicius-castro\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;&#8216;Chaos A.D.&#8217; convive no mesmo ambiente que &#8216;Nevermind&#8217;, &#8216;Black Album&#8217; e &#8216;A Love Supreme'&#8221;, diz Vinicius Castro"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quinto \u00e1lbum do Sepultura, &#8220;Chaos A.D.&#8221; (1993) \u00e9 um \u00e1lbum que redefiniu n\u00e3o apenas a trajet\u00f3ria da banda mineira, mas tamb\u00e9m os limites do heavy metal. Mais de 30 anos ap\u00f3s seu lan\u00e7amento, &#8220;Chaos A.D.&#8221; segue como uma obra atemporal cujo legado reverbera at\u00e9 hoje. \u00c9 justamente essa reverbera\u00e7\u00e3o, suas tens\u00f5es internas e externas, e o impacto cultural que atravessou fronteiras, que o jornalista e m\u00fasico Vinicius Castro (co-respons\u00e1vel pela site musical <a href=\"https:\/\/slikeus.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sounds Like Us<\/a> e integrante das bandas <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/hueyband\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Huey<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Throe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Throe<\/a>) mergulha para revisitar em &#8220;<a href=\"https:\/\/www.cobogo.com.br\/produto\/sepultura-chaos-a-d-775?language=pt-BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chaos A.D.<\/a>&#8220;, volume que integra a cole\u00e7\u00e3o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.cobogo.com.br\/p\/o-livro-do-disco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Livro do Disco<\/a>&#8220;, da editora Cobog\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a precis\u00e3o de pesquisador e a sensibilidade de quem entende que discos tamb\u00e9m contam hist\u00f3rias sobre o mundo, Vinicius destrincha faixas, bastidores e desdobramentos de um \u00e1lbum que levou o Sepultura a uma escala in\u00e9dita para uma banda brasileira \u2014 e que, ao incorporar viola caipira, percuss\u00f5es de escolas de samba e ecos de tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras, ampliou o pr\u00f3prio l\u00e9xico do metal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa conversa, feita por e-mail, Vinicius Castro conta sobre esse mergulho de mais de quatro anos entre recortes, arquivos, mem\u00f3rias pessoais e uma rede de colaboradores que ajudaram a reconstruir a atmosfera que deu origem a um disco que &#8220;\u00e9 o retrato de uma energia raivosa, de revolta, de uma coragem e riqueza art\u00edstica gigantes&#8221;. Para ele, &#8220;Chaos A.D.&#8221; est\u00e1 no mesmo patamar de cl\u00e1ssicos como &#8220;Nevermind&#8221; (Nirvana), &#8220;Clube da Esquina&#8221;, &#8220;Black Album&#8221; (Metallica) e &#8220;A Love Supreme&#8221; (John Coltrane): &#8220;S\u00e3o discos que determinam o que aconteceria a partir deles&#8221;, explica. Leia a conversa abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93148 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura1-300x241.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te motivou a escolher o &#8220;Chaos A.D.&#8221; como tema do livro? Houve um ponto espec\u00edfico em que voc\u00ea percebeu que esse disco merecia ser destrinchado em profundidade?<\/strong><br \/>\n&#8220;Chaos A.D.&#8221; \u00e9 um disco definitivo n\u00e3o s\u00f3 pra m\u00fasica pesada daquele per\u00edodo, mas pra toda uma gera\u00e7\u00e3o de bandas que foram formadas a partir dele. Eu acho que todo f\u00e3 de metal tem uma rela\u00e7\u00e3o de carinho com esse disco. Cara, tinha uma coisa engra\u00e7ada nos anos 80 dentro do metal que era a express\u00e3o \u201cesse som \u00e9 muito gringo\u201d, no sentido de que algo era t\u00e3o bom, mas t\u00e3o bom, que ganhava notas internacionais porque o que vinha de fora era sempre melhor, sabe? Eu acho que o &#8220;Chaos A.D.&#8221; derrubou isso! N\u00e3o era mais uma banda no Brasil fazendo, ou tentando fazer, um \u201csom gringo\u201d. Era coisa nossa, com a nossa linguagem, com o nosso vocabul\u00e1rio. Toda sensa\u00e7\u00e3o de que at\u00e9 ali o metal brasileiro estava sempre um ou dois passos atr\u00e1s do resto do mundo, caiu por terra com a chegada de &#8220;Chaos A.D.&#8221;. Foi transformador. Ent\u00e3o acho que o afeto que tenho pelo disco foi o que mais me motivou, porque vi essa mudan\u00e7a acontecer. Outra coisa \u00e9 o fato de &#8220;Chaos A.D.&#8221; ser um \u00e1lbum muito pesado, de uma banda com ra\u00edzes no metal extremo, e que furou a bolha, conversando com um p\u00fablico muito diverso. Essa amplitude era algo que eu tamb\u00e9m quis colocar no livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Chaos A.D.&#8221; surge num Brasil rec\u00e9m-redemocratizado, com a juventude inquieta e novas formas de express\u00e3o pol\u00edtica. De que maneira esse contexto atravessa o disco?<\/strong><br \/>\nCriativamente a gente sempre \u00e9 atravessado pelo que est\u00e1 em volta. No in\u00edcio dos anos 90, a redemocratiza\u00e7\u00e3o ainda era algo muito recente, ent\u00e3o o trauma da ditadura ainda rondava por ali. O disco \u00e9 de 1993, de certa forma, praticamente grudado na fase Collor, plano Bresser, plano Ver\u00e3o, e outras coisas que alimentavam uma raiva sentida no ar&#8230; Era uma panela de press\u00e3o de \u00f3dio e criatividade que explodiram de vez na virada daquela d\u00e9cada. Ser jovem era um misto de revolta, alerta e medo, porque a gente meio que convivia com esses resqu\u00edcios e com a possibilidade de algu\u00e9m apertar um bot\u00e3o e detonar uma bomba at\u00f4mica. Ent\u00e3o acho que parte do caos e da voracidade que se ouve no disco \u00e9 resultado desse contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum marcou uma mudan\u00e7a radical na sonoridade da banda, que passou a dialogar com ritmos brasileiros e grooves mais cadenciados. Como voc\u00ea enxerga esse processo de transi\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o dentro da trajet\u00f3ria do Sepultura?<\/strong><br \/>\nEu acho que isso foi um caminho natural pra banda. O &#8220;Arise&#8221; j\u00e1 trazia um certo groove. Sepultura sempre foi evolu\u00e7\u00e3o e no &#8220;Chaos A.D.&#8221; a banda estava pronta pra tomar nos bra\u00e7os aquilo que era naturalmente deles, como brasileiros. Sonoramente, eles traduziram para o disco o que j\u00e1 viam funcionar muito bem no palco. Tipo, a levada da \u201cDead Embrionic Cells\u201d j\u00e1 funcionava muito bem ao vivo. Coisas como \u201cDesperate Cry\u201d e \u201cAltered State\u201d a mesma coisa. A coisa da viola, dos batuques e da tem\u00e1tica foi um processo que vinha sendo constru\u00eddo e por isso \u00e9 algo t\u00e3o s\u00f3lido. A intro do &#8220;Beneath the Remains&#8221; (1989) j\u00e1 tem a coisa ac\u00fastica, por exemplo. Ainda que fosse uma coisa mais conectada com as intros de discos de thrash metal, j\u00e1 era um espa\u00e7o onde o viol\u00e3o aparecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu o convite da Editora Cobog\u00f3 para escrever este volume da cole\u00e7\u00e3o &#8220;O Livro do Disco&#8221;? E como foi o processo de adapta\u00e7\u00e3o da sua pesquisa e narrativa ao formato proposto pela s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nFui eu quem ofereci a possibilidade de escrever sobre o disco. A editora me deixou bem livre. N\u00e3o teve nada muito engessado. Na quest\u00e3o do formato, eu tinha duas refer\u00eancias da pr\u00f3pria cole\u00e7\u00e3o. O livro sobre o &#8220;Daydream Nation&#8221;, disco do Sonic Youth (escrito por Matthew Stearns), e o &#8220;Da Lama Ao Caos&#8221;, escrito pela Lorena Cal\u00e1bria. Ambos faziam sentido para o que eu queria fazer, que era dar contexto, com o m\u00e1ximo de detalhes poss\u00edvel, trazendo a coisa da reportagem com diversas vozes e poder me implicar na hist\u00f3ria, trazer mem\u00f3rias e tudo mais. Eu quis ir por esse caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O livro revela um mergulho profundo em bastidores e contextos. Como foi o processo de pesquisa e de escrita \u2014 quanto tempo levou, e que tipo de material (entrevistas, arquivos, mat\u00e9rias da \u00e9poca) mais te ajudou a reconstruir essa hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nFoi tudo muito rico. Eu gosto muito de tudo o que envolve o processo de pesquisa, ent\u00e3o pra mim foi incr\u00edvel revisitar mem\u00f3rias, shows que eu vi na \u00e9poca, revistas, recortes, v\u00eddeos, livros. Minha companheira (Amanda Mont&#8217;Alv\u00e3o) me ajudou com arquivos de jornais da \u00e9poca, isso foi primordial. O Walcir, da Woodstock, me enviou um cat\u00e1logo do disco, daqueles oficiais que as gravadoras preparavam na \u00e9poca. O Djalma, um dos membros do f\u00e3 clube oficial do Sepultura, tem muito material da \u00e9poca tamb\u00e9m, e isso me ajudou muito no processo de apura\u00e7\u00e3o dos fatos. Acho que todo processo levou pouco mais de quatro anos, por a\u00ed.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93149 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura12.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"579\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura12.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/sepultura12-300x232.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea definiu o recorte da obra e a sele\u00e7\u00e3o dos entrevistados ou vozes que aparecem no livro? Houve algum material ou entrevista que acabou ficando de fora, mas que voc\u00ea gostaria de ter inclu\u00eddo?<\/strong><br \/>\nDesde o in\u00edcio eu queria tentar mostrar que o&#8221; Chaos A.D.&#8221; n\u00e3o era somente o &#8220;Chaos A.D.&#8221; em si. Existiu todo um caminho de aprimoramento individual e coletivo at\u00e9 que a banda chegasse at\u00e9 ele. Trazer isso pra superf\u00edcie era tamb\u00e9m valorizar o trabalho de cada um deles nesse trajeto at\u00e9 chegarem ao disco que mudaria a dire\u00e7\u00e3o do heavy metal mundial. Cara, isso \u00e9 gigante! \u00c9 um disco que virou refer\u00eancia no mundo! Agora, em rela\u00e7\u00e3o ao que ficou de fora, eu queria muito ter falado com uma apresentadora da MTV inglesa, a Vanessa Warwick, porque ela era muito conectada com a banda na \u00e9poca do disco, e com o Andy Wallace, que na \u00e9poca (que escrevi) n\u00e3o estava dando entrevistas. Seria legal ter eles no livro, mas isso s\u00f3 n\u00e3o rolou por um capricho do tempo mesmo, ent\u00e3o tudo bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Durante essa imers\u00e3o, o que mais te surpreendeu nas rea\u00e7\u00f5es da imprensa \u2014 tanto nacional quanto internacional \u2014 diante desse \u201cnovo som\u201d da banda?<\/strong><br \/>\nEu acho que as entrevistas me surpreenderam mais do que o material de imprensa, porque eu basicamente j\u00e1 tinha tido contato com isso em algum momento da vida. Por exemplo, o que o Michael Whelan conta sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o da capa foi algo que eu gostei muito de saber, \u00e9 muito interessante. A percep\u00e7\u00e3o de pessoas como Page Hamilton e Mitch Harris sobre o disco e a rela\u00e7\u00e3o deles com a banda foi algo muito legal de entender tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o disco ainda soa potente e atual. O que explica, na sua vis\u00e3o, essa perman\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica do Chaos A.D.?<\/strong><br \/>\nEu acho que cl\u00e1ssicos est\u00e3o al\u00e9m da compreens\u00e3o de uma f\u00f3rmula de por que ele \u00e9 como \u00e9. Mas acho autenticidade \u00e9 tudo. E a coisa do \u201cAnger is an energy\u201d junto a uma maturidade de saber onde e de que forma aplicar essa raiva criativamente. &#8216;Chaos A.D.&#8221; \u00e9 o retrato de uma energia raivosa, de revolta, de uma coragem e riqueza art\u00edstica gigantes. Pra mim, &#8220;Chaos A.D.&#8221; convive no mesmo ambiente que &#8220;Nevermind&#8221;, do Nirvana; &#8220;Clube da Esquina&#8221;, &#8216;Black Album&#8221;, do Metallica; &#8220;A Love Supreme&#8221;, do John Coltrane. S\u00e3o discos que determinam o que aconteceria a partir deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 co-criador do Sounds Like Us, um projeto que valoriza a diversidade sonora e cultural alternativa. De que forma essa experi\u00eancia influenciou o olhar que voc\u00ea lan\u00e7ou sobre o Sepultura e sobre o Chaos A.D.?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma pergunta interessante, mas eu n\u00e3o sei se consigo separar muito as coisas porque tudo vem da minha paix\u00e3o pela pesquisa e escrita sobre m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, o que o &#8220;Chaos A.D.&#8221; nos ensina hoje sobre o Brasil \u2014 e sobre a capacidade da m\u00fasica pesada de traduzir o caos social, pol\u00edtico e cultural de um pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nQue a arte \u00e9 um processo e que n\u00e3o existe atalho. Que o caos \u00e9 importante e que cl\u00e1ssicos s\u00e3o feitos com paix\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Chaos A.D. (Full Album) [Official]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jw48joavvpc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Refuse\/Resist [OFFICIAL VIDEO]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6ODNxy3YOPU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Territory [OFFICIAL VIDEO]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q_WHGV5bejk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Slave New World [OFFICIAL VIDEO]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0K4J90s1A2M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"sepultura live at Monsters of Rock, Castle Donington Raceway - 04.06.1994\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/urHgGWoG7cg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Hollywood Rock 1994\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/68da-io6whA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<em>\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.\u00a0 A foto que abre o texto \u00e9 de R\u00e9gis Bezerra.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Desde o in\u00edcio eu queria tentar mostrar que o &#8216;Chaos A.D.&#8217; n\u00e3o era somente o &#8216;Chaos A.D.&#8217; em si. 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