{"id":93123,"date":"2025-12-09T23:09:04","date_gmt":"2025-12-10T02:09:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93123"},"modified":"2026-01-27T14:52:37","modified_gmt":"2026-01-27T17:52:37","slug":"entrevista-rafael-panke-ruido-mm-fala-sobre-o-ep-de-seu-novo-projeto-showgaze-o-aferhourless","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/09\/entrevista-rafael-panke-ruido-mm-fala-sobre-o-ep-de-seu-novo-projeto-showgaze-o-aferhourless\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rafael Panke (ru\u00eddo\/mm) fala sobre o EP de estreia de seu novo projeto shoegaze, o aferhourless"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe aquele som indie de guitarras, meio ensimesmado, vocal enterrado na mixagem, algumas eventuais explos\u00f5es? Mesmo que sua resposta seja \u201csei\u201d, as refer\u00eancias ser\u00e3o bem diferentes dependendo da sua idade. Os mais veteranos v\u00e3o pensar no My Bloody Valentine e seus filhotes, os mais jovens v\u00e3o pensar nesse revival shoegaze\u2026 e \u00e9 com ambos que o aferhourless quer falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projeto de um homem s\u00f3 do multiinstrumentista curitibano Rafael Panke, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/afterhourless\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afterhourless<\/a> lan\u00e7a agora seu EP de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/shorediverecords.bandcamp.com\/album\/no-friends-at-dusk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">No Friends at Dusk<\/a>\u201d (2025), em meio a muitas \u201cretomadas\u201d do seu criador. Tamb\u00e9m integrante do ru\u00eddo\/mm, um dos maiores nomes do post-rock brasileiro, Panke retornou aos palcos com sua banda depois de um hiato de quase sete anos, se enfurnou no est\u00fadio caseiro para registrar todos os instrumentos, e ainda assumiu a frente do selo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/spleenteen\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Spleen Teen<\/a>, que articulou um lan\u00e7amento conjunto do EP na Inglaterra com o selo local <a href=\"https:\/\/shorediverecords.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Shore Dive Records<\/a>, vinil inclu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crise de meia-idade? \u201cTipo isso, s\u00f3 que sem o convers\u00edvel\u201d, brinca Panke, nessa entrevista ao Scream &amp; Yell. Tamb\u00e9m poder\u00edamos chamar de \u201ccoceira na alma\u201d, ou o bom e velho \u201cfogo no rabo\u201d, que aparece quando pessoas criativas se d\u00e3o conta que est\u00e3o h\u00e1 tempos demais sem criar, e que diabo, depois de uma certa idade a gente j\u00e1 n\u00e3o tem mais aquela press\u00e3o interna para agradar ningu\u00e9m, e deveria ficar \u00e0 vontade para fazer a doideira s\u00e3 que pintar na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez seja tudo isso junto. Fato \u00e9: \u201cNo Friends at Dusk\u201d \u00e9 uma del\u00edcia de disquinho. Curto, funciona na medida para nosso foco de carpa dos dias atuais, mas tamb\u00e9m mostra uma bela autocr\u00edtica, com o autor lan\u00e7ando o que tinha de melhor, e trabalhando muito bem cada uma das faixas. Uma prova disso \u00e9 que as quatro faixas operam num crescendo, melhorando da primeira \u00e0 \u00faltima sem que a anterior fique em dem\u00e9rito. OK, a preferida do autor dessas linhas \u00e9 a r\u00e1pida e grave \u201cGlass Barricade \/ Silica Blues\u201d, segundo tema do EP, mas entre \u201cCoriolis, Centrifugal Love\u201d e \u201cUnused Space\u201d, a coisa s\u00f3 melhora em termos de esmero e riqueza harm\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Panke recebeu as perguntas por e-mail, e alguns detalhes foram burilados posteriormente. O resultado \u2013 sucinto e direto, como o EP \u2013 est\u00e1 nas linhas a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Album - No Friends at Dusk\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lt5qp-qqzhjb6A3dog8jgLBf5AZL4txqc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea estava bem afastado dos lan\u00e7amentos musicais, e agora volta solo e com o ru\u00eddo\/mm. Foi uma pausa necess\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nAcho que o apocalipse exigiu uma pausa de todos aqueles com cora\u00e7\u00e3o. Um per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o complicado, mas necess\u00e1rio: o Eremita sai da caverna percebendo algo que n\u00e3o percebia ao entrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que fez voc\u00ea pegar e j\u00e1 fazer um primeiro EP totalmente totalmente solo, da execu\u00e7\u00e3o a todos os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o? Foi custo, express\u00e3o pessoal ou zero paci\u00eancia para interfer\u00eancias externas? (risos)<\/strong><br \/>\nTipo isso\u2026 bem doido da cabe\u00e7a, n\u00e9? (risos) Foi uma quest\u00e3o de express\u00e3o individual antes de tudo. E, em decorr\u00eancia disso, a incompatibilidade com palpites externos e concess\u00f5es. A sonoridade e as palavras s\u00e3o absolutamente pessoais e v\u00eam da minha mem\u00f3ria afetiva, de sentimentos que precisavam de transmuta\u00e7\u00e3o, de coisas que precisavam ser ditas, de limites individuais que precisavam ser superados.E eu tamb\u00e9m queria fazer algo mais direto. Com o ru\u00eddo\/mm, a poiesis \u00e9 outra: o tempo \u00e9 mais dilatado, o esfor\u00e7o despendido coletivamente vai atr\u00e1s do universal, de uma paralaxe perfeita que enquadre nossas diferentes perspectivas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 os desafios mais mundanos, a sincroniza\u00e7\u00e3o de ritmos e expectativas, a concilia\u00e7\u00e3o de agendas. Com o afterhourless, s\u00f3 preciso lidar com a minha pr\u00f3pria disponibilidade emocional &#8211; o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o f\u00e1cil, diga-se de passagem. (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;No Friends at Dusk&#8221; \u00e9 um disco com influ\u00eancias de um indie de guitarras que andava sumido, e que agora tem voltado. H\u00e1 at\u00e9 mesmo uma gera\u00e7\u00e3o de novas bandas inspiradas pelo shoegaze. Voc\u00ea tem acompanhado essa movimenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nReparei sim, achei demais ver uma rapaziada GenZ botando o pedal de delay na frente do de distor\u00e7\u00e3o, tacando reverb na voz pra l\u00e1 dos n\u00edveis seguros, cultivando microfonias como se fossem trepadeiras, indo na contracorrente do mar de lo fi beats e vocoders. Esse resgate tardio da cena me fez p\u00f4r algumas coisas em perspectiva. Por exemplo: lembro que quando o \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">OK Computer<\/a>\u201d era o som mais incrivelmente inovador e \u201cdo futuro\u201d poss\u00edvel, o rock cl\u00e1ssico tipo Led Zeppelin levava o ep\u00edteto de som de tioz\u00e3o &#8211; com uma diferen\u00e7a de uns vinte e poucos anos entre os dois. Mas entre hoje e o lan\u00e7amento do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/20\/os-30-anos-de-loveless-do-my-bloody-valentine\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8216;Loveless&#8221; j\u00e1 tem 35 anos<\/a>! Ou seja, \u00e9 tanto tempo quanto havia entre o \u201cLoveless\u201d e o primeiro disco do Elvis (!). Me sinto uma m\u00famia\u2026 \u00e9 tipo uma crise da meia-idade, s\u00f3 que sem o convers\u00edvel. (risos)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93125 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Front-web-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Front-web-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Front-web-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Front-web-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino que, at\u00e9 por conta da sonoridade, as letras vieram em ingl\u00eas. Voc\u00ea chegou a arriscar alguma coisa em portugu\u00eas?<\/strong><br \/>\nNa minha primeira banda autoral &#8211; numa vibe meio post punk\/gothic rock, chamada Zero Caos, que montei com meu par\u00e7a Ozz em 1996 &#8211; ambos assin\u00e1vamos as letras, em portugu\u00eas. Inclusive, conversando com ele esses dias, decidimos gravar composi\u00e7\u00f5es da \u00e9poca que n\u00e3o foram registradas, uma delas baseada em um soneto meu. Logo mais sai. O Delta Cockers &#8211; projeto de electro rock\/indie pop que eu tinha com o Marcell Boareto &#8211; tamb\u00e9m era em portugu\u00eas. Mas quando comecei a compor para o afterhourless, minha mem\u00f3ria afetiva veio em ingl\u00eas. E tamb\u00e9m porque se no mundo anglo-sax\u00e3o esse j\u00e1 \u00e9 um som de nicho, imagina no Brasil. O fato de que o primeiro selo que se interessou em fazer o lan\u00e7amento era brit\u00e2nico, n\u00e3o brasileiro, ilustra bem isso. Ali\u00e1s, aqui entra a Spleen Teen, projeto que estou cravado com unhas e dentes, e que vale um papo outro dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sonoridade guitarreira, refer\u00eancias sonoras mais fortes vindas de sub vertentes do rock alternativo, letras em ingl\u00eas&#8230; Imagino que n\u00e3o exista a pretens\u00e3o de viralizar em redes sociais (risos). Nos \u00faltimos tempos, conversei com muitos m\u00fasicos que t\u00eam projetos engavetados, e que dizem que preferem n\u00e3o lan\u00e7ar porque a l\u00f3gica algor\u00edtmica e as regras do mercado musical hoje provavelmente v\u00e3o fazer com que o disco se perca. N\u00e3o \u00e9 o seu caso. Com que mentalidade voc\u00ea est\u00e1 entrando nesse universo que, por mais que voc\u00ea j\u00e1 esteja na m\u00fasica h\u00e1 anos, \u00e9 praticamente novo para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nViralizar? (risos) Zero pretens\u00e3o. Foco no conceito, n\u00e3o no marketing. Entendo que pro pessoal que vive de m\u00fasica correr atr\u00e1s de n\u00fameros seja fundamental hoje em dia, mas n\u00e3o \u00e9 o caso aqui. O momento em que essas can\u00e7\u00f5es fazem sentido pra mim \u00e9 agora, mesmo que o destino delas seja ficar soterradas entre as 100.000 faixas subidas ao Spotify diariamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considero a divulga\u00e7\u00e3o a parte mais ma\u00e7ante do processo. A ansiedade que ela gera se contrap\u00f5e ao progresso terap\u00eautico feito durante a cria\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 preciso disponibilizar o trabalho de alguma forma, e a mais abrangente que existe hoje em dia \u00e9 esse mind fuck algor\u00edtmico. Sendo bem sincero, chego a crinjar com a ideia toda de ter que implorar publicamente por aten\u00e7\u00e3o. Adoraria poder pagar uma equipe de RP que tirasse isso das minhas costas, mas n\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o da arte estar sujeita ao mercado \u00e9 um ponto de dor para os artistas h\u00e1 sei l\u00e1 quanto tempo. Sempre h\u00e1 a figura de um \u201chomem pr\u00e1tico\u201d fazendo a intermedia\u00e7\u00e3o entre a obra de arte e o p\u00fablico &#8211; seja um mecenas, um empres\u00e1rio, uma gravadora, um gatekeeper, um patrocinador, um algoritmo. Heine j\u00e1 falava do \u201cfilisteu da cultura\u201d &#8211; o cara que usa o mesmo racioc\u00ednio para tratar das riquezas mundanas e das culturais, \u201cpesando, na sua balan\u00e7a de queijos, o pr\u00f3prio g\u00eanio, a chama e o imponder\u00e1vel\u201d. Adoro essa descri\u00e7\u00e3o dos fatos desde que a ouvi pela primeira vez numa aula de filosofia do segundo grau sobre Nietzsche. Mais atual que nunca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores, o esp\u00edrito da \u201cscene that celebrates itself&#8221; segue firme e forte, hoje obviamente n\u00e3o se limitando mais \u00e0 Londres. O pessoal \u00e9 realmente entusiasta e fica por dentro de tudo que \u00e9 lan\u00e7ado! Tive plays em umas quantas r\u00e1dios online ao redor do mundo e convites para feats em blogs e podcasts especializados, cujos apresentadores me acharam por conta, j\u00e1 na semana do lan\u00e7amento. Encontrar essa cena super ativa, paralela \u00e0s redes sociais, foi uma surpresa deveras agrad\u00e1vel! Sem falar nos jornalistas culturais nacionais que permanecem firmes na arte de fazer as coisas por afinidade, com um senso de relev\u00e2ncia imune ao instinto de manada. Her\u00f3is da resist\u00eancia e sonhadores do ideal: tamo junto!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93124 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Back-web-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Back-web-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Back-web-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/afterhourless-No-Friends-at-Dusk-Back-web-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e<\/em><em>\u00a0autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/o-evangelho-segundo-odair-censura-igreja-e-o-filho-de-jose-e-maria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de Jos\u00e9 e Maria<\/a>\u201c.\u00a0 A foto que abre o texto \u00e9 de Renata Peterlini<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Projeto de um homem s\u00f3 do multiinstrumentista curitibano Rafael Panke, o afterhourless lan\u00e7a agora seu EP de estreia, \u201cNo Friends at Dusk\u201d (2025)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/09\/entrevista-rafael-panke-ruido-mm-fala-sobre-o-ep-de-seu-novo-projeto-showgaze-o-aferhourless\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":93126,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8038],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93123"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93123"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93136,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93123\/revisions\/93136"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}