{"id":93091,"date":"2025-12-07T22:48:06","date_gmt":"2025-12-08T01:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93091"},"modified":"2026-01-16T02:12:05","modified_gmt":"2026-01-16T05:12:05","slug":"bob-moses-reconcilia-passado-e-presente-em-blink-a-gente-sempre-tentou-ser-honesto-avisa-o-duo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/07\/bob-moses-reconcilia-passado-e-presente-em-blink-a-gente-sempre-tentou-ser-honesto-avisa-o-duo\/","title":{"rendered":"Bob Moses reconcilia passado e presente em \u201cBlink\u201d: &#8220;A gente sempre tentou ser honesto&#8221;, avisa o duo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Blink&#8221; \u00e9 uma palavra pequena demais para o tamanho da virada que o duo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bobmosesmusic\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bob Moses<\/a> d\u00e1 em seu quarto \u00e1lbum de est\u00fadio. Mas \u00e9 justamente nesse intervalo m\u00ednimo (o piscar de olhos em que uma lembran\u00e7a se forma e j\u00e1 come\u00e7a a desaparecer) que Tom Howie e Jimmy Vallance parecem mais \u00e0 vontade. Desde que surgiram em Nova York em 2012, o duo de Vancouver aprendeu a transitar entre o rock e a pista de dan\u00e7a, a luz e a escurid\u00e3o, o desejo de movimento e a vontade de olhar para dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em outubro e descrito pelos dois m\u00fasicos como uma esp\u00e9cie de tentativa de conciliar passado e presente, \u201c<a href=\"https:\/\/bobmoses.ffm.to\/blink\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blink<\/a>\u201d (2025) soa como um \u00e1lbum bem consciente e maduro. S\u00e3o 10 faixas que funcionam como fotografias emocionais: a sensa\u00e7\u00e3o de algo que escapa o tempo todo atravessa n\u00e3o s\u00f3 as letras como o pr\u00f3prio processo de cria\u00e7\u00e3o do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande parte do \u00e1lbum foi feita \u00e0 dist\u00e2ncia, com Tom e Jimmy trocando ideias via Dropbox e Discord antes de ambos consolidarem o trabalho em est\u00fadios em Nova York, Los Angeles, Vancouver e Toronto, na casa do colaborador e produtor Shaun Frank. O resultado \u00e9 um disco que soa ao mesmo tempo mais aberto, variado e \u00edntimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao Scream &amp; Yell, Howie reconhece que &#8220;Blink\u201d pode ser o trabalho mais vulner\u00e1vel da dupla at\u00e9 aqui. N\u00e3o porque antes faltasse honestidade, mas porque agora eles parecem mais confort\u00e1veis em se expor &#8211; talvez uma influ\u00eancia direta da nova fase de vida dos dois, em que ambos viraram pais. Essa vulnerabilidade aparece tanto nas faixas introspectivas quanto nas can\u00e7\u00f5es mais com cara de pista de dan\u00e7a. Confira o papo com o Bob Moses a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Moses - BLINK (Full Album)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLxA687tYuMWiPSEjALLy1dRXyZGkxp1hK\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o lan\u00e7ando o quarto \u00e1lbum, \u201cBlink\u201d. Como voc\u00eas veem a evolu\u00e7\u00e3o da dupla desde os primeiros EPs e o primeiro \u00e1lbum \u201cDays Gone By\u201d (2015) at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\nTom Howie: Sinto que n\u00f3s meio que sempre tivemos o mesmo objetivo e fomos ajustando, aprendendo e crescendo de acordo com as circunst\u00e2ncias. Ent\u00e3o, eu acho que o nosso objetivo quando come\u00e7amos o Bob Moses era combinar as melhores composi\u00e7\u00f5es que consegu\u00edssemos com a melhor produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica eletr\u00f4nica poss\u00edvel. E a gente n\u00e3o tinha certeza de como isso seria. No come\u00e7o, est\u00e1vamos tentando produzir m\u00fasicas de todos os tipos. E ent\u00e3o encontramos uma cena em Nova York de que gostamos muito e da qual quer\u00edamos fazer parte. A\u00ed passamos a focar o nosso som nisso, o que est\u00e1vamos produzindo, e tentamos escrever as melhores m\u00fasicas que se encaixassem naquele som. E ent\u00e3o, no nosso primeiro \u00e1lbum, a gente queria tocar mais com banda e talvez tentar tocar em teatros, ent\u00e3o adicionamos mais guitarra e nos permitimos trazer mais das nossas ra\u00edzes de rock e das nossas influ\u00eancias. E a\u00ed, no segundo \u00e1lbum, n\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos tocado muito com a banda, ent\u00e3o nos jogamos de vez nessa pegada mais rock. No terceiro \u00e1lbum, a gente meio que aprendeu com o que estava funcionando e deixou isso influenciar o que faz\u00edamos. E neste \u00e1lbum, acho que simplesmente continuamos esse processo. Ent\u00e3o, acho que estamos sempre muito inspirados pelo aspecto da performance ao vivo do que fazemos. A gente faz muitos DJ sets enquanto est\u00e1 produzindo os discos, ent\u00e3o estamos muito conectados, de forma consciente e inconsciente, ao que est\u00e1 funcionando nos nossos sets. E tamb\u00e9m, por sermos DJs, ouvimos muita m\u00fasica. Ent\u00e3o estamos muito ligados aos sons atuais que est\u00e3o nos empolgando. E tudo isso acaba se infiltrando naturalmente na nossa m\u00fasica. N\u00e3o acho que a gente realmente tenta; quando fazemos os discos, n\u00e3o pensamos muito nisso. N\u00e3o tentamos fazer uma coisa espec\u00edfica. A gente tenta mesmo \u00e9 se deixar livre. Mas acho que, atrav\u00e9s desses processos de estar conectado com a experi\u00eancia ao vivo, discotecar bastante e ouvir muita m\u00fasica, naturalmente tudo isso vai se infiltrando no nosso subconsciente e a m\u00fasica sai do jeito que sai, entende?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entendi. Ouvi o \u00e1lbum e sei que ele \u00e9 bem equilibrado entre faixas dan\u00e7antes e outras mais introspectivas. Como voc\u00eas encontraram o tom certo para cada faixa funcionar tanto na pista quanto para uma escuta mais contemplativa?<\/strong><br \/>\nJimmy Vallance: Olha, a gente trabalha em muita m\u00fasica quando est\u00e1 compondo para um \u00e1lbum. Ent\u00e3o escrevemos v\u00e1rias faixas, v\u00e1rias m\u00fasicas, para este aqui. E eu acho que, no fim das contas, \u00e9 uma quest\u00e3o de encontrar esse equil\u00edbrio certo do que soa adequado. Tipo, a gente faz muitos DJ sets e tamb\u00e9m toca com a banda. Ent\u00e3o precisamos que a m\u00fasica tenha energia para sustentar uma pista de dan\u00e7a e segurar um festival, e isso \u00e9 algo que a gente gosta de qualquer jeito, mas tamb\u00e9m somos uma banda muito introspectiva, densa, meio soturna. Ent\u00e3o ter esse equil\u00edbrio sempre foi essencial para n\u00f3s como banda, e \u00e9 algo que fazemos de forma natural. E eu tamb\u00e9m sinto que esse \u00e9 justamente o tipo de disco que queremos fazer: discos din\u00e2micos, que te levem numa jornada. Em que existam momentos mais baixos e mais altos, e n\u00e3o seja tudo um sabor s\u00f3 o tempo todo, sabe? E isso meio que sempre foi o nosso intuito, mesmo sem talvez expressar isso em voz alta, \u00e9 o que a gente faz, e este \u00e1lbum \u00e9 s\u00f3 mais uma evolu\u00e7\u00e3o disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que esse disco parece mais pessoal ou vulner\u00e1vel do que os anteriores. Voc\u00ea acha que isso est\u00e1 correto?<\/strong><br \/>\nTom Howie: Sim, acho que \u00e9 justo dizer isso. Acho que a gente est\u00e1 sempre fazendo o poss\u00edvel para ser honesto quando faz m\u00fasica. E acho que talvez agora, com um pouco mais de maturidade e um pouco mais de experi\u00eancia, a gente esteja mais confort\u00e1vel em ser vulner\u00e1vel. E tamb\u00e9m acho que, com sorte, estamos ficando melhores em comunicar a pureza da emo\u00e7\u00e3o sem confundi-la ou complic\u00e1-la. Espero que a percep\u00e7\u00e3o das pessoas sobre esse disco \u00e9 de que ele \u00e9 mais vulner\u00e1vel ou mais honesto. Embora talvez n\u00e3o tenha sido algo intencional, n\u00e3o foi tipo \u201cah, antes a gente n\u00e3o estava sendo honesto e agora vamos ser honestos\u201d; a gente sempre tentou ser honesto. Mas, se essa \u00e9 a leitura das pessoas, ent\u00e3o isso significa para mim que, com sorte, \u00e9 um bom sinal de que estamos simplesmente ficando melhores em comunicar as emo\u00e7\u00f5es nas m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu sei que voc\u00eas dois se tornaram pais. Voc\u00ea acha que isso tem alguma rela\u00e7\u00e3o com esse lado mais sens\u00edvel do novo disco?<\/strong><br \/>\nJimmy Vallance: Eu acho que a quest\u00e3o \u00e9 que ser pai te afeta de tantas maneiras que voc\u00ea nem percebe. Ent\u00e3o acho que \u00e9 imposs\u00edvel isso n\u00e3o ter se infiltrado no disco. N\u00e3o \u00e9 algo que a gente sente e conversa abertamente ou algo assim, mas a gente \u00e9 muito impactado pelo que acontece \u00e0 nossa volta, e isso sempre acaba entrando nas letras e nos temas das m\u00fasicas. E o nosso subconsciente \u00e9 o que realmente ajuda a criar esses discos, sabe? Ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem como n\u00e3o ser inspirado e afetado pelo que est\u00e1 acontecendo na sua vida pessoal. Ent\u00e3o acho, sem d\u00favida nenhuma, que ser pais inspirou parte dos temas, seja de forma indireta ou direta e acho que quanto mais combust\u00edvel voc\u00ea tem para a criatividade, melhor. E ser pai fornece muito combust\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Moses - Blink (Official Visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9rL2tBRa8QQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora voc\u00eas vivem em cidades diferentes. Como voc\u00ea acha que essa din\u00e2mica de trocar ideias e demos online evoluiu enquanto voc\u00eas estavam criando o \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nTom Howie: Sim, isso foi uma experi\u00eancia interessante. E, na verdade, foi bem positiva, eu diria. A gente ainda reservou per\u00edodos para trabalhar juntos, porque isso \u00e9 essencial, obviamente. Fui para Nova York, trabalhamos um tempo l\u00e1, passamos um tempo em Los Angeles, um tempo em Vancouver, de onde n\u00f3s dois somos originalmente, e tamb\u00e9m em Toronto, porque um dos nossos colaboradores, o Shaun Frank, mora l\u00e1 e tem um est\u00fadio \u00f3timo. Ent\u00e3o fomos para l\u00e1 algumas vezes. Acho que isso foi interessante de duas maneiras principais. Primeiro, nos deu espa\u00e7o para focar de forma mais intensa, de um jeito que talvez n\u00e3o tiv\u00e9ssemos se estiv\u00e9ssemos sempre na mesma sala. Eu e o Jimmy somos muito pr\u00f3ximos. Acho que n\u00f3s dois somos muito bons em sermos honestos e vulner\u00e1veis um com o outro quando estamos fazendo m\u00fasica porque quando voc\u00ea est\u00e1 em uma sess\u00e3o, voc\u00ea precisa estar ok em soltar ideias mesmo que elas sejam ruins ou que a outra pessoa n\u00e3o v\u00e1 gostar. Parte de ser um bom colaborador \u00e9 simplesmente colocar tudo na mesa e n\u00e3o se segurar. Ent\u00e3o a gente j\u00e1 faz isso de qualquer forma. Mas, mesmo assim, existe uma coisa que todo mundo reconhece: a vibe \u00e9 sempre diferente quando voc\u00ea est\u00e1 sozinho numa sala, em compara\u00e7\u00e3o com estar ali com um dos seus melhores amigos ou algu\u00e9m que voc\u00ea conhece melhor que todo mundo. Ainda existe uma diferen\u00e7a. Ent\u00e3o acho que estar sozinho numa sala deu para n\u00f3s dois uma perspectiva diferente, para olhar mais para dentro e ser mais intencional a partir de um lugar muito pessoal, mas ao mesmo tempo sabendo que o nosso amigo estava ali, do outro lado, e que enviar\u00edamos essas ideias de um para o outro. E tamb\u00e9m \u00e9 interessante poder ouvir e digerir certas coisas sozinho. Ent\u00e3o ter esse equil\u00edbrio de estar juntos boa parte do tempo, mas tamb\u00e9m separados boa parte do tempo, e ter essa rela\u00e7\u00e3o muito pessoal, um a um, com a m\u00fasica, foi algo \u00fanico e diferente. E acho que a outra coisa \u00e9: quando voc\u00ea est\u00e1 sozinho numa sess\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o estiver no clima ou inspirado, voc\u00ea meio que pode deixar a outra pessoa assumir a dianteira ou se inspirar no que a outra pessoa est\u00e1 fazendo. Se voc\u00ea quiser dar uma \u201cfolgada\u201d naquele dia, d\u00e1, porque a outra pessoa vai fazer o trabalho (risos). A gente n\u00e3o tinha esse luxo. Ent\u00e3o isso tamb\u00e9m trouxe n\u00e3o s\u00f3 foco e intensidade para encontrar a pr\u00f3pria criatividade, mas tamb\u00e9m uma perspectiva diferente sobre os dem\u00f4nios que v\u00eam junto disso, e se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 a fim, voc\u00ea precisa lidar com aquela voz na sua cabe\u00e7a, em vez de ter a ajuda de outra voz na sala, entende?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Moses &amp; CRi - Keep Love Waiting (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AgiS0Q91EVE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o do CRi em &#8220;Keep Love Waiting\u201d. Eu sei que ele j\u00e1 tinha feito um remix de uma m\u00fasica antes, mas queria saber como surgiu essa colabora\u00e7\u00e3o agora.<\/strong><br \/>\nJimmy Vallance: O CRi \u00e9 algu\u00e9m de quem a gente j\u00e1 \u00e9 f\u00e3 h\u00e1 alguns anos. Como voc\u00ea mencionou, ele fez um remix da nossa m\u00fasica \u201cHanging On\u201d no \u00faltimo disco. A gente vem tocando v\u00e1rias faixas dele nos \u00faltimos anos e ele entrou em contato, mandou uma ideia para essa m\u00fasica que virou \u201cKeep Love Waiting\u201d. Ele \u00e9 um produtor muito talentoso. Ele tem um som de synth org\u00e2nico muito legal, que eu e o Tom gostamos bastante. Ele mandou a ideia e a gente ficou trocando o arquivo de um lado para o outro. E acho que a coisa \u00e9 que eu e o Tom gostamos de testar muita coisa, e \u00e0s vezes a gente tenta algo e n\u00e3o funciona. A gente chama isso de \u201cescrever para a lixeira\u201d. N\u00e3o tem problema nenhum em tentar fazer algo criativo &#8211; voc\u00ea nunca sabe no que isso vai dar. \u00c0s vezes rende grandes ideias, e foi esse o caso da colabora\u00e7\u00e3o com o CRi. Foi \u00f3timo trabalhar com ele e estamos muito empolgados para essa m\u00fasica sair. A gente j\u00e1 vem tocando ela ao vivo com a banda e tamb\u00e9m nos DJ sets e, se as pessoas n\u00e3o conhecem a m\u00fasica quando ela come\u00e7a, no final j\u00e1 est\u00e3o cantando o \u00faltimo refr\u00e3o, ent\u00e3o parece que ela tem uma energia muito boa, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 tocaram no Brasil algumas vezes. Existem planos de voltar em breve? O que voc\u00eas lembram desses shows?<\/strong><br \/>\nTom Howie: Sim, n\u00f3s j\u00e1 tocamos no Brasil v\u00e1rias vezes. A gente ama (o pa\u00eds). \u00c9 um dos melhores lugares fora dos Estados Unidos, \u00e9 um dos melhores lugares do mundo para tocar. As pessoas s\u00e3o incr\u00edveis. A gente ama os lugares. Estivemos a\u00ed recentemente e tocamos no Warung Beach Club e foi um show incr\u00edvel. Era para a gente tocar, acho, tr\u00eas horas e acabamos tocando bem mais porque a vibe estava muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jimmy Vallance: Sim, talvez tipo top 2 shows do ano. Top 3 com certeza. Foi um show excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom Howie: Sabe, tem uma energia incr\u00edvel no p\u00fablico e a gente ama as pessoas da\u00ed. Ent\u00e3o acho que com certeza vamos voltar. Temos planos de voltar no ano que vem. N\u00e3o sei se j\u00e1 est\u00e1 100% confirmado, mas com certeza vamos voltar no ano que vem. E, sabe, \u00e9 um dos nossos lugares favoritos para tocar no mundo todo. Temos uma base de f\u00e3s \u00f3tima a\u00ed, e o p\u00fablico \u00e9 muito apaixonado, e a gente ama tocar para o povo do Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Moses - Waiting on the World (Official Visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uxxVvrNUsOQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, voc\u00eas preferem tocar em clubes menores e intimistas ou em grandes palcos de festival? Qual \u00e9 a prefer\u00eancia de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nJimmy Vallance: Os dois s\u00e3o divertidos. Tipo, por exemplo, outro dia a gente tocou para uma porrada de gente em um festival chamado Portola, em S\u00e3o Francisco, com a banda, e foi incr\u00edvel estar num palco enorme, com um sistema de som gigante e muita gente. Mas, ao mesmo tempo, tocar em clubes como o Warung ou o Space, em Miami, que s\u00e3o menores, te d\u00e1 a chance de explorar coisas que voc\u00ea talvez n\u00e3o consiga num palco grande. Num palco grande, voc\u00ea realmente precisa ter o set bem amarrado, saber o que vai funcionar e ter os momentos certos. J\u00e1 num p\u00fablico intimista, voc\u00ea pode se permitir mais liberdades criativas que, curiosamente, acabam inspirando o que voc\u00ea faz nos shows maiores. Ent\u00e3o eu sinto que ter os dois \u00e9 essencial, pelo menos para a gente. Os dois s\u00e3o muito legais. A gente j\u00e1 fez shows grandes e saiu com aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cah, n\u00e3o sei, foi meio estranho\u201d. E a mesma coisa com shows pequenos; ambos podem ter seus desafios e momentos incr\u00edveis. Ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil escolher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minha \u00faltima pergunta: queria saber o que voc\u00eas est\u00e3o ouvindo, quais artistas ou bandas est\u00e3o inspirando voc\u00eas no momento.<\/strong><br \/>\nTom Howie: Ah, essa \u00e9 boa! Bom, a gente est\u00e1 sempre ouvindo muita m\u00fasica. Eu estou muito ligado no \u00e1lbum que o Kina Tada acabou de lan\u00e7ar. Estou gostando bastante. Tripolism \u00e9 um projeto de que a gente tem gostado muito. Notre Dame \u00e9 um produtor que a gente ama e que est\u00e1 lan\u00e7ando v\u00e1rias coisas muito boas agora. N\u00e3o sei se voc\u00ea quer acrescentar algo, Jimmy.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jimmy Vallance: Sim, tem um projeto legal l\u00e1 da Inglaterra. O nome dela \u00e9 Got You Mustard. \u00c9 meio uma parada de guitarra com pegada shoegaze. Tem bastante coisa ali. Tem uma banda chamada Weevil que a gente sempre curtiu \u2014 eles lan\u00e7aram um disco este ano que \u00e9 muito bom. Eu sinto que est\u00e1 saindo muita m\u00fasica boa, sabe.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bob Moses (Club Set) - Lightning in a Bottle 2024\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T1eFYyKKj6U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Grande parte do \u00e1lbum foi feita \u00e0 dist\u00e2ncia, com Tom e Jimmy trocando ideias via Dropbox e Discord antes de ambos consolidarem o trabalho em est\u00fadios em Nova York, Los Angeles, Vancouver e Toronto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/07\/bob-moses-reconcilia-passado-e-presente-em-blink-a-gente-sempre-tentou-ser-honesto-avisa-o-duo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":93093,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8036],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93091"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93091"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93091\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93092,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93091\/revisions\/93092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}