{"id":93016,"date":"2025-12-01T15:34:12","date_gmt":"2025-12-01T18:34:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=93016"},"modified":"2026-02-03T00:44:24","modified_gmt":"2026-02-03T03:44:24","slug":"entrevista-dingo-celebra-10-anos-do-disco-maravilhas-da-vida-moderna-com-vinil-e-edicao-digital-deluxe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/01\/entrevista-dingo-celebra-10-anos-do-disco-maravilhas-da-vida-moderna-com-vinil-e-edicao-digital-deluxe\/","title":{"rendered":"Entrevista: DINGO celebra 10 anos do disco \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d com vinil e edi\u00e7\u00e3o digital deluxe"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dez anos, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/20\/entrevista-dingo-bells\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quando \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d (2015) foi lan\u00e7ado<\/a>, at\u00e9 dava para fazer piadas natalinas com a Dingo Bells. Uma d\u00e9cada depois (e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=dingo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais dois bons \u00e1lbuns<\/a> no curr\u00edculo) muita coisa mudou: a come\u00e7ar pelo nome, que virou s\u00f3 <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/instadingo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DINGO<\/a>: \u201cPassamos 15 anos dizendo que Dingo Bells era um nome ser\u00edssimo pra poder trocar e dizer que era sempre uma piada interna (risos)\u201d, relembra Rodrigo Fischmann (bateria e voz). \u201cO pessoal sempre falava \u2018Dingo\u2019 pra c\u00e1 e pra l\u00e1 e n\u00f3s decidimos assumir at\u00e9 para trazer algo mais \u00edntimo e carinhoso com quem estava ali junto e que torceu por n\u00f3s\u2026\u201d, completa o baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em 2015 eles j\u00e1 falavam sobre as maravilhas da vida moderna, em 2025, com um mundo cada vez mais hiperconectado, esse disco parece ter ficado mais atual do que antigo. \u201cO \u2018Maravilhas da Vida Moderna\u2019, tanto na letra como no conceito, sempre teve um tom agridoce de cr\u00edtica e de uma ironia\u201d, analisa o guitarrista Diogo Brochmann. \u201cDepois de uma d\u00e9cada e com as facilidades que a tecnologia nos d\u00e1, j\u00e1 entendemos que \u00e9 muito dif\u00edcil resistir a elas, mas, ao mesmo tempo tamb\u00e9m vimos coisas horrorosas que aconteceram em fun\u00e7\u00e3o dessas grandes \u2018maravilhas da vida moderna\u2019. N\u00e3o mudou muito o discurso de l\u00e1 pra c\u00e1\u201d, acredita Diogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em comemora\u00e7\u00e3o aos seus 10 anos, \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d ganhou relan\u00e7amento em vinil (<a href=\"https:\/\/loudlove.offstore.me\/p\/4712058\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 esgotado<\/a>) e <a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/maravilhas_da_vida_moderna_deluxe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma vers\u00e3o deluxe em streaming com nove faixas (demos) b\u00f4nus<\/a>, estendendo o tracking list original de 11 para 20 faixas. \u201c\u00c9 um \u00e1lbum virtual recheado para quem \u00e9 f\u00e3 da banda e quer saber como \u00e9 que aquela m\u00fasica era antes e tudo mais. Tem toda essa parte legal no digital\u201d, observa o vocalista Rodrigo \u2013 al\u00e9m dele e de Diogo, completam a DINGO Felipe Kautz, no baixo, e Fabr\u00edcio Gambogi, guitarrista e compositor, que j\u00e1 acompanhava a banda como m\u00fasico de apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta conversa, Felipe, Rodrigo e Diogo relembram hist\u00f3rias das composi\u00e7\u00f5es e tudo o que cerca o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a abaixo a vers\u00e3o deluxe do \u00e1lbum &#8220;Maravilhas da Vida Moderna&#8221;<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DINGO - Eu Vim Passear  (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C5JQgaP9mV4?list=OLAK5uy_kApCYNcn08YvNgdUsb3To-ve1XbhacRVY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A pergunta que voc\u00eas mais devem escutar \u00e9 por qual motivo a banda se chamava Dingo Bells (risos), mas uns anos atr\u00e1s teve uma mudan\u00e7a e agora \u00e9 s\u00f3 DINGO. Ent\u00e3o, pra ser um pouco diferente, quero entender\u2026 o que mudou desde que Dingo Bells virou DINGO?<\/strong><br \/>\nRodrigo Fischmann: DINGO vem acompanhada com essas coisas chamadas \u201crugas\u201d na testa (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe Kautz: \u00c9 muito engra\u00e7ado, n\u00e9, cara? Antes, em toda entrevista, t\u00ednhamos que responder porque era Dingo Bells, e agora temos que responder porque se tornou s\u00f3 DINGO\u2026 (mas) foi uma coisa que acabou surgindo ali durante a pandemia. N\u00f3s gravamos [o disco] \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/04\/entrevista-nao-somos-grandes-atores-das-redes-sociais-somos-uma-banda-pra-quem-gosta-de-musica-diz-felipe-kautz-da-dingo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Vida \u00e9 Uma Granada<\/a>\u201d (2022) e foi durante o processo desse disco e o lan\u00e7amento dele que voltou \u00e0 superf\u00edcie a discuss\u00e3o sobre o nome Dingo Bells, que era uma coisa que, na verdade, j\u00e1 tinha surgido em outros momentos e em diferentes fases da nossa carreira. Foi uma necessidade meio de adequa\u00e7\u00e3o com a gente mesmo, porque Dingo Bells surgiu quase como uma piada interna nossa e aos poucos fomos construindo a nossa carreira, lan\u00e7ando discos e tendo uma trajet\u00f3ria maior. Al\u00e9m disso, fomos ficando velhos barbados de cabelo branco e com filho, ent\u00e3o&#8230; acho que o nome acabou acompanhando um pouco desse processo de matura\u00e7\u00e3o da banda, de certa forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: Passamos 15 anos dizendo que Dingo Bells era um nome ser\u00edssimo pra poder trocar e dizer que era sempre uma piada interna (risos), mas \u00e9 que todo mundo j\u00e1 nos chamava [s\u00f3 de DINGO] e a gente s\u00f3 assumiu isso, assim como \u00e9 com Os Paralamas do Sucesso, por exemplo. Voc\u00ea fala \u201cvou no show do Paralamas\u201d e n\u00e3o \u201cvou ao show dos Paralamas do Sucesso\u201d, e at\u00e9 aqui tamb\u00e9m no Sul tamb\u00e9m, voc\u00ea n\u00e3o fala \u201cvou no show da Bid\u00ea ou Balde\u201d, e sim s\u00f3 \u201cvou no show da Bid\u00ea\u201d. O pessoal sempre falava \u201cDingo\u201d pra c\u00e1 e pra l\u00e1 e n\u00f3s decidimos assumir at\u00e9 para trazer algo mais \u00edntimo e carinhoso com quem estava ali junto e que torceu por n\u00f3s\u2026 foi quase que em homenagem aos f\u00e3s mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando penso no que s\u00e3o essas \u201cmaravilhas da vida moderna\u201d, h\u00e1 muitos conceitos e eles foram mudando ao longo dessa uma d\u00e9cada de lan\u00e7amento, pelo menos para mim. Como voc\u00eas enxergavam o disco naquele momento, em 2015, e como olham para ele agora, em 2025?<\/strong><br \/>\nDiogo Brochmann: Esse mote \u00e9 um dos que a gente conversou em rela\u00e7\u00e3o aos 10 anos do disco. Parece pouco tempo para algumas coisas, mas isso \u00e9 muito, n\u00e9? Certamente mudou muita coisa. No meio dessa trajet\u00f3ria, por exemplo, chegamos a prensar CDs pro segundo disco [\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/28\/entrevista-dingo-bells-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Todo Mundo Vai Mudar<\/a>\u201d, de 2018] e que n\u00e3o foram vendidos porque essa tecnologia j\u00e1 estava obsoleta e a gente n\u00e3o se deu conta. O \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d, tanto na letra como no conceito, sempre teve um tom agridoce de cr\u00edtica e de uma ironia, e, depois de uma d\u00e9cada e com as facilidades que a tecnologia nos d\u00e1, j\u00e1 entendemos que \u00e9 muito dif\u00edcil resistir a elas, mas, ao mesmo tempo tamb\u00e9m vimos coisas horrorosas que aconteceram em fun\u00e7\u00e3o dessas grandes \u201cmaravilhas da vida moderna\u201d. N\u00e3o mudou muito o discurso de l\u00e1 pra c\u00e1. E olhando agora, pensando em 10 anos atr\u00e1s, \u00e9 um grande disco de estreia e fico muito orgulhoso e feliz por isso! Talvez esse seja o grande predicado do disco: ele n\u00e3o perdeu a atualidade, s\u00f3 est\u00e1 mais evidente tudo que as maravilhas da vida moderna nos trouxeram de bom e de ruim, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: Outra coisa interessante \u00e9 que esse disco pegou um momento, e tem at\u00e9 uma m\u00fasica, a \u201cMist\u00e9rio dos 30\u201d, que \u00e9 de onde a gente tirou essa frase maravilhosa que d\u00e1 nome ao \u00e1lbum, de falar sobre a nossa vis\u00e3o a respeito dessa mudan\u00e7a de vida em que est\u00e1vamos terminando a fase dos 20 anos de idade e est\u00e1vamos ali com 26, 27, projetando o que seria essa mudan\u00e7a pros 30 anos de idade. Agora, 10 anos depois, estamos nos encaminhando pros 40 e tamb\u00e9m tem uma nova mudan\u00e7a de paradigma e \u00e9 muito interessante ver como muitas reflex\u00f5es seguem presentes de alguma forma. A gente foi muito bem sucedido em conseguir trazer algo que se enquadra em diversos momentos da vida e que n\u00e3o \u00e9 algo pontual e espec\u00edfico. Temos essa caracter\u00edstica na escrita, na composi\u00e7\u00e3o e na nossa proposta art\u00edstica de tirar um pouco da quest\u00e3o incisiva e pontual e trazer para coisas mais filos\u00f3ficas e grandiosas da exist\u00eancia e da humanidade de uma forma geral.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DINGO - Mist\u00e9rio dos 30 (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RTI8TkF5T4g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa faixa tem um verso que eu gosto bastante: \u201cN\u00e3o tenha medo \/ Largue o emprego \/ Vivendo \u00e0 vista \/ Pagando em presta\u00e7\u00e3o\u201d. Gosto dessas met\u00e1foras sobre a vida. Como voc\u00eas pensam nisso?<\/strong><br \/>\nRodrigo: Ah, ela \u00e9 uma boa isca, n\u00e9? E ela come\u00e7a assim: \u201cN\u00e3o espero acabar t\u00e3o s\u00e9rio\u201d, al\u00e9m de terminar com a mesma frase. J\u00e1 esse refr\u00e3o foi bem pol\u00eamico\u2026 lembro da gente gravando na fazenda com o nosso produtor e existia uma resist\u00eancia em trazer algo no imperativo, que \u00e9 isso do \u201cn\u00e3o tenha medo! largue o emprego!\u201d, pens\u00e1vamos se n\u00e3o existia um desconforto em propor algo imperativamente, mas, ao mesmo tempo, pensamos \u201ccara, mas \u00e9 poesia, ent\u00e3o vamos nos permitir isso\u201d. O tema dessa m\u00fasica \u00e9 algo que n\u00f3s questionamos o tempo todo, que \u00e9: o quanto que eu tenho que viver no agora? Na verdade, ela retomava essa ideia de um agora com uma maturidade para viver tudo plenamente do jeito que quero, s\u00f3 que da\u00ed j\u00e1 vem atrelado a \u201cok, voc\u00ea vai viver tudo agora, mas o pagamento vem parcelado\u2026\u201d. S\u00e3o provoca\u00e7\u00f5es, ironias e reflex\u00f5es que fazem despertar o m\u00ednimo interesse e de questionamento, e com isso, como criador, conseguimos alcan\u00e7ar nosso objetivo art\u00edstico com a m\u00fasica, at\u00e9 porque n\u00e3o tem receita pronta j\u00e1 que cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente de pessoa para pessoa, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diogo: E j\u00e1 aconteceu de algumas pessoas virem nos relatar depois do show que se demitiram ap\u00f3s ouvir a m\u00fasica e que iam nos processar (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, esse ano eu estava trabalhando numa r\u00e1dio e na semana que eu pedi meu desligamento ouvi \u201cMist\u00e9rio dos 30\u201d&#8230; (risos)<\/strong><br \/>\nDiogo: Foi a \u00faltima m\u00fasica que tu botou l\u00e1 na r\u00e1dio, n\u00e9? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: Fizemos essa m\u00fasica baseado num relato do Diogo de que um parente dele foi numa palestra sobre \u201cos 40 serem os novos 30\u201d e essa coisa de voc\u00ea n\u00e3o precisar mais ter as mesmas responsabilidades que os seus pais tinham com 30 anos. A m\u00fasica tem um tom \u00e1cido e cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o a essa gera\u00e7\u00e3o que deixa tudo para depois, porque d\u00e1 para esperar e que n\u00e3o precisa resolver a vida agora. Da\u00ed veio essa ideia de \u201cviver \u00e0 vista, pagar em presta\u00e7\u00e3o\u201d. Falar \u201c largue o emprego!\u201d \u00e9 quase que sedutor, parece que \u00e9 muito f\u00e1cil, mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diogo: As redes sociais te seduzem tamb\u00e9m. S\u00e3o in\u00fameros perfis contando trajet\u00f3rias e coisas do tipo \u201clarguei as coisas do nada e fui seguir meu sonho\u201d. Passados esses 10 anos, a m\u00fasica acaba dialogando um pouco com esse cen\u00e1rio de ter a vida dos outros muito exposta pra ti nas redes e como voc\u00ea vai sendo seduzido pelas dicas de como lidar com o teu pr\u00f3prio caminho e essas coisas\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DINGO - Eu Vim Passear (Ao Vivo no Ara\u00fajo Vianna - Porto Alegre)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-M5RUN7scS8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E falando em met\u00e1fora\u2026 tem outra na primeira faixa do disco, \u201cEu Vim Passear\u201d, que \u00e9 assim: \u201cTanta gente buzinando \/ e esqueceu de andar \/ Veio ao mundo por engano \/ Eu vim passear\u201d. Se em 2015 as pessoas \u201cj\u00e1 andavam buzinando\u201d com pressa, hoje em dia ent\u00e3o\u2026 s\u00e3o diversos est\u00edmulos e sentimentos de uma vez s\u00f3, como se a gente estivesse que estar em v\u00e1rios lugares e fazendo v\u00e1rias coisas ao mesmo tempo. A tecnologia e as redes influenciam muito nisso. Para voc\u00eas, como artistas, de que forma a internet, que na teoria \u00e9 uma \u201cmaravilha da vida moderna\u201d, impacta a forma de se conectar com o p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nFelipe: Cara, \u00e9 louco! Eu, de certa forma, sinto que a gente pegou uma transi\u00e7\u00e3o disso. Quando come\u00e7amos a tocar na noite em Porto Alegre, l\u00e1 em 2008, a coisa era muito mais \u201cold school\u201d, tinha divulga\u00e7\u00e3o em r\u00e1dio, a gente imprimia nossos cartazes e colava na cidade, trocava ideia com a galera muito no boca a boca e tal\u2026 inclusive, l\u00e1 por 2012 ou 2013, sei l\u00e1, antes do primeiro disco, nos prim\u00f3rdios do YouTube, n\u00f3s faz\u00edamos v\u00eddeos de divulga\u00e7\u00e3o de shows em Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: N\u00f3s j\u00e1 \u00e9ramos \u201ctiktokers\u201d antes de existir o TikTok (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe: Quando chegou essa necessidade di\u00e1ria do Instagram e de ter que fazer stories tipo \u201cvou comer banana com aveia agora\u201d a gente n\u00e3o se encaixou totalmente nesse novo perfil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: N\u00f3s sempre pensamos assim: \u201cvamos fazer isso para tal coisa\u201d. E da\u00ed quando nos deparamos que virou s\u00f3 um \u201ca gente faz isso\u201d e n\u00e3o tem mais o \u201cpara tal coisa\u201d, pensamos: \u201cassim n\u00e3o nos serve\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe: A gente acabou pegando a virada para essa rela\u00e7\u00e3o mais ilusoriamente \u00edntima que as redes d\u00e3o, n\u00e9? Porque voc\u00ea est\u00e1 ali vendo o caf\u00e9 da manh\u00e3 da Lady Gaga, mas isso n\u00e3o tem nada a ver com o que \u00e9 a Lady Gaga de fato, isso \u00e9 algo que ela est\u00e1 escolhendo mostrar ou n\u00e3o mostrar por determinadas raz\u00f5es. N\u00f3s nunca entramos muito dentro dessa comunica\u00e7\u00e3o mais dia a dia, porque \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 original da nossa gera\u00e7\u00e3o e \u00e9 um tipo de conte\u00fado que n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o pensamos em consumir, entendeu? N\u00e3o quero ver o que o Thom Yorke fez na sess\u00e3o de pilates dele, quero que ele lance uma m\u00fasica ou um disco!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diogo: E a gente sempre achou mais interessante mil pessoas vendo nosso show do que mil pessoas nos vendo falar alguma coisa nas redes e n\u00e3o ir no nosso show, sabe?! O \u201cmundo real\u201d pesa mais e vamos seguir pensando assim, porque o virtual acaba. Tanto \u00e9 que a galera comenta que os nossos n\u00fameros refletem, enquanto tem banda que tem grandes n\u00fameros nas redes, mas o show \u00e9 muito fraco de p\u00fablico&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DINGO - Dinossauros (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Sid37M31gX4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dez anos depois, com o disco consolidado, d\u00e1 pra apontar alguns hits sem medo de errar. O principal deles, \u201cDinossauros\u201d, nos leva a uma reflex\u00e3o para imaginar como seria uma \u201csegunda extin\u00e7\u00e3o\u201d, agora da ra\u00e7a humana ao inv\u00e9s dos dinossauros\u2026 cara, de onde veio essa ideia e essa letra? Me deu crise existencial\u2026 (risos)<\/strong><br \/>\nRodrigo: N\u00e3o foi uma coisa premeditada, tipo, \u201cvou fazer uma m\u00fasica sobre dinossauros e astronautas\u201d. Ela surgiu de uma sensa\u00e7\u00e3o de finitude. Me veio na cabe\u00e7a como deve ter sido um dinossauro vendo um meteoro vindo e sem saber que a extin\u00e7\u00e3o vai acontecer\u2026 ao mesmo tempo que tem essa coisa do futuro e do astronauta que v\u00ea a trag\u00e9dia de fora da Terra. Depois existe um terceiro momento da m\u00fasica, que foi um est\u00edmulo de um amigo nosso que ouviu e disse \u201csinto falta de uma terceira parte\u2026\u201d, a\u00ed a gente condensou essas ideias do passado, do futuro e trouxemos a ideia do eu l\u00edrico, que conta a hist\u00f3ria e como ele se sente nisso tudo. No final das contas, depois de fazer essa m\u00fasica, eu me dei conta que ela tem muitas camadas para serem analisadas. Para mim, a m\u00fasica fala sobre a maturidade e a dificuldade de abandonar algo que n\u00e3o necessariamente estamos abandonando no sentido ruim, mas se apropriando e se encaminhando para um outro momento da vida, e ela tamb\u00e9m brinca um pouco com isso de n\u00e3o perder a ideia da imagina\u00e7\u00e3o, porque fala sobre um universo extremamente l\u00fadico e infantil, que s\u00e3o dinossauros e astronautas, que \u00e9 o que est\u00e1 na cabe\u00e7a de toda crian\u00e7a quando vai brincar. Ela veio de uma vontade de se colocar no lugar de um dinossauro, depois no lugar de astronauta, que foram coisas que eu sempre achei legal\u2026 e da\u00ed vem a ideia da imagina\u00e7\u00e3o e dos problemas reais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L\u00e1 pra segunda metade do disco, aparece uma das minhas favoritas, a faixa \u201cBahia\u201d. \u00c9 engra\u00e7ado, porque voc\u00eas s\u00e3o do Sul e, na letra, trazem essa coisa da Bahia ser meio que um lugar onde se encontra a paz. Como pensaram nisso? Foi fruto de alguma viagem por aqui no estado?<\/strong><br \/>\nFelipe: Cara, \u00e9 muita cara de pau, porque a gente fez esse som antes de qualquer um de n\u00f3s ter botado os p\u00e9s na Bahia (risos). Mas n\u00f3s j\u00e1 acompanhamos muita coisa da cultura e da m\u00fasica e acho que a Bahia talvez seja o maior ber\u00e7o disso. N\u00f3s acabamos usando a figura da Bahia quase como a Pas\u00e1rgada, sabe? \u00c9 onde eu sou rei, onde problemas n\u00e3o h\u00e1, \u00e9 um lugar m\u00e1gico onde n\u00e3o vai ter ningu\u00e9m pra te enganar e todas aquelas coisas que a gente cita na letra\u2026 foi uma figura de linguagem para falar de um lugar de escape, onde voc\u00ea pode curtir esse tropicalismo e essa vida boa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bahia | Dingo Bells at SXSW Online 2021\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mfZ6q3DiMT4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No fim das contas, o disco \u00e9 um retrato de uma gera\u00e7\u00e3o tentando entender o mundo adulto. Como voc\u00eas acham que esse disco envelheceu e como ele ser\u00e1 visto por outras gera\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nDiogo: Tem dois eixos que me tocam nessa pergunta. Primeiro, tenho encontrado aqui em Porto Alegre pessoas que ouviram o disco com uns 15 anos de idade e que agora est\u00e3o saindo na noite e comentando que ele teve um papel legal na adolesc\u00eancia delas. A partir disso, me questiono o que fazer para alcan\u00e7ar uma outra gera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a que n\u00e3o pegou a adolesc\u00eancia com o lan\u00e7amento do \u00e1lbum, e como que a gente pode se manter relevante para essa galera mais nova. E o outro \u00e9 que se depender da tem\u00e1tica do disco ele sempre vai ser atual, porque a rela\u00e7\u00e3o da humanidade com a tecnologia e com questionamentos existenciais nunca deixa de existir. Espero que ele siga relevante. Se depender hermeticamente s\u00f3 do disco em si, acho que ele sempre vai ser, mas vai depender de quantas pessoas v\u00e3o seguir descobrindo ele\u2026 o futuro \u00e9 incerto e n\u00e3o nos pertence. A gente tem dados interessantes a\u00ed que at\u00e9 d\u00e3o um calorzinho no cora\u00e7\u00e3o com a Gera\u00e7\u00e3o Z ouvindo mais MPB, focando mais na m\u00fasica brasileira, conhecendo discos do Tim Maia\u2026 acho que o tempo coloca \u00e0 prova as coisas e o que \u00e9 de verdade n\u00e3o cai com o vento, sabe? As coisas que s\u00e3o feitas com qualidade e com verdade e que s\u00e3o feitas n\u00e3o s\u00f3 para o agora ficam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora voc\u00eas est\u00e3o relan\u00e7ando o \u00e1lbum em vinil. Hoje tem tudo isso dos artistas estarem sempre presentes nos streamings e tal, mas muita gente ainda prefere ter a obra f\u00edsica em casa\u2026 como \u00e9 o gosto pessoal de voc\u00eas nesse sentido? S\u00e3o \u201ctime vitrola\u201d ou o Spotify virou uma \u201cmaravilha da vida moderna\u201d por a\u00ed?<\/strong><br \/>\nDiogo: D\u00e1 para caber um pouco de tudo. Tenho amigos aqui em Porto Alegre que est\u00e3o cancelando a assinatura do Spotify e eu quase fiz isso tamb\u00e9m. O lance \u00e9 que faz parte da maneira como o cara consome m\u00fasica, j\u00e1 que tem tanta praticidade em ter esse tipo de servi\u00e7o. Pessoalmente, tamb\u00e9m assino o Tidal em fun\u00e7\u00e3o de qualidade de som, porque eu trampo com est\u00fadio, mas se n\u00e3o fosse por isso, para mim seria essa dobradinha vinil e Spotify numa boa assim. T\u00f4 longe de ser um purista daqueles do tipo \u201cs\u00f3 vou escutar no vinil\u201d, mas adoro a ideia por tr\u00e1s do disco de vinil e tento ter um momento que eu considero um lazer, onde paro tudo, sento, coloco um disco, olho a capa, pego o encarte e tenho uma rela\u00e7\u00e3o f\u00edsica e t\u00e1til ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rodrigo: Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a escutar s\u00f3 vinil, mas podemos pensar em ter um consumo um pouco mais consciente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura, porque talvez a gente se canse aos poucos de um mundo c\u00f4modo. Tenho tudo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e posso escolher como \u00e9 que eu quero fazer as coisas, como quero escutar a m\u00fasica, como quero ver um filme e quando eu quiser\u2026 e \u00e0s vezes quero o ritual, quero a experi\u00eancia, porque acho que escutar m\u00fasica tem muito disso. Por comodidade, abro uma playlist tipo \u201cm\u00fasicas perfeitas para voc\u00ea porque o algoritmo j\u00e1 entendeu o seu gosto\u201d e \u00e9 isso, beleza, mas tamb\u00e9m \u00e9 legal a gente descobrir coisas propositalmente, ir a fundo pesquisar para chegar num som e dizer \u201ccara, descobri isso, olha que doideira\u201d, da\u00ed voc\u00ea ouve aquele disco at\u00e9 n\u00e3o poder mais no Spotify e cria uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte a ponto de querer ter ele em vinil na cole\u00e7\u00e3o. Esse h\u00edbrido \u00e9 o que faz parte da nossa vida em 2025.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93017 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/dingo1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/dingo1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/dingo1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E pode ter alguma coisa de diferente, como se fosse um deluxe, nesse relan\u00e7amento? Faixas b\u00f4nus, novas vers\u00f5es de faixas que j\u00e1 fazem parte da setlist original\u2026<\/strong><br \/>\nRodrigo: Ele tem a capa diferente. Quando a gente lan\u00e7ou o LP, l\u00e1 em 2016, a capa era colorida e a desta nova edi\u00e7\u00e3o \u00e9 igual a que foi lan\u00e7ada em CD na \u00e9poca. Ela \u00e9 em preto e branco e tem fotos bem bonitas dentro, com encarte super cuidadoso, \u00e9 realmente um material deluxe e que faz jus \u00e0 import\u00e2ncia do disco na nossa carreira e aos 10 anos essa comemora\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no digital, para ver como \u00e9 interessante exatamente isso que est\u00e1vamos falando agora, da obra f\u00edsica e do saudosismo, vamos lan\u00e7ar ele numa vers\u00e3o com mais faixas, com coisas b\u00f4nus, com bootlegs, demos e coisas assim. Vai ser um \u00e1lbum virtual recheado para quem \u00e9 f\u00e3 da banda e quer saber como \u00e9 que aquela m\u00fasica era antes e tudo mais. Vai ter toda essa parte legal no digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi bom voc\u00ea falar disso da capa, porque, enquanto eu estava lendo reviews sobre o disco aqui na internet, cheguei at\u00e9 um site que definiu ela como \u201cpraticamente uma capa de \u00e1lbum punk\u201d. E, bom, realmente, ela n\u00e3o passa batido\u2026 o que essa capa representa?<\/strong><br \/>\nRodrigo: Lembro de algu\u00e9m comentar tamb\u00e9m que diria que \u00e9 um disco de black metal por conta da capa (risos). Na \u00e9poca, conversamos bastante sobre a quest\u00e3o de uma balan\u00e7a para equilibrar essa coisa mais despojada e mais engra\u00e7ada de quando o nome da banda ainda era Dingo Bells e tivemos essa inten\u00e7\u00e3o de passar uma certa seriedade na nossa comunica\u00e7\u00e3o visual. \u00c9 um trabalho que a gente fez com o Rodrigo Marroni. Tamb\u00e9m fizemos algumas grava\u00e7\u00f5es do disco no s\u00edtio dele, al\u00e9m de sess\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o. A imagem da capa \u00e9 uma foto anal\u00f3gica de um dinossauro de madeira, que devia ter uns quatro metros, feito por ele e que ele botou fogo e fez uma sess\u00e3o de fotos para gerar o material. A pr\u00f3pria capa passa a ser uma alegoria das coisas que a gente passa a dar import\u00e2ncia na sociedade contempor\u00e2nea\u2026 se n\u00f3s olh\u00e1ssemos para aquela capa hoje, diriam que ela foi feita por intelig\u00eancia artificial a partir de um prompt de um dinossauro pegando fogo no meio do mato. Quando a gente conta que aquilo \u00e9 uma escultura de quatro metros de altura constru\u00edda pela m\u00e3o do pr\u00f3prio artista que fotografou aquela foto e que foi incendiada de verdade, naquele momento perfeito onde o fogo ainda n\u00e3o tinha consumido completamente a obra de arte e ela estava prestes a virar cinzas, assim como o conte\u00fado do disco tamb\u00e9m fala sobre o passado que agora est\u00e1 pegando fogo, tudo isso ganha uma hist\u00f3ria e se torna algo muito mais precioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d foi o primeiro disco de voc\u00eas e foi lan\u00e7ado de forma independente. O que ficou de aprendizado de l\u00e1 para c\u00e1?<\/strong><br \/>\nRodrigo: Quando a gente fez os discos seguintes, o \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/28\/entrevista-dingo-bells-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Todo Mundo Vai Mudar<\/a>\u201d (2018), que foi coletivo na composi\u00e7\u00e3o, e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/04\/entrevista-nao-somos-grandes-atores-das-redes-sociais-somos-uma-banda-pra-quem-gosta-de-musica-diz-felipe-kautz-da-dingo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Vida \u00c9 Uma Granada<\/a>\u201d (2022), que \u00e9 mais individualizado, percebemos que \u00e9 sempre um recorte de um momento da vida de cada um, das coisas que est\u00e3o querendo ser ditas e que est\u00e3o querendo ser refletidas, ent\u00e3o \u00e9 muito comum elas terem uma linha que conecta isso. N\u00f3s come\u00e7amos a juntar repert\u00f3rio pela caracter\u00edstica subjetiva de enxergar que h\u00e1 um potencial naquela m\u00fasica, e aqui a gente pode elencar uma s\u00e9rie de subjetividades, cada um vai ter as suas, mas pegamos uma subjetividade em comum e que achamos que pode ser legal para um disco, da\u00ed aquilo come\u00e7a a ser uma linha narrativa, digamos assim. O \u201cMaravilhas\u201d n\u00e3o nasceu um disco chamado \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d, esse nome veio porque a gente buscava um nome para um conjunto de umas quatro ou cinco m\u00fasicas, na \u00e9poca, e em \u201cMist\u00e9rio dos 30\u201d tinha essa frase maravilhosas que agradou a todo mundo. A frase foi um disparador para vir uma ou outra m\u00fasica que ainda n\u00e3o tinha sido composta j\u00e1 com essa tem\u00e1tica e assim rechear esse universo que o disco estava falando. Isso se aplicou e vai continuar se aplicando para os outros discos. Tentamos trazer um nome que fa\u00e7a jus ao que est\u00e1 sendo escutado ali e n\u00e3o nos vemos na obriga\u00e7\u00e3o de sempre fazer um disco conceitual e que tem um s\u00f3 assunto, n\u00f3s podemos falar sobre v\u00e1rias coisas. \u00c9 legal tentar juntar esses pontos e fazer algo que n\u00e3o seja nem tanto \u201cSgt. Peppers\u201d e nem tanto \u201c\u00c1lbum Branco\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"DINGO - Lembretes\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vemDwLen5bk?list=PLEAqU-hHk4n0xYNqMuuPTdOCZPgungnma\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Songbook DINGO: Dinossauros\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XcZpVCDKSkQ?list=PLEAqU-hHk4n05PopDsmAVIwMh-JNIWh3p\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Vida \u00c9 Uma Granada - Document\u00e1rio | Epis\u00f3dio I\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oybAg_DOpkg?list=PLEAqU-hHk4n3Ox0jzaXH6AxHHKRd017Qx\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo<\/a>\/.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO \u2018Maravilhas da Vida Moderna\u2019, tanto na letra como no conceito, sempre teve um tom agridoce de cr\u00edtica e de uma ironia\u201d, analisa o guitarrista Diogo Brochmann.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/12\/01\/entrevista-dingo-celebra-10-anos-do-disco-maravilhas-da-vida-moderna-com-vinil-e-edicao-digital-deluxe\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":93018,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6828,2457],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93016"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93016"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93024,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93016\/revisions\/93024"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93018"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}