{"id":92981,"date":"2025-11-29T00:01:31","date_gmt":"2025-11-29T03:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92981"},"modified":"2026-01-06T10:30:58","modified_gmt":"2026-01-06T13:30:58","slug":"em-sao-paulo-marisa-monte-arrisca-pouco-com-orquestra-em-exibicao-de-museu-de-sucessos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/29\/em-sao-paulo-marisa-monte-arrisca-pouco-com-orquestra-em-exibicao-de-museu-de-sucessos\/","title":{"rendered":"Em S\u00e3o Paulo, Marisa Monte arrisca pouco com orquestra em exibi\u00e7\u00e3o de \u2018museu\u2019 de sucessos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><br \/>\nfotos\u00a0<strong>de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flores na cabe\u00e7a, um belo vestido rosa e uma pose l\u00e2nguida. \u00c9 assim, em figurino de prima donna, que Marisa Monte se apresenta ao p\u00fablico em sua mais recente turn\u00ea. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/20\/marisa-monte-estreia-em-bh-sua-turne-mais-desafiadora-de-maneira-impecavel-saiba-o-que-esperar-de-phonica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Iniciada em Belo Horizonte<\/a>, a gira &#8220;Phonica&#8221; consiste em uma sequ\u00eancia de espet\u00e1culos ao ar livre, em que a cantora carioca revisita sua carreira acompanhada de uma orquestra de 50 m\u00fasicos comandada pelo maestro Andr\u00e9 Bachur \u2013 al\u00e9m de sua luxuosa banda de apoio, com Dadi (guitarra), Alberto Continentino (baixo), Pupillo (bateria) e Pedrinho da Serrinha (percuss\u00e3o). Mais do que apenas repassar sucessos, por\u00e9m, a turn\u00ea oferece uma dupla oportunidade para o p\u00fablico: ver a cantora a pre\u00e7os mais acess\u00edveis que em espa\u00e7os fechados, bem como avaliar seu papel dentro da can\u00e7\u00e3o brasileira, sem se prender \u00e0 conjuntura de um ou outro disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marisa Monte, \u00e9 bom que se diga, n\u00e3o \u00e9 a primeira figura da MPB tradicional a trocar teatros e casas de shows por espa\u00e7os abertos nos \u00faltimos anos. A tend\u00eancia parece ter sido inaugurada <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Coala+Festival\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pelo paulistano Coala Festival<\/a>, que trouxe \u2013 de volta ou pela primeira vez \u2013 ao ar livre figuras como Caetano Veloso, Maria Beth\u00e2nia, Milton Nascimento e Gilberto Gil. Mas aqui h\u00e1 um detalhe salutar: Marisa passou anos sendo sonho de consumo para liderar uma noite do festival realizado no Memorial da Am\u00e9rica Latina, mas sempre negou os convites, enquanto participava de outros eventos pelo Pa\u00eds, como o Coolritiba (SP) e o Rock The Mountain (RJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, ela decidiu fazer diferente: criou sua pr\u00f3pria festa, oferecendo ao p\u00fablico por duas noites no in\u00edcio de novembro o atrativo de v\u00ea-la tocar no Parque do Ibirapuera ao lado de uma orquestra sinf\u00f4nica \u2013 algo que seria invi\u00e1vel na log\u00edstica de quase qualquer festival. N\u00e3o era um formato in\u00e9dito: a ideia de criar a turn\u00ea surgiu ap\u00f3s Marisa fazer um concerto ao lado da Orquestra Sinf\u00f4nica da Universidade de S\u00e3o Paulo, comemorando os 90 anos da USP, completados em 2024. \u201cJunto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar cl\u00e1ssicos, criando mais uma experi\u00eancia transcendental\u201d, prometeu a cantora no texto de an\u00fancio de Phonica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92985 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-151-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-151-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-151-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem compareceu ao Ibirapuera no s\u00e1bado do dia 8 de novembro, por\u00e9m, tinha outra expectativa, menos espiritual e mais receosa: o medo de uma forte tempestade atrapalhar ou at\u00e9 mesmo cancelar o espet\u00e1culo. Quando Marisa Monte subiu ao palco, por volta das 19h30, ventava muito no parque. Felizmente, uma garoa s\u00f3 foi aparecer de maneira leve l\u00e1 pelo meio do espet\u00e1culo \u2013 ironicamente, bem na hora em que a cantora entoava o verso \u201cmolha eu, seca eu\u201d em \u201cBeija Eu\u201d. Chuva, chuva mesmo, s\u00f3 depois dos \u00faltimos aplausos, para a tranquilidade geral dos presentes (e alegria dos motoristas de aplicativo, que puderam faturar mais com a tarifa din\u00e2mica na sa\u00edda do show).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o mal-estar n\u00e3o veio por causas naturais, ele acabou surgindo logo no in\u00edcio do espet\u00e1culo, com Marisa abrindo o show cantando \u201cVilarejo\u201d. Lan\u00e7ada originalmente no \u00e1lbum \u201cInfinito Particular\u201d, de 2006, a can\u00e7\u00e3o prop\u00f5e a busca de uma paisagem id\u00edlica, uma Pas\u00e1rgada real, equilibrando \u201cPalestina e Shangri-l\u00e1\u201d. Em sua \u00e9poca, a composi\u00e7\u00e3o podia soar ut\u00f3pica. Hoje, talvez no af\u00e3 de n\u00e3o tomar partido, Marisa a executa despida de qualquer conota\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o que faz a can\u00e7\u00e3o soar alienada aos horrores que se cometem no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que Marisa tenha obriga\u00e7\u00e3o de ter uma opini\u00e3o determinada ou militar por uma causa. Mas \u00e9 preciso ter coer\u00eancia est\u00e9tica quando certos temas, palavras ou imagens s\u00e3o utilizados dentro de uma obra e de um contexto. Preocupada mais com o infinito particular do que com o universo ao seu redor, a cantora j\u00e1 passou tal impress\u00e3o em ocasi\u00f5es anteriores \u2013 como ao lan\u00e7ar singles como \u201cCalma\u201d e \u201cFeliz, Alegre e Forte\u201d \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o de 2022, em que o clima do Pa\u00eds era digno de muitos adjetivos, mas certamente n\u00e3o daqueles que davam nome \u00e0s m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, ao cantar apenas uma sequ\u00eancia de can\u00e7\u00f5es mais ou menos iluminadas de sol, como \u201cO Que Voc\u00ea Quer Saber de Verdade?\u201d, \u201cInfinito Particular\u201d ou \u201cCarnav\u00e1lia\u201d, Marisa acaba se parecendo com mais uma das pessoas da sala de jantar, apenas preocupada em nascer, morrer e\u2026 amar. N\u00e3o \u00e9 que haja nada de errado em privilegiar um repert\u00f3rio rom\u00e2ntico \u2013 algo que dar\u00e1 o tom da noite, de \u201cAmor I Love You\u201d a \u201cAinda Bem\u201d, da nova \u201cSua Onda\u201d \u00e0 robertiana \u201cDepois\u201d. A escolha, por\u00e9m, parece trazer pouco risco para uma cantora de tamanho porte \u2013 seja pela popularidade, pela longevidade discogr\u00e1fica ou, claro, pelo talento vocal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92986 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-139-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-139-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-139-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa percep\u00e7\u00e3o se adensa especialmente quando ela traz flashes de um in\u00edcio de carreira mais provocativo. \u00c9 algo que acontecia quando juntava Imp\u00e9rio Serrano (\u201cLenda das Sereias, Rainha do Mar\u201d) com Arto Lindsay (co-autor da j\u00e1 citada \u201cBeija Eu\u201d). Ou, ainda, quando Marisa misturava boas baladas rom\u00e2nticas (\u201cAinda Lembro\u201d) a interessantes cr\u00f4nicas sociais \u2013 caso de \u201cSegue o Seco\u201d ou \u201cMaria de Verdade\u201d, ambas pin\u00e7adas de um disco que at\u00e9 hoje parece servir de trilha para ilustrar certo otimismo do Brasil noventista frente ao Plano Real. Ao longo da noite, tais momentos acabam mais por gerar saudade do que inspirar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 falta de ousadia do repert\u00f3rio recente, tamb\u00e9m se somam os poucos arroubos presentes nos arranjos exibidos na turn\u00ea, a despeito da presen\u00e7a da orquestra e da tarimba da banda de apoio. Na maior parte da noite, pouco ou quase nada do que \u00e9 tocado no palco vai relembrar o molho da Na\u00e7\u00e3o Zumbi, dos Novos Baianos, d\u2019A Cor do Som ou dos muitos trabalhos de Continentino. Enquanto isso, o grupo comandado por Andr\u00e9 Bachur parece adicionar volume \u00e0 banda, mas n\u00e3o d\u00e1 profundidade aos esquemas propostos por Marisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Raras exce\u00e7\u00f5es \u00e0 essa regra acontecem em \u201cAlian\u00e7a\u201d, n\u00famero pin\u00e7ado do segundo disco d\u2019Os Tribalistas, na j\u00e1 citada \u201cDepois\u201d, em que as cordas trazem bonita dramaticidade, e tamb\u00e9m em \u201cDiariamente\u201d. Uma das letras mais bonitas de Nando Reis, perfeito exemplar de tropicalismo fora de \u00e9poca, a can\u00e7\u00e3o de 1991 ganhou cordas que mandam aquele abra\u00e7o para os arrojados arranjos escritos por Rog\u00e9rio Duprat para can\u00e7\u00f5es como \u201cDomingo no Parque\u201d ou \u201cLuzia Luluza\u201d, servindo de cama para a voz luminosa da cantora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Remete a Gilberto Gil tamb\u00e9m outro momento curioso do show, quando Marisa faz uma dobradinha de \u201cPanis et Circenses\u201d com \u201cC\u00e9rebro Eletr\u00f4nico\u201d \u2013 ambas registradas inicialmente em 1996, no ao vivo \u201cBarulhinho Bom\u201d. Distante do tom cr\u00edtico de suas grava\u00e7\u00f5es originais, \u201cPanis\u201d parece pano de fundo \u00e0 viagem da classe m\u00e9dia ao para\u00edso, servindo mais como ve\u00edculo para um belo improviso vocal da carioca. J\u00e1 \u201cC\u00e9rebro\u201d, cuja letra soa extremamente atual em tempos de ChatGPT, tamb\u00e9m surge numa interpreta\u00e7\u00e3o leve, quase acr\u00edtica \u2013 e em vez de fazer discurso ou contar piada, a artista responde ao p\u00fablico apenas com um cora\u00e7\u00e3ozinho feito com as m\u00e3os.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92983 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-158-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-158-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-158-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gesto pode parecer singelo, mas incomoda por evidenciar uma dualidade dif\u00edcil para Marisa. De um lado, a cantora busca se colocar como diva da can\u00e7\u00e3o popular, ainda mais ao escolher o acompanhamento de uma orquestra para um espet\u00e1culo \u201cpopular\u201d. Do outro, a escolha por um repert\u00f3rio afetivo e amoroso faz com que Marisa precise, como artista, se aproximar do p\u00fablico em sua interpreta\u00e7\u00e3o. O equil\u00edbrio aqui, infelizmente, pende mais para a frieza do que para o calor \u2013 e quando a cantora se deixa emocionar, como nos aplausos recebidos durante \u201cAinda Bem\u201d, \u00e9 d\u00fabio entender se o gesto \u00e9 espont\u00e2neo ou ensaiado, dada a sincronia da banda para retomar o refr\u00e3o em sua execu\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que a plateia n\u00e3o tenha adorado o espet\u00e1culo. Com um repert\u00f3rio cheio de sucessos, encerrado por um bis que tem \u201cVelha Inf\u00e2ncia\u201d, \u201cN\u00e3o V\u00e1 Embora\u201d e, como disse Marisa, o \u201chino nacional\u201d que \u00e9 \u201cCarinhoso\u201d, \u00e9 dif\u00edcil o p\u00fablico n\u00e3o se emocionar. Para a maioria dos presentes, o que se apresenta em Phonica funciona bem justamente porque apela ao aspecto mais familiar e confort\u00e1vel da m\u00fasica brasileira. \u00c9 uma esp\u00e9cie de museu da pr\u00f3pria Marisa Monte \u2013 uma artista que surgiu no final dos anos 1980 prometendo grandes novidades, mas tem cada vez mais feito mais do mesmo, ainda que diga oferecer temperos variados.<\/p>\n<p>Talvez esteja a\u00ed o ponto mais agudo da noite. Ao reunir tantos recursos, entre uma orquestra de 50 m\u00fasicos, uma banda exemplar e um repert\u00f3rio variado, Marisa Monte tem o potencial de oferecer muito mais do que entrega \u2013 um espet\u00e1culo bonito, mas frio, em que os melhores momentos j\u00e1 aparecem distantes h\u00e1 d\u00e9cadas no retrovisor. Para uma cantora que abra\u00e7a tanto a bandeira da can\u00e7\u00e3o brasileira, falta reconhecer que o que torna nossa m\u00fasica diferente \u00e9 justamente o arriscado, o imprevis\u00edvel, o imponder\u00e1vel. Depois de quase quarenta anos de carreira, talvez valha a pena lembrar um refr\u00e3o que ficou ausente naquela noite de s\u00e1bado no Ibirapuera: \u201co meu destino \u00e9 querer sempre mais\u201d. Ainda h\u00e1 caminhos pra voltar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92982 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-131-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-131-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-08-Marisa-Monte-3000px-131-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas)<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista. Apresenta o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a>\u00a0e escreve a newsletter\u00a0<a href=\"https:\/\/meusdiscosmeusdrinks.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais<\/a>. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Marisa Monte tem o potencial de oferecer muito mais do que entrega \u2013 um espet\u00e1culo bonito, mas frio, em que os melhores momentos j\u00e1 aparecem distantes h\u00e1 d\u00e9cadas no retrovisor. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/29\/em-sao-paulo-marisa-monte-arrisca-pouco-com-orquestra-em-exibicao-de-museu-de-sucessos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":92984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[965],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92981"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92988,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92981\/revisions\/92988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}