{"id":92972,"date":"2025-11-28T02:04:14","date_gmt":"2025-11-28T05:04:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92972"},"modified":"2026-01-27T14:49:33","modified_gmt":"2026-01-27T17:49:33","slug":"entrevista-em-novo-disco-rita-braga-mergulha-na-historia-do-fado-com-ukelele-marimba-e-violoncelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/28\/entrevista-em-novo-disco-rita-braga-mergulha-na-historia-do-fado-com-ukelele-marimba-e-violoncelo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Em novo single (e disco), Rita Braga mergulha na hist\u00f3ria do fado com ukelele, marimba e violoncelo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das caracter\u00edsticas de Rita Braga (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/superbraguita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@superbraguita<\/a>) como artista \u00e9 a sua capacidade de reinven\u00e7\u00e3o \u00e0 qual imprime a sua marca pessoal formando um corpo musical simultaneamente atrativo e estimulante. Quando nos encontramos, numa esplanada do Jardim da Estrela, em Lisboa, Rita acaba de lan\u00e7ar o seu novo single, \u201cFado Tango\u201d (inspirado numa grava\u00e7\u00e3o de 1930 da fadista Erc\u00edlia Costa) e volta a surpreender o p\u00fablico com uma faixa sofisticada e cinematogr\u00e1fica, onde \u00e9 acompanhada pelos m\u00fasicos Ryoko Imai (marimba), Bruna Moura (violoncelo) e Jo\u00e3o Cabrita (saxofone), mantendo o minimalismo definidor das suas cria\u00e7\u00f5es. O clipe (assista mais abaixo), realizado por Joana Linda, destaca-se pela homenagem \u00e0s cantadeiras meretrizes do s\u00e9culo XIX e \u00e0s atrizes de revista das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, que marcaram o fado primordial e por Rita se apresentar de uma forma sedutora num registo visual magn\u00e9tico. \u201cEu sempre gostei do per\u00edodo dos anos 1920. Foi um v\u00eddeo algo espont\u00e2neo, mas imaginei igualmente algumas poses caracter\u00edsticas das atrizes dessa \u00e9poca. \u00c9 uma evoca\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m h\u00e1 um lado sedutor porque lembra as origens do fado. Est\u00e1 tudo ligado\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFado Tango\u201d \u00e9 o single de avan\u00e7o do pr\u00f3ximo \u00e1lbum da cantora, compositora e multi-instrumentista lisboeta (\u201cFado Tropical\u201d), que ser\u00e1 editado em mar\u00e7o de 2026 e dominar\u00e1 igualmente a nossa conversa. O disco ser\u00e1 o seu primeiro trabalho cantado exclusivamente em portugu\u00eas e resulta de uma pesquisa de documentos hist\u00f3ricos e grava\u00e7\u00f5es do princ\u00edpio do s\u00e9culo XX, relativos ao fado. Esse material foi alvo de uma recria\u00e7\u00e3o sonora contempor\u00e2nea e o universo dos discos \u201cExotica\u201d (1957), de Martin Denny, \u00e9 outra das v\u00e1rias refer\u00eancias do \u00e1lbum, que ter\u00e1 diversos convidados. Um deles \u00e9 JP Sim\u00f5es, que participa na vers\u00e3o de \u201cCh\u00e3o de Estrelas\u201d, de S\u00edlvio Caldas, o prov\u00e1vel pr\u00f3ximo single. Rita assegura que \u201co disco contar\u00e1 tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos de rock\u201d, mas sublinha uma ideia de continuidade: \u201cO meu \u00e1lbum de estreia, \u2018Cherries That Went to the Police\u2019 (2011) era igualmente de vers\u00f5es e terminava com uma faixa havaiana e o no disco anterior, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/20\/entrevista-de-portugal-rita-braga-fala-sobre-seu-novo-disco-illegal-planet-lancado-em-vinil-pela-comets-coming\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cIllegal Planet\u201d, de 2023<\/a>, tamb\u00e9m tinha a marimba, que entra no novo trabalho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre as suas expectativas quanto \u00e0 recep\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, a artista relativiza o acolhimento, mas manifesta um desejo particular: \u201cEspero que haja pessoas que gostem e outras que n\u00e3o. O pior de tudo \u00e9 a indiferen\u00e7a (risos). Acho que n\u00e3o h\u00e1 aqui um lado de provoca\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m gostaria que as pessoas mais ligadas ao fado escutassem o disco e comentassem. Seria bom ter um feedback desse lado\u201d. A inten\u00e7\u00e3o de excursionar com o novo \u00e1lbum em Portugal e no exterior \u00e9 confirmada pela artista, que exprime a vontade de abra\u00e7ar um formato particular. \u201cA tour vai acontecer. Eu sempre toquei muito solo, mas como este \u00e1lbum \u00e9 mais ac\u00fastico gostaria de fazer um trio de ukelele, marimba e saxofone para ter mais solu\u00e7\u00f5es instrumentais\u201d, deseja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, Rita Braga conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rita Braga - Fado Tango\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0PMmPGBPY2s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFado Tango\u201d \u00e9 o seu novo single. Voc\u00ea contou que a inspira\u00e7\u00e3o para a can\u00e7\u00e3o foi uma grava\u00e7\u00e3o de 1930 da diva do fado e atriz de revista Erc\u00edlia Costa em que participou tamb\u00e9m o guitarrista Armandinho. A partir dessas refer\u00eancias e do dramatismo l\u00edrico que lhe est\u00e1 associado como edificou a sonoridade sofisticada e cinematogr\u00e1fica que escutamos agora?<\/strong><br \/>\nEu tinha a ideia de fazer este disco h\u00e1 algum tempo. Queria que fosse em portugu\u00eas e inclu\u00edsse o fado, mas \u00e9 um cen\u00e1rio imaginado a que eu chamei \u201cFado Tropical\u201d. Isto come\u00e7ou em 2023 no festival MAP, em Oeiras, que \u00e9 um festival de poesia. Na altura, convidaram tr\u00eas compositoras para musicar dois poemas e, no meu caso, foi um poema da Catarina Santiago Costa. Era tudo muito rimado e, sem querer, saiu-me uma m\u00fasica que soava a um pequeno fado e tinha para me acompanhar a Ryoko Imai, que toca marimba, e a Helena Espvall (violoncelo) e achei que estava ali uma ideia para um disco. A partir da\u00ed comecei a debru\u00e7ar-me sobre o universo do fado, pesquisei as suas origens e li documentos muito antigos. Entretanto, j\u00e1 tinha escutado grava\u00e7\u00f5es da Erc\u00edlia Costa (fados dos anos 20 e 30) que n\u00e3o conhecia e gostei muito. J\u00e1 apreciava o trabalho do guitarrista Armandinho. Por isso, foi a mistura das duas coisas, ou seja, mergulhar na hist\u00f3ria do fado e de Lisboa dessa \u00e9poca, mas utilizar instrumentos que n\u00e3o s\u00e3o t\u00edpicos do fado. \u00c9 uma experi\u00eancia que tem a ver com o passado, mas traz algo de novo (risos). Para a faixa \u201cFado Tango\u201d, eu imaginei especificamente o ukelele, a marimba e o violoncelo. Depois, o \u00e1lbum come\u00e7ou a desenvolver-se e entraram mais convidados. Mas, esta can\u00e7\u00e3o era o que eu tinha em mente para o disco. \u00c9 um bom cart\u00e3o de visita e tem tamb\u00e9m o saxofone do Jo\u00e3o Cabrita. A m\u00fasica tem algo de cinematogr\u00e1fico e evoca um pouco uma trilha sonora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se processou a composi\u00e7\u00e3o do seu novo \u00e1lbum, \u201cFado Tropical\u201d, que influ\u00eancias e refer\u00eancias a nortearam e o que podemos esperar deste novo cap\u00edtulo da sua carreira?<\/strong><br \/>\nO \u00e1lbum ser\u00e1 lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2026 e mistura v\u00e1rias influ\u00eancias. Houve o aspecto da pesquisa de uma certa hist\u00f3ria e de conhecer grava\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m de livros do s\u00e9culo XX que retratam como era o fado no s\u00e9culo XIX. Essa foi uma das influ\u00eancias, para conhecer o imagin\u00e1rio em quest\u00e3o. Em termos musicais, junto muitas coisas. Uma dessas refer\u00eancias foram os discos dos anos 50 de Martin Denny. Ele era um compositor da Calif\u00f3rnia e inaugurou o estilo \u201cExotica\u201d, que se tratava de algo pensado num para\u00edso e numa ilha distante. Aquilo remete para um cen\u00e1rio de ilha tropical, mas \u00e9 produto da imagina\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m um lado on\u00edrico, mas peguei igualmente em elementos muito antigos do fado e dei-lhe novas cores a que chamei \u201cFado Tropical\u201d. O \u00e1lbum tem muita marimba e a marimba e o vibrafone fazem-me lembrar esses discos do \u201cExotica\u201d. Inclui ainda um lado havaiano e o Brasil tamb\u00e9m est\u00e1 presente. Acho que, historicamente, a m\u00fasica de Portugal tem pontes com o Brasil e com o Hava\u00ed, porque o ukelele foi levado para l\u00e1 pelos portugueses e a guitarra slide tem tamb\u00e9m descend\u00eancia portuguesa. Existe de fato essa liga\u00e7\u00e3o e eu cheguei l\u00e1 e alcancei v\u00e1rios s\u00edtios atrav\u00e9s da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A decis\u00e3o de abordar o universo do fado e transport\u00e1-lo para novos caminhos sonoros deveu-se apenas a uma tentativa sua de revitalizar o fado ou de testar os seus limites criativos?<\/strong><br \/>\nPenso que est\u00e1 mais relacionado com os meus limites criativos. Cada disco que eu fa\u00e7o tem sido uma evolu\u00e7\u00e3o e vou explorando coisas diferentes. Nos meus \u00faltimos \u00e1lbuns, eu tinha muitos teclados eletr\u00f4nicos e caixas de ritmo e agora pus isso tudo de lado e voltei ao registo mais ac\u00fastico. Para al\u00e9m disso, nunca tinha feito um disco todo em portugu\u00eas e apeteceu-me, igualmente, que houvesse um contexto em que entrasse num di\u00e1logo com Lisboa. Eu moro no Porto, mas sou de Lisboa e tamb\u00e9m, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria do fado, procurei conhecer coisas que est\u00e3o um bocado esquecidas da minha cidade. Os convidados s\u00e3o de c\u00e1, tirando a Ryoko Imai, mas ela mora em Lisboa. Acho que procurei expandir os meus limites criativos, reinventando-me, e utilizei o fado sem ser de forma tradicional. Por isso, sinto que \u00e9 um pouco arrojado porque o fado segue uma certa conven\u00e7\u00e3o e tradi\u00e7\u00e3o. Fiz este trabalho tamb\u00e9m como homenagem \u00e0s vozes da Erc\u00edlia Costa, e de outras fadistas, das quais nem sequer existem grava\u00e7\u00f5es e somente descri\u00e7\u00f5es. Inclusivamente h\u00e1 outras m\u00fasicas do \u00e1lbum em que peguei em poemas do s\u00e9culo XIX e fiz m\u00fasica. Tudo isso est\u00e1 relacionado com o tributo a um fado muito antigo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92976\" aria-describedby=\"caption-attachment-92976\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92976\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/RitaBraga_-\u00a9SaraRafael_02-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1103\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/RitaBraga_-\u00a9SaraRafael_02-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/RitaBraga_-\u00a9SaraRafael_02-copiar-204x300.jpg 204w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92976\" class=\"wp-caption-text\"><em>Rita Braga em foto de Sara Rafael<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do seu novo trabalho, j\u00e1 se conhecem os m\u00fasicos que colaboraram no single \u201cFado Tango\u201d, como Ryoko Imai (marimba), Bruna Moura (violoncelo) e Jo\u00e3o Cabrita (saxofone). Que outros convidados ter\u00e1 o disco e como define essas contribui\u00e7\u00f5es para o resultado final do disco?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 o disco ser editado v\u00e3o sair mais dois singles. Uma das faixas vem do Brasil, a \u201cCh\u00e3o de Estrelas\u201d, do S\u00edlvio Caldas. \u00c9 um tema dos anos 30 (que foi desconstru\u00eddo pelos Mutantes nos anos 70) que se parece com um fado e a dic\u00e7\u00e3o do S\u00edlvio parecia portuguesa, porque era a forma de cantar daquela \u00e9poca. Para essa can\u00e7\u00e3o, convidei o JP Sim\u00f5es que tamb\u00e9m tem uma liga\u00e7\u00e3o ao Brasil e achei que a voz dele era perfeita para a m\u00fasica. Em princ\u00edpio ser\u00e1 o pr\u00f3ximo single e \u00e9 uma das faixas do \u00e1lbum. Posso adiantar que a Ryoko Imai toca em todas as m\u00fasicas, a Bruna Moura e o Jo\u00e3o Cabrita tamb\u00e9m participam em v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es. Eles s\u00e3o o n\u00facleo do disco, mas tamb\u00e9m fui buscar m\u00fasicos mais rock n\u00b4roll. Sinto que o fado tinha um pouco disso, porque no in\u00edcio era algo marginal, da mesma maneira que o rock. Esta \u00e9 outra ideia do \u00e1lbum e asseguro que v\u00e3o entrar guitarras el\u00e9tricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e9 o seu primeiro disco cantado integralmente em portugu\u00eas e concretiza um des\u00edgnio que j\u00e1 me tinha transmitido anteriormente. Sente que essa decis\u00e3o e os caminhos sonoros que percorreu lhe permitiram alcan\u00e7ar o n\u00edvel de criatividade que pretendia com este trabalho?<\/strong><br \/>\nSim. Acho que h\u00e1 um lado de aventura e de partir para uma coisa nova. Tamb\u00e9m tem a ver com algo que j\u00e1 fiz antes, mas nunca tinha abordado o fado. Sempre gostei de vers\u00f5es e no disco h\u00e1 algumas como esta da Erc\u00edlia Costa e m\u00fasicas que estou a fazer para poemas de fadistas an\u00f4nimos de outra \u00e9poca. S\u00e3o can\u00e7\u00f5es em que musiquei versos do s\u00e9culo XIX dos quais n\u00e3o havia grava\u00e7\u00f5es. S\u00f3 h\u00e1 um tema original, com poema da Catarina Santiago Costa, que eu compus para o evento do MAP e tamb\u00e9m vai entrar no \u00e1lbum (\u201cVita Nuova\u201d). Essa faixa j\u00e1 existia antes de eu fazer o disco. Mas, o resto, s\u00e3o tudo m\u00fasicas do passado. Sinto que \u00e9 poss\u00edvel criar coisas novas a partir de material antigo. Julgo que a ideia de original n\u00e3o significa compor uma m\u00fasica, porque qualquer projeto que se fa\u00e7a est\u00e1 relacionado com outras coisas. Eu gosto desse aspecto de explorar elementos do passado, ou seja, material que j\u00e1 existia, e vestir-lhe roupas novas. Estou satisfeita a n\u00edvel criativo e de me ter reinventado e concebido algo novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pela sua natureza sonora e tem\u00e1tica, o disco parece talhado para ser apresentado no Brasil. Gostaria de saber se pretende regressar e o que espera do p\u00fablico brasileiro relativamente a esta proposta mais recente.<\/strong><br \/>\nHouve v\u00e1rias motiva\u00e7\u00f5es para fazer este disco. No ano passado, quando fiz a tour brasileira diziam-me: \u201c\u00c9s portuguesa, canta o fado!\u201d. Ainda n\u00e3o sei quando nem como, mas gostaria de voltar ao Brasil e apresentar o novo \u00e1lbum. Julgo que ser\u00e1 interessante pelo fato de se tratar da l\u00edngua portuguesa. Existem imensas pontes com o Brasil e faz todo o sentido regressar. Tamb\u00e9m circula muito agora a teoria de music\u00f3logos, como Rui Vieira Nery, de que o fado nasceu no Brasil. No ano passado, quando fui entrevistada em S\u00e3o Paulo pelo Arrigo Barnab\u00e9, fal\u00e1mos sobre fado e eu contei-lhe a hist\u00f3ria da fadista Maria Severa e foi o Arrigo que me falou na teoria de que o fado ter\u00e1 vindo do Brasil. Por isso, gostaria muito de voltar ao Brasil e a outros pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa e mostrar este report\u00f3rio cantado em portugu\u00eas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rita Braga - Eros\u00e3o (Ao Vivo na A Aut\u00eantica, Belo Horizonte)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5IasfYhw90s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Caf\u00e9 Duplo #22 | Rita Braga + Jos\u00e9 Rebola | Uma Noite no Meio\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3KiVhd1TKos?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"(4K) Rita Braga @ Rue Jules Guesde Bordeaux 04 09 2011\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wCzccTZaEOo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O \u00e1lbum ser\u00e1 lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 2026 e mistura v\u00e1rias influ\u00eancias&#8221;, avisa Rita. &#8220;Em termos musicais, junto muitas coisas&#8221;, adianta a artista.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/28\/entrevista-em-novo-disco-rita-braga-mergulha-na-historia-do-fado-com-ukelele-marimba-e-violoncelo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":92975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6842],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92972"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92972"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92972\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92979,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92972\/revisions\/92979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}