{"id":92926,"date":"2025-11-25T00:01:49","date_gmt":"2025-11-25T03:01:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92926"},"modified":"2026-01-28T08:14:52","modified_gmt":"2026-01-28T11:14:52","slug":"entrevista-icones-do-dunedin-sound-neozelandeses-do-the-bats-falam-sobre-o-album-corner-coming-up","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/25\/entrevista-icones-do-dunedin-sound-neozelandeses-do-the-bats-falam-sobre-o-album-corner-coming-up\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u00cdcones do Dunedin Sound, neozelandeses do The Bats falam sobre novo \u00e1lbum, \u201cCorner Coming Up\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/hebertonbas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Heberton Barreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com suas m\u00fasicas pop influenciadas pelo folk rock e deliciosamente doces, belamente harmonizadas e em grande parte livres de ang\u00fastia, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/thebatsnz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Bats<\/a> representa o lado mais suave do Dunedin Sound, movimento musical e cultural surgido na Nova Zel\u00e2ndia no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980. No mais recente cap\u00edtulo da banda, Robert Scott (vocal principal, guitarra r\u00edtmica e teclados) revela uma vis\u00e3o t\u00e3o introspectiva quanto perspicaz sobre o processo criativo de \u201c<a href=\"https:\/\/thebats.bandcamp.com\/album\/corner-coming-up\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Corner Coming Up<\/a>\u201d (2025), 11\u00ba \u00e1lbum de sua discografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ativos desde 1982 com a mesma forma\u00e7\u00e3o (que al\u00e9m de Robert ainda traz Paul Kean no baixo, Malcolm Grant na bateria e Kaye Woodward na guitarra solo e vocal), o Bats quase batizou seu disco novo como \u201cTidal\u201d, a nona faixa do registro, em refer\u00eancia \u00e0 const\u00e2ncia e ao movimento da vida. Para Scott, a alegria est\u00e1 nos detalhes sutis da m\u00fasica, nos momentos que s\u00f3 se revelam quando se dedica tempo e aten\u00e7\u00e3o. Ele lembra que, embora seja poss\u00edvel desistir diante de desafios, o verdadeiro valor est\u00e1 em fazer o esfor\u00e7o de seguir pelo caminho certo e avan\u00e7ar na esperan\u00e7a de tempos melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Scott, o Bats praticamente n\u00e3o segue \u201co jogo\u201d da ind\u00fastria musical, mantendo a integridade e a liberdade art\u00edstica em primeiro lugar. Cada decis\u00e3o, cada escolha de arranjo e cada letra expressam n\u00e3o apenas a habilidade t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m a convic\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos que seguem suas pr\u00f3prias regras. Entre acordes e arranjos cuidadosamente moldados, suas palavras soam como um lembrete: a m\u00fasica \u00e9 tanto uma arte quanto um ato de perseveran\u00e7a, e cada nota carrega a for\u00e7a de quem nunca para de buscar o melhor \u2014 e \u00e9 exatamente isso que Robert Scott revela nesta conversa, feita por e-mail, que voc\u00ea l\u00ea a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a \u201cCorner Coming Up\u201d na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Corner Coming Up\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nO4ioOUmM6Pn8l8Xo_4EFNMyig4hFavCw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O conceito de &#8220;Corner Coming Up&#8221; est\u00e1 condensado na faixa t\u00edtulo, onde h\u00e1 uma carga de incertezas, esperan\u00e7a, supera\u00e7\u00e3o, que acaba sendo conduzida por todo o \u00e1lbum, com um alerta que algo diferente est\u00e1 chegando, uma curva est\u00e1 vindo. O que esta &#8220;curva&#8221; representa para voc\u00eas depois de quatro d\u00e9cadas na estrada?<\/strong><br \/>\nSempre h\u00e1 uma curva, um desafio, algo a encarar ou enfrentar. Tive um problema s\u00e9rio de sa\u00fade h\u00e1 tr\u00eas anos \u2014 foi uma grande curva, algo que, por sorte, consegui contornar. Conforme a gente envelhece, pode ser que apare\u00e7am mais dessas&#8230; ou, com sorte, menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum \u201cFoothills\u201d (2020) fez voc\u00eas revisitarem o pr\u00f3prio arquivo. Essa viagem ao passado influenciou a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;Corner Coming Up&#8221;?<\/strong><br \/>\nNa verdade, n\u00e3o foi bem assim \u2014 era mais uma quest\u00e3o de que tinha chegado a hora de fazer um novo \u00e1lbum. Eu sabia que as m\u00fasicas estavam prontas, e a quest\u00e3o era reunir a banda para decidir como ir\u00edamos abord\u00e1-las e de que forma quer\u00edamos apresent\u00e1-las. \u00c9 diferente a cada vez \u2014 as coisas mudam de um \u00e1lbum para outro \u2014 mas, felizmente, pra gente n\u00e3o mudou tanto assim. Conseguimos entrar em sintonia rapidamente com as m\u00fasicas e fazer jus a elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es deste disco cobrem um territ\u00f3rio emocional vasto. Em &#8220;Song for the End&#8221;, um riff que instiga a levantar e saudar o dia, na \u00e2nsia por paz e neutralidade.\u00a0 A ideia da can\u00e7\u00e3o est\u00e1 por a\u00ed mesmo? Sobre administrar essa ansiedade, encontrar um meio-termo poss\u00edvel num mundo exigente?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 isso mesmo \u2014 voc\u00ea resumiu bem, disse tudo. \u00c0s vezes, s\u00f3 depois de um tempo \u00e9 que eu consigo dar algum sentido \u00e0s palavras: \u201c\u00c9 isso mesmo que eu quis dizer? \u00c9 isso que eu quero expressar? Ser\u00e1 que saiu do jeito certo?\u201d E as pessoas acabam encontrando o pr\u00f3prio significado no que ouvem. Eu n\u00e3o costumo deixar as coisas muito expl\u00edcitas \u2014 o sentido pode ficar meio escondido \u00e0s vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Smallest Falls&#8221;, a resist\u00eancia silenciosa de seguir em frente parece refletir tanto na letra quanto na pr\u00f3pria estrutura da m\u00fasica &#8211; aquela melodia que insiste em continuar, como um caminhante numa trilha dif\u00edcil. H\u00e1 uma beleza na perseveran\u00e7a, na persist\u00eancia de seguir o caminho mesmo sob a tempestade, esquecendo a dor. Voc\u00ea diz: \u201cO mato agora bloqueia qualquer esfor\u00e7o.\u201d Essa met\u00e1fora de obst\u00e1culos intranspon\u00edveis vem de batalhas pessoais que voc\u00ea teve que enfrentar?<\/strong><br \/>\nSim, bem parecido com o que falei na primeira resposta \u2014 \u00e9 sobre se esfor\u00e7ar pra superar as coisas, tentar resolver o problema ou a situa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea estiver enfrentando. Voc\u00ea pode at\u00e9 desistir, mas, na verdade, o importante \u00e9 fazer o esfor\u00e7o de seguir pelo caminho certo e avan\u00e7ar pra tempos melhores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bats - Corner Coming Up (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jzccjEgnmHY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quatro d\u00e9cadas de estrada tecem uma cumplicidade rara. Cinco anos sem gravar desde \u201cFoothills\u201d, certo? Ao entrarem em est\u00fadio para o &#8220;Corner Coming Up&#8221;, essa hist\u00f3ria toda se traduziu numa linguagem quase telep\u00e1tica? Houve momentos em que um simples olhar ou um acorde eram suficientes para que todos soubessem exatamente para onde a m\u00fasica deveria ir?<\/strong><br \/>\nSim, isso \u00e9 parcialmente verdade \u2014 o tempo entre os \u00e1lbuns meio que se dissolve, e a gente logo entra no nosso ritmo, caindo rapidamente nos nossos padr\u00f5es de tocar. A pergunta \u00e9 sempre: o que essa m\u00fasica precisa? Trabalhamos bastante nas nossas partes \u2014 especialmente a Kay e o Paul, j\u00e1 que essas m\u00fasicas s\u00e3o mais novas para eles. Eu j\u00e1 tenho os acordes definidos, e da\u00ed vem a parte dos arranjos \u2014 que \u00e9 toda sobre tomar decis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00ea se aprofunda nas experi\u00eancias pessoais que alimentam suas letras, como decide at\u00e9 onde levar essa intimidade sem perder a conex\u00e3o com quem ouve? Existe um momento em que o pessoal se abre para o universal em seu processo de escrita?<\/strong><br \/>\nAcho que eu acabo compartilhando bastante, mas muitas vezes os temas e detalhes ficam meio escondidos. Sou meio t\u00edmido, ent\u00e3o n\u00e3o revelo tudo. E, pra ser honesto, acho que as pessoas nem t\u00eam tanto interesse assim em saber muito sobre mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum tem uma energia vital impressionante, mesmo nas partes mais introspectivas e\/ou melanc\u00f3licas. Em &#8220;Eyes Down&#8221;, por exemplo, a melancolia se transforma numa esp\u00e9cie de solenidade celestial. \u00c9 dif\u00edcil equilibrar essa melancolia reflexiva com o otimismo luminoso\u00a0 de outras faixas como &#8220;Lucky Day&#8221; e &#8220;Loline&#8221;?<\/strong><br \/>\nSim, \u201cEyes Down\u201d \u00e9 bem diferente, porque s\u00f3 eu gravei ela. Gosto de tocar piano, mas sou meio cru nisso. Aquela era uma demo caseira, e eu gostei da vibe dela, ent\u00e3o, no est\u00fadio, apenas a passei pelos equipamentos, adicionei uma guitarra e alguns vocais de apoio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bats - Lucky Day (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NQ9wkSsk9Nk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Numa ind\u00fastria que vive transformando paix\u00e3o em produto, aquela ideia de tratar a banda como um &#8216;hobby&#8217; sagrado &#8211; parece se manter intacta no cora\u00e7\u00e3o do The Bats. E, num mundo cheio de expectativas e press\u00e3o, como \u00e9 que voc\u00eas protegem essa ess\u00eancia da l\u00f3gica comercial?<\/strong><br \/>\nA gente realmente n\u00e3o pensa muito nesse lado das coisas \u2014 pelo menos eu n\u00e3o penso. O foco \u00e9 mais o que \u00e9 melhor pra m\u00fasica e pra banda. Sempre cuidamos de n\u00f3s mesmos e praticamente n\u00e3o jogamos \u201co jogo\u201d da ind\u00fastria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Tidal&#8221;, h\u00e1 uma melancolia que empurra o ouvinte para a frente, como uma mar\u00e9 interna. Essa imagem de uma for\u00e7a natural, ao mesmo tempo ritmada e um pouco imprevis\u00edvel, ressoa de alguma forma o modo como voc\u00eas veem a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria? Como uma mar\u00e9 que vai e vem, mas sempre com a const\u00e2ncia do oceano por tr\u00e1s?<\/strong><br \/>\nAh, essa \u00e9 uma maneira bonita de ver as coisas, e sim, voc\u00ea est\u00e1 certo \u2014 a mar\u00e9 \u00e9 uma das poucas coisas realmente constantes no mundo, caindo e subindo a cada dia, empurrando e puxando. O \u00e1lbum ia se chamar \u201cTidal\u201d originalmente. A gente sempre acha dif\u00edcil dar nomes para os \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a capa de &#8220;Corner Coming Up&#8221; &#8211; cinco palmeiras sob um sol intenso, pintadas na parede do que aparenta ser um boteco isolado \u00e0 beira de uma cal\u00e7ada &#8211; remete a uma tranquilidade e uma beleza no ordin\u00e1rio. Alguma hist\u00f3ria por tr\u00e1s da pintura?<\/strong><br \/>\nSim, \u00e9 um mural pintado por um amigo nosso, o Paul McNeil, em Portugal. Ele nos enviou a foto, e assim que a vimos, soubemos que era ela a capa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao ouvir bandas como Guided By Voices, Superchunk, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Yo+La+Tengo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yo La Tengo<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=pavement\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pavement<\/a> carregando a influ\u00eancia sonora dos The Bats, que tipo de resson\u00e2ncia isso cria em voc\u00ea? \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de legado, de continuidade, ou algo mais pessoal?<\/strong><br \/>\nAcho que cabe ao ouvinte fazer essas compara\u00e7\u00f5es entre bandas. Eu, pessoalmente, tenho dificuldade de perceber essas conex\u00f5es \u2014 a m\u00fasica \u00e9 divertida assim. Mas \u00e9 bom saber que estamos na companhia de bandas t\u00e3o maravilhosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mergulhando numa curiosidade que atravessa oceanos: a m\u00fasica sempre foi uma conversa global, mesmo antes dos algoritmos. Enquanto o Dunedin Sound ecoava pela Oceania at\u00e9 alcan\u00e7ar o Ocidente, h\u00e1 algum artista ou movimento musical desse lado que tenha deixado sua marca na sua sensibilidade musical? Chegou a ouvir alguma banda ou artista do Brasil na \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 boa \u2014 a maior parte da m\u00fasica que curtimos veio da Europa e dos Estados Unidos, praticamente nada da Am\u00e9rica do Sul. Mas eu sei que existe m\u00fasica maravilhosa no Brasil, e \u00e9 \u00f3timo saber que h\u00e1 interesse pelo nosso trabalho ao redor do mundo. Isso \u00e9 uma das principais coisas que me mant\u00e9m motivado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92929 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/thebats1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/thebats1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/thebats1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ian Chapman define o The Bats no seu livro &#8220;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Dunedin-Sound-Disenchanted-Evening-English-ebook\/dp\/B0F6636X4S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Dunedin Sound: Some Disenchanted Evening<\/a>&#8221; como a &#8220;arte mel\u00f3dica cativante com um toque cortante&#8221;. Essa &#8220;l\u00e2mina&#8221; que Chapman identifica &#8211; onde voc\u00ea acredita que ela mora na m\u00fasica de voc\u00eas? Seria uma quest\u00e3o de letra, uma disc\u00f3rdia sutil na guitarra, ou algo na pr\u00f3pria respira\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es que mant\u00e9m o ouvinte sempre um pouco alerta, mesmo na do\u00e7ura?<\/strong><br \/>\nHumm, complicado\u2026 acho que o \u201ccorte\u201d ou a \u201caresta\u201d est\u00e1 mais na instrumenta\u00e7\u00e3o \u2014 especialmente no baixo e na guitarra solo \u2014 do que nas letras. Acho que tamb\u00e9m temos nosso pr\u00f3prio som, e isso ajuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Matthew Goody, no livro &#8220;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Needles-Plastic-Flying-Records-1981-1988\/dp\/1737382989\/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=35A9VBJ5RO0CS&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.yG-rLTwbRCTe8PYAtP0xpMypLXM_ysnBzAZG9CjC73RIvQncIrpJcz8v18KD1veb4ZxVib7ofz1lcxZ8QoUD0uGt7s0Bs_AOWPhrZMkycyggEtUkZaqmGXMO3VdVU1NWlUJ9tPsXCQmcsbbzXj88iKn540t18-6Jy9U1iW-5Vrn3Vn-u25laCIrJGu7hqI2UTjtaQpGw9BcXgrIcVBNAuY5ZNmcnsXapuUKnxDkR35E.rojGhErTcpqE4Ffwj-69Ai9xsFAsPH3EYNjmRqQx4yM&amp;dib_tag=se&amp;keywords=%22Needles+%26+Plastic%22&amp;qid=1764038289&amp;s=digital-text&amp;sprefix=needles+%26+plastic+%2Cdigital-text%2C185&amp;sr=1-1-catcorr&amp;ufe=app_do%3Aamzn1.fos.db68964d-7c0e-4bb2-a95c-e5cb9e32eb12\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Needles &amp; Plastic<\/a>&#8220;, relembra que &#8220;Daddy&#8217;s Highway&#8221; (1987), apesar de n\u00e3o ter entrado nas paradas, foi saudado como um marco \u2014 um disco coeso que mostrou sua evolu\u00e7\u00e3o como compositor, com Paul Collet no &#8216;Press&#8217; chamando-o de &#8216;a grava\u00e7\u00e3o mais ousada dos The Bats at\u00e9 ent\u00e3o&#8217;. Olhando para tr\u00e1s, o que tornou aquele \u00e1lbum t\u00e3o especial e decisivo para a identidade de voc\u00eas? Na \u00e9poca, voc\u00eas tinham a sensa\u00e7\u00e3o de que estavam alcan\u00e7ando um ponto de virada?<\/strong><br \/>\nBem, foi o nosso primeiro \u00e1lbum completo, e est\u00e1vamos tocando bastante e evoluindo r\u00e1pido. Naquela \u00e9poca, eu estava realmente pegando o jeito da composi\u00e7\u00e3o. A primeira parte do \u00e1lbum foi gravada em Glasgow e o restante quando voltamos para a Nova Zel\u00e2ndia, o que torna tudo interessante. Ent\u00e3o, n\u00e3o foi exatamente um ponto de virada, mas sim um come\u00e7o s\u00f3lido e importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 chegar no \u201cCorner Coming Up\u201d, foram v\u00e1rias curvas. Depois de tantas, o que ainda sustenta e alimenta essa const\u00e2ncia t\u00e3o singular dos The Bats?<\/strong><br \/>\nAcho que a alegria est\u00e1 em buscar aqueles momentos mais sutis na m\u00fasica e na grava\u00e7\u00e3o \u2014 voc\u00ea aprende a cada vez que faz algo assim. O desafio de criar um grande corpo de trabalho que ser\u00e1 apreciado nos pr\u00f3ximos anos, algo s\u00f3lido para deixar para tr\u00e1s\u2026 todo mundo gosta de ser apreciado, n\u00e9? Ent\u00e3o eu sempre espero que possamos lan\u00e7ar trabalhos novos e fortes que ser\u00e3o curtidos no futuro. A m\u00fasica \u00e9 uma for\u00e7a muito poderosa neste mundo conturbado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bats - The Gown (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GLT-4foIRxQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Bats - Loline (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y-8qpGLXfxo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/hebertonbas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Heberton Barreira<\/a> \u00e9 estudante de jornalismo, bandolinista e animador stop-motion. Criador do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/yayatedance\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@yayatedance<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com suas m\u00fasicas pop influenciadas pelo folk rock e deliciosamente doces, belamente harmonizadas e em grande parte livres de ang\u00fastia, The Bats representa o lado mais suave do Dunedin Sound\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/25\/entrevista-icones-do-dunedin-sound-neozelandeses-do-the-bats-falam-sobre-o-album-corner-coming-up\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":164,"featured_media":92930,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8025],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92926"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/164"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92926"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92969,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92926\/revisions\/92969"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}