{"id":92811,"date":"2025-11-18T00:20:13","date_gmt":"2025-11-18T03:20:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92811"},"modified":"2026-01-27T14:38:49","modified_gmt":"2026-01-27T17:38:49","slug":"entre-sintetizadores-e-confissoes-angelica-duarte-encontra-uma-nova-voz-em-toska","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/18\/entre-sintetizadores-e-confissoes-angelica-duarte-encontra-uma-nova-voz-em-toska\/","title":{"rendered":"Entre sintetizadores e confiss\u00f5es, Ang\u00e9lica Duarte encontra uma nova voz em \u201cToska\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mariacaram\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Caram<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro anos ap\u00f3s seu primeiro disco, \u201cHoje Tem\u201d (2021), <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/angelicaduart\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ang\u00e9lica Duarte<\/a> retorna com o lan\u00e7amento de \u201c<a href=\"https:\/\/found.ee\/angelicaduarte_toska\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Toska<\/a>\u201d (2025), um \u00e1lbum que traz arranjos mais eletr\u00f4nicos e letras despojadas e espont\u00e2neas. O tempo (e a pandemia) marcam muito da mudan\u00e7a de estilo entre os dois discos. Em \u201cToska\u201d, Ang\u00e9lica se afasta dos arranjos instrumentais e se entrega \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o de uma produ\u00e7\u00e3o em home studio que dialoga com a cena contempor\u00e2nea brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com forma\u00e7\u00e3o em canto l\u00edrico, no novo \u00e1lbum a artista usa a pot\u00eancia de sua voz como uma camada a mais para os fundos eletr\u00f4nicos, despejando letras diretas para fazer dan\u00e7ar ou ativar o c\u00e1rdio, como a pr\u00f3pria artista comenta. A ironia contida nas can\u00e7\u00f5es \u00e9, ao mesmo tempo, um ponto de contato e de distanciamento do disco antecessor. Enquanto em \u201cHoje Tem\u201d a ironia e o humor servem como tempero para a frustra\u00e7\u00e3o e m\u00e1goa, no novo \u00e1lbum as letras trazem uma narradora que atropela a insatisfa\u00e7\u00e3o com certas situa\u00e7\u00f5es e devolve o inc\u00f4modo a quem o causou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O single \u201cBarriga de Lanche\u201d (2023), por exemplo, que j\u00e1 traz um di\u00e1logo interessante entre os riffs de guitarra e o fundo eletr\u00f4nico, brinca com a ideia de n\u00e3o encolher os pr\u00f3prios desejos ou quem se \u00e9 em prol de um padr\u00e3o de beleza ou de comportamento. A m\u00fasica adiantava a demarca\u00e7\u00e3o de limites que apareceria em can\u00e7\u00f5es como \u201cDoida\u201d ou \u201cSua m\u00e3e s\u00f3 quer seu bem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As parcerias tamb\u00e9m foram escolhidas com cuidado, para somar ao processo independente e individual que marcou a produ\u00e7\u00e3o do disco. Al\u00e9m de companheiros de grava\u00e7\u00f5es e shows como Gabriel Loddo, Pablo Arruda e Christian Dias, e do apoio de R\u00f4mulo Mendes, destaca-se o duo com Billy Crocanty (da banda BILTRE), performando um esquerdomacho que l\u00ea Hilda Hilst como forma de paquera em &#8220;GOSTUESSO\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As influ\u00eancias tamb\u00e9m s\u00e3o muitas. \u00c0 cita\u00e7\u00e3o direta de Hilst, somam-se musicistas como Rita Lee, Courtney Love, Letrux e PJ Harvey. Na produ\u00e7\u00e3o e nos arranjos eletr\u00f4nicos, a cena do rap tomou os ouvidos de Ang\u00e9lica com a mistura de ritmos e refer\u00eancias com letras diretas e pesadas, com a artista ressaltando o interesse por Ajuliacosta, Mc Luanna e Ebony e declarando sua admira\u00e7\u00e3o pelo rapper mineiro FBC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ligado ao esp\u00edrito imediatista desses tempos, \u201cToska\u201d \u00e9 um disco que mistura refer\u00eancias, faz um liquidificador com a linguagem e deve ser escutado em movimento, no agora, compartilhando com os amigos via links ou no som do carro, \u201cDay by day chorando pelo capitalismo tardio mas ouvindo uma musiquinha no trajeto\u201d, como bem definiu a artista.<br \/>\nEm um papo por e-mail com o Scream &amp; Yell, ela contou mais sobre o \u00e1lbum e essa nova fase. Confira abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o \u00e1lbum &#8220;Toska&#8221;, de Ang\u00e9lica Duarte, na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ange\u0301lica Duarte - Day by Day\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Yrga25fngS8?list=PL8EaHn_WNh-2EaWOD7rlOjE96mO6RKiIU\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foram quatro anos entre seu lan\u00e7amento anterior, \u201cHoje Tem\u201d, e \u201cToska\u201d. Sonoramente, a gente j\u00e1 percebe mudan\u00e7as, anunciadas com o single \u201cBarriga de Lanche\u201d (2023). Quais as diferen\u00e7as nos processos de cria\u00e7\u00e3o dos dois discos e como voc\u00ea v\u00ea o papel do tempo nesse processo?<\/strong><br \/>\n\u201cHoje Tem\u201d nasceu do desejo de me colocar como compositora e produtora musical. Arranjei as can\u00e7\u00f5es para v\u00e1rios instrumentos, fiz um financiamento coletivo que deu super certo e convidei amigos para gravar comigo. Em \u201cToska\u201d o processo foi bem diferente. Eu, que muitas vezes compunha tocando viol\u00e3o e cantando, investi em composi\u00e7\u00f5es mais espont\u00e2neas. \u201cAmiga\u201d eu compus caminhando no Leblon, o refr\u00e3o de \u201cBarriga de Lanche\u201d veio \u00e0 mente enquanto eu esperava um delivery, \u201cVira Lata Caramelo\u201d foi uma bobagem que cantarolei pro meu namorado, \u201cNingu\u00e9m se Importa\u201d veio enquanto eu maratonava a s\u00e9rie \u201cGirls\u201d. Nesse momento eu j\u00e1 tinha um home studio pra brincar e tamb\u00e9m j\u00e1 tinha tido um contato maior com a produ\u00e7\u00e3o fonogr\u00e1fica contempor\u00e2nea, que \u00e9 algo que eu n\u00e3o estava t\u00e3o interessada quando lancei meu primeiro \u00e1lbum. Peguei essas melodias que fiz de brincadeira e harmonizei, fui pesquisando sonoridades e batidas e aos poucos o \u00e1lbum foi nascendo. Sinto que fui fiel a tudo que eu gosto de ouvir e que alcancei uma sonoridade nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cHoje Tem\u201d foi lan\u00e7ado ainda durante a pandemia, e refletia muito em suas letras tanto a frustra\u00e7\u00e3o com as \u201cpakeras frakas\u201d t\u00edpicas de apps, quanto rela\u00e7\u00f5es muito movidas por um desejo intenso. Em \u201cToska\u201d, as letras parecem trazer uma mulher que n\u00e3o topa qualquer coisa, mais assertiva e ainda assim muito intensa. Como voc\u00ea v\u00ea essas mudan\u00e7as?<\/strong><br \/>\n\u201cPakera Fraka\u201d foi um termo que nasceu a partir das intera\u00e7\u00f5es de Instagram, foguinho na DM, essas coisas. Muitas amigas na mesma situa\u00e7\u00e3o-de-solteira-no-Rio-de-Janeiro compartilhavam comigo suas frustra\u00e7\u00f5es e a gente ficava naquela din\u00e2mica de tentar decifrar mensagem de homem. Um porre e uma perda de tempo. Eu estava em um momento delicado emocionalmente quando compus a maior parte das can\u00e7\u00f5es de \u201cHoje Tem\u201d, esse primeiro disco tem humor mas tem tamb\u00e9m muita m\u00e1goa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia foi um marco na vida de todo mundo, n\u00e9? Tempo de sobra pra refletir. Acho que a mudan\u00e7a de tom veio disso tamb\u00e9m, e a idade n\u00e9? N\u00e3o \u00e9 qualquer coisa que me tira de casa, n\u00e3o \u00e9 qualquer som que me faz dan\u00e7ar, n\u00e3o \u00e9 qualquer boy que me desperta o interesse. Acho que somos muito duros, muito tensos enquanto gera\u00e7\u00e3o (millenials) e sei que posso exercer certa erudi\u00e7\u00e3o na m\u00fasica, tanto em letra, quanto em som, mas escolhi n\u00e3o fazer isso em &#8220;Toska\u201d. Escolhi rir um pouco da coisa toda, da seriedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nome do disco \u00e9 \u201cToska\u201d e a capa \u00e9 claramente inspirada nos discos de m\u00fasica cl\u00e1ssica que meu pai colecionava nos anos 80. Conta pra gente um pouco desse nome e visual e como eles se relacionam com as m\u00fasicas do disco?<\/strong><br \/>\nKkkk pois \u00e9. Eu escolhi esse nome h\u00e1 um tempo, acho que tem tudo a ver. Eu comecei a estudar m\u00fasica formalmente fazendo aula de canto l\u00edrico, e isso foi algo que me distanciou da composi\u00e7\u00e3o, larguei o viol\u00e3o e o caderninho de ideias e passei alguns anos tentando me adequar \u00e0 norma. Nunca era escolhida pra nada, nunca passava nas audi\u00e7\u00f5es dos corais jovens e isso me deixava bem chateada, pois eu sabia que meu lugar era sim na m\u00fasica, mas depois de alguns anos entendi que naquele meio eu n\u00e3o tinha espa\u00e7o para exercer a minha criatividade. No entanto, tive contato com muita coisa que hoje em dia faz parte da minha forma\u00e7\u00e3o de cantora e arranjadora, e quis trazer essa refer\u00eancia pra capa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92813\" aria-describedby=\"caption-attachment-92813\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92813\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-cred.-Gabriela-Prestes-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-cred.-Gabriela-Prestes-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-cred.-Gabriela-Prestes-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-cred.-Gabriela-Prestes-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92813\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa do \u00e1lbum &#8220;TOSKA&#8221;, de Ang\u00e9lica Duarte<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea disse que gostaria de misturar suas refer\u00eancias a artistas mais contempor\u00e2neos e tamb\u00e9m que transportou seu lado arranjadora para meios mais eletr\u00f4nicos, que se destacam nesse disco. Quem voc\u00ea tem escutado da cena mais atual nacional e como foi esse mergulho no eletr\u00f4nico?<\/strong><br \/>\nCara, eu virei uma grandess\u00edssima f\u00e3 do FBC. Acho ele um dos melhores letristas da cena atual, no rap tamb\u00e9m ou\u00e7o muito o Black Alien e admiro nomes novos como Ajuliacosta, Mc Luanna, Ebony. Sinto que a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea aprendeu muito com as ra\u00edzes da cultura hip hop, e conhecer um pouco mais a cena que se formou a partir disso, me fez aprender mais sobre som, sobre produ\u00e7\u00e3o. O que eu gosto nesses artistas que citei \u00e9 que a letra da m\u00fasica \u00e9 pesada e sinto que essa caracter\u00edstica est\u00e1 \u00e0 frente de todo o resto. Uma das compositoras que mais admiro na cena independente \u00e9 a Letrux, h\u00e1 uma completude naquele mulher\u00e3o que \u00e9 cantora, performer, letrista. Aprendo muito com ela, n\u00e3o s\u00f3 ouvindo as m\u00fasicas ou assistindo a um show, mas lendo as entrevistas, <a href=\"https:\/\/letruska.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">seus textos no Substack<\/a>. \u00c9 uma pessoa que diz as coisas que precisam ser ditas. J\u00e1 o\u00a0lance de fazer um som eletr\u00f4nico veio com a oportunidade de ter um home studio e pensar a produ\u00e7\u00e3o de maneira mais pragm\u00e1tica, resolvendo a parte musical sozinha praticamente. Isso me deu autonomia criativa, me fez escutar sons que n\u00e3o escutaria, me fez ter contato at\u00e9 com sons que considerei desagrad\u00e1veis, mas que me levaram para um caminho divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este \u00e9 o primeiro \u00e1lbum que voc\u00ea gravou totalmente em casa. Como foi trabalhar dessa forma? O que esse tipo de grava\u00e7\u00e3o trouxe para o som?<\/strong><br \/>\nFoi bom, foi um processo um pouco lento, de muita pesquisa e aprendizado. Compor \u00e9 f\u00e1cil, dif\u00edcil \u00e9 deixar a m\u00fasica com a cara que a gente quer. Tive muito apoio do meu companheiro, R\u00f4mulo Mendes, que mixou o disco e foi meu principal parceiro nesse trabalho. Enquanto eu me arriscava nas novas ferramentas de cria\u00e7\u00e3o ele ocupava a posi\u00e7\u00e3o de suporte t\u00e9cnico e tamb\u00e9m emocional nessa jornada de quatro anos produzindo &#8220;Toska\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a escolha das colabora\u00e7\u00f5es nesse disco? Como essas parcerias interferem na cria\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es com participa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nProcurei fazer quase tudo sozinha, porque h\u00e1 uma infinidade de possibilidades quando voc\u00ea produz em casa, sem pagar hora de est\u00fadio, mas tiveram momentos em que precisei de ajuda para executar as minhas ideias. Foram colabora\u00e7\u00f5es generosas de pessoas muito pr\u00f3ximas e queridas que gravaram no l0vynho ou de seus pr\u00f3prios est\u00fadios. Christian, Loddo, Kaneo e Pablo s\u00e3o m\u00fasicos e amigos que j\u00e1 tocaram e gravaram comigo. R\u00f4mulo gravou o solo de guitarra de \u201cSua m\u00e3e s\u00f3 quer seu bem\u201d. Ele, apesar de n\u00e3o ser m\u00fasico, fez suas aulinhas de guitarra na adolesc\u00eancia, estudou l\u00e1 as pentat\u00f4nicas e digita\u00e7\u00f5es com mais afinco que eu. Cantarolei a melodia da guitarra pra ele e depois de experimenta\u00e7\u00f5es com timbres e fraseados, chegamos nesse solo que eu a-mo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cGOSTUESSO\u201d o processo foi um pouco diferente, eu produzi a m\u00fasica deixando espa\u00e7o para um feat mas sem muita ideia do que eu queria, a\u00ed pensei que inserir uma poesia de Hilda Hilst, aquela mente inteligente e desejante, seria uma maneira bonita de manter a autoralidade feminina no disco. Convidei ent\u00e3o o Billy Crocanty, artista hil\u00e1rio da banda BILTRE, pra fazer essa participa\u00e7\u00e3o, lendo o poema numa inten\u00e7\u00e3o esquerdomacho literato.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92814\" aria-describedby=\"caption-attachment-92814\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92814\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CONTRACAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CONTRACAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CONTRACAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CONTRACAPA-Angelica-Duarte-TOSKA-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92814\" class=\"wp-caption-text\"><em>Contra-capa do \u00e1lbum &#8220;TOSKA&#8221;, de Ang\u00e9lica Duarte<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cToska\u201d \u00e9 um disco que remete bastante aos encontros e desencontros da vida noturna. Por outro lado, tem rolado esse movimento crescente de uma noite cada vez mais curta nas grandes cidades. Como voc\u00ea v\u00ea isso e como esse movimento p\u00f3s pand\u00eamico tem impactado na sua carreira como artista independente?<\/strong><br \/>\nAcho que a vida noturna ainda existe, ela s\u00f3 foi deslocada pra um hor\u00e1rio mais amig\u00e1vel, mas \u00e9 um disco super poss\u00edvel pra pista, pro cardio das gata, pra quem curte m\u00fasica viva, tocada, e tamb\u00e9m pra quem curte eletr\u00f4nico. Nisso eu arrasei, acho que trouxe essa versatilidade pro disco. A vida como artista independente \u00e9 sempre cheia de desafios, n\u00e3o sei se a quest\u00e3o da noite ser\u00e1 um problema ou uma solu\u00e7\u00e3o, sempre cantei em shows em teatros e bares, nada muito balada. Vamos aguardar o trabalho reverberar e ver o que acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As suas letras trazem bastante humor e ironia. Como voc\u00ea chega nisso? Al\u00e9m da cita\u00e7\u00e3o direta \u00e0 Hilda Hilst existem outras influ\u00eancias da literatura nas letras de \u201cToska\u201d?<\/strong><br \/>\nAcho que as maiores influ\u00eancias s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es cotidianas. E m\u00fasicas que vieram antes. Rita Lee, Letrux, Courtney Love, Shirley Manson, Cat Power, PJ Harvey. Confesso que tamb\u00e9m estava um pouco vidrada em rock 80 na \u00e9poca em que eu estava fazendo o disco, ent\u00e3o eu acho que Tit\u00e3s, RPM, Metr\u00f4, Fernanda Abreu, Kid Abelha, Marina Lima, Paralamas do Sucesso, essa galera e as can\u00e7\u00f5es mais vibrantes dessa \u00e9poca me inspiraram bastante nos arranjos de \u201cToska\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de lan\u00e7ar o novo \u00e1lbum, quais os planos para o futuro?<\/strong><br \/>\nTrabalhar muito esse \u00e1lbum, tocar, trocar, produzir novas m\u00fasicas, me conectar mais com as pessoas depois desse tempo enclausurada em casa produzindo &#8220;Toska\u201d. \u00c9 hora de estabelecer novas conex\u00f5es. Com outros artistas e principalmente com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem algo que voc\u00ea gostaria de dizer sobre o disco que eu n\u00e3o perguntei?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um disco pra ouvir agora, ouvir correndo, no metr\u00f4, na rua. N\u00e3o \u00e9 um disco pra ouvir com aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 pra degustar, \u00e9 pra ouvir e mandar pros amigos. Sem essa de \u201couvir com calma\u201d, n\u00e3o precisa disso. A m\u00fasica tem que estar inserida no nosso cotidiano pra nos libertar da monotonia do dia a dia. Day by day chorando pelo capitalismo tardio mas ouvindo uma musiquinha no trajeto, por favor. Ou\u00e7am &#8220;Toska\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ang\u00e9lica Duarte - Barriga de Lanche (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dLbHs_rD4F8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ang\u00e9lica Duarte feat. Juliana Linhares - Mais Discreto (clipe oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ct0lWfAnOnE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"@AngelicaDuarte - Ao Vivo no Festival Levada | Edi\u00e7\u00e3o 10 Anos [Palco LabSonica]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3mW28hWDiPo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Maria Caram (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mariacaram\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@mariacaram<\/a>) \u00e9 comunicadora, escritora e pesquisadora musical. Autora do livro <a href=\"https:\/\/www.editoraminimalismos.com\/product-page\/pr%C3%B3xima-esta%C3%A7%C3%A3o-next-station-de-maria-caram\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o\/next station<\/a>. Assina a newsletter <a href=\"https:\/\/mariacaram.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma mulher e uma newsletter<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quatro anos ap\u00f3s seu primeiro disco, \u201cHoje Tem\u201d, Ang\u00e9lica Duarte retorna com o lan\u00e7amento de \u201cToska\u201d, um \u00e1lbum que traz arranjos mais eletr\u00f4nicos e letras despojadas e espont\u00e2neas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/18\/entre-sintetizadores-e-confissoes-angelica-duarte-encontra-uma-nova-voz-em-toska\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":163,"featured_media":92815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8018],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92811"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/163"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92811"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92817,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92811\/revisions\/92817"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}