{"id":92750,"date":"2025-11-15T00:58:13","date_gmt":"2025-11-15T03:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92750"},"modified":"2026-01-27T14:33:56","modified_gmt":"2026-01-27T17:33:56","slug":"de-volta-a-salvador-vivendo-do-ocio-lanca-hasta-la-bahia-seu-setimo-album-e-uma-sensacao-de-pertencimento-avisam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/15\/de-volta-a-salvador-vivendo-do-ocio-lanca-hasta-la-bahia-seu-setimo-album-e-uma-sensacao-de-pertencimento-avisam\/","title":{"rendered":"De volta \u00e0 Salvador, Vivendo do \u00d3cio lan\u00e7a \u201cHasta La Bahia\u201d, seu s\u00e9timo \u00e1lbum: &#8220;\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento&#8221;, avisam"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prestes a completar 20 anos de carreira em 2026, e ap\u00f3s uma d\u00e9cada inteira vivendo em S\u00e3o Paulo, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/vivendodoocio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vivendo do \u00d3cio<\/a> muda de ares e se v\u00ea de volta \u00e0 Salvador, sua cidade natal, e o reencontro com suas ra\u00edzes e os abra\u00e7os amigos marcaram decididamente \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/hastalabahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hasta La Bahia<\/a>\u201d (2025), o s\u00e9timo disco do quarteto, lan\u00e7ado em setembro de maneira independente, um \u00e1lbum em que a banda segue apostando no rock, mas com cada vez mais elementos brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de respirar ares locais, \u201cHasta La Bahia\u201d tamb\u00e9m registra a presen\u00e7a de her\u00f3is da cena baiana: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Martin+Mendon%C3%A7a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Martin Mendon\u00e7a<\/a>, guitarrista da banda de Pitty, outro que trocou a correria da capital paulista pelo aconchego da capital soteropolitana, participa da faixa \u201cO Lobo da Estepe\u201d (sim, a refer\u00eancia \u00e9 o livro ic\u00f4nico de Hermann Hesse) enquanto Ronei Jorge (que lan\u00e7ou grandes discos com a Ladr\u00f5es de Bicicleta) assina \u201cN\u00e3o Tem Nenhum Segredo\u201d com Jaj\u00e1 Cardoso, e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=jadsa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jadsa<\/a> num feat em \u201cN\u00e3o Tem Nenhum Segredo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/hastalabahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hasta La Bahia<\/a>\u201d tamb\u00e9m consolida uma admira\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre a Vivendo do \u00d3cio e Paulo Miklos, que certa vez, em uma entrevista \u00e0 Trip, contou que uma de suas can\u00e7\u00f5es de rock e de amor favoritas era \u201cAmor em F\u00faria\u201d, da Vivendo do \u00d3cio, e agora participa de \u201cBaila Comigo\u201d, que abre o \u00e1lbum. \u201cVolta e meia aparecia a foto do Paulo fazendo um show com a camisa da Vivendo do \u00d3cio &#8211; ele chegou at\u00e9 a aparecer na Globo com a camisa. A gente ficou super feliz (com a participa\u00e7\u00e3o dele no disco)\u201d, diz Jaj\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa que voc\u00ea l\u00e8 abaixo, Jaj\u00e1 Cardoso (vocal e guitarra) e Luca Bori (baixo e vocal) \u2013 completam o time Davide Bori na guitarra e backings mais Gabriel Burgos na bateria \u2013 refletem sobre a mudan\u00e7a de ares de S\u00e3o Paulo para Salvador, e as influ\u00eancias que a cidade natal e sua cena local tiveram sobre \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/hastalabahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hasta La Bahia<\/a>\u201d. Eles tamb\u00e9m falam sobre como foi abrir a sonoridade da banda para novos sons sem perder a pegada rock caracter\u00edstica da banda. Leia o papo na integra abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vivendo do \u00d3cio &amp; Paulo Miklos - Baila Comigo (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h5t2_iPefjg?list=OLAK5uy_lpLjEzenjgnCcQw4cUb70ByOO8UjQK56g\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Galera, voc\u00eas definem esse novo disco como uma \u201cvolta pra casa\u201d. O que isso significa, indo al\u00e9m do sentido geogr\u00e1fico, mas pensando no lado emocional e criativo de voc\u00eas? Qual \u00e9 o peso que a Bahia tem nesse sentido em suas vidas?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: A Bahia \u00e9, acima de tudo, a nossa terra, ent\u00e3o fica dif\u00edcil que ela fique fora do nosso trabalho. Representar a Bahia est\u00e1 dentro da nossa m\u00fasica de uma forma genu\u00edna mesmo. O t\u00edtulo do \u00e1lbum representa essa volta e tamb\u00e9m tem um significado de conforto do voltar para casa, de estar de volta, de ter aquele abra\u00e7o amigo e de se sentir na Bahia mesmo, que \u00e9 de onde a gente vem e onde est\u00e3o as nossas ra\u00edzes. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento estar de volta aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inclusive, o disco foi inteiramente gravado na capital, Salvador. D\u00e1 pra dizer que voc\u00eas est\u00e3o se reaproximando da cena baiana com mais intensidade depois de alguns anos em S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: A gente sempre esteve presente, porque, mesmo morando em S\u00e3o Paulo, est\u00e1vamos sempre voltando. Salvador foi uma das cidades que mais tocamos, mesmo nesses dez anos moramos l\u00e1 em S\u00e3o Paulo. Mas estar de volta \u00e9 diferente por uma quest\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o com a cidade, de estar vivendo aqui, de estar se relacionando com pessoas daqui&#8230;. toda essa rela\u00e7\u00e3o que a gente tem, a partir do momento que a gente volta pra Salvador, \u00e9 automaticamente transferida para o \u00e1lbum. Tipo o nosso baterista, o Gabriel Burgos, que entrou pra banda e que \u00e9 de Salvador, e que o convite veio a partir da rela\u00e7\u00e3o que criamos com ele desde do primeiro contato, que foi um show que fizemos com o Vandal, a\u00ed n\u00f3s o conhecemos, come\u00e7amos a sair juntos e convidamos ele para a banda. Ent\u00e3o, o disco tamb\u00e9m \u00e9 sobre essas rela\u00e7\u00f5es que tivemos a partir do momento que retornamos para c\u00e1. N\u00e3o s\u00f3 a rela\u00e7\u00e3o com Gabriel Burgos, mas tamb\u00e9m com a cena, indo nos shows, frequentando e conhecendo todas as pessoas que est\u00e3o envolvidas no \u00e1lbum. O Andr\u00e9, que \u00e9 um produtor daqui de Salvador, que sempre quisemos trabalhar com ele e, por estar morando aqui agora, se tornou uma coisa muito mais f\u00e1cil, n\u00e9? A Vic Zacconi, que fez a capa, e os m\u00fasicos que participaram do disco tamb\u00e9m: o pessoal da Orquestra Sinf\u00f4nica da Bahia, o Ricardo Correa, na percuss\u00e3o, o Martin Mendon\u00e7a, que tamb\u00e9m est\u00e1 morando aqui e que \u00e9 guitarrista da Pitty\u2026 tudo isso est\u00e1 ligado profundamente com esse retorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jaj\u00e1 Cardoso: [Ronei] Jorge tamb\u00e9m, n\u00e9? Ele sempre foi uma refer\u00eancia pra mim, <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/roneijorge_entrevista.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desde a banda dele<\/a> [Ronei Jorge e os Ladr\u00f5es de Bicicleta], que \u00e9 uma banda lend\u00e1ria, e ele \u00e9 um cara que faz parte da cena alternativa rock da cidade h\u00e1 muitos anos e est\u00e1 na ativa at\u00e9 hoje, sempre lan\u00e7ando coisas e fazendo projetos. Ele foi uma dessas pessoas que somaram tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E de que forma voc\u00eas est\u00e3o enxergando essa cena baiana, depois desse tempo todo l\u00e1 em S\u00e3o Paulo? Conseguem perceber que ela se renovou?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: Acho que \u00e9 uma cena muito forte musicalmente e que tem uma raiz musical diferenciada. Mas vejo como ponto negativo a falta de incentivo e de bons lugares para tocar. Quando a gente vai para S\u00e3o Paulo, vemos que qualquer casa de show tem um equipamento e uma ac\u00fastica legal, enquanto aqui em Salvador, principalmente depois da pandemia, muitas casas fecharam. Mas vejo que a cena ainda \u00e9 muito forte, tem bandas que tem conquistado o p\u00fablico, que est\u00e3o crescendo e que s\u00e3o muito ricas musicalmente. Vale a pena ir nos shows para conhecer essas bandas novas que est\u00e3o tocando, porque s\u00e3o de muita qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de Salvador tamb\u00e9m ser uma grande cidade, S\u00e3o Paulo parece ser uma coisa de outro mundo. Pra n\u00f3s aqui do Nordeste tem at\u00e9 essa coisa de ir pra l\u00e1 \u201cpara dar certo\u201d. Agora que voc\u00eas foram e voltaram, como definem isso?<\/strong><br \/>\nJaj\u00e1 Cardoso: Acho que a gente teve o nosso momento e aproveitamos a oportunidade. Na \u00e9poca, n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos planejado morar l\u00e1 tanto tempo, as coisas s\u00f3 foram acontecendo. Fomos para ficar uns tr\u00eas ou quatro meses e a banda foi crescendo, foi ficando mais conhecida, come\u00e7ou a rolar convites\u2026 sim, acho que quando a gente faz alguma coisa em S\u00e3o Paulo, parece que reverbera diferente, sabe? Quando trabalhamos mais por aqui, parece que fica mais concentrado no nosso estado e na regi\u00e3o Nordeste em si. Mas isso tamb\u00e9m pode ser uma concep\u00e7\u00e3o errada da minha parte. Voltar para Salvador foi s\u00f3 o come\u00e7o de um novo ciclo. N\u00f3s conseguimos trilhar um caminho e as portas que abrimos est\u00e3o ainda abertas pra gente continuar a trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luca Bori: S\u00e3o Paulo \u00e9 uma cidade que \u00e9 um ponto de encontro. Tem gente do Brasil inteiro ali, m\u00fasicos, produtores, est\u00fadios\u2026 e acho que por voc\u00ea estar vivendo na cidade facilita nessa quest\u00e3o de fazer contatos, porque a m\u00fasica tamb\u00e9m \u00e9 rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 sobre voc\u00ea conhecer pessoas, fazer amizade, tocar junto\u2026 ent\u00e3o, o fato de voc\u00ea se relacionar com pessoas do Brasil inteiro acaba ajudando. Quando fomos para S\u00e3o Paulo, as coisas come\u00e7aram a fluir muito mais r\u00e1pido e eu acho que tivemos conquistas que, talvez, demoraria muito mais estando em Salvador. Penso dessa forma. S\u00e3o Paulo \u00e9 uma cidade plural, tem muita gente e muita coisa acontecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando de composi\u00e7\u00e3o e sonoridade, voc\u00eas tamb\u00e9m contam que esse disco \u00e9 resultado de uma maturidade adquirida nos quase vinte anos de estrada. A banda \u00e9 considerada parte do rock alternativo, mas n\u00e3o se prendeu a isso dentro do \u00e1lbum. Quando e como foi esse momento em que voc\u00eas perceberam que queriam tentar coisas novas musicalmente?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: Acho que isso foi acontecendo de forma natural desde o \u201cSelva Mundo\u201d (2015). A gente foi inserindo mais elementos de m\u00fasica brasileira, de percuss\u00e3o, de ritmos brasileiros no geral. No nosso disco hom\u00f4nimo (\u201cVivendo do \u00d3cio\u201d, 2020) tamb\u00e9m aconteceu bastante e teve mais sintetizadores. No \u201cSelva Mundo\u201d n\u00e3o chegou a ter sintetizadores, mas no [disco] \u201cVivendo do \u00d3cio\u201d n\u00f3s inserimos sintetizadores de sopro, por exemplo. E isso, ao longo da carreira, foi s\u00f3 aumentando&#8230; acho que isso acontece porque vamos amadurecendo como pessoa e escutando outras coisas, outras sonoridades, e isso tudo acaba influenciando no nosso som. Eu lembro que, l\u00e1 em 2014, quando eu estava em S\u00e3o Paulo, a gente ouvia muita coisa de m\u00fasica brasileira, tipo Jorge Ben, Novos Baianos, Curumin\u2026 tudo isso acabou influenciando no som. E agora, com o disco novo, acho que estar na Bahia s\u00f3 aflorou isso mais ainda, al\u00e9m da presen\u00e7a do Gabriel Burgos, que trouxe uma outra sonoridade r\u00edtmica pras batidas do disco, porque ele tem uma influ\u00eancia muito grande de soul e de funk que enriqueceu o \u00e1lbum. \u00c9 um som mais dan\u00e7ante, mais disco, que a gente j\u00e1 curtia muito, e que acabou aflorando mais nesse momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como esse conceito de voltar \u00e0 Bahia aparece dentro das can\u00e7\u00f5es? \u00c9 uma hist\u00f3ria linear? S\u00e3o v\u00e1rias hist\u00f3rias sobre esse tema? Essa interpreta\u00e7\u00e3o vai de cada um ou tem um caminho a se seguir?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: Cara, eu estava reparando que quase todas as m\u00fasicas do \u201cHasta la Bahia\u201d falam sobre idas e vindas, despedidas, reencontros\u2026 mas n\u00e3o foi algo que a gente pensou na hora de montar o repert\u00f3rio, foi algo que aconteceu por algum motivo. Isso estava completamente conectado com o significado do \u00e1lbum e com o nosso retorno para Salvador. Depois de morar dez anos em S\u00e3o Paulo, estamos voltando para c\u00e1, ent\u00e3o\u2026 se voc\u00ea reparar, todas as m\u00fasicas abordam esse tema. E tem a faixa-t\u00edtulo, que foi uma parceria com um poeta baiano que mora em S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m h\u00e1 muitos anos, o Nivaldo Brito. Ele \u00e9 escritor e ele me mandou uma letra que falava sobre esse sentimento de estar voltando e de se sentir em casa, a\u00ed eu musiquei essa letra uns dois anos atr\u00e1s e acabou que ela tamb\u00e9m tinha tudo a ver com o conceito, tanto que se tornou o t\u00edtulo do \u00e1lbum. Lembro que algu\u00e9m, em um dos est\u00fadios de ensaios, estava procurando um nome pro disco e essa era uma das m\u00fasicas que a gente estava ensaiando, a\u00ed Davide, ou foi Jaj\u00e1, n\u00e3o lembro, falou que podia ser \u201cHasta La Bahia\u201d e todo mundo concordou, porque realmente n\u00e3o tinha como n\u00e3o ser esse nome. Tem tudo a ver com o momento que a gente est\u00e1 vivendo, com essa fase e com essa volta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vivendo do O\u0301cio - Amor em Fu\u0301ria (@Acesso MTV 2009)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/042_9z7kx6c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cHasta La Bahia\u201d est\u00e1 muito bem servido quando o assunto s\u00e3o participa\u00e7\u00f5es especiais, n\u00e9? A come\u00e7ar pelo Paulo Miklos, que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=tit%C3%A3s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fez hist\u00f3ria com os Tit\u00e3s<\/a> no rock nacional. Como foi esse encontro para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nJaj\u00e1 Cardoso: Foi como uma conquista mesmo, porque ele \u00e9 uma refer\u00eancia primordial pra gente. E quando essa m\u00fasica ficou pronta, percebemos que ela tem muito daquele lance visceral do in\u00edcio do Tit\u00e3s. Um grande amigo nosso, que trabalha na produ\u00e7\u00e3o do Tit\u00e3s, fez essa ponte do contato direto com ele. S\u00f3 que tem uma outra hist\u00f3ria antes disso\u2026 na \u00e9poca, saiu numa revista de grande circula\u00e7\u00e3o, a Trip, uma entrevista em que ele dizia que a m\u00fasica de amor favorita de rock dele era \u201cAmor em F\u00faria\u201d. N\u00f3s lemos aquilo ali e ficamos tipo \u201ccaramba, o Paulo Miklos gosta da gente?!\u201d. Depois veio um show na Concha Ac\u00fastica, que \u00e9 um lugar super emblem\u00e1tico aqui de Salvador, e n\u00f3s tivemos a felicidade de tocar com os Tit\u00e3s. Foi nessa noite que nos conhecemos pessoalmente, a\u00ed demos camisa, demos vinil\u2026 volta e meia aparecia a foto do Paulo fazendo um show com a camisa da Vivendo do \u00d3cio, ele chegou at\u00e9 a aparecer na Globo num programa com a camisa. Mas, sobre a parceria: aconteceu quando teve que acontecer. E a gente ficou super feliz, ele foi super sol\u00edcito, super gente fina, gravou \u00e0 dist\u00e2ncia e mandou pra gente e, p\u00f4, ficamos super felizes, cara!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E refor\u00e7ando essa ideia da conex\u00e3o com a Bahia, voc\u00eas tamb\u00e9m convidam o Martin Mendon\u00e7a, Jadsa e Ronei Jorge, por exemplo, que tamb\u00e9m s\u00e3o artistas daqui do estado. De que forma eles somaram para esse conceito do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nJaj\u00e1 Cardoso: Quando ecomecei a compor, l\u00e1 no in\u00edcio dos anos 2000, escutava muito a banda do Ronei Jorge e sempre imaginei escrever algo com ele um dia. E quando compus a faixa \u201cN\u00e3o Tem Nenhum Segredo\u201d eu n\u00e3o estava muito feliz com o segundo verso da m\u00fasica e estava pensando em chamar algu\u00e9m pra completar esse segundo verso. Da\u00ed veio a ideia de chamar ele, que topou. Ele veio aqui em casa e a gente escreveu. Gosto muito de compor com outras pessoas e \u00e9 muito massa essa sensa\u00e7\u00e3o de escrever com uma pessoa pela primeira vez, porque parece um \u201cprimeiro encontro\u201d, voc\u00ea n\u00e3o sabe muito bem o que vai acontecer, se a qu\u00edmica vai rolar\u2026 mas a coisa fluiu de uma maneira maravilhosa e ele trouxe um verso lindo que completou a m\u00fasica. Tem o Martin Mendon\u00e7a, que \u00e9 nosso amigo de muito tempo e que j\u00e1 hav\u00edamos feito outra contribui\u00e7\u00e3o na m\u00fasica \u201cN\u00e3o Te Digo Nada\u201d, por exemplo. J\u00e1 tocamos juntos na Concha tamb\u00e9m, ele participou do show e cantou \u201cNostalgia\u201d com a gente. Ele morou em S\u00e3o Paulo por muito tempo, ent\u00e3o a gente sempre se trombava por l\u00e1, ele ia l\u00e1 em casa, tinha realmente uma amizade. A m\u00fasica que ele participa [\u201cO Lobo da Estepe\u201d] \u00e9 a mais pesada do disco, digamos assim, \u00e9 a mais rock and roll. Na \u00e9poca, quando ela n\u00e3o tinha nem letra direito, mandei para ele e falei \u201cvamos terminar essa aqui\u201d e ele: \u201cclaro, vamo nessa!\u201d. E a\u00ed, quando ele colou no est\u00fadio, fomos escrevendo as coisas e concretizamos a letra, que fala sobre o \u201cLobo da Estepe\u201d, um livro de Hermann Hesse, que \u00e9 muito importante para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00eas pretendem provocar na cena, tanto baiana quanto nacional, com esse disco? \u00c9 uma mensagem de \u201colhar para dentro antes de olhar pra fora\u201d?<\/strong><br \/>\nLuca Bori: Pensando nesse sentido, eu acho que \u00e9 trazer a for\u00e7a do rock com a sonoridade baiana e mostrar n\u00e3o s\u00f3 para a Bahia, mas para o mundo todo. Estamos muito empolgados em ter esse trabalho que representa a nossa cidade, com os ritmos, os instrumentos e os m\u00fasicos daqui e estamos muito felizes de ter lan\u00e7ado e colocado o disco no mundo. O que queremos agora \u00e9 tocar o m\u00e1ximo que der!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jaj\u00e1 Cardoso: E pegando esse lance de representar\u2026 \u00e9 sobre representar n\u00e3o s\u00f3 a m\u00fasica do nosso estado, mas representar tamb\u00e9m o que n\u00f3s somos como banda mesmo, o nosso crescimento e o amadurecimento que esse disco reflete nesses quase 20 anos. O objetivo \u00e9 fazer como a gente sempre gostou, que \u00e9 rodar o Brasil, mas a Bahia \u00e9 nossa casa agora. N\u00e3o sabemos do futuro\u2026 vai que em algum momento a coisa fica louca e a gente tenha que passar uma temporada em S\u00e3o Paulo?! Mas acho que mudar de mala e cuia, como fizemos quando \u00e9ramos jovens, n\u00e3o \u00e9 mais uma coisa. A ideia \u00e9 ficar aqui mesmo e trabalhar daqui.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92752 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/vivendodoocio.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/vivendodoocio.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/vivendodoocio-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/vivendodoocio-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo<\/a>\/.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Prestes a completar 20 anos de carreira em 2026, e ap\u00f3s uma d\u00e9cada inteira vivendo em S\u00e3o Paulo, a Vivendo do \u00d3cio muda de ares e se v\u00ea de volta \u00e0 Salvador com disco novo gravado na cidade.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/15\/de-volta-a-salvador-vivendo-do-ocio-lanca-hasta-la-bahia-seu-setimo-album-e-uma-sensacao-de-pertencimento-avisam\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":92751,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1114],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92750"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92750"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92753,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92750\/revisions\/92753"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}