{"id":92678,"date":"2025-11-12T10:23:05","date_gmt":"2025-11-12T13:23:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92678"},"modified":"2025-12-09T23:11:47","modified_gmt":"2025-12-10T02:11:47","slug":"balaclava-fest-2025-celebra-a-musica-indie-com-belos-shows-de-stereolab-e-yo-la-tengo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/12\/balaclava-fest-2025-celebra-a-musica-indie-com-belos-shows-de-stereolab-e-yo-la-tengo\/","title":{"rendered":"Balaclava Fest 2025 celebra a cena indie com belos shows de Stereolab e Yo La Tengo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fabio Machado<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alcan\u00e7ando sua d\u00e9cima-quinta edi\u00e7\u00e3o em 2025, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Balaclava\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Balaclava Fest<\/a> j\u00e1 ocupa lugar certo no calend\u00e1rio e no cora\u00e7\u00e3o dos indies paulistanos. Este ano, o festival talvez tenha preferido n\u00e3o mexer em time que est\u00e1 ganhando e seguiu \u00e0 risca a f\u00f3rmula da edi\u00e7\u00e3o anterior, tanto em rela\u00e7\u00e3o ao local (Tokio Marine Hall) como na curadoria que une nomes queridos da m\u00fasica alternativa (no palco principal, o Balaclava) a artistas nacionais e internacionais que est\u00e3o despontando (em um palco paralelo, o Vans). \u00c9 uma boa contrapartida para o modelo de megafestivais impulsionados por ativa\u00e7\u00f5es de marketing e com curadoria assumidamente mais mainstream que tem se tornado a regra nos \u00faltimos anos. Mas nem tudo s\u00e3o flores &#8211; mesmo quando as flores s\u00e3o cantadas pela voz de L\u00e6titia Sadier &#8211; e existiram alguns percal\u00e7os que podem indicar uma necessidade de recalcular a rota por parte da Balaclava. Mas isso fica para mais adiante.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92680\" aria-describedby=\"caption-attachment-92680\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92680\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-01-Gab-Ferreira-3000px-181-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-01-Gab-Ferreira-3000px-181-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-01-Gab-Ferreira-3000px-181-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92680\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gab Ferreira<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio, tudo estava bem organizado nas depend\u00eancias do Tokio Marine Hall. O espa\u00e7o de merch tinha v\u00e1rios atendentes e dava conta da demanda inicial, mesmo com muita gente buscando camisetas e outras lembran\u00e7as do dia. Ali ao lado, o espa\u00e7o externo do fum\u00f3dromo era um bem-vindo respiro (sem ironia) a quem precisava desopilar um pouco do ambiente de m\u00fasica. Por quest\u00f5es log\u00edsticas, este jornalista n\u00e3o conseguiu acompanhar o show de Gab Ferreira, que abriu os trabalhos no palco Vans, mas o fot\u00f3grafo Fernando Yokota teve boas impress\u00f5es sobre a cantora. Mas deu tempo de conferir a entrada dos Walfredo em Busca de Simbiose ao som de nada mais, nada menos que o tema de \u201cGreen Hill Zone\u201d (Masato Nakamura), a primeira fase do primeiro Sonic, lan\u00e7ado em 1991 e portanto gravado eternamente no c\u00f3rtex de quem passou a inf\u00e2ncia jogando Mega Drive com os amigos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92681\" aria-describedby=\"caption-attachment-92681\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92681\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-02-Walfredo-3000px-190-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-02-Walfredo-3000px-190-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-02-Walfredo-3000px-190-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92681\" class=\"wp-caption-text\"><em>Walfredo em Busca de Simbiose<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pareceu uma chamada \u00e0 nostalgia que, de certa forma, tamb\u00e9m embala os arranjos do conjunto, com can\u00e7\u00f5es que podem lembrar tanto Boogarins como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/09\/clube-da-esquina-eleito-melhor-album-brasileiro-de-todos-os-tempos-conheca-o-top-10\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clube da Esquina<\/a> se essas bandas fossem ouvidas em uma sala com uma equaliza\u00e7\u00e3o sonora mais voltada para os graves\u2026 que era justamente o caso do palco Vans naquele momento. N\u00e3o que isso fosse um grande impedimento; o resultado sonoro combinado com a dimens\u00e3o reduzida do palco trouxe um pouco de underground e calor humano ao festival. Mais complicado foi o fato de n\u00e3o terem aberto as portas que davam acesso ao palco Balaclava, o que resultou em um congestionamento de pessoas que se atrapalhavam na tentativa de ir at\u00e9 o bar ao lado do palco ou simplesmente assistir ao show. L\u00e1 pela metade do set dos Walfredo, algu\u00e9m deve ter notado isso e abriu as portas, o que ajudou a espalhar o p\u00fablico e diminuir consideravelmente o bolol\u00f4 de gente. De todo modo, uma parcela fiel continuou acompanhando a banda, que apresentou diversas can\u00e7\u00f5es do seu \u00e1lbum mais recente, \u201cM\u00e1gico Imag\u00e9tico Circular\u201d (2025).<\/p>\n<figure id=\"attachment_92682\" aria-describedby=\"caption-attachment-92682\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92682\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-03-Geordie-Greep-3000px-208-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-03-Geordie-Greep-3000px-208-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-03-Geordie-Greep-3000px-208-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92682\" class=\"wp-caption-text\"><em>Geordie Greep<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, um p\u00fablico variado aguardava a entrada do ingl\u00eas-por\u00e9m-quase-brasileiro <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/10\/entrevista-geordie-greep-ex-black-midi-abre-o-jogo-sobre-album-solo-e-rasga-seda-para-milton-nascimento-e-clube-da-esquina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Geordie Greep<\/a> e sua brasileir\u00edssima banda que inclui Vitor Cabral (bateria), F\u00e1bio S\u00e1 (baixo), Chic\u00e3o Montorfano (teclados, que tamb\u00e9m participou do disco \u201cThe New Sound\u201d, lan\u00e7ado em 2024), Daniel Concei\u00e7\u00e3o (percuss\u00e3o) e Filipe Coimbra (guitarra).- os mesmos m\u00fasicos que o acompanharam nos shows anteriores no Bar Alto (SP) e no Sesc Jundia\u00ed. Ao trazer um time de primeira linha para acompanhar sua curiosa jornada sonora, Geordie tem a liberdade para revisitar temas de \u201cThe New Sound\u201d como \u201cWalk Up\u201d e \u201cTerra\u201d (um simp\u00e1tico sambinha-para-gringo-ver) de forma mais expansiva, abrindo espa\u00e7o para improvisa\u00e7\u00f5es diversas dos instrumentistas e do pr\u00f3prio Greep, que volta e meia se aventurava na guitarra cravando belos solos com pegada jazz-roqueira. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/07\/geordie-greep-no-bar-alto-emocao-samba-e-muito-suor-em-modo-crooner\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se na apresenta\u00e7\u00e3o do Bar Alto<\/a>, Greep e os m\u00fasicos ainda estavam ajustando detalhes das m\u00fasicas, agora o conjunto est\u00e1 muito mais azeitado nas passagens intrincadas tecidas pelo brit\u00e2nico; em certo momento, parecia um dia normal no Sesc Pomp\u00e9ia, onde aventuras instrumentais no palco da Comedoria ou do Teatro j\u00e1 s\u00e3o de praxe. Se por um lado o revisionismo jazz fusion caiu no gosto da maioria dos presentes, que por vezes pareciam hipnotizados pelas melodias e ritmos quase insanos que apareciam, n\u00e3o deixa de ser curioso o fato de que Greep tamb\u00e9m apela para uma forma de nostalgia (aquela vista anteriormente em Walfredo em busca de Simbiose), mas agora buscando o vocabul\u00e1rio jazz-prog-fusion com tempero brasileiro &#8211; estilo que, at\u00e9 os anos 1990, era comumente esnobado por cr\u00edticos e pelo p\u00fablico indie. Revisionismo hist\u00f3rico ou n\u00e3o, o fato \u00e9 que funciona em est\u00fadio e ao vivo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92684\" aria-describedby=\"caption-attachment-92684\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92684\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-04-Jovens-Ateus-3000px-217-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-04-Jovens-Ateus-3000px-217-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-04-Jovens-Ateus-3000px-217-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92684\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jovens Ateus<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma breve pausa no fum\u00f3dromo, foi o momento de conferir outro apelo nost\u00e1lgico no palco Vans, mas numa energia totalmente oposta ao de Greep e seus associados brazucas: o p\u00f3s-punk g\u00e9lido dos Jovens Ateus, que assumem sem medo todos os clich\u00eas do estilo: postura contida, bateria eletr\u00f4nica, baixo onipresente e vocais imersos em reverb, cantados em portugu\u00eas. Apresentaram sons do \u00e1lbum \u201cVol. 1\u201d, lan\u00e7ado em 2025, que ao vivo ganharam um tanto a mais de agress\u00e3o e eletricidade nas guitarras. Apesar da disparidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atra\u00e7\u00f5es anteriores, conseguiram fisgar n\u00e3o s\u00f3 o p\u00fablico que fazia um baile particular agitando mais \u00e0 frente, mas tamb\u00e9m os curiosos que passavam de um palco a outro. Destaque tamb\u00e9m para a agitada \u201cIglesia\u201d, do EP auto-intitulado de 2023. No geral, um show correto mas que poderia ser mais interessante se os Jovens Ateus se aventurassem mais para al\u00e9m das quatro linhas do p\u00f3s-punk.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92685\" aria-describedby=\"caption-attachment-92685\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92685\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-238-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-238-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-238-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92685\" class=\"wp-caption-text\"><em>Yo La Tengo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, f\u00e3s de carteirinha do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Yo+La+Tengo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yo La Tengo<\/a> (e muitos outros n\u00e3o t\u00e3o f\u00e3s assim, mas tudo bem, festival \u00e9 para isso) aguardavam com ansiedade a entrada do conjunto no palco Balaclava, o que aconteceu dentro do hor\u00e1rio previsto. A expectativa \u00e9 compreens\u00edvel, afinal eles n\u00e3o se apresentavam por aqui h\u00e1 11 anos. E a experi\u00eancia de um show do trio norte-americano \u00e9 singular, por alguns motivos. Primeiro, h\u00e1 um sil\u00eancio solene por parte do p\u00fablico que \u00e9 raro de acontecer hoje em dia. Do in\u00edcio lit\u00fargico com \u201cBig Day Coming\u201d \u00e0 catarse do final com \u201cI Heard You Looking\u201d (com participa\u00e7\u00e3o surpresa de Tim Gane, do Stereolab, nos synths), \u00e9 not\u00e1vel a aten\u00e7\u00e3o plena de todo mundo que ali est\u00e1, seja pela devo\u00e7\u00e3o de quem conhece a fundo a obra de Ira Kaplan (guitarra\/vocal), Georgia Hublew (bateria\/vocal) e James McNew (baixo\/vocal), ou pela curiosidade de quem n\u00e3o os conhece, mas sabe que est\u00e1 testemunhando uma coisa incr\u00edvel em forma de m\u00fasica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92686\" aria-describedby=\"caption-attachment-92686\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92686\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-251-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-251-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-251-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92686\" class=\"wp-caption-text\"><em>Yo La Tengo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m do sil\u00eancio &#8211; que tamb\u00e9m \u00e9 um elemento importante no som do Yo La Tengo &#8211; outra coisa interessante \u00e9 que a abordagem deles no palco \u00e9 ser praticamente um anti-power-trio, desconstruindo todos os clich\u00eas em torno dessa forma\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante para o rock. Sim, o baixo conduz e preenche as m\u00fasicas, mas tamb\u00e9m \u00e9 carregado de distor\u00e7\u00e3o quando necess\u00e1rio. Sim, a guitarra tem riffs legais mas do nada pode trazer ambi\u00eancias imprevis\u00edveis ou uma cama de distor\u00e7\u00e3o, especialmente quando Ira Kaplan resolve brincar com o instrumento e equilibr\u00e1-lo no ar ou esfreg\u00e1-lo contra o amplificador. E a bateria de Georgia Hublew \u00e9 mais pintura do que marca\u00e7\u00e3o de tempo, indo al\u00e9m da batida motorik e ganhando contornos quase sinf\u00f4nicos. E eles ainda se revezam nos instrumentos e vozes quando necess\u00e1rio. O resultado \u00e9 um show que voc\u00ea aprecia n\u00e3o pela destreza dos m\u00fasicos, mas pela capacidade que eles t\u00eam em conjurar sentimentos em formas de frequ\u00eancias e ritmos em m\u00fasicas t\u00e3o diferentes entre si quanto \u201cStockholm Syndrome\u201d e \u201cAshes\u201d. Provavelmente uma das melhores apresenta\u00e7\u00f5es deste ano, o que n\u00e3o \u00e9 um feito f\u00e1cil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92687\" aria-describedby=\"caption-attachment-92687\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92687\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-254-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-254-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-05-Yo-La-Tengo-3000px-254-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92687\" class=\"wp-caption-text\"><em>Yo La T\u00ebngo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um show t\u00e3o imersivo, a impress\u00e3o foi que o p\u00fablico na casa havia aumentado consideravelmente, n\u00e3o s\u00f3 porque muitos pareciam ter chegado nesse hor\u00e1rio para conferir as \u00faltimas atra\u00e7\u00f5es da noite. A jornada at\u00e9 os bares, banheiros e fum\u00f3dromos ficava cada vez mais complicada perto do palco principal e exigia alguma paci\u00eancia com as inevit\u00e1veis filas que se formavam. E n\u00e3o demorou para que o querido fum\u00f3dromo, aquele o\u00e1sis esfuma\u00e7ado ao c\u00e9u aberto, tamb\u00e9m ficasse superlotado e inacess\u00edvel para quem buscasse algum descanso ap\u00f3s os shows. Restava conferir o slowcore dos norte-americanos Horse Jumper of Love, que durante a semana tamb\u00e9m fizeram <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/08\/entre-o-shoegaze-e-o-slowcore-terraplana-e-horse-jumper-of-love-cativam-publico-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um sideshow no Bar Alto em noite dividida com o terraplana<\/a>. A sonoridade \u00e9 lenta, melanc\u00f3lica e ainda assim envolvente, com guitarras cortantes em contraponto ao vocal monoc\u00f3rdico do guitarrista Dimitri Giannopoulos. Interessante que o clima slowcore se manteve at\u00e9 nas intera\u00e7\u00f5es com a plat\u00e9ia: &#8220;Como voc\u00eas est\u00e3o hoje?&#8221; indagou Dimitri, num tom calmo e bem oposto ao peso trazido pelas guitarras do conjunto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92689\" aria-describedby=\"caption-attachment-92689\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-92689 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-06-Horse-Jumper-of-Love-3000px-257-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-06-Horse-Jumper-of-Love-3000px-257-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-06-Horse-Jumper-of-Love-3000px-257-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92689\" class=\"wp-caption-text\"><em>Horse Jumper of Love<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se a lentid\u00e3o do Horse Jumper of Love ainda cativava parte do palco Vans, era o Stereolab que ati\u00e7ava a maioria dos presentes no Tokio Marine Hall, espalhados e escorados como podiam nas imedia\u00e7\u00f5es do palco Balaclava. Alguns sentavam sem cerim\u00f4nia no ch\u00e3o, outros recostavam-se nas pilastras e paredes, mas de alguma forma a curiosidade era grande em torno da apresenta\u00e7\u00e3o do grupo anglo-franc\u00eas cuja \u00faltima passagem pelo Brasil foi por volta dos anos 2000. Pouco antes do in\u00edcio do show, uma ilumina\u00e7\u00e3o azul toma o palco e aparecem imagens de L\u00f4 Borges no tel\u00e3o, enquanto \u201cTrem Azul\u201d (Clube da Esquina) tocava nos alto-falantes. Na hora do refr\u00e3o, n\u00e3o teve jeito: uma plateia indie ecoando \u201cVoc\u00ea pega o Trem Azul \/ O Sol na cabe\u00e7a\u2026.\u201d Foi simples, mas memor\u00e1vel. E deixou o clima perfeito para a entrada do Stereolab em seguida, com sons de sintetizadores anunciando a primeira can\u00e7\u00e3o, \u201cAerial Troubles\u201d, do mais recente \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/27\/critica-stereolab-permanece-o-mesmo-em-sua-originalidade-elegancia-e-visao-de-uma-musica-total\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instant Holograms on Metal Film<\/a>\u201d, de 2025 (que tamb\u00e9m compreendeu a maior parte do setlist, diga-se). A vocalista L\u00e6titia Sadier parou para dar boa noite e deu sequ\u00eancia \u00e0 baguncinha sonora de \u201cMotoroller Scalatron\u201d (do mais antigo \u201cEmperor Tomato Ketchup, 1996), com suas diferentes camadas r\u00edtimicas de sintetizador, bateria e vozes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92688\" aria-describedby=\"caption-attachment-92688\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92688\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92688\" class=\"wp-caption-text\"><em>Stereolab<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma semelhante ao Yo La Tengo, o p\u00fablico tamb\u00e9m entrou em estado pleno de aten\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 mais do que compreens\u00edvel, porque logo no in\u00edcio fica claro que tudo o que o Stereolab coloca em cima do palco \u00e9 importante, da luz aos ritmos circulares, synths e cordas presentes nos arranjos. O limite parece a pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o de L\u00e6titia e seus associados. A vocalista ainda arriscou diversos solos de trombone em temas como \u201cVermona F Transistor\u201d. Um dos momentos mais sublimes foi quando executaram \u201cThe Flower Called Nowhere\u201d (de \u201cDots and Loops\u201d, 1997) com suas diversas evolu\u00e7\u00f5es e refer\u00eancias que evocam psicodelia, pop franc\u00eas e at\u00e9 mesmo um tiquinho mel\u00f3dico de Clube da Esquina (mais do que bem-vinda a homenagem anterior ao saudoso L\u00f4, portanto). S\u00f3 que mesmo fundamentado em sonoridades criadas e consagradas no auge do s\u00e9culo XX, o Stereolab continua soando atemporal, incluindo jams e momentos improv\u00e1veis como um trecho quase metal-jazz\u00edstico em \u201cMelodie is a Wound\u201d que faria os jovens da Papangu abrirem um sorriso. Ou no groove dan\u00e7ante de &#8220;Miss Modular&#8221;, anunciada por L\u00e6titia antes de falar um \u201ceu te amo\u201d em portugu\u00eas e conquistar todos os cora\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o haviam sido hipnotizados pela banda at\u00e9 ent\u00e3o. A francesa tamb\u00e9m avisou (dessa vez em ingl\u00eas) para \u201ccontinuarem com os sapatos de dan\u00e7a\u201d e emendou a viagem s\u00f4nica da igualmente dan\u00e7ante \u201cHousehold Names\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92690\" aria-describedby=\"caption-attachment-92690\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92690\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-299-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-299-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-299-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92690\" class=\"wp-caption-text\"><em>Stereolab<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de anunciar a contemplativa \u201cEsemplastic Creeping Eruption\u201d (tamb\u00e9m do mais recente \u201cInstant Holograms in Metal Film\u201d, L\u00e6titia fez um breve coment\u00e1rio: &#8220;Em um mundo que quer nos dividir, n\u00f3s queremos nos unir. Mas com menos igreja e estado&#8221;. O tipo de coisa que d\u00e1 o que pensar antes de perder a no\u00e7\u00e3o do tempo e espa\u00e7o com os timbres de synth, a bateria kraut e as melodias de nave espacial que aparecem e desaparecem no meio das can\u00e7\u00f5es dos anglo-franceses. De fato, \u00e9 uma apresenta\u00e7\u00e3o que pode cansar os n\u00e3o-iniciados; l\u00e1 pelo final, via-se parte do p\u00fablico demonstrando cansa\u00e7o e saindo do local. Mas para quem aguardava 25 anos por uma nova visita, estava tudo certo. At\u00e9 mesmo quando L\u00e6titia fala em franc\u00eas sobre estar assustada em \u201cPercolator\u201d, com sua bateria \u00edmpar instigante, ou na literalmente el\u00e9trica \u201cElectrified Teenybop!\u201d, que encerrou a primeira parte do set. O bis veio com mais uma do \u00e1lbum mais recente (\u201cImmortal Hands\u201d) e outra dos anos 1990 (\u201cCybelle\u2019s Reverie\u201d), fechando com chave de ouro essa passagem \u00fanica do Stereolab pelo Brasil. Teria sido lindo mais uma apresenta\u00e7\u00e3o solo, a exemplo do Yo La Tengo (que deve estar se apresentando no momento em que esse texto est\u00e1 sendo finalizado, l\u00e1 no Cine J\u00f3ia). Mas resta torcer para que o retorno n\u00e3o leve outros 25 anos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_92692\" aria-describedby=\"caption-attachment-92692\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-92692 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-288-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"831\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-288-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-288-copiar-271x300.jpg 271w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-92692\" class=\"wp-caption-text\"><em>Stereolab<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final do evento, fica a certeza de que o Balaclava Fest continua relevante. A ideia de realizar \u201cum festival sem perrengues\u201d (como a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o anunciou nas redes sociais) \u00e9 \u00f3tima, ao trazer o formato com um escopo reduzido e mais voltado para o nicho alternativo. Mas seria interessante para as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es repensar o espa\u00e7o utilizado: a qualidade sonora do Tokio Marine Hall \u00e9 ineg\u00e1vel, mas o espa\u00e7o claramente n\u00e3o foi pensado para suportar grandes movimenta\u00e7\u00f5es de p\u00fablico indo de um palco a outro. Ter mantido as portas fechadas do palco Balaclava at\u00e9 pouco antes do show do Georgie Greep n\u00e3o foi uma boa id\u00e9ia, e mesmo ap\u00f3s tirarem esse empecilho, a circula\u00e7\u00e3o seguiu intensa at\u00e9 pouco antes do fim. Talvez um modelo a seguir seja o da Popload, que fez um esquema de palco semelhante usando o espa\u00e7o aberto do Parque Ibirapuera. Quanto \u00e0 curadoria, se por um lado a aposta no seguro foi bem recebida pelo p\u00fablico, poderia ser mais instigante se buscasse um olhar para artistas fora do cat\u00e1logo da Balaclava, trazendo mais mulheres ou mais diversidade regional entre seus integrantes, por exemplo. S\u00e3o pontos de aten\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tiram o brilho do essencial: foi um dia bom para ser f\u00e3 de m\u00fasica fora do mainstream.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-93064 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-298-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-298-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/2025-11-09-07-Stereolab-3000px-298-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amusicadofabio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fabio Machado<\/a>\u00a0\u00e9 m\u00fasico e jornalista (n\u00e3o necessariamente nessa ordem). Baixista na Falsos Conejos, Mevoi, Thrills &amp; the Chase e outros projetos.<br \/>\n\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/fernandoyokota.com.br\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A m\u00fasica segue sendo o principal do evento (num cen\u00e1rio que cada vez mais foca em outras coisas), mas o espa\u00e7o claramente n\u00e3o foi pensado para suportar grandes movimenta\u00e7\u00f5es de p\u00fablico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/12\/balaclava-fest-2025-celebra-a-musica-indie-com-belos-shows-de-stereolab-e-yo-la-tengo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":143,"featured_media":92691,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[8007,7478,5480,7531,7994,7867,3836,8006,1196],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92678"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/143"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92678"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92678\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93065,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92678\/revisions\/93065"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}