{"id":92598,"date":"2025-11-09T00:01:13","date_gmt":"2025-11-09T03:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92598"},"modified":"2025-11-29T00:06:54","modified_gmt":"2025-11-29T03:06:54","slug":"entrevista-ramon-coutinho-fala-sobre-seu-primeiro-longa-metragem-jamex-e-o-fim-do-medo-uma-distopia-de-quintal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/09\/entrevista-ramon-coutinho-fala-sobre-seu-primeiro-longa-metragem-jamex-e-o-fim-do-medo-uma-distopia-de-quintal\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ramon Coutinho fala sobre seu primeiro longa-metragem, &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221;, uma distopia de quintal"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos destaques da primeira edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.lumenfilmfestival.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lumen &#8211; Festival de Cinema Independente do Rio de Janeiro<\/a>, &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221; (2025), traz o artista pl\u00e1stico baiano Jamex recebendo uma proposta de venda de um de seus quadros e a miss\u00e3o de entrega-lo em m\u00e3os ao misterioso comprador. Em todos os percal\u00e7os pelos quais ele passa em dire\u00e7\u00e3o ao seu contratante ao transitar por &#8220;Salvadolores&#8221;, uma vers\u00e3o futurista e quase p\u00f3s apocal\u00edptica da metr\u00f3pole baiana, o filme exibe a ideia da necessidade vs. esfor\u00e7o herc\u00faleo de se tentar sobreviver de sua pr\u00f3pria arte e ganha uma n\u00edvel pertinente de discuss\u00e3o para al\u00e9m da eficiente met\u00e1fora trazida neste seu mote central. Trata-se de um obra cujo tema central encontra paridade com a sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221;, primeiro longa metragem de Ramon Coutinho, experiente cineasta com diversos curtas no curr\u00edculo produzidos desde 2011, quando foi um dos fundadores do CUAL &#8211; Coletivo Urgente de Audiovisual, oferece algo para al\u00e9m disso. Na cidade de Salvadolores, local vitimado pela radia\u00e7\u00e3o que leva seus habitantes a usar \u00f3culos no sentido de se proteger e que registros do passado mostram ao surpreso jovem Jamex a possibilidade das pessoas se reunirem em praias sem qualquer risco de contamina\u00e7\u00e3o, uma sombra de um passado recente e pand\u00eamico parece sobressair.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jamex passa por essas imagens, trazidas aqui ainda em VHS, e o filme de Ramon Coutinho cria com isso um modo de refletir o pr\u00f3prio estilo de arte do pintor, que, em certo momento, \u00e9 arguido se \u00e9 pintor de parede ou de quadros. Oriundo do bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador, o jovem artista pl\u00e1stico de 23 anos tem em sua trajet\u00f3ria exposi\u00e7\u00f5es e a presen\u00e7a de obras no acervo permanente do Museu de Arte Moderna da Bahia. A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Fim do Medo &#8220;, que apresentou em 2021, trazia em seu t\u00edtulo uma frase que ele costuma usar como um manifesto urbano em paredes e muros localizados entre as ruas de Amaralina e do Rio Vermelho. Foi uma delas que chamou a aten\u00e7\u00e3o do diretor Ramon Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diretor de filmes marcantes como &#8220;Ritual Pam Pam Pam&#8221; (2014) e &#8220;Gaivotas ou O Que Fazer com os Bra\u00e7os&#8221; (2015), para citar apenas dois dos muitos realizados pelo CUAL, Ramon tem em seu cinema um s\u00edmbolo que representa bem o audiovisual feito na Bahia por uma nova gera\u00e7\u00e3o de realizadores desde a d\u00e9cada passada. E na obra de Jamex, algu\u00e9m de uma gera\u00e7\u00e3o ainda mais recente dentro das artes, essa busca por um meio de se expressar ganha uma reflexo importante dentro deste primeiro longa metragem dirigido por Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221;, esse cinema se torna representado dentro da sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o, de seu pr\u00f3prio produto, e utiliza a pr\u00f3pria tem\u00e1tica de seu material para demonstrar essa representa\u00e7\u00e3o. Em determinado momento, vemos a pr\u00f3pria equipe aparecer em quadro, algo que confirma o que foi pontuado anteriormente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 paridade entre o tema da obra e o seu modo de execu\u00e7\u00e3o e resultado final. Um filme baiano a usar a capital soteropolitana como um pulsante personagem na melhor tradi\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssicos como &#8220;Meteorango Kid&#8221; (1969), de Andr\u00e9 Luiz Oliveira, e &#8220;SuperOutro&#8221; (1989), de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/09\/03\/cinebh-2018-tres-perguntas-edgard-navarro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Edgar Navarro<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste papo com o Scream &amp; Yell, Ramon Coutinho aprofunda essa experi\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o de &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221;. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jamex e o Fim do Medo - TRAILER\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tyBb5cq7iYg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O filme traz uma reflex\u00e3o impactante sobre a ideia da arte como meio de subsist\u00eancia. Ao conhecer Jamex e perceber o potencial f\u00edlmico de sua trajet\u00f3ria como artista pl\u00e1stico, essa ideia de refletir essa reflex\u00e3o atrav\u00e9s de um longa foi algo que te despertou para essa possibilidade?<\/strong><br \/>\nEntre as ruas de Amaralina e o Rio Vermelho, vi picha\u00e7\u00f5es que me intrigavam pela pot\u00eancia e amplitude de um pequeno manifesto urbano: \u201cfim do medo\u201d. A imagem dessa frase em um muro rachado j\u00e1 parecia cinematogr\u00e1fico por si s\u00f3, mas quando conheci Jamex atrav\u00e9s da produtora do filme, Lu\u00edsa Maciel, pareceu natural propor que film\u00e1ssemos algo a partir do cotidiano dele com a cidade. Foi a\u00ed que, em 2022, realizamos um curta totalmente livre chamado \u201cJamex em Busca de Tela\u201d, uma esp\u00e9cie de filme-pesquisa que nos deu a base inicial pra elabora\u00e7\u00e3o de um roteiro aberto \u00e0s mesclas do real com ficcional. A gente queria realizar uma esp\u00e9cie de document\u00e1rio fabulado, del\u00edrio cru do real, onde pud\u00e9ssemos fazer essa cr\u00edtica a partir de cinema irreverente, \u201cgast\u00e3o\u201d, um cinema que brinca ao mesmo tempo que questiona formatos. Jamex realiza seus trabalhos em todo tipo de suporte, de madeira a telas de tecido, nos muros da cidade, tudo que \u00e9, enfim, pint\u00e1vel. Ao passo que senti que h\u00e1 no modo de trabalho dele um espelhamento do meu modo de fazer cinema. Um pintor que cruza a cidade pra entregar seu trabalho, que no final das contas \u00e9 parecido com o corre de tantos outros trabalhadores. Nesse processo, Jamex me apresentou outros v\u00eddeos e filmes que outros realizadores haviam feito com ele. Era evidente que a figura dele era cinematogr\u00e1fica. E foi massa ver esses filmes e perceber que nos interessava inventar uma outra coisa, n\u00e3o realista, meio que uma distopia de quintal, onde pud\u00e9ssemos usar tudo a favor do filme, inclusive o que n\u00e3o desse certo na produ\u00e7\u00e3o. Quer\u00edamos pensar nessa arte como delivery, como produto, que apesar de pertencer a um universo de aparente prest\u00edgio, n\u00e3o garante nada ao trabalhador da arte, menos ainda a um artista perif\u00e9rico. Esse tema nos guiou inicialmente e nos fez encontrar tem\u00e1ticas paralelas ao longo do processo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"JAMEX - FIM DO MEDO\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tQqj-onDB3I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Salvador aparece como essa cidade (dando as devidas propor\u00e7\u00f5es, claro) quase p\u00f3s apocal\u00edptica, na qual a radia\u00e7\u00e3o solar requer uma prote\u00e7\u00e3o ocular para seus personagens, algo que remete um pouco ao per\u00edodo pand\u00eamico com as cruciais m\u00e1scaras. Como foi a cria\u00e7\u00e3o dessa cidade e desse ambiente quase claustrof\u00f3bico com Jamex sendo um observador?<\/strong><br \/>\nPara o filme me pareceu instigante inventar um tempo\/espa\u00e7o pr\u00f3prio pra a aventura acontecer. Tinha uma ansiedade de um filme que reenquadrasse a cidade como um personagem monstro, muito familiar, mas, tamb\u00e9m, carregado de estranhezas, situa\u00e7\u00f5es absurdas e inesperadas. Por isso, junto com o roteiro, elaboramos uma geografia f\u00edlmica por onde Salvadolores passa e se rearranja a partir de elementos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, dilemas reais da cidade de Salvador: a dif\u00edcil mobilidade, o cen\u00e1rio de ru\u00ednas e descaso, os medos e paranoias da viol\u00eancia. Isso tudo est\u00e1 no filme de algum jeito, tendo Jamex como personagem que observa, se espanta e reage \u00e0 cidade. Acho que nossa distopia j\u00e1 \u00e9 viver sob esse regime de vida que gera tantas trag\u00e9dias e a pandemia parece como um desses efeitos. A radioatividade do filme foi um elemento ficcional que tenta refletir sobre tudo isso, tendo nos \u00f3culos um modo de prote\u00e7\u00e3o, assim como as m\u00e1scaras nos foram e ainda s\u00e3o. Objetos de prote\u00e7\u00e3o contra algo que est\u00e1 no ar, nesse sentido tem mais haver com uma radia\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica que contamina pelo olho, uma met\u00e1fora direta de como nossos olhos s\u00e3o contaminados todos os dias por imagens e informa\u00e7\u00f5es que levam a distor\u00e7\u00f5es e criam rea\u00e7\u00f5es. O olho a\u00ed como porta de recep\u00e7\u00e3o do externo, um coment\u00e1rio sobre o pr\u00f3prio cinema ou dos regimes de imagem que nos guiam nesse agora feito de realidades de redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jamex caminha pelas regi\u00f5es de Salvador meio que como um observador das mudan\u00e7as sociais e seus contrastes e reagindo a eles. Insistindo em sua tentativa de permanecer nela como artista. Em certo momento, vemos a pr\u00f3pria equipe do filme aparecer, em uma rima precisa dos dois tipos de arte.<\/strong><br \/>\nSim, reagindo \u00e0 cidade com um cinema cr\u00edtico-brincante, que tenta, erra e segue insistindo um formato de produ\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m privilegia o processo e o envolvimento art\u00edstico da equipe. A cidade tal como ela \u00e9, cen\u00e1rio vivo e ca\u00f3tico que trouxe ao filme mais elementos do que inicialmente hav\u00edamos premeditado. Esse filme \u00e9 feito assim por um coletivo de artistas que p\u00f4de se aventurar com liberdade em um projeto apoiado por pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o quer repetir as l\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o de um cinema industrial consolidado. Pelo contr\u00e1rio queremos um cinema anti-industrial, imperfeito, artesanal, que nos fa\u00e7a descobrir nossa cidade, fazer amigos, afirmar o encontro sobretudo. Afinal se estamos falando de um artista tentando sobreviver em uma realidade desfavor\u00e1vel, esse \u00e9 tamb\u00e9m um dever urgente das pessoas da pr\u00f3pria equipe do filme. Quando a equipe aparece \u00e9 pra evidenciar isso, que se a rua do nosso bairro \u00e9 cen\u00e1rio, n\u00f3s tamb\u00e9m estamos nele. Foi assim que conduzimos o processo com sets de quatro, cinco horas de grava\u00e7\u00e3o, onde as pessoas est\u00e3o envolvidas afetivamente, sem hierarquias r\u00edgidas, onde todos sentem o movimento que o filme produz para si, e \u00e9 por isso acredito que a t\u00e3o complicada \u201cdistribui\u00e7\u00e3o do cinema nacional\u201d deva partir como um valor de bem estar social que afeta inicialmente aqueles que fazem os filmes. Esse cinema que nos interessa viver \u00e9 inevitavelmente ativado por esse tipo de insist\u00eancia que desobedece certas l\u00f3gicas de uma idealiza\u00e7\u00e3o de um cinema empresarial t\u00e3o em voga na nossa cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi inserir-se no filme ao lado de Marcus Curvelo como personagens guias para Jamex em sua saga?<\/strong><br \/>\nEngra\u00e7ado pensar nos personagens que eu e Marcus Curvelo fizemos como guias, talvez sejam coisas que se revelam depois do filme pronto, porque inicialmente n\u00e3o t\u00ednhamos esse objetivo. O personagem de Curvelo por exemplo foi definido quase um dia antes da grava\u00e7\u00e3o, e havia pensando em um personagem pra mim que mais desnorteava e confundia a trajet\u00f3ria de Jamex. De certa forma, todos os personagens do filme s\u00e3o uma esp\u00e9cie de guias no caminho err\u00e1tico de Jamex, mesmo aqueles que parecem atrapalhar, acabam por ajudar a inventar um caminho pr\u00f3prio e \u00e9 essa a quest\u00e3o do filme.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92600 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cartaz-Jamex-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1142\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cartaz-Jamex-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Cartaz-Jamex-2-copiar-197x300.jpg 197w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador, e \u00e9 autor de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/11\/entrevista-mitico-guitarrista-baiano-alvaro-assmar-ganha-biografia-joao-paulo-barreto-fala-sobre-uma-vida-blues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma Vida Blues<\/a>\u201d, biografia de \u00c1lvaro Assmar.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em &#8220;Salvadolores&#8221;, uma vers\u00e3o futurista e quase p\u00f3s apocal\u00edptica da metr\u00f3pole baiana, &#8220;Jamex e o Fim do Medo&#8221; exibe a ideia da necessidade vs. esfor\u00e7o herc\u00faleo de se tentar sobreviver da arte\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/09\/entrevista-ramon-coutinho-fala-sobre-seu-primeiro-longa-metragem-jamex-e-o-fim-do-medo-uma-distopia-de-quintal\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":92599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7995,7996],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92598"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92598"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92598\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92603,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92598\/revisions\/92603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}