{"id":92341,"date":"2025-10-31T23:40:53","date_gmt":"2025-11-01T02:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=92341"},"modified":"2025-11-27T00:22:19","modified_gmt":"2025-11-27T03:22:19","slug":"ao-lado-do-grupo-dialeto-david-cross-toca-pecas-de-bartok-e-perolas-do-king-crimson-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/31\/ao-lado-do-grupo-dialeto-david-cross-toca-pecas-de-bartok-e-perolas-do-king-crimson-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Ao lado do grupo Dialeto, David Cross toca pe\u00e7as de Bart\u00f3k (severas e saborosas) e p\u00e9rolas do King Crimson em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/hecateyyo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alex Antunes<\/a><br \/>\nfotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcosviniciustrojan\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcos Vinicius Troian<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se fala em rock progressivo, v\u00eam \u00e0 mente bandas como Genesis e Yes que \u2013 para o bem e para o mal, as que foram mais reconhecidas e imitadas, mas que tamb\u00e9m as que cristalizaram a ideia de um g\u00eanero meio caricato. Outras, por suas idiossincrasias, cavaram um lugar \u00e0 parte, como Emerson, Lake &amp; Palmer e Pink Floyd. E outras ainda, como King Crimson, Gentle Giant e Van Der Graaf Generator, podem ser consideradas entre as mais experimentais, as que foram mais exigentes com seus ouvintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que esse \u00e9 um balan\u00e7o simplista; o g\u00eanero se estende camadas e camadas abaixo disso, mas foi MUITO visado durante os anos do punk, e sua (m\u00e1) fama at\u00e9 hoje se ressente disso. O King Crimson dos anos 70 est\u00e1 num cerne de credibilidade (e tamb\u00e9m foi a que melhor se inventou nos anos 80). Dentre seus discos, \u201cLarks\u2019 Tongues In Aspic\u201d, de 1973, \u00e9 um marco de inventividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falo disso porque faixas desse disco foram, por assim dizer, o fil\u00e9 das apresenta\u00e7\u00f5es que o violinista David Cross e o grupo brasileiro Dialeto fizeram nos dias 28 e 30 de outubro, em S\u00e3o Paulo e Porto Alegre (respectivamente no Teatro Sabesp Frei Caneca e Bourbon Country).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cross est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o interessante em rela\u00e7\u00e3o ao membros daquela forma\u00e7\u00e3o. Robert Fripp, o l\u00edder de sempre do grupo, e \u00fanico membro constante, liderou diversas voltas, a \u00faltima delas permanecendo at\u00e9 2021, o que quase coincidiu com um document\u00e1rio de 2022, que \u00e9 um belo balan\u00e7o dessas d\u00e9cadas. Tido como sisudo e perfeccionista, nos \u00faltimos anos se notabilizou por uma persona humor\u00edstica, postando com sua esposa Toyah Willcox v\u00eddeos com releituras engra\u00e7adas de cl\u00e1ssicos do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O baterista Bill Bruford, \u00edcone do instrumento, depois de muitos anos de aposentadoria e de uma carreira acad\u00eamica (diz ele que durante muito tempo sequer encostou nos tambores), voltou nos \u00faltimos anos com um trio de jazz bastante low profile. O baixista e vocalista John Wetton, dono de uma voz e de um timbre no instrumento magn\u00edficos (e de uma capacidade de quase dois c\u00e9rebros de fazer as duas coisas simultaneamente, com divis\u00f5es totalmente diferentes na voz e na r\u00edtmica), foi o que surfou na caricatura do rock de arena, \u00e0 frente da banda Asia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed vem os mais peculiares (\u00e9 dif\u00edcil dizer \u201cmais peculiar\u201d na presen\u00e7a de um Fripp, mas enfim). Um foi o percussionista Jamie Muir, mestre dos instrumentos inusitados e dos ru\u00eddos, que teriam uma fun\u00e7\u00e3o l\u00fadica se n\u00e3o trouxessem um clima espantoso, beirando o sinistro. Muir ficou no grupo s\u00f3 durante um disco, esse \u201cLarks\u2019 Tongues\u201d, e se retirou para um mosteiro (eventualmente voltou para uma carreira bastante discreta).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E chegamos a David Cross. Era ele que, entre os extremos sonoros definidos por Fripp numa ponta e Muir em outra, com a s\u00f3lida cozinha de Bruford e Wetton no meio, fazia uma esp\u00e9cie de costura geral. Com refer\u00eancias na m\u00fasica erudita (mas n\u00e3o na barroca, um truque usual no prog, e sim nas inven\u00e7\u00f5es de Bart\u00f3k e Stravinsky, \u00eddolos de Fripp), fez com seu violino e viola (e eventuais mellotron e piano el\u00e9trico) a cuidadosa e imersiva constru\u00e7\u00e3o de climas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92342 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_01-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_01-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_01-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois discos depois, em \u201cRed\u201d (no meio veio \u201cStarless And Bible Black\u201d, ainda mais improvisado em algumas pe\u00e7as), o elegante Cross s\u00f3 estava em duas faixas, se retirando da usina de pot\u00eancia sonora que o grupo se tornou. Mas acabou por dar na mesma, pois Fripp em seguida acabou com a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, vemos um Cross que envelheceu bem, pisando no palco animado e bem-humorado, e com pleno controle dos recursos eletr\u00f4nicos que seu violino el\u00e9trico e seu set carregam, mudando de oitavas, introduzindo uma satura\u00e7\u00e3o que emula o timbre de guitarra do pr\u00f3prio Fripp em algumas m\u00fasicas, ou disparando eventuais samples. Cross, considerado desde sempre um dos maiores violinistas do rock, mas que em \u201cRed\u201d tinha perdido espa\u00e7o, encontrou seu caminho com crescente tranquilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2017, quando Nelson Coelho, o guitarrista e l\u00edder do Dialeto, resolveu adaptar pe\u00e7as de B\u00e9la Bart\u00f3k no \u00e1lbum \u201cBart\u00f3k In Rock\u201d, a ideia de convidar Cross para a faixa de abertura foi n\u00e3o s\u00f3 uma \u00f3tima sacada, como o in\u00edcio de uma parceria sensacional. Vindo ao Brasil para um show de lan\u00e7amento no Sesc Belenzinho, Cross descobriu seu p\u00fablico brasileiro. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/07\/ao-vivo-david-cross-band-satisfaz-fas-de-king-crimson-e-rock-progressivo-com-um-show-belo-e-alto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">E voltou no ano passado<\/a>, na turn\u00ea de \u201cLarks\u2019 Tongues @ 50\u201d, com a sua David Cross Band, na Casa Rocambole, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltar era s\u00f3 uma quest\u00e3o de (pouco) tempo. O show de S\u00e3o Paulo se pareceu muito com o de 2017. Mas, agora, com a obriga\u00e7\u00e3o de tocar menos pe\u00e7as de Bart\u00f3k (toda a primeira parte do show), seis m\u00fasicas ao inv\u00e9s de oito. Foram duas \u201cRoumanian Folk Dances\u201d (do ciclo de 1915 em que o compositor se aprofundou no folclore da Transilv\u00e2nia) e dois \u201cMikrokosmos\u201d (que s\u00e3o ao mesmo tempo um curso de piano, escrito em 153 pe\u00e7as de crescente dificuldade de execu\u00e7\u00e3o, entre 1926 e 1939), e mais duas composi\u00e7\u00f5es avulsas, \u201cAn Evening In The Village\u201d (1911) e \u201cThe Young Bride\u201d (1918).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um bloco de m\u00fasica severa, ainda que saborosa. \u00c9 interessante que um dos \u201cMikrokosmos\u201d, o 78 (conhecido como \u201cFive-tone Scale\u201d), foi escolha de Cross, e n\u00e3o est\u00e1 no disco. Usando uma escala pentat\u00f4nica (toda a pe\u00e7a se baseia em apenas cinco notas, sem semitons), Bart\u00f3k explora o m\u00e1ximo de varia\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica, harm\u00f4nica e r\u00edtmica dentro dessa limita\u00e7\u00e3o assumida, testando como a simplicidade pode gerar riqueza expressiva. E nessa Cross come\u00e7a a insinuar uma ponte para as m\u00fasicas do King Crimson, propondo um arranjo mais variado, com mais din\u00e2mica e contrastado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eis que chegamos \u00e0 parte emocional do show \u2013 afinal o p\u00fablico est\u00e1 l\u00e1 para isso. Em 2017, Cross e o Dialeto haviam tocado \u201cExiles\u201d, \u201cTalking Drum\u201d e \u201cLarks\u2019 Tongues In Aspic, Part Two\u201d daquele disco (e, no bis, \u201cStarless\u201d, que n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 do disco \u201cStarless And Bible Black\u201d, mas do seguinte, uma das faixas em que Cross participa, no \u201cRed\u201d). Desta vez, a ementa crimsoniana foi mais extensa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-92344 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_03-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_03-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/David_Cross_Dialeto_SP_2025_by_Marcos-Trojan_03-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquelas tr\u00eas aparecem, na mesma ordem, intercaladas com \u201cTonk\u201d, uma original da David Cross Band, de 1997, que originalmente contou com o sempre sensacional vocal de Peter Hammill (do Van Der Graaf). Aqui \u00e9 preciso falar duas coisas da cozinha de Gabriel Costa, baixo, e Fred Barley, bateria. Primeiro, que est\u00e3o perfeitos em suas partes. A mixagem da bateria de Barley, inclusive, esteve magn\u00edfica no show de S\u00e3o Paulo, um fundamento extremamente s\u00f3lido da apresenta\u00e7\u00e3o. Sendo Wetton e Bruford os mestres que s\u00e3o ou foram em seus instrumentos, parab\u00e9ns aos envolvidos. Mas Costa \u2013 fazendo a parte contundente de Hammill \u2013 e Barley, as vozes de Wetton, tamb\u00e9m n\u00e3o decepcionaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cross mostra a que veio. Brincalh\u00e3o, come\u00e7a a comandar o show, estendendo uma ou outra parte de um arranjo, colocando o instrumento de lado para dar espa\u00e7o \u00e0 guitarra de Nelson, tocando junto de um e de outro membro. Antes do fim da parte principal, com a trist\u00edssima \u201cStarless\u201d, inserem outra faixa de \u201cLarks\u2019 Tongues\u201d, \u201cEasy Money\u201d, uma das que tinha mais presen\u00e7a do vocal de Wetton, al\u00e9m de uma varia\u00e7\u00e3o din\u00e2mica interessant\u00edssima (e assim tocam dois ter\u00e7os do disco).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescendo de \u201cThe Talking Drum\u201d \u00e9 sempre impressionante. Uma esp\u00e9cie de conjura afro-cigana, um ritmo obsessivo atrav\u00e9s do qual o violino e a guitarra serpenteiam, \u00e9 o cerne ritual\u00edstico daquele disco. A melancolia de \u201cStarless\u201d encerra o show, mas n\u00e3o. Para o bis eles trouxeram duas novidades, a brincalhona mas agressiva \u201cThe Great Deceiver\u201d (rara composi\u00e7\u00e3o exclusivamente de Wetton, e a igualmente contundente \u201cRed\u201d, do disco hom\u00f4nimo, um ponto alt\u00edssimo do repert\u00f3rio do KC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00fablico mais pr\u00f3ximo do palco sofreu um pouco, no in\u00edcio e no fim do show, com o volume meio baixo da guitarra. Talvez por isso (ou pelas entradas e sa\u00eddas dele e de Cross do palco), no final, o s\u00e9rio Nelson parecia um pouco desconcentrado. Mas fontes de Porto Alegre dizem que l\u00e1, com o devido aquecimento, o show afinal foi perfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que Fripp sempre prop\u00f4s no King Crimson, nas palavras de Cross, foram \u201cm\u00fasicas fant\u00e1sticas \u2013 e horrivelmente complicadas\u201d. Como eu dizia no come\u00e7o, com um certo teor de exig\u00eancia at\u00e9 para o p\u00fablico. Fripp nunca se conformou, ao que parece, com o \u201cdemasiadamente humano\u201d. E Cross se disp\u00f5e a tentar explicar, neste pr\u00f3ximo domingo, dia 2 de novembro, o que aconteceu ali, em 1973, nas m\u00e1gicas grava\u00e7\u00f5es de \u201cLarks\u2019 Tongues In Aspic\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 que, no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, acontece uma audi\u00e7\u00e3o comentada do disco. Essa tem sido uma tend\u00eancia, nos \u00faltimos anos: sess\u00f5es de escuta de discos. At\u00e9 casas, os \u201clistening bars\u201d, t\u00eam sido abertas com esse objetivo, como o Formosa Hi-Fi, de Facundo Guerra, Al\u00ea Youssef e s\u00f3cios, na Galeria Formosa, nos subterr\u00e2neos do Teatro Municipal, que foi um sonho de M\u00e1rio De Andrade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece que M\u00e1rio de Andrade tamb\u00e9m foi o fundador, em 1935, da Discoteca P\u00fablica Municipal, que depois recebeu o nome de uma de suas disc\u00edpulas prediletas, como Discoteca Oneyda Alvarenga. A pr\u00f3pria Oneyda criou os Concertos de Discos, as audi\u00e7\u00f5es que ministrou entre 1938 e 1958. Hoje instalada no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, a Discoteca abre com David Cross essa nova s\u00e9rie de audi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cross deve contar inclusive fatos pouco conhecidos: como o de que aquela encarna\u00e7\u00e3o de 1973 do King Crimson surgiu de uma inten\u00e7\u00e3o de Robert Fripp de montar com ele, e com Jamie Muir, um trio de ragas indianas (!). Que, rapidamente, com a chegada de Bruford e Wetton, virou o fenomenal quinteto que gravou o fenomenal e misterioso \u201cLarks\u2019 Tongues In Aspic\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><em>Servi\u00e7o: Audi\u00e7\u00e3o de \u201cLarks Tongues In Aspic\u201d com David Cross em S\u00e3o Paulo, 02 de novembro, 19h, na Sala Lima Barreto do Centro Cultural S\u00e3o Paulo (Rua Vergueiro 1000, Para\u00edso, S\u00e3o Paulo \u2013 SP)<\/em><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-92350 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Sem-Titulo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Sem-Titulo-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Sem-Titulo-1-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que Robert Fripp sempre prop\u00f4s no King Crimson, nas palavras de Cross, foram \u201cm\u00fasicas fant\u00e1sticas \u2013 e horrivelmente complicadas\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/31\/ao-lado-do-grupo-dialeto-david-cross-toca-pecas-de-bartok-e-perolas-do-king-crimson-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":161,"featured_media":92343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7528,7971],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/161"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92341"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92351,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92341\/revisions\/92351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}