{"id":91838,"date":"2025-10-13T14:09:07","date_gmt":"2025-10-13T17:09:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=91838"},"modified":"2025-10-31T10:15:29","modified_gmt":"2025-10-31T13:15:29","slug":"saude-mental-desastres-climaticos-e-guitarras-o-que-esta-por-tras-de-straight-line-was-a-lie-novo-disco-do-quarteto-neozelandes-the-beths","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/13\/saude-mental-desastres-climaticos-e-guitarras-o-que-esta-por-tras-de-straight-line-was-a-lie-novo-disco-do-quarteto-neozelandes-the-beths\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade mental, desastres clim\u00e1ticos e guitarras: o que est\u00e1 por tr\u00e1s de \u2018Straight Line Was a Lie\u2019, novo disco do The Beths"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/igrmllr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igor M\u00fcller<\/a>, do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os neozelandeses do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/thebeths\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Beths<\/a> come\u00e7aram a tocar, em 2014, tudo o que eles queriam era encher o Whammy Bar \u2013 uma casa de shows para 250 pessoas na capital do pa\u00eds, Auckland. Dez anos depois, eles chegaram bem mais longe. Com o sucesso do \u00e1lbum \u201cExpert on a Dying Field\u201d, de 2022, o quarteto liderado por Elizabeth Stokes est\u00e1 com a agenda cheia de shows pelo Hemisf\u00e9rio Norte e acaba de lan\u00e7ar \u201cStraight Line Was a Lie\u201d, seu primeiro trabalho por um selo americano \u2013 o Anti, casa de queridinhos indies como Waxahatchee e MJ Lenderman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando voc\u00ea come\u00e7a uma banda, nunca pensa que vai fazer quatro discos. Faz parecer que temos uma discografia, parece uma obra de verdade\u201d, brinca a vocalista e guitarrista, ao contar sobre como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum, lan\u00e7ado no final de agosto <a href=\"https:\/\/thebeths.ffm.to\/straightlinewasalie\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nas plataformas digitais<\/a>. Apesar da evolu\u00e7\u00e3o, o caminho entre os dois trabalhos n\u00e3o foi f\u00e1cil: al\u00e9m de se acostumar com o mundo p\u00f3s-pand\u00eamico, Stokes teve de lidar com problemas de sa\u00fade, quest\u00f5es mentais e at\u00e9 mesmo um bloqueio criativo \u2013 solucionado com a ajuda de uma m\u00e1quina de escrever. \u201cEscrever dessa forma me permitiu processar as coisas melhor do que eu normalmente processo\u201d, explica a guitarrista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casada h\u00e1 10 anos com o parceiro de banda Jonathan Pearce, Stokes tamb\u00e9m fala nesta entrevista sobre as novidades s\u00f4nicas de \u201cStraight Line Was a Lie\u201d, um disco que mant\u00e9m as guitarras l\u00e1 no alto, mas as combina com sonoridades mais calmas. \u201cPara o pr\u00f3ximo trabalho, talvez n\u00f3s possamos abrir m\u00e3o da regra de n\u00e3o usar sintetizadores\u201d, brinca a guitarrista. \u201cMas mesmo que \u00e0s vezes n\u00f3s toquemos coisas diferentes, a adolescente que mora dentro de mim quer estar numa banda de rock.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a entrevista a seguir, concedida inicialmente ao <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a> e agora publicada no Scream &amp; Yell, Stokes tamb\u00e9m fala sobre temas que parecem apocal\u00edpticos, como desastres clim\u00e1ticos, uso de antidepressivos e a necessidade de se reinventar a todo momento. \u201cN\u00e3o sei se para todos os millennials, mas pelo menos para mim, a vida tem sido uma repeti\u00e7\u00e3o de passos atr\u00e1s. Parece que, a cada punhado de anos, n\u00f3s temos um grande retrocesso e \u00e9 preciso repensar nossa vida inteira do zero\u201d, diz a vocalista do The Beths. Apesar disso, \u00e9 um papo cheio de bom-humor \u2013 com direito at\u00e9 a piadas sobre Lennon e McCartney. Com a palavra, Liz Stokes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o disco na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - Straight Line Was A Lie (Full Album Stream)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PL2LoGf5dgISOlk-s1_hf69kHSolFP-lIO\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Beths n\u00e3o \u00e9 uma banda nova, mas ganhou muita aten\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo trabalho, \u201cExpert On a Dying Field\u201d. Como foi criar um sucessor para um disco que deu t\u00e3o certo?<\/strong><br \/>\nLiz Stokes: D\u00e1 medo, sabe? (risos). Quando voc\u00ea come\u00e7a uma banda, voc\u00ea nunca pensa que vai fazer quatro discos. Chegar ao quarto disco faz parecer que temos uma discografia, parece uma obra de verdade. N\u00f3s precisamos descobrir para onde quer\u00edamos ir. O novo disco abre as portas para novos sons que podemos criar, porque j\u00e1 estamos mais seguros e confiantes do que sabemos fazer. Acredito que enquanto tivermos os instrumentos nas nossas m\u00e3os e eu puder escrever as can\u00e7\u00f5es, sentiremos que ser\u00e1 um \u00e1lbum do The Beths.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De um lado, conquistar o sucesso fez a banda crescer de tamanho. Do outro, esse crescimento tamb\u00e9m veio com press\u00e3o e com uma s\u00e9rie de problemas pessoais. O que aconteceu nos bastidores nesses tr\u00eas anos entre um disco e outro?<\/strong><br \/>\nFoi um per\u00edodo bem cheio para n\u00f3s, sabe? Fizemos a turn\u00ea de dois discos de uma vez s\u00f3, por conta da pandemia. \u201cExpert On a Dying Field\u201d come\u00e7ou a ir muito bem, de maneira que continuamos tocando enquanto est\u00e1vamos no processo de planejar o que seria o pr\u00f3ximo disco. T\u00ednhamos mais ou menos um ano para pensar e n\u00e3o sab\u00edamos como come\u00e7ar. Nesse \u00ednterim, tive problemas de sa\u00fade, descobri que tenho doen\u00e7a de Graves [uma condi\u00e7\u00e3o autoimune que causa hipertireoidismo]. Quando voc\u00ea tem problemas de sa\u00fade f\u00edsica, \u00e9 comum tamb\u00e9m ter problemas de sa\u00fade mental. Fiquei bem mal e precisei me cuidar, comecei a fazer terapia e tomar antidepressivos para tentar encontrar uma nova rotina. Em meio a tudo isso, tive problemas para escrever. Era bom n\u00e3o ter mais ansiedade, algo que sempre me acompanhou, mas isso veio junto com um bloqueio criativo. Tentei ao m\u00e1ximo n\u00e3o entrar em p\u00e2nico. O que me ajudou foi come\u00e7ar a escrever cerca de 10 p\u00e1ginas por dia em uma m\u00e1quina de escrever, s\u00f3 pra ver o que poderia acontecer. Isso me permitiu alcan\u00e7ar temas que normalmente eu teria medo de abordar, ou que s\u00e3o profundos demais para serem examinados. Escrever dessa forma me permitiu processar as coisas melhor do que eu normalmente processo. Escrevo m\u00fasicas pensando nas emo\u00e7\u00f5es e metabolizando esses sentimentos em can\u00e7\u00f5es \u2013 e a m\u00e1quina de escrever me ajudou muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O dia-a-dia de quem toma antidepressivos tem muito a ver com o t\u00edtulo do disco, \u201cStraight Line Was a Lie\u201d. Acho que tamb\u00e9m \u00e9 uma frase que fala muito sobre ser millennial. Somos uma gera\u00e7\u00e3o que cresceu com a ilus\u00e3o de que bastava estudar e trabalhar duro para tudo dar certo, mas\u2026 o sucesso n\u00e3o \u00e9 uma linha reta, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nClaro que n\u00e3o. N\u00e3o sei se para todos os millennials, mas pelo menos para mim, a vida tem sido uma repeti\u00e7\u00e3o de passos atr\u00e1s. (risos) Parece que, a cada punhado de anos, n\u00f3s temos um grande retrocesso e \u00e9 preciso repensar nossa vida inteira do zero. Particularmente, esse t\u00edtulo tem a ver com uma sensa\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica que tive quando estava tentando sair desse buraco mental. Quando voc\u00ea est\u00e1 no fundo do po\u00e7o e come\u00e7a a melhorar, \u00e9 normal pensar que a melhora vai seguir para sempre, e para sempre, e assim por diante. E n\u00e3o \u00e9 assim que funciona, \u00f3bvio. \u00c9 preciso ter uma perspectiva mais ampla, sabe: isso \u00e9 a vida? A gente avan\u00e7a pela vida, mas n\u00e3o faz isso de maneira linear. \u00c0s vezes, a gente vai para tr\u00e1s. \u00c0s vezes, a vida gira em c\u00edrculos. Faz parte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - Mosquitoes | Live At Studio 1 Vintage Guitars\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lq5pZSyQD2A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra faixa marcante do disco \u00e9 \u201cMosquitoes\u201d, que \u00e9 baseada em um desastre clim\u00e1tico que aconteceu na Nova Zel\u00e2ndia. Como essa m\u00fasica surgiu?<\/strong><br \/>\nBem, essa m\u00fasica conta a hist\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/new.aucklandcouncil.govt.nz\/en\/parks-recreation\/get-outdoors\/aklpaths\/path-detail\/240.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oakley Creek<\/a>, que \u00e9 uma pequena reserva natural aqui em Auckland. Nela, tem uma cachoeira que n\u00e3o \u00e9 muito grande\u2026 sei l\u00e1, ela tem uns nove metros. \u00c9 um lugar em que as pessoas v\u00e3o muito para caminhar. A hist\u00f3ria dessa m\u00fasica fala sobre uma enchente. Ultimamente, temos tido muitas enchentes em Auckland, assim como em muitos lugares do mundo. \u00c9 um padr\u00e3o que tem se repetido globalmente: normalmente, h\u00e1 uma enchente a cada 100 anos, mas agora parece que elas acontecem todos os anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pois \u00e9, aqui no Brasil isso tem acontecido tamb\u00e9m.<\/strong><br \/>\nExato. E bem, a m\u00fasica conta a hist\u00f3ria desse lugar. Ela fala sobre como foi ir at\u00e9 Oakley Creek depois das enchentes, percebendo como tudo mudou. As pontes foram destru\u00eddas, as \u00e1rvores ca\u00edram, tudo mudou. \u00c9 um lugar que esteve l\u00e1 durante muito tempo, mas, de repente, as coisas ficaram diferentes. Acho que \u00e9 poss\u00edvel extrapolar o sentimento dessa m\u00fasica para algo que segue acontecendo com todo mundo. Hoje, parece que o mundo muda muito r\u00e1pido e a toda hora \u00e9 preciso descobrir quem n\u00f3s somos depois dessas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cStraight Line Was a Lie\u201d tem uma expans\u00e3o s\u00f4nica do que voc\u00eas costumam fazer, ainda que voc\u00eas mantenham algumas regras \u2013 como a de n\u00e3o usar sintetizadores, como o Queen.<\/strong><br \/>\nS\u00e9rio? Que legal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pois \u00e9! Eles tinham essa frase escrita em alguns discos. Se voc\u00ea olhar em \u201cA Night at the Opera\u201d, por exemplo, vai ver que est\u00e1 escrito \u201cNo Synthesizers\u201d no encarte.<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 muito legal. Eu n\u00e3o sabia disso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9? Como foi esse processo de compreender a identidade sonora do The Beths, ao mesmo tempo em que era preciso evoluir e criar coisas novas?<\/strong><br \/>\nNesse disco aconteceu uma mudan\u00e7a muito importante na forma como componho. Antigamente, quando eu compunha, eu usava o Reaper, um software de grava\u00e7\u00e3o de demos. Nele, eu s\u00f3 gravava a guitarra e a voz, no m\u00e1ximo um backing vocal ou uma segunda linha de guitarras. Por conta disso, acho que boa parte do ritmo das m\u00fasicas tinha de vir das guitarras, sabe? \u00c9 uma demo, n\u00e3o tem baixo nem bateria. Em \u201cStraight Line\u201d, mudei meu m\u00e9todo de trabalho. Comecei a usar um software no qual podia adicionar baixo e bateria, de maneira bem b\u00e1sica, ao que estava escrevendo. Isso me deu mais espa\u00e7o e deixou as can\u00e7\u00f5es mais arejadas \u2013 o que \u00e9 interessante, especialmente porque nossa m\u00fasica \u00e9 densa, cheia de guitarras. Sinto que eu precisava tocar a cada colcheia e agora, n\u00e3o mais: as guitarras podem ser mais esparsas. Isso se transferiu para o que n\u00f3s fazemos com a banda. Acho que h\u00e1 ritmos e ideias que n\u00e3o usamos anteriormente. Mas, ao mesmo tempo, ainda somos n\u00f3s tocando os instrumentos, por isso temos confian\u00e7a de que o The Beths ainda soa como o The Beths. Mas voc\u00ea tem raz\u00e3o, \u00e9 uma diferen\u00e7a grande.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - &quot;Mother, Pray For Me&quot; (Official)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v71QgHSMpnk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas as m\u00fasicas do The Beths s\u00e3o o que chamamos no Programa de Indie de \u201crock de guitarras\u201d. Voc\u00ea acredita que haver\u00e1 um futuro em que o The Beths n\u00e3o ser\u00e1 uma banda de guitarras?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o. (risos). N\u00e3o sei! Mas acho que para o pr\u00f3ximo disco, talvez n\u00f3s possamos abrir m\u00e3o da regra de n\u00e3o usar sintetizadores. (risos) De qualquer maneira, n\u00f3s gostamos de guitarras. Elas s\u00e3o o motivo pelo qual comecei uma banda. Eu queria ter uma banda de rock para tocar guitarra e, bem, eu ainda quero estar numa banda de rock. Mesmo que \u00e0s vezes n\u00f3s toquemos coisas diferentes, a adolescente que mora dentro de mim quer estar numa banda de rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>The Beths nunca tocou no Brasil ou na Am\u00e9rica Latina. Algum plano de vir para c\u00e1?<\/strong><br \/>\nEstamos trabalhando nos bastidores, porque queremos muito tocar a\u00ed. Adorar\u00edamos ir, de verdade. Mas sei que este ano n\u00e3o vai acontecer, porque vamos tocar at\u00e9 o final do ano sem pausas no Hemisf\u00e9rio Norte. Adoraria ir ao Brasil em 2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 interessante pensar nessa divis\u00e3o, n\u00e9? Muitas bandas fazem \u201cturn\u00eas mundiais\u201d apenas tocando no Hemisf\u00e9rio Norte.<\/strong><br \/>\nPois \u00e9\u2026 mas estamos desesperadamente tentando tocar no M\u00e9xico e na Am\u00e9rica do Sul. N\u00f3s chegamos a tocar na Indon\u00e9sia, que \u00e9 o pa\u00eds natal da minha m\u00e3e, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tocamos muito na \u00c1sia at\u00e9 agora. Queremos ir l\u00e1 tamb\u00e9m. Estamos trabalhando nisso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de ter uma banda, voc\u00ea tem um relacionamento dentro da banda \u2013 o guitarrista Jonathan Pearce \u00e9 seu marido. Alguma dica para quem quer ter uma banda com um parceiro?<\/strong><br \/>\nTem que ser a combina\u00e7\u00e3o certa! Mas isso \u00e9 bastante comum. H\u00e1 muitas bandas por a\u00ed em que h\u00e1 um namoro entre os membros, embora as pessoas n\u00e3o saibam. Acho que \u00e9 sempre importante ter uma parceria, seja um relacionamento afetivo ou uma amizade como a de Lennon e McCartney. \u00c9 sempre bom quando duas pessoas est\u00e3o \u201cdirigindo o \u00f4nibus\u201d. Torna as coisas mais f\u00e1ceis. Embora essa n\u00e3o seja uma boa analogia \u2013 normalmente s\u00f3 uma pessoa dirige um \u00f4nibus, n\u00e9? (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Talvez um avi\u00e3o?<\/strong><br \/>\nIsso, um avi\u00e3o! Quando voc\u00ea tem um piloto e o copiloto, fica muito mais f\u00e1cil ter uma banda. Voc\u00ea tem mais gente pensando \u2013 e tem algu\u00e9m pra dividir a bucha quando est\u00e1 em uma fase ruim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, tem muita gente que diz que Lennon e McCartney tinham um relacionamento de fato\u2026<\/strong><br \/>\nOlha s\u00f3. Eu shiparia esse casal! (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - &quot;Metal&quot; (Official)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YrVEgP0LkDA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para fechar, temos uma pergunta cl\u00e1ssica no nosso programa, uma coisa bem \u201cAlta Fidelidade\u201d. Quais s\u00e3o os cinco discos que voc\u00ea levaria para a ilha deserta?<\/strong><br \/>\nTop cinco? Putz, isso \u00e9 muito dif\u00edcil. Acho que consigo fazer uma lista que valha para hoje, porque \u00e9 o tipo de lista que muda todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para n\u00f3s tamb\u00e9m!<\/strong><br \/>\nOk, vamos l\u00e1. Vamos come\u00e7ar com\u2026 \u201cGive Up\u201d, do Postal Service. \u201cThe Night Fly\u201d, de Donald Fagen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Wow!<\/strong><br \/>\nBem, \u00e9 o como estou me sentindo hoje. Putz\u2026 vou com o primeiro do Alvvays. Chama \u201cAlvvays\u201d mesmo, n\u00e9? N\u00e3o consigo lembrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tem \u201cArchie, Marry Me\u201d.<\/strong><br \/>\nSim! O que mais? Acho que vou com aquele do Big Thief\u2026 como \u00e9 que chama mesmo? \u201cNew Dragon Warm Mountain\u201d? \u00c9 um t\u00edtulo t\u00e3o grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L\u00e1 vamos n\u00f3s pro trava l\u00edngua: \u201cDragon New Warm Mountain I Believe In You\u201d<\/strong><br \/>\nAmo esse disco. \u00c9 um disco bom demais para ser t\u00e3o longo. \u00c9 t\u00e3o bom. (risos) Numa ilha deserta, acho que poderia ouvi-lo bastante. E n\u00e3o sei, acho que preciso de algo meio doido\u2026 meio maluco mesmo. Ent\u00e3o, para fechar, vamos com \u201cThe Stranger\u201d, do Billy Joel, s\u00f3 para ter algo diferente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - 95bFM Live Session\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XukePTKWWCA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - Full Performance (Live at RNZ)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EyjI71T-KEg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Episode Two - Straight Line Was A Lie Tour\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XvCtDh7xxmc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fIC70Wyd5_U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Beths: Tiny Desk Concert\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vt0J3IEYkIg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas)<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista. Apresenta o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a>\u00a0e escreve a newsletter\u00a0<a href=\"https:\/\/meusdiscosmeusdrinks.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais<\/a>. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/igrmllr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igor M\u00fcller<\/a>\u00a0\u00e9 locutor de r\u00e1dio e um dos respons\u00e1veis pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie.<\/a>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um papo cheio de humor, Elizabeth Stokes fala sobre temas que parecem apocal\u00edpticos, como desastres clim\u00e1ticos, uso de antidepressivos e a necessidade de se reinventar a todo momento.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/13\/saude-mental-desastres-climaticos-e-guitarras-o-que-esta-por-tras-de-straight-line-was-a-lie-novo-disco-do-quarteto-neozelandes-the-beths\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":91840,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7932],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91838"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91838"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91843,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91838\/revisions\/91843"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}